BLAYNE
WEAVER estréia como dublador no papel de Peter
Pan, em Peter Pan – De Volta à Terra
do Nunca.
Weaver é um ator renomado e experiente, tendo
em seu currículo participações
especiais em vários seriados de sucesso da
televisão, incluindo Plantão Médico
(ER) e Chicago Hope, além de ter sido co-roteirista
e co-astro (com Don Cheadle e Joseph Gordon-Levitt)
de Manic, um longa bastante badalando nos Festivais
de Cinema de Sundance, Toronto e Londres.
Inicialmente, Weaver realizou testes para o papel
de um dos Garotos Perdidos, mas decidiu, durante sua
audição, candidatar-se ao papel do protagonista
do filme. “Eu presenteei-os com uma versão
de Peter Pan à la Wally Cleaver, que deve ter
agradado aos produtores, porque aqui estou eu”,
conta ele.
O ator, de 25 anos, acredita que estava destinado
a viver o personagem, afinal foi Peter Pan quem lançou
sua carreira artística. Quando era garoto,
em Shreveport, estado da Louisiana, Weaver fez uma
audição e conquistou o papel de “Michael”
na montagem da companhia The Peter Pan Players da
peça infantil de Sir James M. Barrie. “Eu
voava sobre o palco, preso a arreios, agarrado ao
meu ursinho de pelúcia”, relembra Weaver.
“Eu achava que aquilo era o máximo, mas
foi ainda melhor crescer e atuar em Peter Pan novamente.”
Para Weaver, as nuances de sua interpretação
vocal, usando sobretudo a laringe, foram muitas vezes
difíceis. Porém, após uma rápida
reciclagem e bastante concentração,
ele conseguiu superar com sucesso a maratona de sessões
de gravação. “Dirigir no trânsito
de Los Angeles não nos deixa exatamente no
humor ideal para interpretar Peter Pan”, explica
ele. “Mas quando chegava ao estúdio,
eu repetia algumas falas do filme original, às
vezes cantava trechos de ‘You Can Fly’,
e logo me via novamente sob o efeito do pó
de pirlimpimpim.” “O ator precisa dar
tudo de si dentro da cabine de gravação,
e eu gosto de interpretar integralmente minhas falas
enquanto gravo. Isso me ajuda a entrar fundo na pele
do personagem. Por isso, se a cena é de luta,
dou murros no ar; se Peter está de mão
amarradas, eu gravo com minhas mãos para trás;
e nas cenas de esgrima, pulo e me movimento com se
estivesse num duelo de espadas. É exatamente
como se você estivesse no seu quarto, quando
era criança, brincando de faz-de-conta e vivendo
suas fantasias. É muito divertido – não
pode haver trabalho melhor.”
A equipe de produção apreciou o entusiasmo
de Weaver com relação ao papel e divertiu-se
muito assistindo às sessões da dublagem
dinâmica e energética do ator. “Blayne
foi ótimo para este papel porque tem uma atitude
despretensiosa de “um cara comum” –
ele sabe perfeitamente como captar a essência
desse eterno garoto”, afirma Cook. “Ele
sempre ficava animado ouvindo como uma determinada
cena se desenrolaria e qual seria sua participação
nela para dar vida à história. A parte
mais hilária foi vê-lo cantar, porque
Blayne não é um cantor de formação
clássica, mas apesar disso ele deu 110% de
si para fazer um bom trabalho. Blayne divertiu-se
muito com o papel e isso fica nítido em seu
desempenho.” |