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NOTAS DE PRODUÇÃO
Dirigidas pelos roteiristas e diretores Eric Darnell (FORMIGUINHAZ) e Tom McGrath, que faz a sua estréia de direção em MADAGASCAR, as equipes da DreamWorks Animation e da PDI/DreamWorks utilizaram animação computadorizada de última geração para obter um visual antigo de desenho animado e prestar uma homenagem a gênios da animação como Chuck Jones e Tex Avery.

Tom McGrath explica: "Quando começamos a trabalhar em MADAGASCAR, decidimos dar um rumo diferente ao filme baseando-o no estilo dos desenhos clássicos, com poses extremadas e proporções exageradas, que tornam cômico o personagem mesmo ele estando totalmente parado". O chefe da animação de personagens Rex Grignon (SHREK, MUPPET VISION 3-D, TOY STORY, FORMIGUINHAZ) acrescenta: "Queríamos tentar também algo inédito na animação 3D, ou seja, jogar fora algumas estruturas de personagens mais realistas e tomar outras emprestadas da animação mais tradicional. Mudamos a anatomia para que pudéssemos fazer coisas como esticar a alongar os braços dos nossos personagens e achatar seus troncos". Fãs dos desenhos clássicos sabem que o humor pode se originar de olhos que saltam e de mandíbulas que caem sem que seja emitida uma única palavra. Ao incorporar amplos squash & stretch (achatar e esticar) ­- processo que um animador usa para deformar um objeto e depois trazê-lo de volta à sua forma para conferir movimento ou impacto - às expressões faciais, foi possível obter-se o tipo de comédia que havia sido domínio apenas dos animadores tradicionais.

O diretor Eric Darnell descreve: "Os nossos personagens são muito estilizados e em nada se baseiam na realidade, conseqüentemente são muito engraçados apenas com o jeito como se parecem e como se movem. Eles são inspirados em 2D, mas criados no mundo 3D dos computadores. Fácil de fazer com um lápis, squash & stretch é bem mais difícil de se realizar num computador". A produtora Mireille Soria (SPIRIT - O CORCEL INFOMÁVEL, SINBAD - A LENDA DOS SETE MARES, O LIVRO DA SELVA, PARA SEMPRE CINDERELA, JAMAICA ABAIXO DE ZERO, NÓS SOMOS OS CAMPEÕES) concorda: "Este filme é, definitivamente, mais animação do que qualquer outro que já fizemos. Aplicamos o estilo visual de squash & stretch - marca registrada dos desenhos clássicos - aos personagens e a todo o desenho do filme".

A idéia inicial da história de MADAGASCAR começou com uma questão única: o que aconteceria se tirássemos quatro animais do mundo civilizado do zoológico de Nova York, onde sempre viveram, e os colocássemos no meio de uma selva? Eric Darnell observa: "É a clássica história do peixe fora d’água e muitas idéias engraçadas foram surgindo a partir daí. À medida que as possibilidades de comédia começaram a tomar forma, Tom McGrath teve a responsabilidade de descobrir como tirar Alex, Marty, Melman e Glória do navio e jogá-los no litoral". O diretor percebeu que era a oportunidade perfeita de reavivar os pingüins do início e dar-lhes uma nova missão. Tom McGrath lembra: "Pensei: ‘Por que os pingüins iriam para a África?’ Achamos engraçado eles quererem ir para Antártica. Assim, eles se libertam e tomam o comando do navio fazendo uma manobra radical que atira os containeres na água". A interferência dos pingüins manda Alex, Marty, Melman e Glória rumo à ilha de Madagascar. Eric Darnell conta que escolheram Madagascar como cenário e título do filme porque "precisávamos achar um lugar que fosse o pólo oposto de Manhattan. Os protagonistas do nosso filme são animais africanos, e todos já viram esse continente nas telas, mas achamos que ainda faltava todo o exotismo que desejávamos. Madagascar é uma ilha na costa da África completamente singular, com plantas e animais diferentes do que há no resto do mundo. Particularmente, adoramos os lêmures, que só são encontrados em Madagascar. É um lugar fantástico que nos deu muita liberdade para brincar e criar o tipo de ambiente selvagem perfeito para os nossos heróis".

O ponto central da história é a relação entre Alex e Marty, como explica Tom McGrath: "Eles não têm noção de quais são as suas verdadeiras naturezas porque cresceram num ambiente civilizado. Assim que saem desse ambiente e entram na selva, seus instintos naturais começam a aflorar. E é aí que a amizade deles é testada". Eric Darnell emenda: "Todo mundo sabe que leões comem zebras. Mas no Zoológico do Central Park esses dois animais podem se tornar amigos, em conflito com seus comportamentos naturais". O rei da selva urbana, Alex, o Leão, pode não saber que está no topo da cadeia alimentar, mas ele se orgulha em ser a grande atração do zôo. "Alex adora ser o astro do show. Ele adora aparecer no seu ‘palco’ e ouvir o aplauso da multidão. Ele não se imagina querer estar em outro lugar. Até onde Alex sabe, Nova York é o topo do mundo", conta o diretor e roteirista.

Ben Stiller (ENTRANDO NUMA FRIA, ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA, QUERO FICAR COM POLLY, QUEM VAI FICAR COM MARY?, O ÂNCORA - A LENDA DE RON BURGANDY, Os EXCÊNTRICOS TENENBAUNS, STARSKY & HUTCH - JUSTIÇA EM DOBRO, CAINDO NA REAL, ZOOLANDER, DUPLEX, CORRENDO ATRÁS DO DIPLOMA, TENHA FÉ, HERÓIS MUITO LOUCOS, SEUS AMIGOS, SEUS VIZINHOS), que faz a voz de Alex, se identifica com seu amigo nova-iorquino, como afirma: "Também cresci em Nova York e sei que há um certo orgulho entre aqueles que são daqui. Alex é muito feliz em seu mundo no zôo e adora a bajulação da multidão. Ele acha que os bifões que lhe são servidos sempre existiram desse jeito: cortados, preparados e temperados. Nunca, nem em um milhão de anos, ele pensaria que seus amigos poderiam ser a comida que ele degusta. Mas assim que entra no mundo real, seus instintos começam a brotar, e isso é assustador porque, de repente, ele está sonhando em devorar o seu melhor amigo". Chris Rock (O CÉU PODE ESPERAR, A ENFERMEIRA BETTY, MÁQUINA MORTÍFERA 4, DOGMA, UM TIRA DA PESADA 2, DR. DOLITTLE, EM MÁ COMPANHIA, NEW JACK CITY - A GANGUE BRUTAL, A.I. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL) faz a voz de Marty, a Zebra, cujo ímpeto aventureiro o faz, junto com seus amigos, dar uma voltinha pelo lado selvagem da vida. O ator admite: "Marty está chateado com a rotina da vida do zoológico, quer sair e experimentar novidades. Na verdade, Marty acaba de fazer dez anos e de se dar conta que sua vida está na metade. Ele começa a questionar o que mais há pelo mundo. Acho que é uma espécie de crise de meia-idade". E Chris Rock continua: "Quando chegam em Madagascar, todos sofrem um choque cultural. Eles encontram muitos obstáculos que nunca imaginariam, como descobrir que caçar não tem nada a ver com eles. Nós nunca sabemos quem são realmente os nossos amigos até as coisas darem errado. É fácil ser amigo quando tudo dá certo, mas só quando a situação aperta é que vamos ver quem realmente fica do seu lado".

Enquanto Marty tem curiosidade sobre o que o mundo externo pode oferecer, seu amigo Melman, a Girafa, prefere o ambiente controlado do zoológico, onde ele tem acesso a todas as maravilhas da medicina moderna. David Schwimmer (HOTEL, SEIS DIAS, SETE NOITES, O APRENDIZ, KISSING A FOOL, O PRIMEIRO AMOR DE UM HOMEM, DUANE HOPWOOD), que faz a voz de Melman, explica: "Ele tem muitos medos e fobias mas, no zoológico, ele tem a sua rotina e as visitas regulares de diferentes médicos". O nome do animal com mais swing do grupo só poderia ser Glória, a Hipopótama. "A base desses quatro amigos e a mais madura", como atesta Tom McGrath. Jada Pinkett Smith (COLATERAL, MATRIX RELOADED, MATRIX REVOLUTIONS, PÂNICO 2, PERIGO PARA SOCIEDADE, ALI, A HORA DO SHOW, ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS, KINGDOM COME, PELA VIDA DE UM AMIGO) conta que a sua personagem é a única fêmea do grupo e, portanto, é bastante maternal e tem que ter uma atitude responsável: "Ela acha que deve cuidar dos rapazes e não deixá-los se machucarem. Fazer uma personagem que cuida de todos os meninos não está muito longe do que faço na minha vida. A Glória força um pouco a barra, mas ela é muito leal aos seus amigos e é isso que a torna linda por dentro e por fora".

Os quatro fugitivos podem ter formas e tamanhos diferentes, mas quando chegam na ilha de Madagascar descobrem animais diferente de tudo o que conheciam no zôo do Central Park. Os primeiros que eles conhecem são uma tribo de lêmures, lideradas pelo autoproclamado Rei Julien 13o, interpretado por Sacha Baron Cohen, conhecido do público pelo personagem Ali G, na comédia de variedades e talk show da HBO Da Ali G Show. O braço direito do Rei Julien é Maurice, interpretado por Cedric The Entertainer, que observa: "Todos sabem que é Maurice quem deveria estar no comando, mas ele aceita o seu posto feliz e apóia totalmente seu soberano". O menor e mais bonitinho dos lêmures é Mork, que tira vantagem do seu tamanho. Ele é interpretado por Andy Richter (UM DUENDE EM NOVA YORK, SEEING OTHER PEOPLE, TODO MUNDO EM PÂNICO 2, DR. DOLITTLE 2, DR. T E AS MULHERES), que compara: "Mork é um lêmure que, como todas as coisas fofinhas, também é bastante manipulador". Mas os melhores manipuladores são os divertidíssimos pingüins que acionam as engrenagens de MADAGASCAR com seu plano de fuga do zoológico. Como parte da tradição dos filmes de animação, vários membros da equipe se identificam tanto com certos personagens durante todo o processo de produção que acabam assumindo suas vozes. Liderando esse grupo, o diretor Tom McGrath faz a voz de Capitão, o pingüin-comandante que planeja guiar a sua tropa aos "espaços abertos da Antártica". Chris Miller (que fez a voz do Espelho Mágico nos filmes SHREK e está dirigindo o terceiro da série) empresta sua voz ao pingüim Kovalski e o editor assistente Chris Knights, ao Pacinha. O quarto membro do bando, Rico, não fala mas carrega uma terrível colher de plástico. diretor de SHREK 2, Conrad Vernon, imortalizado na voz do Gingerbread Man nos dois filmes da série, também pode ser ouvido em MADAGASCAR na voz de Mason, o chimpanzé pseudo-intelectual que não sabe ler, mas sabe interpretar a linguagem dos sinais.

Com mais de dois terços do filme passado na selva, a flora provou ser um quesito mais desafiador que a fauna. Além de ser densa e grande, a vegetação tropical tinha que parecer tão viva como os outros personagens, mas de uma forma bem mais sutil. O chefe de efeitos especiais Scott Singer atesta: "O maior efeito em MADAGASCAR é a selva. Há toneladas de árvores e plantas e tínhamos que fazê-las moverem-se da forma mais natural possível. Foi muito difícil descobrir como cada planta se movimentaria individualmente com base na velocidade do vento, etc…". As equipes de efeitos especiais, além de determinar como manter toda a vegetação em movimento constante, também teve que saber o que o podia gerar - desde uma pequena brisa ambiental até a ação mais dinâmica de uma debandada de animais. Entre os vários procedimentos para manter a selva em movimento, a equipe de efeitos criou "a força" - um tipo de campo de força em torno dos personagens capaz de mover tudo à sua volta sem afetar a animação dos personagens. Para tomadas mais complexas, os animadores e artistas de efeitos usaram uma combinação de técnicas, incluindo animação manual de certas plantas. Entre flora e fauna, areia e água, a quantidade de imagens a ser manipulada foi além de qualquer coisa que a equipe de animação poderia ter imaginado. Scott Singer atesta: "Foi bem mais do que já fizemos em qualquer outro filme, e só foi possível porque há certas mentes brilhantes aqui que criaram formas interessantes de manipular toda essa enorme quantidade de dados".

O diretor Tom McGrath conclui: "Como diz o ditado, você pode tirar o menino de dentro da cidade, mas não tira a cidade de dentro do menino. Com esses personagens, quisemos manter a idéia de que, uma vez nova-iorquino, sempre nova-iorquino; mas no final eles se tornam nova-iorquinos beneficiados com o que aprenderam na selva". Eric Darnell acrescenta: "Alex finalmente descobre que não importa onde eles estão, desde que estejam juntos. Essa é a lição que todos aprendem". E a produtora Mireille Soria complementa: "Alex, Marty, Melman e Glória fazem uma viagem onde descobrem que não faz diferença o que a sociedade dita nem o que a Mãe Natureza ordena. Se a amizade é forte o bastante, é possível superar qualquer diferença".

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