INTRODUÇÃO
Haverá muita confusão – e um festival de gargalhadas – no paraíso, quando uma menininha havaiana solitária chamada Lilo, ao ver uma estrela cadente, pede aos céus para ter um amigo e a resposta chega na forma do alienígena mais mal comportado de toda a galáxia, na divertida nova comédia de animação da Walt Disney Pictures, Lilo & Stitch.
Combinando personagens inesquecíveis, um enredo exótico e imaginativo e uma animação coloridíssima (trata-se da primeira grande produção do estúdio nas últimas seis décadas a fazer amplo uso da técnica de aquarela nos cenários), o filme conta a história cativante do contato imediato entre Lilo e Stitch, um irascível experimento genético que fugiu de um planeta alienígena, cuja nave espatifou-se na Terra. Fazendo-se passar por um “cachorrinho de estimação” de aparência estranha, Stitch é adotado por Lilo, mas deixa um enorme rastro de destruição em seu caminho.
Graças ao seu amor, confiança e fé inabalável na “o’hana” (o termo no dialeto havaiano para o conceito de família), Lilo ajuda a abrir o coração de Stitch e lhe dá a única coisa para a qual ele não havia sido originalmente criado – uma família. Com seu cenário tropical e luxuriante, um senso de humor único e embalado por clássicos do repertório de Elvis Presley, Lilo & Stitch promete levar os espectadores numa divertida excursão através de um universo animado. Este é o segundo longa-metragem produzido pelo estúdio da Walt Disney Feature Animation na Flórida, que já havia criado anteriormente o grande sucesso de animação de 1998, Mulan.
Tornando Lilo & Stitch ainda mais divertido e original, sua animadíssima trilha é digna de um “Rei” – Elvis Presley, é claro. O filme apresenta seis dos maiores sucessos do repertório de Elvis, na voz do próprio cantor, bem como uma magnífica regravação de clássico de Elvis, “Burning Love,” numa versão moderna da cantora country nomeada do Grammy, Wynonna. Outro grande sucesso de Elvis, “Can’t Help Falling in Love with You”, é ouvido durante os créditos finais numa nova versão do popular grupo vocal sueco, A*Teens. O compositor aclamado Alan Silvestri (indicado ao Oscar® com Forrest Gump – O Contador de Histórias/ Forrest Gump) somou diversão e fantasia ao andamento criativo do filme, com sua trilha original, além de ter trabalhado em parceria com o renomado mestre e dançarino de hula, Mark Keali‘i Ho‘omalu, em dois números com temática havaiana. As canções havaianas são interpretadas pelo coro infantil de alunos da escola Kamehameha.
A dupla de diretores e roteiristas Chris Sanders & Dean DeBlois guiou Lilo & Stitch desde suas origens ao longo de sua produção. Sanders – um artista polivalente que trabalha no departamento de animação dos estúdios Disney desde 1987 e já havia criado anteriormente os storyboards das cenas mais importantes de A Bela e A Fera (Beauty and the Beast), fora desenhista de produção de O Rei Leão (The Lion King) e chefe de história de Mulan – foi o autor do argumento original do filme. DeBlois, que havia trabalhado anteriormente em parceria com Sanders como co-chefe de história de Mulan, contribuiu para o projeto com sua experiência como artista de história e de layout. Sanders e DeBlois tiveram a honra e o privilégio de criar os storyboards de seu próprio roteiro, ao invés de recorrerem à prática mais usual de entregar essa tarefa ao departamento de história. Deste modo, a visão dos cineastas permaneceu intacta ao longo de todo o projeto e deu à equipe de animação e criação diretrizes precisas e claras para todas as fases do trabalho.
O filme foi produzido por Clark Spencer, um veterano que trabalha há 12 anos na área administrativa e financeira dos estúdios Disney e que, mais recentemente, exerceu o cargo de vice-presidente sênior e gerente geral da Walt Disney Feature Animation da Flórida. Lisa Poole foi a produtora associada. O coordenador artístico Jeff Dutton contribuiu com seu talento criativo e administrativo para maximizar os recursos da produção, levando uma grande obra para as telas.
Segundo Thomas Schumacher, presidente da Walt Disney Feature Animation, “Estamos tão orgulhosos com Lilo & Stitch quanto com nossos demais filmes. Trata-se de uma história completamente original, muitíssimo divertida, emocionalmente comovente, um filme belíssimo de se ver. Chris e Dean realizaram um filme maravilhoso e divertido e transmitiram seu entusiasmo e visão à toda a equipe do nosso estúdio na Flórida. É uma realização de alto nível e a fantástica animação desenhada à mão por Andreas Deja, Alex Kupershmidt, Byron Howard extrapola os limites desta forma de arte. O cenário do filme pintado com a técnica de aquarela mostra imagens estilizadas do Havaí de grande beleza, que acentuam a singularidade dessa incrível técnica artística.”
Um dos principais responsáveis pelo apelo emocional e pelo charme do filme é seu elenco de dubladores de primeira. Daveigh Chase (atualmente com 11 anos) foi escalada no papel-chave de Lilo. Ela participou de uma audição de elenco aberta (ao lado de outras 100 jovens candidatas) e seu teste deixou os diretores impressionados. Sanders relembra que “ela tinha uma personalidade diferente e ia dizendo instintivamente certas falas que atingiam exatamente a nota certa. Acho que, no ato, percebemos que havíamos encontrado nossa Lilo.”
O teste da simpática atriz havaiana, Tia Carrere, para o papel de Nani também impressionou os diretores e lhe garantiu o papel da problemática irmã de Lilo. Ving Rhames conferiu as doses certas de autoridade e mistério necessárias ao papel do assistente social Cobra Bubbles. David Ogden Stiers, um dos astros mais versáteis e talentosos de Hollywood e um dos dubladores favoritos dos animadores Disney, expande seu repertório com um desempenho divertido no papel do gênio do mal, Jumba Jookiba. Kevin McDonald, integrante da trupe Kids in the Hall e astro do seriado televisivo That 70s Show, dubla o entusiasmado perito sobre o planeta Terra, Pleakley. Jason Scott Lee (que interpretou o papel de Mogli, na adaptação live-action Disney de O Livro da Selva/The Jungle Book), também natural do Havaí, dubla a voz do ex-namorado e colega de surfe de Nani, David Kawena. A atriz vencedora de quatro prêmios Tony, Zoe Caldwell, contribui para o ar solene de sua personagem, a Conselheira-Mor.
“Um dos temas principais dos nossos filmes de animação”, comenta Schumacher, “é a verdade. E em seus melhores momentos, eles têm verdades que provêm de vários lugares. Em Lilo & Stitch, esse elemento de veracidade veio dos nossos astros, Tia Carrere e Jason Scott Lee, ambos nascidos no Havaí. Eles deram autenticidade e credibilidade aos seus papéis. Suas dublagens são fantásticas e tornaram seus personagens muito interessantes, mas também sugeriram aos diretores e roteiristas Chris e Dean o que eles diriam ou o que aconteceria na narrativa do ponto de vista de um havaiano nativo. Eles contribuíram muito para a riqueza do filme.”
Lilo & Stitch é o segundo longa-metragem a ser produzido nos estúdios Disney da Flórida. Todos os aspectos da produção, com exceção da colorização digital empregando o sistema CAPS premiado com o Oscar®, ficaram a cargo da equipe de 300 artistas, animadores e técnicos baseados na divisão de animação do estúdio, a Walt Disney Feature Animation, da Flórida.
Segundo o produtor Clark Spencer, “O estúdio da Flórida tem um enorme orgulho deste projeto e nos forneceu artistas e criadores talentosos e entusiasmados o suficiente para levar o projeto a termo. O espírito de trabalho deles é ótimo e todos não viam a hora de provar que estavam à altura do desafio. Desde o início da produção, os artistas e técnicos abraçaram o projeto com toda dedicação. Quando decidimos, na última hora, criar uma seqüência final com uma montagens de cenas que mostram a vida futura dos protagonistas, toda a equipe arregaçou as mangas e deu vida à nossa idéia.”
O desenhista de produção, Paul Felix, o diretor de arte, Ric Sluiter, e o supervisor de cenários, Bob Stanton, ajudaram os diretores a materializar sua visão artística nas telas. Os desenhos originais de Sanders sugeriam o uso da técnica de aquarela e Sluiter logo percebeu que o estilo esfumaçado desta técnica de pintura seria o melhor para registrar a luminosidade, a vegetação luxuriante e a exuberância das ilhas. Trabalhando em equipe, o departamento artístico realizou vários testes em aquarela e descobriu novos modos de tornar a técnica mais prática e condizente com a produção do filme. As aquarelas foram amplamente usadas nas primeiras produções dos estúdios Disney, em filmes como Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs), Pinóquio (Pinocchio), Dumbo e Bambi, porém os artistas acabaram migrando para a técnica de guache a óleo, cujos erros podem ser mais facilmente corrigidos (um tipo de pintura opaca) como seu meio preferido. Com Lilo & Stitch, a equipe de cenários resdescobriu essa arte literalmente perdida (na indústria da animação), empregando-a de uma maneira nova e sensacional.
Os outros supervisores artísticos de unidade do filme foram Arden Chan (Layout), Joe Gilland (Efeitos Visuais), Eric Guaglione (Animação Digital), com Phillip Boyd e Christine Lawrence-Finney supervisionando a Arte-Final. Gilland e Guaglione encontraram meios de fazer um casamento sem emendas visíveis entre os elementos e efeitos espetaculares da computação gráfica de última geração (criados no computador) com as aquarelas pintadas à mão da cenografia de Lilo & Stitch. A equipe de Produção Digital e Efeitos da Flórida criou modelos e animou diversos objetos como naves espaciais, armas de raio laser, pranchas de surfe, caminhões carregados de cana-de-açúcar e a imponente nave-mãe vista na cena de abertura do filme. Criou também efeitos incríveis para as cenas submarinas e até conseguiu mostrar aos espectadores cenas que nenhum filme live-action jamais mostrou de tão perto – uma visão interna de um tubo sendo surfado. Outros efeitos espetaculares do filme incluem jorros de lava, explosões e a imagem impressionante da nave de Stitch entrando em hiper-velocidade e cortando o tempo e o espaço.
Passado no cenário magnífico e exuberante do Havaí, os cineastas e um grupo de supervisores artísticos fizeram uma excursão a campo para registrar a incrível beleza natural das paisagens tropicais do arquipélago. Sanders, DeBlois, o diretor de arte Sluiter, o supervisor de cenários Stanton, o animador Andreas Deja e vários outros membros da equipe, pegaram suas câmeras, pincéis e blocos de desenho e viajaram ao Havaí para duas semanas de estudos. A maior parte da visita foi passada na ilha de Kauai, onde a equipe fez mergulhos submarinos de baixa e alta profundidade, surfou e visitou locais como Hanalei, Hanapepe, a Costa Napali, Princeville e Ke’e Beach. O grupo passou vários dias nas praias e parques nacionais, observando a folhagem e a vegetação nativas, pedras vulcânicas, areias cor-de-laranja, águas turquesas, cadeias montanhosas imponentes e crepúsculos incríveis. Deja visitou uma escola havaiana onde se ensinam o idioma e a cultura locais.
Talvez a maior herança que os cineastas levaram de sua expedição à ilha tenha sido o conceito de “o’hana” – uma filosofia de união da família que é muito respeitada pela população local. Sanders relembra: “Antes de irmos ao Havaí, havíamos ouvido falar na “o’hana”, mas só percebemos sua importância quando estivemos lá. Por toda parte aonde íamos, havia um senso de comunidade e família que ia muito além do grupo familiar de sangue. Todos eram super simpáticos e essa simpatia parecia fazer parte da mentalidade havaiana. Precisávamos de um motivo em nossa trama para a transformação de Stitch de mau em bom e começamos a pensar em como ele poderia ser afetado pela “o’hana”. Esse foi um momento de revelação para nós. Começamos a encarar Stitch como um órfão típico que, quando aprende com Lilo sobre o conceito de uma grande família, agarra-se à idéia de uma maneira radical. Nossa decisão de usar o Havaí como locação do filme ajudou a definir seus rumos. Além disso, a tradição da ´o’hana’ estava lá, esperando que nós a descobríssemos e a incorporássemos ao filme.”
E acrescenta Schumacher: “Uma das coisas que adoro em Lilo & Stitch é a noção de que não importa quem você seja – um experimento genético de outra galáxia ou uma menininha solitária no mundo – todos podemos encontrar nosso lugar e ter uma família. Nós podemos nos amar e respeitar uns aos outros. Adoro a idéia de que podemos assistir ao filme e passar algumas horas muito divertidas, mas, que sairemos do cinema com uma mensagem fantástica como essa. Chris e Dean realmente infundiram os valores certos no filme, criando uma obra de entretenimento original e muito divertida.”
HISTÓRIA
A vida é cheia de desafios para Lilo, uma menininha havaiana solitária que mora com sua irmã e tutora, Nani, uma jovem de 19 anos. As duas lutam com dificuldade para dar conta de todas as suas responsabilidades sozinhas, mas as coisas não vão nada bem. Quando Cobra Bubbles, um severo assistente social, aparece para uma visita de rotina, ele encontra as irmãs no meio de uma discussão e a casa, numa grande desordem. Ele avisa a Nani que ela tem três dias para provar ser a tutora apropriada para Lilo ou sua situação terá de tomar outro rumo. Naquela noite, Lilo vê uma estrela cadente cortar os céus diante da janela do seu quarto e faz um pedido: ela deseja ter “alguém para ser seu amigo, alguém que não a abandone”. E acrescenta: “Podia me mandar um anjo – o melhor anjo que tiver.”
Na verdade, a estrela cadente é a espaçonave de Stitch, uma criatura rabugenta (oficialmente conhecida como “Protótipo 626”) que fugiu do planeta Turo. Seu criador, um cientista louco chamado Jumba, explica que Stitch é “à prova de bala, de fogo e pensa mais rápido que um super computador. Ele enxerga no escuro e é capaz de levantar objetos três mil vezes maiores do que ele. Seu único instinto …é destruir tudo em que tocar.” A Conselheira-Mor da Federação Galáctica não se deixa impressionar, condena Jumba à prisão e decreta que Stitch seja extraditado para um asteróide deserto e distante. Antes que a sentença possa ser executada pelo capitão Gantu, Stitch rouba uma nave policial e aciona seu mecanismo de hiper-velocidade para chegar à Terra. Sem outra opção, a Conselheira-Mor oferece a Jumba a liberdade em troca de sua colaboração na captura de Stitch. A fim de mantê-lo na linha, ela envia junto com ele Pleakley, um alienígena com três pernas e um único olho que é um entusiasmado perito sobre o planeta Terra (embora todo seu conhecimento seja fruto do estudo das imagens de seu visualizador portátil de slides, o View-master®).
Ao invés de ser recebido por um comitê de boas-vindas, Stitch é imediatamente atropelado por um caminhão carregado de cana-de-açúcar. Ele acorda num canil, onde acaba cativando Lilo, que decide adotá-lo e batizá-lo de Stitch. Suas habilidades sofisticadas lhe permitem esconder dois de seus membros extras (passando de seis para quatro), sua antena e as espinhas dorsais de seu corpo, assumindo a forma de um cachorro de aparência bizarra. Para horror de sua irmã e da funcionária do canil, Lilo fica louca por Stitch e insiste em adotá-lo. Ao perceber que Lilo e Nani lhe servirão como um escudo perfeito para proteger-se de Jumba e Pleakley, Stitch aceita a adoção e “gruda feito cola” em sua nova família.
Todavia, nem tudo vai bem no universo familiar. Stitch apronta sem parar, cria um grande caos e demonstra ser o bicho de estimação menos afetuoso que poderia haver no planeta. Quando Lilo leva-o para visitar o restaurante tipo luau onde Nani trabalha, Stitch cria a maior confusão e Nani acaba sendo demitida. Mesmo assim, Lilo o acolhe e o encoraja a se tornar um cidadão exemplar como seu ídolo, Elvis Presley. A fim de animá-la, o ex-namorado e colega de trabalho de Nani, David Kawena, sugere que nada poderia ser melhor para diverti-las do que passar a tarde surfando. Stitch supera sua aversão inicial à água e acaba pegando o jeito da coisa. É quando Jumba e Pleakley entram em cena, derrubam Stitch da prancha, puxando-o para o fundo do mar, e David é obrigado a salvá-lo.
Da praia, Cobra Bubbles testemunha a cena desastrosa e informa a Nani que não lhe resta outra alternativa senão levar Lilo embora. Stitch percebe que está separando essa família e que a fé de Lilo na “o’hana” (o termo havaiano para o conceito da família, que quer dizer que ninguém é abandonado nem esquecido) está desaparecendo. Quando a Conselheira-Mor demite Jumba e Pleakley por incompetência, a dupla decide jogar uma cartada final indo à procura de Stitch na casa de Lilo e Nani. Eles acabam destruindo toda a casa, sem, no entanto, conseguir capturar Stitch.
Quando parece que a situação não poderia ficar pior, o capitão Gantu chega em sua espaçonave gigante para capturar Stitch. O alienígena escapa, mas Lilo é levada a bordo com ele. Percebendo ser parte da família de Lilo e Nani, Stitch convence Jumba e Pleakley a ajudá-lo a salvar Lilo. Segue-se uma perseguição alucinada em meio à cadeia montanhosa do Havaí e Stitch consegue salvar Lilo. Quando a Conselheira-Mor desembarca na Terra para assumir a custódia de Stitch e levá-lo de volta ao espaço, o jogo parece ter terminado. Só que as regras deste jogo não têm nada de previsíveis.
ORIGENS
UM PONTO NO TEMPO – Chris Sanders começou a pensar num personagem como Stitch há quase 17 anos, quando havia acabado de concluir seus estudos e trabalhava em seu primeiro projeto de animação. Ele desenhou uma criatura monstruosa e começou a bolar várias histórias diferentes envolvendo o personagem. Ele foi desenvolvendo o personagem ao longo de vários anos, enquanto continuava à procura do veículo ideal no qual pudesse aproveitá-lo.
: “Em 1985”, relembra Sanders, “fiz um desenho de Stitch na forma em que ele então se encontrava na minha cabeça. Após trabalhar algum tempo na história, cheguei a um impasse e deixei o projeto de lado. Anos depois, enquanto trabalhava no roteiro de Mulan, voltei a pensar nele. Na primeiras versões, Lilo não existia e Stitch não era um ser alienígena, e sim uma aberração que ignorava suas origens. Era uma anomalia e vivia sozinho numa floresta. Depois disso, ele se tornou um ser extraditado para a Terra por ter feito algo terrível. Na época, a história era passada no estado do Kansas, num universo habitado exclusivamente por animais rurais. Quando eu a submeti a Tom Schumacher, ele sugeriu que colocássemos Stitch no mundo humano para que sua situação ficasse ainda mais contrastante. Foi basicamente a partir daí que a história decolou e iniciei minha parceria com Dean.”
O produtor Clark Spencer relembra que “o filme originalmente iria se passar no Kansas porque é um estado pouco habitado e isso era perfeito para a ambientação da trama. Mais ou menos nessa fase do desenvolvimento visual do filme, Chris tinha uma viagem planejada ao Havaí. Ao estudar o mapa do arquipélago, ele visualizou o conjunto de ilhas cercadas por um oceano de um azul intenso. E pensou: ‘O Havaí é um área bem isolada e seria um cenário fantástico para o filme.’ Estudando suas riquezas culturais e a história das ilhas, tudo começou a tomar forma. A escolha do Havaí como locação trazia consigo inúmeros outros elementos de grande riqueza. Havia a dança hula, o surf, uma tradição musical local respeitada e uma gama de cores que não se encontram em nenhuma outra região do mundo. No nosso filme, o público que não conhece o arquipélago passará a conhecê-lo e entenderá uma cultura que é muito diversa daquela encontrada no restante dos EUA.”
DeBlois relembra, “Quando li o livro de apresentação criado por Chris, eu me apaixonei por Lilo porque ela sempre é capaz de perdoar e é cheia de amor. Tudo que precisa é de alguém a quem dar esse amor. Nani e Lilo batem de frente com o destino e mal conseguem levar adiante sua convivência doméstica, quando Stitch surge em suas vidas e acelera a desintegração de sua família. Ao fazer isso, ele acaba influenciado pelo comportamento de Lilo, a ponto de se tornar o único capaz de restabelecer a harmonia naquela família. Este dois personagens inusitados acabam afetando a vida um do outro de um modo que até então eles jamais poderiam ter imaginado.”
Sanders observa que “a maior parte da ação do filme recai sobre Nani. Ela é o personagem de Gregory Peck, em O Sol É Para Todos (To Kill a Mockingbird). Ela é o pivô de toda a história, em termos narrativos. Toda a pressão recai sobre ela. Os outros personagens têm muito a perder, mas só ela está plenamente consciente disso. A cena em que está prestes a contar a Lilo que elas terão de se separar para sempre é um perfeito exemplo da responsabilidade que ela terá de enfrentar.”
DOS STORYBOARDS ÁS TELAS
Uma das coisas que contribuiu para tornar Lilo & Stitch especial foi o trabalho em parceria de Chris Sanders e Dean DeBlois. Sanders não só foi o autor do argumento original do filme, mas também trabalhou juntamente com DeBlois na escritura do roteiro, na ilustração visual através dos storyboards de todas as cenas e diálogos e ambos dividiram a direção do filme. A dupla serviu também como chefe de história, dando prosseguimento a uma parceria criativa que teve início em Mulan. O processo garantiu aos cineastas que sua visão permaneceria intacta ao longo de todas as inúmeras fases de produção do filme.
Segundo DeBlois, “Queríamos que o filme se concentrasse na simplicidade e no afeto de seus relacionamentos. Dumbo e Bambi foram nossas duas maiores influências devido à simplicidade narrativa e visual de sua direção de arte. Tinham uma pureza e uma nostalgia que nos agradavam muito. Muitos filmes recentes se concentraram sobre as maravilhas técnicas, buscando extrapolar os limites da tecnologia da animação, mas decidimos deixar isso um pouco de lado nos concentrando no desenvolvimento dos personagens e sua relações. Queríamos pôr o pé no freio e acabar com as cenas épicas ou de multidões para nos concentrarmos nesses dois personagens protagonistas e no modo como interagem”.
E Sanders acrescenta, “Também quisemos romper com algumas convenções narrativas. Desde o início da produção, havíamos decidido deixar de lado os conceitos tradicionais de “bem” e “mal”. Eles funcionam bem em fábulas infantis, mas queríamos que nosso filme tivesse um apelo diferente. Nossos personagens têm mais ‘áreas cinzentas’. Eles possuem todas as fraquezas humanas. Lilo, Stitch e Nani não são em 100% bons nem maus. Eles têm todas as características humanas intrínsecas. O resultado foi uma interação interessante e sofisticada entre os personagens. Eles podem dizer ou fazer coisas das quais se arrependam futuramente, mas nenhum deles é realmente mal. Cobra Bubbles é um ótimo exemplo de um personagem bastante complexo. Ele representa a maior ameaça à união de Lilo com sua irmã, mas o público percebe que ele não está querendo separar essa família por maldade ou com más intenções. Ele está simplesmente fazendo seu trabalho. Ficamos orgulhosos em constatar que o filme tem um forte apelo emocional por trás de sua mensagem aparentemente despretensiosa. De um certo modo, é parecido com Bambi, pois ninguém imagina o impacto que terá ao assisti-lo pela primeira vez.”
“A personalidade de Lilo é uma amálgama entre a minha e a de Dean”, explica Sanders. “Ela é convincente porque não a criamos pensando em torná-la mais esperta que os outros personagens do filme. Quisemos também evitar essa convenção. Ela não é nenhum gênio. É uma menininha inteligente e muito, muito estranha. Acho que ela tem um lado sofrido que nenhuma das suas amigas ou dos outros personagens do filme têm. Ela também é uma graça porque realmente procura aprender com seus erros. É impossível não se deixar conquistar por ela. Suas intenções são boas e honestas, na maioria das vezes.”
E conclui DeBlois: “Decidimos que Lilo seria o elemento central do filme, ao redor do qual tudo acontece. Ela nunca se deixa derrotar, não importa o que lhe aconteça. Sempre acredita na família e tem total fé nessa tradição. Ela sabe, melhor do que ninguém no filme, que família não é uma “coisa”, é uma “idéia”. Adotamos a idéia de que ninguém é perfeito. Os relacionamentos não são perfeitos, nem as famílias são sempre ideais. O resultado acabou sendo a criação de uma família que nunca será perfeita, já que é uma família problemática que inclui um alienígena, uma tutora muito jovem e uma menininha bastante rebelde. Ao final, entretanto, todos formam uma família bastante unida.”
Em função do longo tempo que dedicariam à criação do storyboard do filme, Sanders e DeBlois perceberam que teriam de nomear vários supervisores artísticos, passando a eles as responsabilidades adicionais dentro de cada departamento. Com a ajuda do coordenador artístico do filme, Jeff Dutton, os vários chefes de departamento criaram suas próprias soluções, deixando a dupla de diretores e roteiristas livres para que se concentrassem na história. “Jeff parecia um mágico no estúdio”, conta DeBlois. “Pesou sobre ele a responsabilidade de cuidar da produção do filme, com todos os seus desafios de tempo e orçamento. Ele conseguiu manter todos dentro do cronograma de trabalho sem sacrificar nada que fosse importante para a estética do filme.”
O supervisor de animação da personagem-título, Lilo, foi o veterano de 20 anos nos estúdios Disney, o animador Andreas Deja. Considerado um dos maiores animadores do mundo, Deja havia sido anteriormente o supervisor de animação de personagens populares como Gaston (A Bela e a Fera/Beauty and the Beast), Jafar (Aladdin), Scar (O Rei Leão/The Lion King), Hércules (“Hércules/Hercules), e o camundongo Mickey (Cérebro Fugitivo/Runaway Brain e Fantasia 2000).
“Meu primeiro contato com o filme foi quando vi alguns storyboards em um dos corredores do estúdio”, relembra Deja. “Depois, vi o livro de ilustrações de apresentação que Chris havia criado e achei que seria muito divertido trabalhar neste projeto. Quando me contaram a sinopse do enredo, eu me apaixonei completamente pelo filme. Era uma história emocionante e surpreendentemente excêntrica; muito comovente e genuína, se ser piegas; e era absolutamente original. Ela resgatava o charme dos filmes Disney dos anos 30 e 40, com uma sensibilidade moderna. Eu quis muito trabalhar nesse filme.”
Antes de mudar-se para a Flórida por quase dois anos para trabalhar na produção do filme, Deja e seus colegas realizaram uma expedição de estudos ao Havaí. Os principais destaques dessa viagem foram uma visita a uma escola local de ensino fundamental onde se ensina o idioma e cultura havaianos. Para Deja, o gelo foi quebrado quando as crianças descobriram que ele havia trabalhado em A Pequena Sereia (The Little Mermaid). Seguiu-se uma troca de desenhos e as crianças cantaram vários cânticos em sua língua nativa. Deja desfez-se em lágrimas. Ele também teve a oportunidade de observar as crianças em sala de aula e suas reações e movimentos corporais quando o professor se dirigia a elas. Tudo isso foi bastante útil.
“Animar Lilo foi o trabalho mais divertido de toda a minha carreira”, afirma Deja. “E também o mais complexo. Ela é uma personagem que enfrenta questões sérias. Ela pensa, apronta, tem emoções profundas e não se pode expressar tudo isso com poses e gestos exagerados. É preciso haver um tremendo grau de sutileza. Meus primeiro desenhos eram cheios de ação e tive de aprender a torná-los mais sutis. Passei muito tempo trabalhando até conseguir as expressões adequadas ou a atitude ideal dentro do contexto da história. Isso é bem difícil de se conseguir na animação, uma vez que nosso meio se baseia fundamentalmente em motricidade e movimento. É sempre mais difícil animarmos personagens mais sutis e Lilo é super sutil.”
“O que torna Lilo & Stitch um projeto tão único é a profundidade dos seus personagens e a interação rica, interessante, pouco convencional e excêntrica entre eles”, acrescenta Deja. “É diferente dos outros materiais e tem um clima de grande espontaneidade. Eu tenho duas irmãs, uma mais nova e outra mais velha, e a relação entre Lilo e Nani me pareceu muito verdadeira. Eu me lembro do nosso dia-a-dia em casa, como elas viviam gritando uma com a outra, mesmo se amando muito. Estas personagens são muito realistas.”
Deja só tem elogios ao desempenho de Daveigh Chase, a voz de Lilo. Segundo ele, “Eu não poderia nem imaginar qualquer outra voz que não fosse a dela para Lilo. Nós testamos várias meninas e ela foi a única que possuía não só a voz adequada, mas também seu tom tinha um ar casual que parecia querer dizer, ‘Você não entende o meu mundo?’ Nas sessões de gravação, ela algumas vezes gritava suas falas e daí se recolhia, toda tímida. Ela tinha a capacidade de incorporar e deixar a personagem de um jeito muito fácil. Fiquei impressionado com sua naturalidade. Muitas vezes, quando pedimos a crianças muito pequenas que leiam suas falas, é difícil para elas concluir a primeira frase. Chase lia os trechos inteiros e parecia entendê-los perfeitamente.”
Deja conclui: “Este foi um filme fantástico para os animadores por ser uma história tão irreal, onde as regras da lógica nem sempre são aplicáveis. Basicamente, temos um mundo lógico onde vivem Lilo e Nani e todo um outro universo irreal da ficção científica, onde a fantasia realmente decola. Chris e Dean foram sensacionais no modo como deram espaço e criaram várias cenas para explorar a personalidade das personagens, ao invés de passarem correndo à cena seguinte. A cena na qual Lilo pede dinheiro emprestado a Nani para comprar Stitch no canil é um ótimo exemplo de um momento cativante e tipicamente infantil, que confere ainda mais emoção à história.”
Observa o diretor DeBlois: “Tivemos sorte de termos cativado o interesse de Andreas no nosso filme. Ele adorou a história e quando começamos a criar os storyboards, ele nos visitava com freqüência para integrar-se ao processo. Ele criou para Lilo um desempenho realmente revolucionário. No início, Chris e eu ficamos um pouco intimidados em dirigir um animador tão incrível. Ele captou muito bem a sensibilidade e a honestidade que buscávamos e deu tudo de si para tornar Lilo o mais sincera e convincente possível. Ele é realmente um dos maiores artistas trabalhando neste meio e fez um trabalho fantástico na animação da sua personagem.”
A atuação hilária e quase sempre imprevisível de Stitch foi supervisionada por Alex Kupershmidt, outro artista e animador veterano que trabalha há 20 nos estúdios Disney e que integra a equipe da Flórida desde sua fundação, em 1989 (ele foi um dos três primeiros animadores contratados). Nascido na Ucrânia e formado pela School of Visual Arts de Nova York, os créditos anteriores de Kupershmidt incluem o cavalo Khan, de Mulan, e as hienas de O Rei Leão (The Lion King).
“Stitch é um personagem único na vida de um animador”, observa Kupershmidt. “Eu já tinha ouvido sobre ele através de Ric Sluiter, que vivia brincando comigo, dizendo que este personagem era feito sob medida para mim. Quando os diretores finalmente me avisaram que o trabalho era meu, eu dancei de alegria com minha mulher.”
“Ele é um personagem com pouquíssima hesitação”, continua Kupershmidt. “É um personagem que pensa, mas seu raciocínio é rápido demais e quando toma uma decisão, ele decola como um foguete. Ele reage com todo seu corpo. Chris e Dean queriam que ele fosse imprevisível, sem dar indícios do que vai acontecer. Por isso, o público será constantemente surpreendido por suas reações. Ele tem olhos pretos duros e impenetráveis, sem pupilas. Geralmente, os olhos transmitem aquilo que o personagem está pensando, mas se olharmos nos olhos de Stitch continuaremos sem qualquer pista. Tudo pode acontecer.”
“Eu tenho um cachorro e alguns gatos em casa, portanto tenho um bom estoque de animais disponíveis para pesquisa. Descobri que estudar os movimentos dos lagartos era bastante útil. Eles têm uma agilidade incrível: num momento estão parados e imóveis sobre uma pedra e, um segundo depois, eles somem. A aparência externa de Stitch não tem nada a ver com seu modo de locomoção. Ele também adora um caos e barulhos estridentes. Nesse quesito, ele é igual a uma criança que não faz travessuras por maldade, mas curte uma grande bagunça.”
Kupershmidt observa que Stitch foi um personagem relativamente fácil de ser animado. “Ele tem praticamente as mesmas proporções que o camundongo Mickey”, explica ele. “A grande diferença é que ele não tem pés grandes e seu estilo é mais arredondado. Chris o descrevia como um hidrante. Ele é mesmo pesado e sólido. Já eu o vejo mais como um saco cheio de cimento, maleável, mas bastante robusto e indestrutível.”
“Chris fez um ótimo trabalho dublando Stitch e seu desempenho foi engraçado e encantador”, conclui Kupershmidt. “Volta e meia durante nossas reuniões, ele começava a falar como Stitch e era espantoso como mudava seu tom de voz e incorporava o personagem. Essencialmente, Stitch foi uma criação 100% concebida dentro da cabeça dele. O filme foi uma grande injeção de confiança no estúdio de animação da Flórida. Foi um projeto perfeito para dar seqüência a Mulan e realmente nos deu a chance de provar toda nossa capacidade.”
Segundo o diretor Sanders, “Alex é um artista incrível, com um conhecimento mais profundo de anatomia do que a maioria dos animadores. Ele foi nossa primeira opção para animar Stitch. É super divertido e tem uma visão bizarra de tudo, de uma maneira positiva. Ele sempre queria saber o que Stitch estava pensando e o que ele faria em certas situações. Ele perguntava coisas do tipo: ‘Stitch gosta de aspargos ou preferiria comer ovos cozidos?’ Nós respondíamos e ele desaparecia, nos deixando intrigados querendo saber por que ele precisava daquele tipo de informação. Alex trabalhou em sintonia perfeita com os demais membros da sua equipe e é um profundo conhecer do cinema. Você pode citar um filme de 1962, feito na Itália, e ele sabe de cor todas as suas falas.”
Acerca da voz de Stitch, comenta Sanders: “Originalmente, Stitch não deveria falar. Enquanto esboçávamos o enredo do filme, inventávamos vozes horríveis à toda hora. Elas pareciam se casar tão bem com os desenhos que decidimos mantê-las. Ao longo do desenvolvimento da história, decidimos que ele falaria em algumas cenas, incluindo o discurso final da cena climática do filme. Nós trabalhamos muito nessa área a fim de garantirmos que seu desempenho fosse honesto.”
O personagem da atormentada irmã de Lilo, Nani, ficou a cargo do animador francês Stéphane Sainte Foi. Sante Foi trabalhou muitos anos no estúdio de animação Disney de Paris antes de mudar-se para a Flórida para integrar a equipe de Lilo & Stitch. Entre seus créditos anteriores, foi animador de cenas-chaves de Jane, no longa animado Disney de 1999, Tarzan.
Segundo Sanders, “Tivemos muita sorte de contarmos com Stéphane na nossa equipe. Ele é um artista talentoso com um estilo muito delicado, tem uma facilidade incrível para desenhar formas femininas e é capaz de desenhar praticamente qualquer coisa. Ele demonstrou muito amor e paixão pelo seu trabalho e deu tudo de si em suas cenas.”
Outro veterano do estúdio Disney de Paris, Bolhem Bouchiba, também transferiu-se para a Flórida para assumir a tarefa de supervisor de animação de Jumba. Os diretores elogiaram seu perfeccionismo, que resultou num trabalho de animação genial. O personagem foi dublado pelo versátil David Ogden Stiers, cujo vasto repertório vocal fez dele um dos dubladores favoritos dos estúdios Disney.
O supervisor de animação de dois personagens bastante diferentes dentro filme – o perito sobre o planeta Terra, Pleakley, e o ex-namorado de Nani, David Kawena – foi outro veterano e super-astro dos estúdios Disney, Ruben Aquino. Aquino entrou para a Disney em 1982 e foi responsável por personagens inesquecíveis como a vilã Ursula de A Pequena Sereia (The Little Mermaid), Simba Adulto de O Rei Leão (The Lion King) e o heróico Shang de Mulan.
“Pleakley e Ursula foram os dois personagens mais divertidos que já animei”, conta Aquino. “Ele tem três pernas, menos membros que Ursula, e por isso tivemos de bolar um padrão de locomoção único para ele, já que não há nada na natureza que pudéssemos copiar. Ele também tem um único olho, o que nos obrigou a desenhar uma linha invisível no meio de sua única sobrancelha para criar suas expressões faciais. Além disso, seu corpo é todo feito de cartilagem, o que nos deu muitas oportunidades para criarmos uma animação gelatinosa. Ele não está acostumado à gravidade e por isso podíamos tornar seus movimentos ainda mais desengonçados. Ele é um tipo de estudioso rígido, que segue estritamente o que aprendeu, a voz de autoridade que se julga um sabe-tudo. Há ótimos momentos de humor quanto ele tenta impor sua autoridade a Jumba, que é muito maior do que ele. Kevin McDonald dubla o personagem com uma voz aguda de falsetto e nos deu muitas idéias com seu ótimo desempenho.”
“David Kawena é dublado por Jason Scott Lee, um ator havaiano que deu ao personagem um sotaque autêntico”, acrescenta Aquino. “David é surfista e tivemos a sorte de contar com alguns animadores na nossa equipe que também eram surfistas, o que nos permitiu mostrar esse esporte de uma maneira realista. O personagem é longilíneo e atlético, mas também um pouco atrapalhado. Ele quase ateia fogo no restaurante tipo luau onde trabalha como dançarino e engolidor de fogo. Tem um grande coração e realmente gosta de Nani e Lilo. David é um amigo de verdade e está sempre presente quando elas precisam dele.”
Segundo DeBlois, “Ruben é um dos melhores animadores da indústria atualmente. Ele é um sujeito muito calado, mas tudo em sua arte é minuciosamente calculado. Nós discutíamos uma cena na qual David parecia pequeno demais e Ruben me pediu para lhe mostrar de que tamanho eu gostaria que ele fosse. Eu desenhei um traço e ele começou a fazer seus cálculos. Após alguns cálculos matemáticos, ele chegou à proporção de 107%. Nós ampliamos a figura numa proporção de 107% e ela ficou absolutamente perfeita. Isso me permitiu ver como ele raciocina. Acho que ele não desenhas as coisas várias vezes seguidas. Acho que faz apenas um desenho, depois de pensar muito sobre ele.”
Byron Howard supervisionou a animação de Cobra Bubbles, o imponente assistente social de “classificação especial” que é convocado sempre que as coisas vão mal. Além disso, Howard contribuiu para a animação de vários outros personagens variados ao longo do filme, dos membros do conselho alienígena às dançarinas de hula.
“O estilo de Chris é muito arredondado e simpático, sem contornos angulosos e com poucas linhas retas”, explica Howard. “Meu trabalho consistia em pegar as ilustrações que ele e Dean haviam criado em seus storyboards e refiná-las para o filme. Até um personagem ameaçador como Cobra tem linhas suaves. Isso permite ao público perceber que há algo além daquilo que se vê e o torna um personagem com outra dimensão. No início do filme, Cobra usa óculos escuros que escondem seus olhos e deixam o público na dúvida sobre o que ele estará realmente pensando. A princípio, ele é bastante inacessível. À medida que a história avança, ele passa a tirar os óculos e a baixar um pouco sua guarda, fazendo o público identificá-lo como um ser humano. Tivemos de ter muito cuidado para não exagerarmos na sua animação, pois isso teria enfraquecido o personagem. Ving Rhames nos presenteou com um desempenho severo e forte, que funcionou como um contraponto perfeito para os outros personagens. Ele teve um grande cuidado em criar Cobra corretamente e empregou todos os seus esforços a fim de obter os melhores resultados.”
Sanders comenta: “Nenhum elogio fará jus ao trabalho sensacional de Byron Howard e sua grande contribuição para o nosso filme. Ele animou cenas de vários personagens porque seu estilo se casava com perfeição com o do filme. Ele é um talento nato, seus desenhos são encantadores, seu timing é fantástico e ele sabia exatamente quando NÃO dar movimentos a um personagem. Ele possui um talento enorme e foi um membro muito importante da nossa equipe de animação.”
Segundo Thomas Schumacher, “Sou fã de Chris Sanders desde que entrei para o estúdio, há quase 15 anos. Seus desenhos foram os primeiros que analisei seriamente. Suas ilustrações para a história e seus desenhos para O Rei Leão (The Lion King) eram absolutamente fantásticos e seu traço, bastante arredondado, infunde maior peso na parte inferior do corpo dos personagens, com mãos desproporcionalmente grandes, o que os torna incrivelmente charmosos. Quando Chris me mostrou seus primeiros esboços para o filme e alguns desenhos de Stitch e Lilo, eu me apaixonei pelo projeto e decidi que produziríamos um filme com o estilo visual dos seus desenhos.”
“Fiz as ilustrações da minha apresentação original na forma de aquarelas, porque é o meio no qual geralmente me expresso no meu trabalho”, explica Sanders. “Quando preciso colorir alguma coisa, sempre pego minhas tintas de aquarela e faço exatamente o que eu fazia na terceira série da escola. Pego um copo grande de água, mergulho meu pincel dentro dele e continuo fazendo isso até terminar. Ric Sluiter viu minhas ilustrações e sugeriu: ‘Por que não fazemos os cenários do filme na forma de aquarela?’ Posteriormente, ele tentou retirar sua sugestão, já que o estúdio não produzia cenários em aquarela desde a década de 40. Entretanto, quando vimos as amostras produzidas por ele, sabíamos que essa era a direção que deveríamos tomar. Com uma dedicação extraordinária, Ric e sua equipe deram nova vida a esta forma de arte. Ela definitivamente dá ao filme uma atmosfera especial e passa ao espectador uma sensação de frescor e leveza.”
Como explica Sluiter, “Numa visita de estudos ao Havaí, a primeira coisa que chamou nossa atenção foi como tudo tinha cores vivas e como o ar era puro. Era como se as paisagens da ilha fossem lavadas todos os dias. Tudo era muito limpo e sua palheta de cores parecia usar tons um pouco mais vivos que os de costume. Percebemos imediatamente que a aquarela seria perfeita para reproduzir o Havaí, com sua grande luminosidade e cores muito fortes.”
“Quando sugerimos o uso de cenários em aquarela, houve uma certa resistência inicial”, acrescenta Sluiter. “Os artistas de cenários estavam acostumados a trabalhar com tintas acrílicas opacas. Pintar aquarelas era praticamente uma arte perdida. Trouxemos vários aquarelistas renomados de todo o país para ministrar oficinas de técnica de aquarela para nossa equipe do departamento de cenografia. Também levamos ao estúdio o lendário diretor de arte de produções Disney e Warner Bros., Maurice Noble, integrante da equipe técnica de Branca de Neve e Os Sete Anões (Snow White), para passar aos animadores seus conhecimentos sobre o assunto. Ele nos contou que pintar uma aquarela era criar algo de uma névoa. É preciso ir construindo-a passo a passo para que os resultados se façam notar.”
E relembra o supervisor de cenários, Bob Stanton: “Nossa primeira reação quando nos contaram que os cenários seriam em técnica de aquarela foi de terror. Após cerca de seis meses de estudos intensivos e inúmeros testes, o medo passou. O processo passou por duas fases – descobrir cientificamente quais materiais deveríamos usar e depois desenvolver uma técnica adequada para realizarmos nosso trabalho. Nosso compromisso passou então a ser o de resgatar para o cinema esta incrível técnica artística. Decidimos tentar imitar seu estilo. A exemplo de um compositor que tenta imitar Mozart, tentamos pintar imitando os artistas das equipes técnicas de Branca de Neve (Snow White) e Pinóquio (Pinocchio).
“Queríamos captar o estilo rico de ilustração editorial que os clássicos Disney possuíam”, acrescenta Stanton, “e ao mesmo tempo mostrar a luminosidade e as belas cores do Havaí. Usamos as estampas das camisas havaianas como inspiração e estudamos vários cardápios antigos de bebidas, da década de 40. Os cardápios da época eram feitos por artistas geniais e tinham, em geral, cores quentes e belíssimas, com toques de sépia ao fundo. A cena de abertura do filme, que mostra Lilo saindo de uma praia luxuriante e indo para um estúdio de dança encontrar-se com outras dançarinas de hula – com tons fortes de vermelho e peles bronzeadas – foi diretamente inspirada nesse tipo de arte.”
Stanton e sua equipe optaram por uma abordagem simples para a criação de seus cenários. Paisagens simples, com áreas de vegetação vibrantes, nuvens, céu e planícies se tornaram detalhes sem exagero. Eles perceberam que os personagens não se destacavam tanto quanto deveriam quando os cenários tinham um excesso de detalhes.
Ao final, a equipe de cenários mostrou-se à altura do desafio com suas aquarelas magistrais. Segundo Sluiter, “Nossos artistas realizaram um trabalho incrível e realmente se apaixonaram pelo meio. Acho que se tornaram pintores ainda melhores após terem trabalhado neste filme. A aquarela obriga o artista a pensar na sua imagem. Ela não exige muitas pinceladas nem um trabalho excessivamente braçal, mas é preciso se concentrar no resultado final que você tem em mente. Descobrimos que, na verdade, foi mais rápido pintarmos com aquarela do que segundo nossos métodos tradicionais.”
E DeBlois acrescenta: “Há acidentes bastante felizes quando se trabalha com aquarela. É esta a natureza da técnica. Grande parte da textura provém de pinceladas casuais e suas pinturas nunca são exageradamente trabalhadas. Nós pesquisamos muito antes de encontrarmos o papel adequado, com uma textura que absorvesse a tinta, sem deixá-lo encharcado. O esfumaçado do céu e da água tinha de ser bastante uniforme ou o efeito seria um fracasso.”
Com relação à estética geral do filme, Sluiter observa: “Dumbo foi meu maior modelo para o visual do filme, com suas formas arredondadas e cenários simples. Também estudamos o estilo e o visual de curtas-metragens antigos Disney, como Elmer the Elephant e Hawaiian Holiday. Os esboços de história de Chris e Dean eram primorosos e nos deram todas as respostas. Eles são artistas geniais e suas ilustrações traziam instruções precisas à equipe de layout quanto aos ângulos de câmera e à ambientação.”
O desenhista de produção Paul Felix, que trabalhou na equipe de criação visual de grandes sucessos Disney como Mulan, Tarzan e A Nova Onda do Imperador (The Emperor’s New Groove), descreve seu trabalho em Lilo & Stitch como “o filme de animação mais animado no qual já trabalhei. Foi uma festa. Tivemos a oportunidade de criar mais de 30 cenários diferentes para o filme: de naves espaciais gigantescas à casa cercada de áreas verdes onde vivem Lilo e Nani. Todos no estúdio se apaixonaram pelo estilo e pelo traço dos desenhos de Chris, e tornou-se um desafio para nós reproduzir seu domínio da forma e da estrutura. Seu estilo lembra muito a caligrafia. Eu costumo desenhar com muitos detalhes e variações de tons e, por isso, esse filme me obrigou a me concentrar em formas mais simples e adequadas à aquarela.”
“Estudando as ilustrações de Chris, vemos que seus personagens são basicamente triangulares e que as formas têm mais peso na parte inferior”, explica Felix. “É um visual bem parecido com o dos primeiros curtas-metragens dos estúdios Disney, personagens com formas de aparência gorducha. O visual é muito atraente e tem uma leveza que os faz parecer pairar no ar. Incorporamos estas características em todos os elementos do filme, das mesas e cadeiras às palmeiras. Até cunhamos a expressão ‘tornar mais gorducho’ para descrever o estilo arredondado e inchado do desenho de Chris.”
O estilo de Sanders contaminou todos os demais aspectos da produção. Segundo o supervisor de feitos visuais, Joe Gilland, “Todos os efeitos do filme, da água e fumaça aos laser e às explosões foram criados seguindo o estilo vibrante, simpático e arredondado do traço de Chris Sanders. As explosões tiveram seus contornos arredondados, parecendo mais bolas de marshmallow, dentro do conceito visual do filme. A produção inclui algum tipo de efeito de animação (qualquer coisa animada que não seja um personagem) em 90% de suas cenas. Embora alguns deles tenham sido criados digitalmente, estamos muito orgulhosos do modo como eles se casam com os elementos desenhados tradicionalmente à mão. Até peritos em computação gráfica terão dificuldade de identificá-los. Trata-se de uma verdadeira revolução para nós no campo do casamento da animação desenhada à mão com efeitos criados no computador.”
Uma cena em especial que demonstra o modo como essa integração foi feita com perfeição é a cena de abertura do filme, na qual Lilo nada entre golfinhos. Uma grade digital da superfície da água foi criada no computador para dar aos diretores uma idéia do movimento do mar. Ela se tornou o ponto de referência para os artistas de animação tradicional de efeitos usarem como plataforma em seu trabalho de desenho manual. Conseqüentemente, o filme tem um mar digital com um movimento dinâmico, mas desenhado num estilo condizente com o do resto do filme. A espuma das ondas é elegante em sua simplicidade e tem um estilo gráfico inédito.
Gilland orgulha-se, em particular, da cena de surfe que inclui um mar com ondas de 2 metros quebrando. E explica: “Os diretores queriam ângulos de câmera que um filme live-action jamais poderiam mostrar, como a imagem de um surfista visto de frente dentro de um tubo. As poucas imagens assim na vida real são cortadas no momento em que o cinegrafista precisa sair do caminho antes que seja atropelado pelo surfista. No meio da animação, podemos continuar acompanhando o surfista e ver algo que nunca havia sido visto antes.
“Ainda no início da produção”, relembra Thomas Schumacher, “Chris e Dean me mostraram uma cena na qual Lilo tocava um disco de Elvis e eu achei hilário que aquela menininha fosse fã de Elvis. Era uma idéia genial porque seria um gosto tipicamente adulto para uma criança. Achamos que canções como ‘Suspicious Minds’ e ‘Hound Dog’ tornavam o filme mais rico e lhe davam uma característica ainda mais particularmente havaiana. Muitos de nós lembrávamos da fase havaiana de Elvis. Eu me lembro da primeira vez que visitei Kauai, quando então pensei: ‘Nossa, estou na terra de Elvis.’”
“A música é um elemento orgânico nos nossos filmes”, acrescenta ele. “A música de Elvis nos deu senso de humor e um charme nostálgico. Mas a música havaiana inclui também sons nativos fantásticos. A princípio, pensamos em tambores e ukuleles. Mas a música tradicional havaiana inclui também muitos cânticos. É um som rítmico otimista e genuinamente puro. Incluímos no filme a apresentação de um coro infantil fantástico e suas vozes angelicais impressionam na tela e representam a esperança e a inocência do arquipélago havaiano. Ele confere uma pureza que nos deixa enlevados ao longo de toda a história.”
Durante o filme, Elvis é ouvido interpretando seis de seus maiores sucessos: “Heartbreak Hotel”, “Stuck on You”, “Blue Hawaii”, do filme Feitiço Havaiano, “Suspicious Minds”, “Devil in Disguise” e “Hound Dog.” As canções de Elvis Presley são mais um elemento cômico, narrativo e de entretenimento do filme e ajudam a definir seus personagens. A trilha do filme de 1961, Feitiço Havaiano (Blue Hawaii), foi o maior fenômeno da carreira do astro, tendo permanecido no primeiro lugar das paradas musicais por 20 semanas.
Em sintonia com a temática da música de Elvis, os cineastas decidiram convidar dois dos maiores talentos da música atual para criar novas versões para antigos sucessos do ídolo. A super-estrela da música country, Wynonna, gravou uma nova versão de “Burning Love” para o filme. Ela despontou no cenário musical como parte de uma dupla com sua mãe, The Judds, em 1984, que, em apenas em seis anos, vendeu mais de 20 milhões de discos em todo o mundo e venceu mais de seis prêmios da indústria fonográfica, incluindo cinco Grammys, nove Country Music Association Awards e oito Billboard Music Awards. Em 1991, Naomi Judd aposentou-se por motivos de saúde e, no ano seguinte, Wynonna deu início à segunda história incrível de sucesso de sua vida. Ela assinou um contrato para gravar seu primeiro disco solo, em 1992, e seu álbum elogiado pela crítica, Wynonna, vendeu mais de cinco milhões de cópias, tornando-se o álbum de estréia de maior vendagem de uma cantora em toda a história da indústria. Em seguida, lançou outros discos de grande sucesso, como Tell Me Why, Revelations, Collection, The Other Side e New Day Dawning. Seu próximo disco será lançado no outono norte-americano de 2002. As vendas de seus discos superam a marca de nove milhões de cópias, tendo também recebido mais de 17 dos principais prêmios da indústria, incluindo o cobiçado título de Melhor Cantora do Ano de 1994, da Academy of Country Music, além de ter emplacado mais de 13 sucessos nas paradas Top 10.
Relembra Schumacher: “Nós tivemos longas discussões acerca do final do filme e acabamos criando uma montagem de imagens que mostram como a história continua. A idéia de pedir a Wynonna que gravasse essa canção veio de nosso supervisor musical executivo, Chris Montan. Ele queria uma estrela jovem da música contemporânea que mergulhasse no repertório de Elvis e o tornasse atual. E Wynonna criou uma versão que faz bombar. Ela deu ao final do filme um grande impacto e lhe conferiu a energia e a emoção que buscávamos.”
Segundo Wynonna, “Gravar uma canção de Elvis para Lilo & Stitch é uma das maiores honras da minha carreira. A canção de encerramento do filme é um momento de amor e celebração da vida, e quem não gostaria de regravar uma música de Elvis? Além disso, participar de uma produção Disney é a glória. Bambi foi o primeiro filme que assisti na minha vida e me lembro do meu pai ter me levado para assistir a Fantasia. A experiência mudou minha vida.”
“Se me pedissem para escolher uma das músicas do repertório de Elvis para regravar, seria ‘Burning Love’”, acrescenta ela. “Sempre amei Elvis porque ele foi único e autêntico em sua arte. Foi diferente de todo mundo. Cantava com o coração e acho que ele amava a música com todas as suas forças. Creio que ele ficaria emocionado em ver a geração atual curtindo sua música e em ver que o rei ainda é o rei.”
Em sua preparação para gravar “Burning Love” para o filme, Wynonna conta ter “estudado cada nota da versão gravada por Elvis. Eu definitivamente presto uma homenagem a ele com a minha gravação. É o tipo de situação na qual se algo parecer errado, é melhor deixar como está. Para mim, a música dele era muitas vezes algo em estado bruto e possuía uma inocência muito interessante. Parecia que ele estava nos indicando que rumo deveríamos tomar. Sem dúvida alguma, eu tentei incorporar Elvis quando estava no estúdio de gravação.”
Acerca do filme, comenta Wynonna: “Há elementos atraentes para espectadores de todas as idades, porque os pais certamente irão se identificar com seu dia-a-dia tentando criar seus filhos e manter sua família unida. Minha mãe sempre dizia, ‘Nós não somos perfeitos juntos, mas juntos temos tudo.’ E, para as crianças que não conhecem a música de Elvis, será uma maneira maravilhosa para pais e filhos celebrarem o ídolo juntos. Ela dará às crianças a oportunidade de conhecerem melhor o mundo de seus pais e lhes dará uma experiência em comum. Trata-se de um modo fantástico de resgatar a música de Elvis e inseri-la na cultura musical atual. Tenho um grande orgulho de ser parte de algo que celebra a alegria e de ver minha música como parte de Lilo & Stitch. O mundo precisa de mais filmes como esse”.
Uma outra canção popular de Elvis, “Can’t Help Falling in Love”, é ouvida na seqüência dos créditos finais e interpretada pelo popular conjunto vocal sueco, A*Teens. Os dois primeiros discos do conjunto (The Abba Generation e Teen Spirit) venderam 1,5 milhão de unidades somente nos Estados Unidos, transformando o quarteto, da noite para o dia, num dos maiores fenômenos da música adolescente nestes últimos quatro anos. O novo álbum do grupo, Pop ‘Til You Drop, foi lançado em junho de 2002.
Além da música de Elvis Presley, Lilo & Stitch apresenta duas canções originais ao estilo dos tradicionais cânticos havaianos.
Como explica Clark Spencer, “Procuramos muito algum cântico havaiano já existente que fosse perfeito para o filme. Nesta época, filmamos algumas imagens live-action de referência com dançarinas de hula e conhecemos um artista chamado Mark Keali‘i Ho‘omalu, que havia gravado vários cânticos tradicionais do repertório folclórico havaiano. Percebemos que era exatamente o tipo de música que procurávamos para o filme. Selecionamos dois cânticos e os mesclamos criando uma composição original. Mark nos apresentou então ao fantástico coro de alunos da Escola Kamehameha School, com 40 jovens cantores. Gravamos duas canções – ‘He Mele No Lilo’ e uma canção 100% original, ‘Hawaiian Roller Coaster Ride’. Mark e Alan Silvestri trabalharam em parceria nas canções e sua criação sensacional está impregnada do espírito da vida havaiana. Além disso, a pureza das vozes das crianças é maravilhosa.”
Para a cena da dança de hula, os cineastas queriam movimentos os mais realistas possíveis. Segundo Spencer, “Queríamos pessoas nativas do Havaí que conhecessem realmente a hula para que fosse uma recriação genuína e não uma interpretação de como ela deveria ser. Com sua música, o número de hula, a dança do fogo, o luau e o surfe, queríamos que o filme fosse uma representação verdadeira da cultura e do espírito do arquipélago havaiano.”

“Ving está perfeito no papel de um homem inflexível, mas capaz de se emocionar e mostrar frágil”, afirma Thomas Schumacher. “Sua voz impõe respeito e evoca um mistério. Ele deu uma enorme vida a este personagem com uma participação tão fundamental no destilo de Lilo.”
Rhames ganhou notoriedade em Hollywood, em 1994, após ter interpretado Marsellus Wallace, no sucesso cult de Quentin Tarantino, Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction). Também teve papéis inesquecíveis em Out of Sight, de Steven Soderbergh; Missão Impossível (Mission: Impossible), de Brian De Palma, e na sua continuação dirigida por John Woo; Vivendo no Limite (Bringing Out the Dead), de Martin Scorsese; O Massacre de Rosewood (Rosewood) e Baby Boy, ambos do diretor John Singleton; e ainda em Don King: Only In America, da HBO, cuja interpretação lhe valeu um Globo de Ouro de Melhor Ator de Minissérie de 1998. Recentemente, estrelou o telefilme da CBS, Little John.
Natural de Nova York, cresceu na região da Rua 126, no bairro do Harlem. Cursando o ensino fundamental, seu professor de inglês percebeu seu interesse por poesia e pela língua inglesa e Rhames acabou sendo transferido para New York’s High School of Performing Arts, onde passou a dedicar-se à carreira de ator. Depois de formado, foi aceito na Juilliard School of Drama e, posteriormente, atuou em montagens nova-iorquinas de Shakespeare, da companhia Park Productions. Fez sua estréia na Broadway, em 1984, contracenando com Matt Dillon, em The Winter Boys.
Rhames teve papéis recorrentes em novelas populares como Another World e Guiding Light, antes de ser aclamado em papéis coadjuvantes em longas do cinema como Casualties of War e Jacob’s Ladder, que levaram ao seu desempenho-revelação em Pulp Fiction. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Con Air – A Rota da Fuga (Con Air) e Final Fantasy (Final Fantasy: The Spirits Within). O ator virou manchete na mídia, em 1998, ao entregar seu troféu de Melhor Ator a outro candidato na categoria, seu colega Jack Lemmon, na cerimônia de entrega do Globo de Ouro.

“Fiquei muito feliz de ser escalada para o papel”, relembra Chase. “Adoro animação e um dos meus sonhos era dublar uma personagem animada! Lilo & Stitch é um filme maravilhoso e eu me diverti muito com esse trabalho. Chris e Dean sempre discutiam as seqüências comigo antes das gravações e assim eu formava uma idéia da cena na minha cabeça. Eles me deixaram dar sugestões de como Lilo falaria, já que eu e a personagem tínhamos quase a mesma idade. Achei ótimo trabalhar com os diretores e todos nós nos divertimos muito.”
“A primeira vez que vi Lilo e ouvi minha voz saindo da boca da personagem achei meio estranho – e bacana ao mesmo tempo. Ela tem até algumas das minhas expressões. Vai ser muito legal ver o filme sem contar a ninguém que eu faço a voz de Lilo, e ver como as pessoas reagem. Acho que muita gente – especialmente as crianças – vão se identificar com Lilo, porque ela é muito realista. E fofa!”
Chase é uma criança bastante ocupada. Além do papel de Lilo, já possui uma lista bastante longa de créditos como dubladora. Recentemente, estrelou no papel de Chihiro a versão inglesa do grande sucesso de animação do cinema japonês, Spirited Away, de Miyazaki. O longa foi o lançamento de maior sucesso da história do cinema japonês e, no outono norte-americano, será lançado numa versão em língua inglesa pela Disney (com John Lasseter,da Pixar, como consultor de criação). Chase também dubla várias vozes no mais recente seriado televisivo animado produzido pela Disney, Fillmore!, que estréia na ABC no outono.
Entre os principais créditos da atriz, ela acaba de concluir sua participação no papel de Samara, no longa-metragem Ring, uma nova versão do telefilme de horror homônimo recordista de audiência na TV japonesa. Ring está sendo dirigido por Gore Verbinski e será lançado pela DreamWorks no próximo outono. Chase também conclui sua participação nos longas, Carolina (dirigido por Marleen Gorris para a Miramax), e Silence (Waldo/West Productions). Outros créditos cinematográficos recentes incluem Donnie Darko (dirigido por Richard Kelly) e R.L. Stine’s Haunted Lighthouse (dirigido por Joe Dante), no qual, por interpretar uma jovem fantasma chamada Annabel, teve de aprender a “voar” (presa a cabos de segurança).
Seus inúmeros créditos televisivos incluem um papel regular (como Joyce) no seriado da Fox que estréia no próximo outono, Oliver Beene. Também atuou em seriados como Say Uncle, Family Law, Touched by an Angel, Plantão Médico (ER), The Practice e The Lot.
Uma cantora excepcional e vibrante, Chase começou a apresentar-se em público aos quatro anos. Na cerimônia de entrega do prêmio American Veteran Awards de 2002, cantou a capela uma versão do hino nacional norte-americano, “Star-Spangled Banner”, e apresentou o número de encerramento, “God Bless America”, acompanhada no palco pelos cantores Randy Travis e Michael Bolton. No longa do diretor Steven Spielberg, Inteligência Artificial (A.I.), teve a oportunidade de gravar em estúdio com o compositor John Williams. Também já abriu shows da cantora Reba McEntire no Oregon Jamboree, de 1999 e, aos oito anos, venceu duas etapas locais do concurso de canto Jimmy Dean Country Showdown. Ela adora todos os tipos de música e curte tanto cantar com bandas populares, quanto compor canções líricas.
Mesmo com uma agenda profissional tão lotada, Chase ainda leva a vida de qualquer criança normal da sua idade. Ela é naturalmente carismática, uma criança sensível com um grande senso de humor e uma esportista dotada que gosta de andar de bicicleta, de dançar e curte a maioria dos esportes (incluindo patinação no gelo e equitação). Ela também curte não fazer nada em companha de sua família e seus amigos.

O versátil Stiers é mais conhecido junto ao público pelos seis anos de trabalho no seriado de grande sucesso da TV, M*A*S*H, no qual interpretava o Major Charles Emerson Winchester III, um papel que lhe trouxe duas indicações para o Emmy. Em seguida, recebeu uma terceira indicação ao prêmio por seu trabalho na minissérie da NBC, The First Olympics: Athens 1896.
Natural de Peoria, Illinois, iniciou sua carreira no norte da Califórnia no Festival de Shakespeare e, mais tarde, no Actor’s Workshop de São Francisco. Em seguida, mudou-se para Nova York para aperfeiçoar sua técnica, estudando com John Houseman, na Juilliard School, e integrando com outros membros de sua turma a Houseman’s Acting Company. Como membro da companhia, integrou as turnês de The Beggar’s Opera, As Três Irmãs (The Three Sisters), Measure for Measure e The Lower Depths. Na Broadway, atuou em Ulysses in Night Town, com Zero Mostel, e estrelou o musical de sucesso, The Magic Show.
No cinema, Stiers co-estrelou mais recentemente com Jim Carrey em The Magestic e foi dirigido por Woody Allen, em O Escorpião de Jade (The Case of the Jade Scorpion). Seus créditos cinematográficos incluem ainda Alguém Lá em Cima Gosta de Mim (Oh God!), Magia Negra (Magic), O Homem do Sapato Vermelho (The Man With One Red Shoe), Minha Vida é um Desastre (Better Off Dead), A Outra (Another Woman), O Turista Acidental (The Accidental Tourist), Doc Hollywood – Uma Receita de Amor (Doc Hollywood), Disputa em Família (Steal Big, Steal Little), Má Companhia (Bad Company), Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite), Meu Filho das Selvas (Jungle2Jungle) e Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You). Seus créditos televisivos incluem produções famosas como North and South, The Innocents Abroad, The Day My Bubble Burst, Mrs. Delafield Wants to Marry, Anatomy of an Illness, The Final Days, Jornada nas Estrelas – A Última Geração (Star Trek: The Next Generation), bem como dublagens na produções Disney, Teacher’s Pet e House of Mouse.
Paralelamente à sua carreira consagrada de ator, Stiers regeu ainda muitas orquestras sinfônicas por todo os EUA, incluindo as sinfônicas de Portland, Maine, São Francisco, San Diego, Honolulu, Los Angeles e Chicago. O ator é regente associado da Orquestra de Câmera Yaquina e do festival Ernest Bloch Music Festival, de Newport, Oregon.

Segundo o presidente da Disney Feature Animation, Thomas Schumacher, “Nós sabíamos que queríamos uma voz que fosse cômica e que soasse como a de um especialista em coisa nenhuma e que, ao mesmo tempo, fosse espontânea e natural para o personagem. Adoramos atores que se divertem no seu trabalho, e Kevin McDonald realmente deu asas à animação desde que foi escalado para o filme.”
Natural de Montreal, Quebec, McDonald entrou em contato com o show business pela primeira vez quando sua família mudou-se para Los Angeles, quando ele tinha sete anos, e ele passarou a residir em frente ao estúdio onde Let’s Make A Deal era produzida. McDonald acostumou-se assim a ver gente andando pela rua com os figurinos do programa e coisas do tipo, e isso obviamente influenciou de uma maneira decisiva a formação do jovem ator e autor de comédias.
Enquanto ainda cursava o segundo grau em Missisauga, Ontário, decidiu que queria se tornar ator. Aos 19 anos, mudou-se para Toronto e matriculou-se na Humber College, onde esperava estudar Teatro, mas de onde acabou expulso. Um professor, entretanto, vendo seu talento cômico, recomendou-o a uma oficina do Second City improv, de Toronto, onde ele conheceu outro ator, Dave Foley, de quem tornou-se amigo.
McDonald e Foley reuniram-se com outro ex-aluno da Second City, Luciano Casimiri, na primeira formação da trupe cômica, The Kids in the Hall, que, após sua estréia em clubes noturnos locais, acabou transformando-se numa companhia com cinco integrantes, incluindo McDonald, Foley, Scott Thompson, Bruce McCulloch e Mark McKinney. Após uma bem sucedida turnê de um ano e um longa-metragem, McDonald passou a atuar também em filmes live-action de grandes estúdios, como Galaxy Quest e The Ladies Man. Foi também dublador de personagens animados, incluindo The Almighty Tallest, de Invader Zim.
O ator alega ter sido resgatado de um prédio em chamas por Charlton Heston. Atualmente, a The Kids in the Hall está realizando uma turnê teatral. Um especial pay-per-view será lançado após a turnê. No momento, também está escrevendo uma documentário cômico sobre o rock & roll e criando um programa de TV. McDonald reside em Los Angeles com a namorada, Breanne Munro, e os oito bichos de estimação do casal. Não, ele não é louco; ele os salvou

Caldwell iniciou sua carreira profissional aos 9, em seu país natal, a Austrália. Atuou em várias companhias teatrais, incluindo a Union Repertory Company e a Elizabethan Theatre Trust, da Austrália, a Stratford-On-Avon, da Inglaterra, e a Stratford Festival Theatre, do Canadá. A renomada atriz estreou na Broadway, em 1966, vencendo um Tony por seu desempenho no papel de Polly, de Slapstick Tragedy, de Tennessee Williams, e um segundo prêmio, em 1970, no papel-título de The Prime of Miss Jean Brodie. Em 1982, venceu seu terceiro Tony com sua atuação em Medéia (Medea), e seu quarto, em 1996, no papel de Maria Callas, em Master Class.
Fez sua estréia diretorial em 1977, dirigindo produções como An Almost Perfect Person, com Colleen Dewhurst, Ricardo III (Richard II),These Men, Park Your Car in Harvard Yard e Vita and Virginia, com Vanessa Redgrave. Atuou em produções originais da BBC, CBC e PBS. Caldwell foi honrada com a Ordem do Império Britânico, pela rainha Elizabeth II, em 1970. Seu único crédito cinematográfico antes de Lilo and Stitch foi no papel da condessa neurótica e trágica do filme dentro do filme A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo), de Woody Allen.

Richardson foi dublador de várias produções televisivas animadas, incluindo Buzz Lightyear of Star Command, House of Mouse, Justice League, The Legend of Tarzan, Lloyd in Space, Recess, The Wild Thornberrys, The PJs, Batman Beyond, Family Guy e Earthworm Jim. Sua voz também pode ser ouvida nos videogames de Guerra nas Estrelas (Star Wars) da LucasArts, incluindo Jedi Outcast—Jedi Knight II, Jedi Starfighter, Galactic Battlegrounds, Obi-Wan, Super Bombad Racing, Force Commander e Jedi Power Battles. Seus projetos mais recentes como dublador foram o longa-metragem dos estúdios Disney para o próximo verão norte-americano, The Country Bears, e o personagem Merkus no próximo lançamento em vídeo do estúdio, Tarzan and Jane.
Os créditos televisivos do ator incluem ainda um papel recorrente em Plantão Médico (ER, como Patrick) e Homeboys in Outer Space, além de uma participação especial dublando a voz de Barney Rubble no telefilme, The Flintstones on the Rocks (2001). Foi apresentador dos candidatos ao prêmio Emmy de 2000 e sua voz pode também ser ouvida em várias campanhas publicitárias, trailers e outras produções animadas.

Suas influências musicais foram as músicas pop e o country da época, o gospel que ele ouvia na igreja e nos clubes noturnos de gospel que costumava freqüentar, e o R&B dos negros que ele havia conhecido na histórica Rua Beale, de Memphis, em sua adolescência. Em 1954, deu início à sua carreira de cantor no lendário selo Sun Records, de Memphis. No final de 1955, seu contrato de gravação foi vendido à gravadora RCA Victor. Em 1956, já era uma sensação internacional. Com um som e um estilo únicos que combinavam suas diversas influências musicais e extrapolavam as barreiras sociais e raciais da época, ele deu início à toda uma nova era na música e na cultura popular da América.
Elvis estrelou 33 longas-metragens de sucesso, fez história com seus especiais e participações na TV e tornou-se uma lenda com seus vários shows, quase todos com lotação esgotada, em turnês internacionais e, especialmente, na cidade de Las Vegas. Vendeu em todo o mundo mais de um bilhão de discos, mais do que qualquer outro artista. Nos Estados Unidos, venceu discos de ouro, de platina e vários discos múltiplos de platina pelos seus 131 álbuns e singles, uma estatística que supera os feitos de qualquer outro artista da indústria fonográfica. Entre seus muitos prêmios e honrarias, foi 14 vezes indicado ao Grammy (venceu três) da Academia Nacional de Artes e Ciências Fonográficas, foi premiado com um Grammy Lifetime Achievement Award, aos 36 anos, e recebeu o título Um dos Dez Homens Mais Importantes do País, na década de 70, pela United States Jaycees. Sem lançar mãos dos privilégios especiais que seu status de celebridade poderiam ter lhe valido, serviu honrosamente seu país no Exercito dos EUA.
Seu talento, sua beleza, sensualidade, carisma e bom humor o tornaram o ídolo de multidões, assim como a humanidade e gentileza que demonstrou ao longo de toda sua vida. Conhecido em todo o mundo pelo seu primeiro nome, é considerado uma das figuras mais importantes da cultura popular do século XX. Elvis faleceu em sua casa em Memphis, Graceland, no dia 16 de agosto de 1977.

Nos últimos anos, Silvestri acrescentou vários mega hits ao seu currículo: a comédia de Mel Gibson, Do Que As Mulheres Gostam (What Women Want), o drama de Tom Hanks, Náufrago (Cast Away), e o recordista de público do verão norte-americano, O Retorno da Múmia (The Mummy Returns). Esses filmes, além da comédia romântica de John Cusack, Serendipity, e da comédia de ação de Robert DeNiro e Eddie Murphy, Showtime, são apenas as trilhas mais recentes dos mais de 70 filmes para os quais compôs ao longo das últimas três décadas. Suas composições mais recentes incluem as trilhas dos longas ainda não lançados Stuart Little 2 e da comédia de Jennifer Lopez, Chambermaid.
Silvestri nasceu em Manhattan, foi criado em Teaneck, N.J., e cursou a prestigiada Berklee College of Music, de Boston, antes de entrar para uma banda de Las Vegas como guitarrista. Seu talento como arranjador e músico levou-o a trabalhar em Los Angeles, onde acidentalmente acabou compondo a trilha de um longa-metragem. Mais tarde, compôs a música de mais de 100 episódios do seriado televisivo CHiPs, o que levou ao convite para que compusesse sua primeira trilha para uma grande produção do cinema, o sucesso de 1984, Tudo Por Uma Esmeralda (Romancing the Stone), dirigido por Robert Zemeckis.
Zemeckis e Silvestri fizeram mais nove filmes desde então. A dupla trabalha em parceria há mais de 17 anos. Fora a associação de Steven Spielberg com John Williams, trata-se da parceria mais longa e bem sucedida de Hollywood entre um diretor e um produtor.
Para outros cineastas, Silvestri compôs trilhas igualmente diversificadas, ora fortes ora comoventes, incluindo composições sombrias e tensas para Predador (Predator) de John McTiernan; outras de deslumbramento, com O Abismo (The Abyss), de James Cameron; animadas e festivas, para O Pai da Noiva (Father of the Bride), de Charles Shyer, o tema melancólico inesquecível de Whitney Houston, em O Guarda-Costas (The Bodyguard), de Mick Jackson, uma deliciosa trilha de gato-e-rato em O Pequeno Stuart Little (Stuart Little), de Rob Minkoff, e canções ao estilo faroeste pastelão para Julia Roberts e Brad Pitt, em A Mexicana (The Mexican), de Gore Verbinski.
Residindo em Carmel há 13 anos, Silvestri é piloto de aviões com habilitação para pilotar por instrumentos e, recentemente, estreou na nova carreira de produtor de vinhos. Nos próximos três anos, ele espera que seu vinhedo de 300 hectares no Vale de Carmel esteja em plena produção. Engajado ativamente na causa da luta contra a Diabetes Infantil – uma doença que atinge um de seus três filhos – ele fez um pronunciamento sobre o assunto diante de um comitê do Congresso e compôs a canção, “Promise to Remember Me”, que se tornou tema das campanhas da Fundação das Vítimas de Diabetes Juvenil.

Spencer entrou para os estúdios de Walt Disney, em 1990, como executivo sênior de administração, sendo promovido subseqüentemente a gerente administrativo do estúdio, em 1991,e a diretor administrativo, em 1992. Nesta época, integrou a equipe de implementação do Disney Channel na Ásia e participou da aquisição da Miramax Films e da criação da estratégia empresarial do estúdio Disney baseado em Paris.
Em outubro de 1993, transferiu-se para o Walt Disney Feature Animation, como diretor administrativo da divisão, sendo promovido 10 meses depois a vice-presidente executivo e financeiro. O Hollywood Reporter incluiu-o em sua lista “Next Generation” de 1995 de jovens e promissores executivos com menos de 35. Em 1996, foi nomeado vice-presidente executivo e financeiro da Walt Disney Feature Animation and Theatrical Productions, cargo que ocupou até mudar-se para o estúdio da Flórida, em setembro de 1998.
Natural de Seattle, Washington, formou-se em História, em 1985, pela Harvard University. Trabalhou três anos em Wall Street como financista associado da Bankers Trust Company, antes de retornar à Faculdade de Administração de Harvard, para obter seu mestrado, em 1990.
Um ávido explorador do mundo, Spencer já trabalhou numa linha de montagem da Nissan no Japão, desceu o Rio Amazonas e explorou as florestas do norte do Camboja.

Formado pela Sheridan University, entrou para a equipe de animação dos estúdios Disney em 1994, passando rapidamente de artista de layout a artista de história, até chegar a chefe de história. Sua produção de estréia no estúdio foi o longa-metragem de 1998, Mulan. Ele passou de artista de layout a artista de história até, finalmente, ser nomeado co-chefe de história (em sua primeira parceria com Sanders). Em 1999, DeBlois mudou-se para a Flórida para dar início à produção de Lilo & Stitch.
Natural de Ontário, Canadá, iniciou sua carreira na indústria como artista de layout de programas animados de uma emissora de televisão de Ottawa. Nos quatro anos seguintes, trabalhou na Irlanda com o diretor Don Bluth, e seus créditos nessa época incluem artista de layout, chefe de unidade de layout e assistente-chefe de história em filmes como A Troll in Central Park e Thumbelina.

Formado em 1984 pela CalArts (com especialização em Animação de Personagem), entrou para a Walt Disney Feature Animation, em 1987, tendo sido o primeiro profissional contratado para seu recém-criado departamento de desenvolvimento visual. Nesta função, contribuiu para a criação de Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (The Rescuers Down Under), antes de transferir-se para o departamento de história. Em seguida, criou storyboards para inúmeras seqüências-chaves de A Bela e A Fera (Beauty and the Beast), incluindo a memorável cena da morte e da ressurreição da Fera.
Após desenvolver novos conceitos para Fantasia 2000, Sanders integrou a equipe de criadores de O Rei Leão (The Lion King) como desenhista de produção e ajudou a definir a direção do estilo visual do filme. Entre suas maiores contribuições para este filme, destacam-se o animado e espertíssimo número musical “I Just Can’t Wait to be King” e a cena impressionante do fantasma de Mufasa. Em 1998, no longa de animação Disney, Mulan, Sanders trabalhou como co-chefe de história e roteirista. Seu trabalho nesse filme lhe valeu dois Annie Awards nas categorias Storyboards e Roteiro.
Natural do Colorado, Sanders conta que gostava de desenhar quando era garoto, sendo em grande parte influenciado pela espetacular seqüência musical animada de Ward Kimball, de Você Já Foi À Bahia? (The Three Caballeros), dos estúdios Disney, ao assistir ao filme pela televisão no The Wonderful World of Disney, aos 10 anos. “Ela é a cena mais alegre, livre e despreocupada da animação até hoje”, afirma Sanders. Anos depois, sua avó leu um artigo acerca do programa de animação da CalArts, insistiu para que ele se matriculasse e Sanders foi aceito. Depois de formado, iniciou sua carreira na indústria da animação, trabalhando durante quatro anos na Marvel Productions, como um dos desenhistas de personagens do popular seriado animado da TV, The Muppt Babies Show.
Produzido por
CLARK SPENCER
Baseado Num Argumento Original de
CHRIS SANDERS
Montado por
DARREN HOLMES
Produtor Associado
LISA M. POOLE
Direção de Arte
RIC SLUITER
Trilha Original Composta e Regida por
ALAN SILVESTRI
Coordenador Artístico
JEFF DUTTON
Desenhista de Produção
PAUL FELIX
Supervisor de Layout
ARDEN CHAN
Supervisores de Arte-Final
PHILIP S. BOYD
CHRISTINE LAWRENCE-FINNEY
Supervisor de Efeitos Visuais
JOSEPH F. GILLAND
Supervisor de Animação
ERIC GUAGLIONE
“HE MELE NO LILO” e ”HAWAIIAN ROLLER COASTER RIDE”
Interpretadas por
MARK KEALI‘I HO‘OMALU
Produzidas por
ALAN SILVESTRI e DAVID BIFANO
“BURNING LOVE”
Interpretada por
WYNONNA
Produzida por
DANN HUFF e WYNONNA
Gerente de Produção
CAMMILE CAVALLIN-FAY
Assistente de Coordenador Artístico
PAM MANES DARLEY
Consultor de Montagem
MICHAEL KELLY
Supervisores de Caps
Planejamento de Cena /Câmera
JOHN CUNNINGHAM
Verificação da Animação
DANIEL COHEN
Processamento da Animação 2D
DAVID BRADEN
Modelos Coloridos
IRMA CARTAYA-TORRE
Verificação Final da Colorização
HORTENSIA M. CASAGRAN
Composição
JASON LEONARD ROBERT BUSKE
Cópia do Filme Digital
BRANDY HILL
Desenho de Personagem
CHRIS SANDERS
BYRON HOWARD
Desenvolvimento Visual
JIM MARTIN
MARCELLO VIGNALI
SUE NICHOLS
História
ED GOMBERT
CHRIS WILLIAMS
História Adicional
JOHN SANFORD
ROGER ALLERS
Layout
BOB WALKER
Artistas
MITCHELL BERNAL
JEFF DICKSON
CRAIG ANTHONY GRASSO
ANDREW EDWARD HARKNESS
ANDREW HICKSON
TOM HUMBER
RICHARD CARL LIVINGSTON
VINCENT MASSY DE LA CHESNERAYE
ARMAND SERRANO
Assistentes de Unidade
PETER J. DELUCA
TOM DOW
BILL HODMAN
KENNETH SPIRDUSO
Assistentes
NORBERT MAIER
KEVIN PROCTOR
Projetista
JOANNE JOHNSON TZUANOS
Animação de Personagem
Stitch
Supervisor de Animação
ALEX KUPERSHMIDT
Dublador
CHRISTOPHER MICHAEL SANDERS
Animadores
JONATHAN ANNAND
MICHAEL BENET
TRAVIS BLAISE
ROBERT O. CORLEY
SASHA DOROGOV
IAN WHITE
Lilo
Supervisor de Animação
ANDREAS DEJA
Dubladora
DAVEIGH CHASE
Animadores
GREGG E. AZZOPARDI
DARKO CESAR
TREY FINNEY
BRANKO MIHANOVIC
PHILIP MORRIS
CAROL SEIDL
JOHN WEBBER
Nani
Supervisor de Animação
STÉPHANE SAINTE FOI
Dubladora
TIA CARRERE
Animadores
JASON BOOSE
BOB BRYAN
JOHN HURST
ANTHONY WAYNE MICHAELS
J.C. TRAN-QUANG-THIEU
Cobra Bubbles
Supervisor de Animação
BYRON HOWARD
Dublador
VING RHAMES
Animador
DOMINIC M. CAROLA
Jumba
Supervisor de Animação
BOLHEM BOUCHIBA
Dublador
DAVID OGDEN STIERS
Animadores
DAVID BERTHIER
CHARLES BONIFACIO
STEVE MASON
TONY STANLEY
Pleakley & David Kawena
Supervisor de Animação
RUBEN A. AQUINO
Dublador de Pleakley
KEVIN MCDONALD
Dublador de David Kawena
JASON SCOTT LEE
Animadores
RUNE BRANDT BENNICKE
BARRY TEMPLE
D.M. WAWRZASZEK
DAVID W. ZACH
Conselheira-Mor
Animador Chefe
JAMES YOUNG JACKSON
Dubladora
ZOE CALDWELL
Capitão Gantu
Animador Chefe
THEODORE ANTHONY LEE TY
Dublador
KEVIN MICHAEL RICHARDSON
Professor de Hula
Animador Chefe
DOMINIC M. CAROLA
Dublador
KUNEWA MOOK
Dançarinas de Hula
Animador Chefe
MARK HENN
Esboços dos Intersticiais
PAULO R. ALVARADO
GEORGE BENAVIDES
TODD BRIGHT
BRAD CONDIE
CINDY GE
KRISTA HEIJ
GONTRAN HOARAU
NICOLAS KERAMIDAS
PAUL N. MCDONALD
KEVIN MICALLEF
BOB SPANG
RONNIE WILLIFORD
Esculturas dos Personagens
RAFFAELLO VECCHIONE
Cenários
Artistas
RON DEFELICE
XIN-LIN FAN
CHRISTOPHER F. GRECO
XIANGYUAN JIE
BARRY R. KOOSER
GERALDINE KOVATS
BARBARA MASSEY
PETER MOEHRLE
DAVID W. MURRAY
WILLIAM T. SILVERS, JR.
K. SEAN SULLIVAN
CHARLES R. VOLLMER
DAVID YING GUANG WANG
DAVID YORKE
Retoque Digital
KATHY SCHOEPPNER
Arte-Final da Animação
Stitch
Chefe de Unidade
SAM EWING
Assistentes de Unidade
DAN DALY
KIM TORPEY
Assistentes
PHILIP J. ALLORA
KATHERINE BLACKMORE
JOHN PIERRO
Diagramadores
FRANK R. CORDERO
PERRY FARINOLA
TOM DE ROSIER
Desenhistas
STEVEN GEER
TIM MASSA
TONY SANTO
JACQUELINE M. SHEPHERD
Lilo
Chefe de Unidade
DANIEL A. GRACEY
Assistentes de Unidade
MERRITT F. ANDREWS
CAROLINE CLIFFORD
RON COHEE
RUSTY STOLL
Assistentes
AMY DROBECK
JOHN O’HAILEY
SEUNG BEOM KIM
RON ZEITLER
Diagramadores
JAMES W. ELSTON
LISA G. LANYON
PETER RAYMUNDO
Intermediaristas
STEVEN QUENTIN
DANNY R. SANTOS
CHAD THOMPSON
Nani
Chefe de Unidade
TOM FISH
Assistentes de Unidade
JAMES A. HARRIS
ROLAND MECHAEL B. ILAGAN
PAMELA MATHUES
SHERRIE H. SINCLAIR
Assistentes
TAMMY DANIEL-BISKE
ROSANA URBES
Diagramadores
KEVIN A. BARBER
SEAN LUO
Intermediaristas
CARLOS R. ARANCIBIA
DAVID HOLBROOK
DAVID MAR
Cobra Bubbles
Chefe de Unidade
DAVID T. NETHERY
Assistentes de Unidade
THOMAS THORSPECKEN
Intermediarista
FRANK DIGREGORIO
Jumba
Chefe de Unidade
MONICA MURDOCK
Assistentes de Unidade
MI YUL LEE
YER (ZA) VUE
JOHN R. WALSH
Assistentes
JASON PELTZ
VIRGINIA WOLF BROWNING
Diagramadores
REBECCA WRIGLEY
Intermediaristas
RUSSELL BRAUN
JASON PICHON
Pleakley & David Kawena
Chefe de Unidade
BRYAN M. SOMMER
Assistentes de Unidade
TERESITA QUEZADA
JANE ZHAO
Assistentes
SCOTT A. BURROUGHS
RICHARD SCOTT MORGAN
Diagramadores
JANELLE C. BELL-MARTIN
DANIEL LAWRENCE RIEBOLD
Intermediaristas
DOMINIC A’VANT
Conselheira-Mor
Chefe de Unidade
RACHEL RENEE BIBB
Diagramadores
PHILLIP A. JONES
Intermediaristas
SARAH MERCEY-BOOSE
Capitão Gantu
Chefe de Unidade
KELLIE D. LEWIS
Assistente de Unidade
LON SMART
Assistente
ANTONY DE FATO
Intermediaristas
JEREMY FALKOWSKI
Diversos
Chefe de Unidade
PHILIP S. BOYD
CHRISTINE LAWRENCE-FINNEY
Assistentes de Unidade
MAURILIO MORALES
VINCENT SIRACUSANO
Assistentes
AUGUSTO BORGES BASTOS
PHIL NOTO
Diagramadores
STEPHEN N. AUSTIN
DON CRUM
ELSA SESTO-VIDAL
PATRICK TUORTO
Intermediaristas
JEFF BROWN
MATT WHITLOCK
Animação dos Efeitos Visuais
Animadores
BOB BENNETT
JAZNO FRANCOEUR
TROY A. GUSTAFSON
STEPHEN MCDERMOTT
JOHN DAVID THORNTON
TONY WEST
GARRETT WREN
Assistentes de Animação da Unidade
PAUL BRIGGS
JOHN FARGNOLI
PAUL KASHUK JR.
MICHAEL L. OLIVA
PAITOON RATANASIRINTRAWOOT
Assistentes de Animação
ROBERT BLALOCK
DERRICK L. MCKENZIE
MICHAEL T. MONTGOMERY
GARY SCHUMER
VAN SIRVANIAN
LORA M. SPRAN
Diagramadores
JOHN CASHMAN
CHRIS DARROCA
WILLIAM J. HAAS
CHRISTOPHER R. PAGE
SEAN SIMON RAMIREZ
HEATHER M. SHEPHERD
ROCHELLE SMITH
Desenhistas
JOEL K. BISKE
CHRISTOPHER ROBERT BROMBY
X Sheet /Digitação de Dados
KIP LANAI STONE
Produção Digital
Supervisor de Animação
ROB BEKUHRS
Animadores
SANDRA MARIA GROENEVELD
DARLENE HADRIKA
JASON WILLIAM WOLBERT
JAMES MICHAEL CROSSLEY
Supervisor de Desenvolvimento de Modelos
BRIAN JEFCOAT
Diretor Técnico de Modelos e Montagem de Cenas
SEAN LOCKE
Supervisor de Desenvolvimento Visual
TONY PLETT
Diretor Técnico de Desenvolvimento Visual & Software
MARTY ALTMAN
Diretores Técnicos de Desenvolvimento Visual
SCOTT KERSAVAGE
CHARLERMPON “YO” POUNGPETH
Montagem
Montador Associado
ERIC DAPKEWICZ
Primeiro Assistente de Montador
STEPHEN L. MEEK
Montadora da Animação
BETH COLLINS-STEGMAIER
Assistente de Montadora
LISA MCCORMICK
Produção
Contadora de Produção
STEPHANIE MENDOZA
Assistente de Contadora de Produção
SHIRLEY COLLIER
Gerente Administrativa
LAURA CHERRY ROBERSON
Gerente de Produção de Paris
CORALIE CUDOT LISSILLOUR
Assistentes de Gerentes de Produção
História
CHAD F. ROGERS
Montagem & Gravação
BILL BARRY
Layout
BRUCE ANDERSON
KELLIE MARCHBANKS HOOVER
Animação
KRISTINA M. KAUFMAN
Sweatbox
LISA WATTS
Arte-Final
RON BETTA
Produção Digital
STEPHEN R. CRAIG
Efeitos Visuais
STEPHANIE M. SPAHN
Padrões de Cores
SHELLIE WEST
Verificação de Cenários & Animação
JASON FRICCHIONE
Caps, Espaço em Disco & Retakes
MIKE BRASSELL
Produção
JACKIE L. SHADRAKE
Produção e Gravação na Califórnia
THERESA BENTZ
Produção em Paris
FREDERIKA PEPPING
ALEXANDRA SKINAZI
Gerenciamento de Caps
Gerente de Caps da Flórida
FRAN KIRSTEN
Gerente de Espaço em Disco & Retakes
BRENDA MCGIRL
Assistente de Gerente de Espaço em Disco & Retakes
BEN LEMON
Planejamento de Cena
Planejadores de Cenas
MARY LESCHER
PAUL STEELE
Assistente de Planejador de Cenas /Cinegrafista
CHRISTOPHER HOLLAND
Pré-Verificador de Planejamento de Cenas
TOM GREALY
Verificação da Animação
Assistente de Supervisor
ALBERT FRANCIS MOORE
Verificadores de Animação
JAN BARLEY GUTOWSKI
JACQUELINE HOOKS-WINTERLICH
TODD LAPLANTE
ROSALEEN O’BYRNE
Processamento e Colorização de Animação 2D
Processadores de Animação 2D
LEIGH A. NELSON
BARBARA J. POIRIER
COLLEEN ELISE TOMLINSON
SARAH J. COLE
Padrões de Cores e Colorização
Estilistas de Estudo de Cores
CHERYL DAVIS
KENNETH C. LANDRUM
DEBRA YVONNE SIEGEL
JAISON DUELL WILSON
Marcação do Estudo de Cores/Registro/Colorização
KARRIE KEULING MICHAELS
LAURA LYNN F. RIPPBERGER
Assistentes de Supervisor de Colorização
IRMA VELEZ
RUSSELL BLANDINO
PHYLLIS ESTELLE FIELDS
Marcação de Colorização
CARMEN REGINA ALVAREZ
ROBERTA LEE BORCHARDT
CASEY CLAYTON
PATRICIA L. GOLD
BONNIE A. RAMSEY
MYRIAN FERRON TELLO
Registro
LEYLA C. AMARO-NODAS
KARAN LEE-STORR
Artistas
CARMEN SANDERSON
JOYCE ALEXANDER
BILL ANDRES
KIRK AXTELL II
PHYLLIS BIRD
JOEY CALDERON
JANICE M. CASTON
SHERRIE CUZZORT
FLORIDA D’AMBROSIO
LEA DAHLEN
ROBERT DETTLOFF
MICHAEL FOLEY
KENT GORDON
DEBBIE GREEN
VERNETTE GRIFFEE
GAYLE KANAGY
DAVID KARP
ANGELIKA R. KATZ
MISOON KIM
SALLY KING
KUKHEE LEE
BETH ANN MCCOY-GEE
TERI N. MCDONALD
RANDY L. MCFERREN
MARGARITO MURILLO
OFRA AFUTA NAYLOR
DAVID NIMITZ
KAREN LYNNE NUGENT
DEVON ODDONE
ERIC OLIVER
DOLORES POPE
ROSALINDE PRAAMSMA
SASKIA RAEVOURI
YOLANDA REARICK
CHRISTINE SCHULTZ
HEIDI WOODWARD SHELLHORN
GRACE H. SHIRADO
FUMIKO ROCHE SOMMER
S. ANN SULLIVAN
ROXANNE M. TAYLOR
TAMI TERUSA
CHRISTINA ELAINE TOTH
BRITT-MARIE VAN DER NAGEL
ARTHUR ZASLAWSKI
DAVID J. ZYWICKI
CATHERINE MIRKOVICH-PETERSON
DEBORAH JANE MOONEYHAM
Verificação Final da Colorização
Chefes de Verificação
MICHAEL D. LUSBY
Verificadores Finais
LISA PADAWER RATANASIRINTRAWOOT
ANDREW SIMMONS
Composição
Chefe de Composição
EARL SCOTT COFFMAN
Supervisor da Califórnia
JAMES “JR” RUSSELL
Copiagem do Filme Digital
Operadores de Gravação do Filme Digital
JOHN AARDAL
JOHN DERDERIAN
JENNIE KEPENEK MOUZIS
Timer Colorido
BRUCE TAUSCHER
Controle de Qualidade
CHUCK WARREN
Coordenadora do Departamento de Câmera
SUZY ZEFFREN-RAUCH
Elenco de
RUTH LAMBERT, C.S.A.
MARY HIDALGO
MATTHEW JON BECK, ASSOCIATE
Elenco
Lilo
DAVEIGH CHASE
Stitch
CHRISTOPHER MICHAEL SANDERS
Nani
TIA CARRERE
Jumba
DAVID OGDEN STIERS
Pleakley
KEVIN MCDONALD
Cobra Bubbles
VING RHAMES
Conselheira-Mor
ZOE CALDWELL
David Kawena
JASON SCOTT LEE
Capitão Gantu
KEVIN MICHAEL RICHARDSON
Salva-vidas
SUSAN HEGARTY
Sra. Hasagawa
AMY HILL
Vozes Adicionais
STEVE ALTERMAN
EMILY ANDERSON
JACK ANGEL
BILL ASING
ERICA BECK
ROBERT BERGEN
STEVEN JAY BLUM
RODGER BUMPASS
CATHERINE CAVADINI
JENNIFER DARLING
ALEXANDRA DEARY
JOHN DEMITA
JUDI DURAND
GREG FINLEY
JEFF FISCHER
VALERIE FLUEGER
JESS HARNELL
T. ASZUR HILL
BARBARA ILEY
DAAMEN KRALL
TODD KUROSAWA
CHLOE LOOPER
MICKIE MCGOWAN
KUNEWA MOOK
COURTNEY MUN
MARY-LINDA PHILLIPS
PATRICK PINNEY
PAIGE POLLACK
DAVID RANDOLPH
NOREEN REARDON
DEBRA JEAN ROGERS
SUSAN SILO
KATH SOUCIE
MELANIE SPORE
DOUG STORE
DREW LEXI THOMAS
MIRANDA WALLS
KARLE WARREN
RUTH ZALDUONDO
Versão Dublada (Vozes)
Lilo
BIANCA SALGUEIRO
Stitch
MÁRCIO SIMÕES
Nani
MARELIZ RODRIGUES
Jumba
JORGE VASCONCELLOS
Pleakley
CLAUDIO GALVAN
Cobra Bubbles
PAULO FLORES
Conselheira-Mor
GEISA VIDAL
David Kawena
ETTORE ZUIM
Capitão Gantu
SÉRGIO FORTUNA
Professor de Hiula
JOSÉ LUIS BARBEITO
Trilha
Arranjos do Coro de
ALAN SILVESTRI AND
MARK KEALI’I HO’OMALU
Coordenador da Trilha
DAVID BIFANO
Trilha Gravada e Mixada por
DENNIS SANDS
Orquestração da Trilha de
MARK MCKENZIE
WILLIAM ROSS
Editor Musical
KEN KARMAN
Assistente de Editor Musical
JACQUI TAGER
Supervisor de Produção Musical
TOM MACDOUGALL
Gerente de Produção Musical
ANDREW PAGE
Gerente de Produção Musical
SHAWNE ZARUBICA
Coordenadora de Produção Musical
DENIECE LAROCCA-HALL
Assistente de Produção Musical
JOEL BERKE
Contratação dos Músicos
SANDY DE CRESCENT
Preparação Musical
JO ANN KANE MUSIC SERVICE
“Can’t Help Falling In Love”
Composta por Luigi Creatore, Hugo Peretti and George David Weiss
Interpretada por A*Teens
Produzida por Mark Hammond
“Suspicious Minds“
Composta por Mark James
Interpretada por Elvis Presley
Cedida pela The RCA Records, um selo da BMG Entertainment
Sob licença da BMG Special Products
“Hound Dog”
Composta por Jerry Leiber e Mike Stoller
Interpretada por Elvis Presley
Cedida pela The RCA Records, um selo da BMG Entertainment
Sob licença da BMG Special Products
“You’re The Devil In Disguise”
Composta por Bernie Baum, Bill Giant e Florence Kaye
Interpretada por Elvis Presley
Cedida pela The RCA Records, um selo da BMG Entertainment
Sob licença da BMG Special Products
“Stuck On You”
Composta por Aaron Schroeder e J. Leslie McFarland
Interpretada por Elvis Presley
Cedida pela The RCA Records, um selo da BMG Entertainment
Sob licença da BMG Special Products
“Heartbreak Hotel”
Composta por Elvis Presley, Mae Axton e Tommy Durden
Interpretada por Elvis Presley
Cedida pela The RCA Records, um selo da BMG Entertainment
Sob licença da BMG Special Products
“Blue Hawaii”
Composta por Ralph Rainger and Leo Robin
Interpretada por Elvis Presley
Cedida pela The RCA Records, um selo da BMG Entertainment
Sob licença da BMG Special Products
“Burning Love”
Composta por Dennis Linde
“He Mele No Lilo” e ”Hawaiian Roller Coaster Ride”
Composta por Alan Silvestri e Mark Keali‘i Ho‘Omalu
Wynonna foi cedida pela Curb/Universal (Estados Unidos e Canadá)
e Mike Curb Company, LLC (demais territórios)
A*Teens foi cedida pela Stockholm Records
CORO INFANTIL DAS ESCOLAS KAMEHAMEHA
Regido por
LYNELL K. BRIGHT
MEGAN ARAUJO
BLAYNE ASING
BELLE BAXLEY
JESSICA CABRAL
ERIKA CASTRO
JOHNELLE CHOCK
DAVID CHOY
KAINOA FRANK
ANALU FRANTZ
ALLISON HIGA
LA‘AMEA HO‘OPI‘I
PAUL IONA
LEIMOMI KANAGUSUKU
JESSICA KAUHANE
KALANIAUKAI KEKOA
ANDREW KINIMAKA
JOSHUA KOPP
JENNIFER LEE
ASHLEY LEONG
GIDEON LOGAN
BRANSEN LUNA
JOHNELLE MAIELUA
ALANA MEDITZ
KAHEA MONTGOMERY
KAIMANA MORRIS
CEAN OLIVEIRA
JASMINE ORTIZ
AJA PAET-AH SING
GABRIEL PAPA
PUA’ALA PASCUA
TRITON PELTIER
CORINN PERRY
KAHALA ROWE
RACHEL SIMAO
BRITTANY SPENCER
V‘ILANI STENDER
DREW TANDAL
MISTY THOEMMES
IPO THOMSON
ASHLEY WILLIAMS
Produção
Assistente do Produtor
ANDREW TEMESVÁRY
Assistente do Produtor Associado
MARY GREEN
Secretária de Produção
ANNETTE GAYLE
Coordenadores de Produção
Produção de CAPS
JENNIFER CHRISTINE VERA
BETH NOTO
Produção de CAPS Califórnia
KIRSTEN A. BULMER
Administração de CAPS Califórnia
RIKKI CHOBANIAN
Espaço em Disco & Retakes
RENATO LATTANZI
Publicidade
BÉLA TEMESVÁRY
Assistentes de Produção
MICHAEL BUDD
RUDY CARDENAS-RIOS
MICHELLINA CAROLA GREALY
SUSAN CHILDS
NANETTE K. DRUMTRA
NATASHA GAPINSKI
JEFFRY G. GEORGIANNI
T. ASZUR HILL
GREG HILL
LAUREN R. LEAR
ROYAL RIEDINGER
JOE RIEDLEY
WENDY SCOTT-PENSON
MOLLY JANE GIBSON SERGI
ANGELA SETON
DAWN M. WATSON
DAVID WILLNERD
Tecnologia
Gerentes de Tecnologia
MARK W. GILICINSKI
ROSS ALLARD
RAUL ANAYA
MATT BIALOSUKNIA
RICHARD BINGLE
JEFFERSON CRUTCHFIELD
TIM DAVID
LARRY GRANT EDMINISTER
JUAN ANTONIO FERNANDEZ HALCON
DON GWOREK
DWAYNE HARRIS
DANA HAUKOOS
TERRENCE SEAN KANE
JAMES EDWARD LESLIE
CARLOS MUNOZ
CARMEN BINETTE PERREAULT
BARBARA THORNTON
JOHN W. WHEELER
BOB WHITE
Apoio Adicional de Produção
PETER DE SEVE
KEVIN DETERS
JOHN R. HUGHES III
CHRIS HUMMEL
BUCK LEWIS
WILLIS MIDDLETON
RIA MASHBURN SMITH
MICHAEL SPOONER
JANG WOO LEE
WOODY WOODMAN
Apoio Adicional de Tecnologia
Gerente, Desenvolvimento de Sistemas de Software
GRAHAM S. ALLAN
Gerente Sênior, Software
JOHN HENRY BROOKS
Gerente, Desenvolvimento de Aplicativos
KEVIN JOHN HUSSEY
Gerente, Software de Animação Tradicional
TODD SCOPIO
DALE R. BECK
JANET E. BERLIN
CATHY E. BLANCO
MICHAEL S. BLUM
MICHAEL C. BOLDS
BRAD BROOKS
LETHA L. BURCHARD
SCOTT BURRIS
MARK CARLSON
WILLIAM T. CARPENTER
LAWRENCE CHAI
LOREN CHUN
PETER LEE CHUN
TOM CORRIGAN
PATRICK DALTON
NOLAN R. DAVIS
NORBERT FAERSTAIN
DAVID PATRICK FLYNN
BRIAN ARTHUR GRIFFITH
JAMES P. HURRELL
DARRIAN M. JAMES
DANNY JEWELL
JASON PHILLIP JOHNSON
KEVIN E. KEECH
KIMBERLY W. KEECH
DANIEL C. KIM
MICHAEL D. KLIEWER
JOSEPH M. LOHMAR
JOHN A. LONGHINI
MARK A. MCLAUGHLIN
CHRISTOPHER D. MIHALY
THADDEUS P. MILLER
RAMON MONTOYA-VOZMEDIANO
THOMAS MOORE
TROY NORIN
TAMARA R. PAYTON
JAMES PIRZYK
HANNS OSKAR-PORR
KAIZHEN RUAN
JAMES A. SANDWEISS
MATTHEW E. SCHNITTKER
RASMUS TAMSTORF
DANIEL TEECE
MARK M. TOKUNAGA
ALEXANDRE DAVID TORIJA-PARIS
LAURIE TRACY
DOUG WHITE
DEREK E. WILSON
TOMAS A. WONG
FRAN R. ZANDONELLA
XINMIN ZHAO
Pós-Produção
Supervisor de Pós-Produção
LESLIE MOES
Supervisor de Pós-Produção Califórnia
LORI KORNGIEBEL
Coordenador de Pós-Produção
KATIE HOOTEN
Gerente Sênior de Pós-Produção
SUE BEA MONTGOMERY
Engenheiro de Pós-Produção
MICHAEL KENJI TOMIZAWA
Serviços de Sonorização de Pós-Produção Fornecidos por
SKYWALKER SOUND,
Uma divisão da Lucas Digital, Ltd.
Condado de Marin, Califórnia
Supervisor e Engenheiro de Som
CHRISTOPHER BOYES
Supervisor de Edição de Som
FRANK EULNER
Edição de Gravação de Diálogos Adicionais (ADR)
THOMAS WHITING
Elenco de Dubladores de ADR
BARBARA HARRIS
Edição de Efeitos de Som
SCOTT GUITTEÁU
AL NELSON
CHRIS SCARABOSIO
Edição da Sonoplastia
JAMES LIKOWSKI
JOHN VERBECK
Assistente de Supervisor de Edição de Som
ANDRÉ FENLEY
Sonoplastas
DENNIE THORPE
JANA VANCE
Mixagem da Sonoplastia
TONY ECKERT
Gravação da Sonoplastia
FRANK “PEPE” MEREL
Regravado no
BUENA VISTA SOUND SERVICES
Mixagem de Regravação
TERRY PORTER
MEL METCALFE
DEAN A. ZUPANCIC
CHRISTOPHER BOYES
Mixagem dos Diálogos Originais
DOC KANE
Gravação da Dublagem
JUDY NORD
JEANNETTE CREMAROSA
Diálogos Adicionais Gravados por
VINCE CARO
JACKSON SCHWARTZ
DAN CUBERT
Timer Colorido
CHRIS DELAGUARDIA
Corte de Negativos
BUENA VISTA NEGATIVE CUTTING
MARY BETH SMITH
RICK MACKAY
Efeitos dos Títulos de
BRIAN KING
Créditos Finais de
BUENA VISTA IMAGING
Operadores de Telecine
ROBERT H. BAGLEY
ROBERT J. HANSEN
Copiagem em Preto & Branco
JOHN WHITE
Cópias
TECHNICOLORâ
Produzidas e Distribuídas em
EASTMAN FILM
COM AGRADECIMENTOS ESPECIAIS AO SEGUINTE PESSOAL DE APOIO DA WALT DISNEY FEATURE ANIMATION, CUJOS ESFORÇOS INCANSÁVEIS TORNARAM ESTE FILME POSSÍVEL:
KELLY ADAMS SLAGLE
TRAVIS BECKNER
CINDY LEOPOLD BELTZ
STEVE BERRY
CHARLESY ANN BLASTIC
KEVIN L. BRIGGS
DONNA CARTEE BROWN
CHANTAL BECK BUMGARNER
ANDREW ALBERT BURNELL
MARIAN CARCHIDI
JAY CARDUCCI
JAYNE CARTER
NATHALIE CUZENIC CHRISTOPHER
MELISSA CRABTREE
DANA ROSATI DILLON
JACK P. LEW
RACHELE OLIVER LORD
FRANCINE LUNA
CAROLYN MCCLENDON
KARL MADSEN
SANJ MAROSI
JOLIE MARTINEZ
TAMMY NABORS MIDDLETON
HEATH J. MILLER
JIM MILLER
TINA O’HAILEY
LYNN OLDENBORG
CRISTINA L. RAMOS
WILLIAM J. SPEROUNIS
KRIS TAFT
SHANNON BEATTY TICHENOR
JO KATHERINE WENTWORTH
JENNIFER LESTER WESTMORELAN