PRIMEIRAS IMAGENS OFICIAIS DE BOB ESPONJA - O FILME
BOB ESPONJA - O FILME (SpongeBob SquarePants Movie) ganhou novos posters, imagens e também um dos roteiristas do filme, o escritor norte-americano Tim Hill, veio ao Brasil para uma série de workshops de roteiro dentro do festival Anima Mundi, e falou à Folha Online sobre o personagem, agora mais por cima que snorkel de mergulhador.
Confira os Novos Posters e Novas imagens oficiais (em grande resolução).
Leia abaixo a entrevista que Tim Hill concedeu ao repoprter da Folha:
Folha - Como surgiu a idéia de transformar uma esponja de cozinha em um herói de desenho?
Tim Hill - A idéia foi de Steve Hillenburg. Ele é surfista e estudou biologia marinha na faculdade. Acho que ele sempre quis fazer um programa sobre o oceano, em que o personagem principal fosse inocente, positivo e criativo. Minha parte era ajudá-lo a trazer as idéias para a página escrita, porque na época Steve era mais um artista visual do que um escritor.Folha - Um dos trunfos de Bob Esponja é o roteiro, repleto de diálogos ao mesmo tempo inteligentes e ingênuos. Quais foram as influências para chegar até aí?
Hill - São muitas. Discutimos o personagem Cândido, de Voltaire, como um modelo, no início. Autores de filmes mudos também afetaram, como Buster Keaton, Harold Lloyd, Charlie Chaplin, W.C. Fields… Eles também criaram personagens ingênuos e geralmente alheios ao aspecto cínico do mundo em que vivemos.
Folha - Grande parte das produtoras hoje aposta na animação por computador. “Bob Esponja”, por outro lado, segue a animação tradicional em 2D. Quais são os prós e contras dessa opção?
Hill - Infelizmente, o 3D é tanto um modismo quanto um avanço tecnológico. Há muitos produtores de Hollywood correndo por aí usando a palavra “3D” como se realmente soubessem o seu significado. Não é que o conceito de 3D seja difícil, mas suas qualidades são geralmente destacadas por retardados. Precisamos passar esse momento de “Oh, meu Deus, e tudo isso foi feito num computador”. Bem, você ainda pode fazer um cocô em um computador.
Folha - O que acharia se de repente resolvessem adaptar Bob Esponja para um formato 3D?
Hill - Seria como transformá-lo em um rapper com dente de ouro vivendo “na área” da Fenda do Biquíni. E, acredite, essa idéia já foi sugerida. Mas, fora essa coisa de moda, acho o 3D interessante. Certas companhias fazem um ótimo trabalho com animação em 3D, especialmente os curtas. Apesar de todo o seu charme, Shrek ainda me parece um modelo de computador, do mesmo jeito que o peixe de “Procurando Nemo”. Ainda que sejam tecnicamente perfeitos, não sinto “a mão do artista” trabalhando ali. Há boa animação, mas para no máximo dez minutos de filme.
Folha - Seguindo esse raciocínio, como foi adaptar o conceito do seriado para o de longa-metragem?
Hill - É muito difícil fazer um longa animado. Honestamente, me chateio com a maioria deles, a não ser os irreverentes como o do “South Park”. Com Bob Esponja, não estávamos lidando realmente com um roteiro. Sentávamos em volta de uma grande mesa com um monte de escritores e artistas e conversávamos sobre o filme, cena a cena. Tudo muito tedioso. Talvez tenha sido por isso que jogamos tanto pingue-pongue entre uma reunião e outra.
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