18/11/2006
- Muito tem se falado sobre a saturação
do mercado de animação nos últimos
anos, mas agora o site TimesOnLine está apresentando
um artigo que conta com depoimentos de alguns dos
grandes nomes da animação atualmente.
O artigo conta como este foi o ano
em que mais filmes animados foram lançados
no cinema, e como está cada vez mais difícil
para o público diferenciar entre os animais
do zoológico de SELVAGEM e dos de MADAGASCAR,
ou das histórias de confusões urbanas
e exterminadores malvados em LUCAS: UM INTRUSO NO
FORMIGUEIRO e OS SEM-FLORESTA, ou então os
conflitos de pai e filho de O GALINHO CHICKEN LITTLE
e O SEGREDO DOS ANIMAIS.
“A similaridade de alguns
dos desenhos este ano é inegável”
diz o diretor de HAPPY FEET: O PINGÜIM, George
Miller. Ele admite que quando os animadores começaram
a trabalhar no animado da Warner Bros, eles tendiam
a fazer imitações inferiores de sucessos
da DreamWorks e da Pixar. “Então descobrimos
que a tecnologia apenas ficava cada vez melhor enquanto
trabalhávamos no filme,” disse Miller.
“Então começamos a puxar os
animadores, e eles produziram trabalhos impressionantes.”
“Este ano viu o resultado
da mentalidade da corrida do ouro que instigou muitos
iniciantes em animação tentando pegar
uma fatia da torta da DreamWorks e da Pixar,”
disse Rick DeMotte, o editor da revista virtual
Animation World Magazine. “Nós acabamos
em uma espécie de terra das maravilhas saturada
de cultua pop.”
Próximo ano teremos mais
pingüins com SURF’S UP da Sony Pictures
e mais roedores com RATATOUILLE da Pixar que, assim
como POR ÁGUA ABAIXO, envolve um rato que
descobre seu destino em um esgoto. Tais histórias
similares não eram um problema quando a Disney
era o único nome predominante no ramo, mas
tudo isso já mudou. “A tecnologia significa
que não precisa mais de um grande estúdio
para fazer um longa-metragem animado,” disse
DeMott. “Certas vezes, estúdios preferem
bancar uma produções do que formar
sua própria divisão de animação.”
“Eu
posso lhe afirmar como muitas pessoas já
chegaram e disseram `Nós vamos construir
a próxima Pixar’,” disse Julia
Pistor, vice-presidente da Nickelodeon Movies. “Mas
eu acho que há um excesso de atividade quando
o que estamos procurando é o talento e a
história.”