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Apesar de POCAHONTAS ser o único filme de animação
Disney inspirado em uma história real, a versão
do estúdio é mais baseada no folclore
e nos mitos que cercam a vida de Pocahontas do que
nos fatos que realmente aconteceram. A verdadeira
Pocahontas se chamava Matoaka (Pocahontas era um apelido
de infância que significava “pequena travessa”)
e nasceu em 1595, filha do chefe indígena Powhatan.
Como Pocahontas nunca aprendeu a escrever (o que significa
que tudo o que se sabe sobre ela foi transmitido para
futuras gerações por outros), seus pensamentos,
sentimentos e motivos se mantém quase desconhecidos.
Sua história então se tornou perfeita
para versões romantizadas nos séculos
seguindo sua morte. Sua história com John Smith,
por exemplo, acabou se tornando uma versão
americana de Romeu e Julieta. Na verdade, quando Pocahontas
conheceu Smith ela tinha apenas 12 anos de idade,
e apesar de haver relatos pelo capitão inglês
que diz ter sido salvo da execução por
Pocahontas, a veracidade da história nunca
pôde ser confirmada. É sabido, no entanto,
que Pocahontas foi realmente importante em manter
a paz entre seu povo e os colonos de Jamestown. Ela
se casou com o soldado inglês John Rolfe e morreu
de varíola aos 22 anos durante a jornada da
Inglaterra de volta à sua terra natal. |
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Mike Gabriel tinha acabado seu trabalho como diretor
de BERNARDO E BIANCA NA TERRA DOS CANGURUS em 1990
quando começou a pensar seriamente no próximo
projeto no qual ele gostaria de trabalhar. Ele queria
que fosse um épico de grande escala que seria
adaptável ao tipo de musical estilo Broadway
que a Disney havia recentemente abraçado. “Era
um fim-de-semana de Ação de Graças
e eu estava tentando descobrir o que faria a seguir”,
conta Gabriel. “Eu sabia que queria que fosse
uma história de amor e estava pensando que
um western podia ser um pouco diferente. Eu pensei
sobre Pecos Bill e alguns outros títulos, mas
parecia que todos já haviam sido feitos antes.
E então o nome Pocahontas me veio à
mente e eu fiquei bastante ansioso em relação
a ele. Todos conheciam o conto dela salvando a vida
de John Smith e parecia um modo natural de contar
a história sobre dois mundos conflitantes separados
tentando entender um ao outro”. |
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Peter Schneider (o então presidente da Walt
Disney Feature Animation) e seu time de desenvolvimento
consideravam uma versão animada da história
de “Romeu e Julieta” por cerca de oito
anos e o rascunho de Mike Gabriel da história
de Pocahontas tinha muito dos mesmos elementos. Schneider
diz que “nós estávamos particularmente
interessados em explorar o tema de que se não
aprendermos a viver uns com os outros, nos destruiremos”.
Com seu projeto tendo recebido a aprovação
dos executivos (o projeto aprovado mais rapidamente
na história do estúdio), Gabriel começou
a escrever um rascunho da história e trabalhou
com Joe Grant em experimentações visuais
preliminares e notas de história. |
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Em 1992, após acabar seu trabalho supervisionando
a animação do Gênio de ALADDIN,
Eric Goldberg se uniu á Mike Gabriel como co-diretor
de POCAHONTAS. “Mike e eu separamos nossas funções”
conta Goldberg. “Eu fiquei principalmente a
cargo da animação e do clean-up enquanto
ele lidava com layout, cenários e modelos de
cor”. |
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O grande sucesso de A BELA E A FERA (1991) teve grande
influência na produção de POCAHONTAS.
O filme ganhou as graças não apenas
do público infantil, mas também de uma
grande parte do público adulto, culminando
em uma indicação ao Oscar de Melhor
Filme, a primeira do tipo para um filme de animação.
Com o intuito de produzir um filme animado mais adulto
que finalmente ganhasse a disputada estatueta, Jeffrey
Katzenberg, então responsável pelo departamento
de animação, resolveu fazer com que
POCAHONTAS se encaixasse às suas ambições.
O filme foi estruturado como uma história séria
e madura, e grande parte dos momentos cômicos
foram excluídos. De fato, POCAHONTAS era visto
como sendo tão promissor que os maiores artistas
do estúdio escolheram trabalhar nele à
outro projeto em desenvolvimento no estúdio
na mesma época: O REI LEÃO. |
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Nos estágios iniciais de produção,
os animais falavam assim como na maioria dos filmes
Disney. Quando foi decidido que POCAHONTAS seria um
filme mais sério, os animais perderam suas
vozes e foram feitos mudos. Como conseqüência
dessa mudança na produção, um
personagem cômico acabou sendo excluído
do filme: com a voz do falecido comediante John Candy,
Readfeather era um peru que seria o companheiro de
Pocahontas. Algumas cenas testes de animação
chegaram a ser feitas e até mesmo seu design
finalizado. O personagem acabou sendo deixado de lado
e substituído por Meeko, o guaxinim, animal
que permitiria um humor menos exagerado e cujas expressões
seriam mais bem captadas em pantomima. |
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Um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores
do filme foi a falta de informação sobre
a veracidade de diversos eventos que cercam a história
de Pocahontas. Até o maior acontecimento do
filme, o de Pocahontas salvando a vida de John Smith,
causa alguma controvérsia entre os historiadores
que debatem se o fato realmente aconteceu ou não.
Segundo o produtor James Pentecost “Se os próprios
historiadores não conseguem concordar, nós
sentimos que tínhamos uma certa licença
do que é conhecido do folclore para criar a
história”. |
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Como POCAHONTAS não teria um final tradicional
da Disney, os produtores assistiram a filmes como
CASABLANCA, A PRINCESA E O PEBLEU, NOSSO AMOR DE ONTEM
e PASSAPORTE PARA O AMOR para descobrir o que os faziam
ter tanto apelo junto ao público mesmo com
o casal não ficando junto ao final. |
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Para assegurar que o tom e sentimento de POCAHONTAS
apuradamente refletissem o espírito dos nativo-americanos
representados no filme, os produtores realizaram extensa
pesquisa com uma variedade de especialistas técnicos,
historiadores e leitores nativo-americanos para representar
fielmente o modo de vida, figurinos, línguas
e costumes indígenas da época. De origem
nativo-americana, o ator e ativista Russell Means,
a voz do chefe Powhatan, também serviu de ajuda
aos cineastas para manter a fidelidade da representação
indígena no filme. Os produtores também
visitaram Jamestown, Virginia para uma pesquisa mais
aprofundada sobre a área e a história
cercando a colonização inglesa e a tribo
de índios Powhatan. |
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Embora exista muita controvérsia entre os historiadores
sobre os fatos que deram origem à lenda de
Pocahontas, os cineastas sabiam que a personagem deveria
ser o coração do filme. Eles queriam
que Pocahontas fosse uma pessoa espirituosa que tivesse
uma constante relação com a natureza,
cujos pensamentos fossem mais profundos do que se
vê na superfície. De contrabalanço,
ela também deveria ter um aspecto travesso
e brincalhão que pudesse ser explorado pelo
lado cômico do filme. |
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Glen Keane fez os storyboards para a cena em que Pocahontas
e John Smith se encontram pela primeira vez na cachoeira,
usando carvão para criar desenhos que evocam
poderosa emoção. A cena foi originalmente
escrita com diálogos, mas Keane não
se sentia confortável com essa versão.
“O que eles diriam um para o outro?” ele
se perguntava. Como inspiração, ele
se lembrou de quando conheceu sua esposa na fila do
cinema, imaginando que era amor a primeira vista e
que haviam sido destinados um para o outro. Era esse
mesmo tipo de momento elétrico necessário
para Pocahontas e John Smith. |
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Para a mãe de Pocahontas, os produtores exploraram
a idéia de que, uma vez que você morre,
seu corpo se torna parte da natureza. Um dos conceitos
iniciais era representar a mãe como uma Estrela
Brilhante no Céu da Manhã, mas como
a equipe de O REI LEÃO queria utilizar a idéia
das estrelas, foi resolvido representar a mãe
através de folhas coloridas. |
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O veterano artista Disney Joe Grant (falecido em 2005),
cuja lista de créditos inclui co-escritor de
DUMBO e supervisor de história de FANTASIA,
contribuiu muito para os personagens e as cenas de
humor do filme. Muitas de suas sugestões envolvendo
o lado humorístico do filme foram deixadas
de lado nos estágios iniciais, mas foram mais
tarde re-visitadas na produção e usadas
no filme final. |
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Assim como a maioria dos filmes de animação,
POCAHONTAS teve diversas cenas cortadas ainda no estágio
de storyboards:
- O filme originalmente começaria com uma cena
dos nativo-americanos prevendo a chegada dos soldados
ingleses (cena que foi movida para outro ponto do
filme). Os diretores acharam que seria melhor começar
o filme com o navio Susan Constant partindo da Inglaterra,
dando o sentimento de um acidente que está
preste a acontecer.
- Uma pequena reunião dos colonos no interior
do navio após o resgate de Thomas. Após
uma discussão sobre os índios, eles
entoam uma reprise de “Virginia Company”
e a cena dissolve para a aldeia dos Powhatan.
- Seqüência musical introdutória
intitulada “Dancing to the Wedding Drum”,
na qual Pocahontas chega até a aldeia para
falar com seu pai sobre seu casamento com Kocoum e
descobre que todos os preparativos para a cerimônia
já estão sendo feitos. As letras da
canção foram re-trabalhadas e ela foi
transformada em “Steady to the Beating Drum”,
que introduz a sociedade indígena.
- Uma pequena introdução musical à
canção “Just Around the Riverbend”,
cantada por Pocahontas após a conversa com
seu pai.
- Cena humorística em que um gordo Ratcliffe
desembarca do navio fazendo o mesmo inclinar.
- Durante o encontro na Clareira Encantada, John Smith
explica para Pocahontas como são as mulheres
de sua terra. Unindo folhas das árvores, os
animais vestem Pocahontas como uma mulher inglesa.
- Wiggins (em uma versão mais arrogante) é
confrontado pelos colonos, que jogam lama em cima
dele.
- Stephen Schwartz e Alan Menken escreveram um grande
número showstop para POCAHONTAS chamado “In
the Middle of the River”, em que o casal de
amantes se encontra na clareira da Vovó Willow
e cantam sobre suas esperanças e que, caso
suas diferentes culturas não se unam, eles
sempre poderão se encontrar no meio do rio.
No melhor estilo dos musicais sofisticados da Disney
como “Under the Sea” e “Be Our Guest”,
os animais e espíritos da floresta se juntam
em um grande número de dança. Um demo
da canção foi gravado e uma versão
em storyreel foi criada, mas a cena acabou na sala
de edição.
- Em meio à preparação da tribo
para a guerra, John Smith consegue escapar de sua
prisão. Ajudado por Pocahontas, ele corre até
o rio, mas acaba sendo preso pelos índios novamente.
- Durante seu encontro com a Vovó Willow antes
da manhã da execução, Pocahontas
canta uma pequena reprise de “Just Around the
River Bend”.
- Uma pequena reprise da canção “If
I Never Knew You” (que também acabou
sendo cortada) durante a despedida de Pocahontas e
John Smith. A cena acabaria sendo animada 10 anos
depois para a edição especial do filme.
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Algumas cenas que foram cortadas de POCAHONTAS mesmo
com a animação das mesmas já
estando parcialmente ou totalmente completas:
- Durante a cena em que Ratcliffe diz que seus soldados
deverão dar uma própria saudação
inglesa para os nativos, haveria uma gag envolvendo
Wiggins lutando com uma bandeja na cabeça e
uma concha de sopa e tropeçando em uma armadura
com uma espada caindo entre suas pernas. No filme,
a gag foi substituída por Wiggins segurando
cestas de presentes. Na quadrinização
oficial do filme, a versão original da cena
foi utilizada.
- Um final alternativo para a canção
“Mine, Mine, Mine”, em que uma tomada
de plano aberto revela a destruição
feita pelos colonos. No filme final, a cena acaba
com um close no rosto de Ratcliffe.
- Uma versão um pouco diferente do conflito
dos soldados e dos índios mostrava Percy correndo
atrás da coxa de galinha atrás dos arbustos
e deparando com um dos índios. A luta também
tinha mais momentos cômicos envolvendo Wiggins
vestindo uma armadura e Percy se escondendo numa escultura
de folhagem que representava Ratcliffe.
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Além de interpretar os diálogos de Pocahontas,
a atriz Irene Bedard também serviu de modelo
para a animação da personagem. Enquanto
ela gravava as falas, os animadores a filmavam para
inspirar os animadores em termos de expressão
e movimento corporal. Eles também capturaram
certas expressões faciais e o modo que suas
mãos se moviam. Irene usava sua imaginação
e se perguntava coisas como “Como é falar
como uma árvore?” ou que tom de voz usaria
para falar com um guaxinim ou um beija-flor. |
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Michelle St. John fez um teste para a voz de Pocahontas.
Apesar de Irene Bedard ter ficado com o papel, os
produtores gostaram tanto da sua voz que a chamaram
para o papel de Nakoma. |
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Mel Gibson foi escalado para ser a voz do Capitão
John Smith. Ele disse que pôde reconhecer na
animação diversas de suas próprias
expressões faciais, sendo que os produtores
colocavam câmeras de vídeo escondidas
durante suas gravações para usarem o
ator como referência ao personagem. |
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O ator David Ogden Stiers é famoso por sua
versatilidade vocal. David, que já havia interpretado
o relógio Orloge em A BELA E A FERA, aceitou
o desafio de dar voz a dois personagens em POCAHONTAS:
o ganancioso vilão Governador Ratcliffe e seu
cômico criado Wiggins. Em algumas seções
de gravação ele chegava a interpretar
os dois personagens contracenando entre si. Stiers
teve certeza de que estava fazendo um bom trabalho
quando alguém do alto escalão da Disney
disse que não tinha certeza de quem estava
fazendo a voz de Wiggins. |
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Como os atores gravam as vozes de seus personagens
separadamente, muitas vezes o elenco não tem
a chance de se conhecer pessoalmente. Por exemplo,
Irene Bedard e Judy Kuhn, que fizeram as vozes para
os diálogos e as canções de Pocahontas
respectivamente, nunca se encontraram durante as gravações.
Irene Bedard conta que estava ansiosa para conhecer
Mel Gibson durante a premiere do filme, mas como ele
estava ocupado com CORAÇÃO VALENTE,
não conseguiu comparecer. Até hoje os
dois nunca se conheceram. |
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O veterano supervisor de animação Glen
Keane encontrou um novo desafio ao animar a personagem
Pocahontas. “Nós nunca antes havíamos
feito uma história baseada em alguém
que realmente caminhou e viveu aqui na terra”
ele conta. “Todos as outras foram baseadas em
contos-de-fada e histórias imaginárias.
Esta aqui é real”. Uma das maiores diferenças
entre Pocahontas e as prévias heroínas
Disney é sua maturidade. Enquanto Ariel e Jasmine
eram basicamente adolescentes, Pocahontas já
é uma mulher. |
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Buscando inspiração de como melhor encontrar
a personagem, Glen Keane viajou para Jamestown em
Virgínia durante os estágios iniciais
de produção. Enquanto ele caminhava
pela floresta, imaginava que talvez havia sido sob
essas árvores que John Smith estava esperando
para encontrar Pocahontas ou então que era
naquele lago que ela usava para navegar sua canoa. |
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A cena em que Pocahontas corre pela floresta após
conhecer John Smith foi a primeira animação
da personagem criada por Glen Keane. Na verdade, se
tratava apenas de uma animação teste,
mas os diretores gostaram tanto dela que a deixaram
no filme. |
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Ao desenhar a aparência dos índios virginianos
da tribo de Pocahontas, Glen Keane e outros artistas
Disney foram inspirados por fontes autênticas,
como desenhos e aquarelas de artistas-exploradores
como Jacques Le Moyne de Morgues e John White, que
acompanharam expedições iniciais. |
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Fascinado por história, John Pomeroy, o supervisor
de animação do Capitão John Smith,
fez extensas pesquisas e leituras sobre os primeiros
anos da América, incluindo os escritos biográficos
e diários do verdadeiro John Smith. Pomeroy
também assistiu a diversos filmes de Errol
Flyinn, cujos atributos ele incorporou ao personagem. |
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O supervisor de animação John Marjoribanks
se baseou em formas geométricas para criar
o vilão Ratcliffe. Em rascunhos iniciais do
personagem, ele tinha o corpo semelhante à
forma de uma pêra. Para torna-lo mais arrogante,
o animador aumentou a força da gravidade sobre
seu peito, para que ele parecesse mais pomposo e fisicamente
mais ameaçador. |
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Além de servirem como alívio cômico
para a história, os animais Meeko e Flit também
representam os dois lados da personalidade de Pocahontas.
Enquanto Meeko é o aventureiro travesso, Flit
é sério e apreensivo. |
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O animador Nik Ranieri buscou inspiração
em si mesmo para criar as expressões do guaxinim
Meeko. Ele tentava se imaginar na pele do personagem,
pensando em como responderia a certas situações
sem ter que falar uma palavra. Quanto ao seu design,
Meeko é baseado em um retângulo com a
cabeça em forma de um carro esportivo para
rápidos movimentos. Os olhos de Meeko foram
inspirados nos olhos de Pocahontas, apenas inclinados
um pouco para cima. |
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O beija-flor Flit passou por diversas mudanças
durante a produção. Durante um ponto
ele era um mensageiro, depois foi considerado em transforma-lo
um personagem que gostava de fofocas. |
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Dave Pruiksma, o supervisor de animação
do beija-flor Flit, assistiu diversos filmes de beija-flores
de verdade para determinar o que os faziam interessantes
e incorporar alguns de seus maneirismos na animação
do personagem. |
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Durante os estágios iniciais da produção,
o cão Percy podia falar e sua voz seria a de
um esnobe inglês. Para manter a seriedade da
história de Pocahontas, os produtores acabaram
decidindo que os animais deveriam ser mudos. |
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A coleira com o pequeno sino que Percy usa é
historicamente acurada – os cães da época
realmente usavam esse tipo de coleira. |
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No início do desenvolvimento da história,
Wiggins, o criado de Ratcliffe, era visto como um
arrogante inglês de nariz empinado. O personagem
foi então mudado para uma figura mais cômica,
com sua personalidade contrapondo á de Ratcliffe
e Percy. |
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A centenária árvore Vovó Willow
provou ser um grande desafio aos seus animadores,
pois ela foi criada não apenas utilizando as
tradicionais técnicas de animação
a lápis, mas também com a ajuda da animação
computadorizada. Enquanto o animador Chris Buck animava
o rosto da personagem utilizando os métodos
tradicionais, Steve Goldberg ficava responsável
pelas partes digitais, que seriam seu caule e o resto
da árvore. Para tal faceta ser realizada, um
modelo tridimensional do caule da árvore era
digitalizado no computador, apenas com a face faltando,
cuja animação seria adicionada depois.
Diversos tipos de texturas também foram adicionados
sobre o casco da árvore, aumentando assim o
nível de realismo. |
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O diretor de arte de POCAHONTAS Michael Giamo foi
inspirado pelo trabalho do artista Eyvind Earle no
longa-metragem Disney A BELA ADORMECIDA para criar
o estilo visual do filme. Assim como no animado de
1959, os cenários e personagens de POCAHONTAS
são desenhados seguindo a idéia da justaposição
entre o vertical e o horizontal. Pocahontas, por exemplo,
tem diversas linhas verticais no seu cabelo e nas
franjas de seu vestido. |
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Os cenários de POCAHONTAS foram inspirados
pelas paisagens reais da Virgínia. Mesmo que
realistas, os diretores de arte resolveram levar a
experiência ao extremo, desenhando árvores
exageradamente altas e largas paisagens. |
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POCAHONTAS é um dos filmes mais sérios
já produzidos pelo estúdio. Quando os
diretores perceberam que teriam que lidar com algumas
cenas de violência na tela, eles resolveram
não mostrar sangue (afinal, esse é um
filme Disney cuja classificação deve
ser livre), mas ao mesmo tempo não deixar de
mostrar a seriedade do conflito. De fato, a morte
de Kocoum é a primeira morte em câmera
de um personagem humano num filme Disney. |
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O estilo visual da cena de Pocahontas surgindo do
vento enquanto dança com John Smith durante
“Colors of the Wind” foi inspirada pelos
desenhos em carvão de Glen Keane. |
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Uma das idéias dos produtores era colocar a
lâmpada do Gênio entre coisas que Meeko
roubou do acampamento dentro do buraco na árvore,
como uma espécie de piada interna. Ao final,
eles acabaram desistindo, pois acharem que seria uma
piada barata. |
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A cena em que Meeko faz uma trança no cabelo
de Pocahontas começou apenas como uma cena
teste de animação. O departamento de
marketing gostou tanto dela que mandou que um boneco
de Meeko mexendo no cabelo de Pocahontas fosse feito
e insistiu para que a cena fosse incluída no
filme. |
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A primeira canção escrita pelos compositores
Alan Menken e Stephen Schwartz para POCAHONTAS foi
“Colors of the Wind”, que viria a ser
premiada com o Oscar. Enquanto escrevia a canção,
o letrista Schwartz obteve inspiração
de poesias norte-americanas e escritas antigas de
sábios e idosos. A sua principal influência
foi a famosa carta do chefe indígena Seattle
escrita ao Congresso, que dizia coisas como “Se
vocês não preservarem o que têm
não irão aprecia-lo até ser perdido”
ou “Ninguém pode ser dono do céu”.
Quando um shaman indígena visitou os estúdios
Disney para falar sobre os costumes e coisas filosóficas
que eram importantes para os nativo-americanos, ele
ficou realmente emocionado ao escutar “Colors
of the Wind” e falou como essas coisas eram
importantes para seu povo. |
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“Just Around The River Bend” é
a clássica canção I want (Eu
Quero) presente na maioria dos musicais da Broadway,
em que o personagem expressa seus desejos e conflitos.
Neste caso, Pocahontas sente que há algo esperando
por ela e ela não sabe o que é. Está
fora de alcance. |
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Em relação à música de
POCAHONTAS, Alan Menken assimilou influências
barrocas para as canções associadas
com os soldados ingleses e tentou ser o mais autêntico
possível com a música nativo-americana.
“Especificamente, eu escutei música das
tribos indígenas orientais e os algonquins”
explica Menken. |
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Durante a produção, Alan Menken e Stephen
Schwartz compuseram um emotivo número romântico
em que Pocahontas e John Smith expressariam o amor
que sentiam um pelo outro e como suas vidas haviam
sido afetadas por sua relação. Chamada
“If I Never Knew You”, o musical se passaria
durante a cena em que Smith está preso e Pocahontas
vai visitá-lo em sua tenda. A canção
foi gravada por Judy Kuhn e Mel Gibson e a cena foi
quase completamente animada a lápis. Quando
uma versão incompleta de POCAHONTAS foi exibida
a um público-teste, os produtores notaram que
a platéia, especialmente as crianças,
tendia a ficar impaciente durante a balada romântica.
Apesar da canção agradar ao público
mais maduro e ser adorada por todos da produção,
ela acabou sendo cortada do filme. Na versão
lançada aos cinemas de POCAHONTAS, tudo que
restou de “If I Never Knew You” foi o
tema instrumental ao decorrer do filme e uma versão
pop da canção interpretada por Shanice
e John Secada durante os créditos finais. |
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Em 3 de maio de 2005, a Disney lançou nas lojas
americanas um DVD duplo comemorativo celebrando o
10o aniversário de POCAHONTAS. Para este lançamento,
alguns dos artistas que trabalharam no filme em 1995
voltaram para finalizar a canção cortada
durante a produção, “If I Never
Knew You”. A cena foi totalmente colorida e
novamente inserida no filme. Uma pequena reprise da
canção durante a despedida de Pocahontas
e John Smith também foi animada para essa edição
especial. |
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POCAHONTAS levou cerca de quatro anos para ser produzido.
Cerca de 600 animadores, artistas e técnicos
trabalharam no filme. |
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O primeiro teaser trailer de POCAHONTAS apareceu antes
do filme MEU PAPAI É NOEL (1994). No mesmo
estilo do trailer de O REI LEÃO, que apresentava
todo o número musical “Circle of Life”,
o trailer de POCAHONTAS constituía da canção
“Colors of the Wind”. Este trailer ficou
famoso por aparecer no VHS de O REI LEÃO lançado
em 1995. No Brasil, o teaser anunciava o lançamento
do filme nos cinemas para julho de 1995, mas o lançamento
acabou sendo antecipado para junho do mesmo ano. |
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Disposta a fazer do lançamento de POCAHONTAS
um grande acontecimento, a Disney promoveu a premiere
mundial do filme no Central Park em Nova York em 10
de junho de 1995. O evento levou mais de nove meses
para ser planejado. No parque, três telas de
cinema gigantes foram erguidas, tão grandes
que podiam ser vistas sobre as árvores nas
janelas dos prédios vizinhos. Películas
de 70mm do filme tiveram de ser feitas especialmente
para serem projetadas nas telas gigantes, e o som
teve que ser atrasado em doze frames para que o áudio
estivesse em sincronia com o filme através
da grande área do parque. Um grande show de
fogos de artifício encerrou a maior estréia
cinematográfica da história, que contou
com um público de mais de 100 mil pessoas. |
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Quando lançado internacionalmente, o filme
ganhou um subtítulo em alguns países.
Na França, o filme foi batizado de “Pocahontas:
Uma Lenda Indígena”. No Brasil e em alguns
países de língua espanhola, foi chamado
de “Pocahontas: O Encontro de Dois Mundos”. |
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Com um orçamento estimado de $55 milhões,
POCAHONTAS lucrou $141,579 milhões de dólares
apenas nos EUA, se tornando a quarta maior bilheteria
de 1995. Internacionalmente, o filme lucrou $204,500
milhões para um total de $346,079 milhões
mundialmente. |
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Foi premiado com os Oscar de Melhor Canção
(“Colors of the Wind”) e Melhor Trilha
Sonora. Também ganhou dois Globos de Ouro nas
categorias de Melhor Canção Original
– Filme (“Colors of the Wind”) e
Melhor Trilha Sonora Original – Filme. |
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Em 1998, o filme ganhou uma seqüência lançada
diretamente para o vídeo. Com o título
de POCAHONTAS II: VIAGEM A UM NOVO MUNDO, a produção
retrata a viagem de Pocahontas para a Inglaterra e
seu envolvimento com o inglês John Rolfe (que
foi seu marido na vida real). |
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