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BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES marcou a história
do cinema para sempre, sendo o primeiro longa-metragem
animado da América a ser produzido. Walt arriscou
tudo o que tinha para faze-lo. Seus esforços
foram recompensados quando o filme lucrou milhões
nas bilheterias. |
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Um dos primeiros filmes que Walt Disney assistiu foi
BRANCA DE NEVE, uma versão muda de 1916 estrelada
por Marguerite Clark. O assunto sempre interessou
Disney, que teve a idéia de produzir um animado
sobre o tema. |
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Antes de resolver fazer BRANCA DE NEVE, Disney teve
a idéia de um longa-metragem baseado em ALICE
NO PAÍS DAS MARAVILHAS. A heroína seria
interpretada por Mary Pickford, enquanto o resto dos
personagens seriam animados pelos artistas do estúdio.
Testes em Technicolor foram tudo o que restaram do
projeto. |
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Depois de um jantar em uma noite de 1934, Walt chamou
seus artistas ao seu estúdio. Os animadores
ficaram chocados e encantados ao mesmo tempo, ao ouvir
que eles trabalhariam em um longa-metragem. Todos
começaram a ficar excitados na medida em que
Walt contava o conto de BRANCA DE NEVE, representando
partes da história e interpretando seus personagens.
Isso foi o bastante para persuadir os artistas, que
saíram da sala convencidos, assim como Walt,
de que eles fariam um filme de grandes proporções. |
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Walt estimulou inicialmente o orçamento do
filme para $250,000 - o custo final acabou sendo $1,5
milhão! |
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Quando Disney anunciou em 1934 que iria produzir um
longa-metragem animado, a mídia considerou
a idéia insensata, e certos de que o filme
iria falhar, chamaram-no a de "a tolice de Disney".
Era dito que as pessoas nunca suportariam ficar de
80 a 90 minutos assistindo as cores brilhantes da
animação (supostamente machucariam os
olhos) e piadas que deixariam todos cansados. Walt
provou que eles estavam errados. Em uma viagem feita
à Europa, Disney encontrou cinemas que exibiam
de 8 à 10 curtas do seu estúdio empacotados
em uma única seção, e as platéias
adoravam. Ele concluiu se eles faziam isso com Mickey
Mouse, fariam o mesmo com um animado bem produzido
e com uma estória intrigante. |
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Para estimular seu time, Walt Disney anunciou que
iria oferecer $5,00 dólares para cada boa "gag"
(piada) utilizada no filme (nos dias de hoje se consegue
$50 ou $100). A gag da cena em que podemos ver os
narizes dos anões aparecendo em seqüência
atrás das camas foi idéia de Ward Kimball
- que recebeu $5,00 dólares por ela. |
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No conto original dos irmãos Grimm, os anões
não possuíam nomes nem personalidades
específicas. Para a versão de Disney,
mais de 50 nomes e personalidades foram elaboradas.
Outras mudanças foram feitas na transição
do livro para o filme, como as diversas tentativas
da Rainha de matar Branca de Neve que foram reduzidas
a uma, e o final, na qual o Príncipe pede aos
anões para levar o caixão da princesa
para seu castelo. No caminho, os serviçais,
carregando o esquife, tropeçam em uma pedra,
fazendo a maçã envenenada pular da garganta
da princesa. Na versão Disney, o final foi
escrito de maneira diferente: o encanto da maça
envenenada poderia ser quebrado apenas pelo primeiro
beijo de amor, e é exatamente o que acontece
quando o Príncipe encontra Branca de Neve jazendo
em seu esquife de ouro. |
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Em 1934, quando se começaram a estudar os design
dos personagens, muitos pareciam com os personagens
das "Silly Simphonies" (Sinfonias Tolas).
Walt percebeu que seu filme apenas seria um sucesso
se eles fugissem dos conceitos mais cartunescos, e
procurassem fazer algo mais aproximado da realidade. |
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Em outubro de 1934, foi distribuído no estúdio
uma folha descrevendo os anões: Wheezy, Jumpy
(com voz de Joe Twirp), Baldy (com voz de Cliff Arquette),
Grumpy (com voz de Sheriff ou Pinto Colvig), Happy
(com voz de Wirtle ou Pinto Colvig), Doc (com voz
de Ed Holden ou Billy Bletcher) e Sleepy (com voz
de Sterling Holloway). Também havia idéias
para os seguintes nomes: Hickey, Gabby, Nifty, Lazy,
Puffy, Stuffy, Short, Weezy, Burpy, Dizzy e (pela
primeira vez) Dopey. Dos anões citados, apenas
cinco foram utilizados no filme: Grumpy (Zangado),
Happy (Feliz), Doc (Mestre), Sleepy (Soneca) e Dopey
(Dunga). Deafy (Surdo) foi excluído porque
Walt não queria transformar deficiências
físicas em motivo de sátira. |
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Dunga foi o anão que deu verdadeiras dores-de-cabeça
aos artistas no começo da produção.
Estava sendo muito difícil encontrar uma personalidade
ao personagem assim como uma voz adequada. Testes
de vozes foram feitos, mas estes soavam muito parecidos
com a voz de Mestre. Então foi resolvido não
dar voz á Dunga - não por ele ser mudo,
mas pelo motivo dele nunca ter aprendido a falar.
O problema da personalidade foi resolvido quando o
animador Ward Kimball descobriu o ator Eddie Collins,
e o convidou para ir ao estúdio desempenhar
de improviso um pouco das reações de
Dunga no filme. Graças à interpretação
de Collins, Dunga ganhou uma personalidade bem definida
e se tornou um dos anões favoritos do pessoal
da produção. Edie Collins também
inspirou os passos de Feliz na dança da festa
dos sete anões. |
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Zangado representa os cínicos da platéia
- aqueles que chamaram o filme de "a tolice de
Disney". |
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Em alguns rascunhos iniciais, BRANCA DE NEVE era loira
e tinha cabelos encaracolados. Mas esse design foi
esquecido, já que o Espelho Mágico descrevia
seus cabelos como "negros como o ébano". |
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A Rainha teve uma grande evolução desde
seu conceito original. De uma mulher baixa e gorda,
ela tornou-se uma pessoa atraente com uma beleza fria.
Pode-se dizer que virou uma personagem totalmente
diferente. Ela também oferecia grandes possibilidades
com seu vigor e destreza, suas roupas fluídas
e sua paciência majestosa, tudo vindo dos clássicos
contos de fadas. Nenhum animador tinha tentado captar
esses tipos de sentimentos em uma série de
desenhos antes. Mesmo com modelos e fotografias para
estudar, criar cena-por-cena carregadas de emoção
era algo totalmente novo para eles. |
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Walt Disney escolheu os diálogos da Rainha
cuidadosamente, pesquisando frases que combinavam
com o estilo da personagem, assim como eram certas
para as emoções expressadas. |
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Wollie Reitherman foi o supervisor de animação
do Espelho Mágico, um personagem que representou
um grande desafio para animar, pois ele era apenas
uma face flutuando no espaço - ele apenas "estava
lá". Wollie re-animou as cenas do personagem
cerca de nove vezes, e nunca ficou totalmente satisfeito
com seu trabalho. Segundo ele, a animação
"nunca ficou exatamente o que deveria ser, há
sempre mudanças a fazer...". E o irônico
é que no filme foram adicionados efeitos de
fogo, fumaça e distorção sob
a animação do Espelho, e Reitherman
disse "eu acabei nunca vendo o que fiz, de qualquer
modo!". |
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Os cineastas estavam inseguros em nomear o último
anão de Dopey (Dunga), pois soava muito moderno.
Referências a Shakespeare aliviaram esse problema. |
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O laboratório da Rainha foi inspirado pelos
trabalhos dos diretores mestres do terror, James Whale
(Frankenstein) e F.W. Murnau (Nosferatu). |
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Os seguintes conceitos foram excluídos durante
a produção:
- O Príncipe foi planejado inicialmente para
ser um jovem conquistador, que faria de tudo para
impressionar Branca de Neve. Depois disso, ele seria
preso pela Rainha no calabouço, e escaparia
com a ajuda dos pássaros depois da Bruxa ter
saído para encontrar Branca de Neve. Depois
de uma fuga cheia de duelos de espada, ele chama seu
cavalo e lhe diz para seguir a Bruxa. Como o cavalo
nada entende, eles tomam o caminho errado. Um dos
motivos desta idéia ter sido descartada foi
a dificuldade de animar o personagem. A idéia
de a vilã aprisionar o herói foi usada
anos mais tarde em A BELA ADORMECIDA (1959);
- Originalmente, a seqüência da fuga de
Branca de Neve pela floresta seria mais extensa e
haveria mais música na marcha dos anões
para casa;
- Haveria uma gag final com Soneca e a mosca, onde
o anão a encurrala dentro do esquife de vidro,
depois do despertar de Branca de Neve;
- Chegou a se considerar que a Bruxa primeiro tentaria
matar Branca de Neve com um pente enfeitiçado,
como no conto original. Quando isso falha, ela joga
o Príncipe no calabouço, e apresenta
uma dança de esqueletos para seu entretenimento.
Um dos esqueletos era identificado como "Prince
Oswald";
- Inicialmente, a seqüência da musica "Some
Day My Prince Will Come" mostraria Branca de
Neve sonhando dançar com o Príncipe
nas nuvens, em uma grande seqüência. O
conceito do casal dançando nas nuvens foi aproveitado
na cena final de A BELA ADORMECIDA.
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Houve muita discussão de como a cena em que
o Caçador se aproxima para matar Branca de
Neve deveria ser apresentada. Walt estava preocupado
de como seria a reação da platéia
quanto a idéia de um desenho matar outro desenho.
Eles achariam engraçado ou sentiriam a verdadeira
emoção que os animadores queriam transmitir?
A resposta veio na premiere do filme. Segundo o animador
Ward Kimball, ele mesmo podia escutar as pessoas chorando
durante a cena em que os anões tiram suas toucas
e se ajoelham em volta do esquife de Branca de Neve. |
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Adriana Caselotti tinha 18 anos quando foi selecionada
para fazer a voz da heroína Branca de Neve.
Walt estava procurando uma voz doce e natural que
pudesse cantar e interpretar como uma menina. O pai
de Adriana ensinava música em Nova York, então
Walt perguntou-lhe se algumas de suas alunas poderiam
fazer testes para o papel, mas depois de ouvir a voz
de Caselotti, ele concluiu que sua busca havia terminado.
A jovem seria chamada ao estúdio por 44 dias
dentre os dois anos da gravação dos
diálogos e canções para o filme. |
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A atriz Deanna Durbin chegou a ser selecionada para
o papel de Branca de Neve, mas foi descartada por
Walt, pois ele achou que sua voz soava "muito
velha" para a princesa. |
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Lucille LaVerne foi escolhida para os dois papéis,
a Rainha e a Bruxa, por sua versatilidade vocal. Ela
tinha sido uma boa atriz de estágio e também
atuara nos primeiros filmes do cinema, onde as ações
tinham que ser mais largas e exageradas. Desde que
esses filmes eram mudos, parecia que haveria pouca
conexão entre a voz e os gestos, mas Sra. LaVerne
interpretou ambos os papéis com tamanha expansão
de personagem. Como a Rainha, ela era fria e dominadora;
como a Bruxa, ela mudou sua voz real para a de uma
velha mulher, convincente e assustadora. |
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Quando LaVerne começou a gravar seus diálogos
como a Bruxa, o diretor de gravação
comentou que a sua entonação estava
muito clara, parecida demais com a Rainha. Pedindo
licença, a atriz voltou com uma voz retumbante
que superou as expectativas do diretor. Curioso, ele
perguntou o que mudara. Em um sorriso desdentado,
ela explicou que havia retirado um de seus dentes
postiços. |
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A Rainha também aparece como "Rainha Grimhilde"
nas publicações Disney da década
de 30. |
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Lendo um artigo de "Variedades" que dizia
que estavam a procura de alguém para fazer
a voz de Atchim, personagem do novo animado de Disney,
o comediante Billy Gilbert contatou Walt pelo telefone
para dizer que uma de suas especialidades no humor
eram espirros cômicos. O ator passou nos testes,
e foi contratado para fazer a voz de Atchim. Em 1947,
ele fez a voz do Gigante Willie de COMO É BOM
SE DIVERTIR (Fun and Fancy Free). |
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Algumas "Silly Simphonies" serviram de testes
para BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES. "The
Old Mill" marcou a estréia da câmera
multiplano, que foi testada, assim como vários
efeitos especiais utilizados em BRANCA DE NEVE. Em
"Babes in the Woods", pôde-se trabalhar
com a fórmula 'anões e bruxa'."The
Godess of Spring" deu aos animadores o desafio
de estudar a animação humana, que teria
uma grande evolução em BRANCA DE NEVE. |
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Com BRANCA DE NEVE, os artistas da Disney teriam de
enfrentar problemas que nem eles nem ninguém
imaginaram antes! A começar por detalhes puramente
técnicos. Até então, todos os
desenhos de animação eram feitos em
folhas de papel de 9,5 por 12 polegadas – layouts
e fundos também tinham essas dimensões.
Os desenhos eram então copiados e pintados
sobre folhas de celulose exatamente do mesmo tamanho
e enviados ao departamento de câmeras, com os
fundos apropriados. A câmera podia, então,
ser ajustada para fotografar o cenário inteiro
ou pequenas partes, se era necessário um close.
A área a ser fotografada era chamada "field"
(campo). O tamanho do papel da animação
determinava a largura possível do field, que
era conhecida como "five field". Logo que
a produção de BRANCA DE NEVE entrou
em andamento, ficou evidente que o tamanho do campo
seria inadequado para muitas das animações.
A cena na qual Branca de Neve deve aparecer com os
sete anões, ou com cinqüenta animaizinhos
da floresta, significaria que cada personagem teria
de ser desenhado numa escala diminuta, tornando o
trabalho do animador extremamente difícil,
se não impossível.
Para ultrapassar esse problema, um novo tamanho de
campo –"six-and-a-half" (seis-e-meio)
foi incorporado, o que implicou que uma série
de novas pranchas de animação, de escala
de fotogramas, de tinta e pintura tiveram de ser desenhados,
construídos e instalados; e as câmeras
tiveram de ser adaptadas para tomadas do novo campo.
Assim mesmo, algumas tomadas em traveling demandavam
personagens que apareceriam tão pequenos na
tela que mesmo essa modificação era
inadequada para as necessidades dos animadores. Para
contornar o obstáculo, recorreu-se a reduzir
os desenhos fotograficamente – uma solução
mecânica que permitia aos artistas trabalhar
numa escala adequada. |
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Um programa de treinamento foi iniciado informalmente
na casa do animador Art Babbit, e depois foi movido
para o estúdio quando tornou-se enormemente
popular. Don Grahan, um renomado instrutor da Chouinard
Art Institute ficou envolvido no treinamento dos animadores.
Ele os ensinou como fazer simples e diretos desenhos
que poderiam comunicar e dizer alguma coisa. Suas
aulas de análise de ação com
modelos reais provaram ser de bastante ajuda e, como
resultado, Branca de Neve ficou livre dos movimentos
desajeitados que atrapalharam a personagem do curta
"The Godess of Spring". |
•
Para ajudar os animadores a criarem personagens com
movimentos mais realistas, foram filmados atores reais
dançando e atuando, para dar inspiração
aos artistas. Marjorie Belcher (que se tornaria Marge
Champion do famoso casal de dança Marge e e
Gower Champion) interpretou as ações
de Branca de Neve, enquanto Louis Hightower era responsável
pelo Príncipe. O ator Don Brodie era caracterizado
com uma capa negra e um longo nariz para servir de
modelo para a Bruxa. Essas gravações
foram usadas como guias pelos animadores. |
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Para estudar a anatomia humana, foram feitos modelos
tridimensionais de cada personagem e de alguns cenários
usados nos filme, algo que é feito até
os dias de hoje. |
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As proporções das figuras e adaptações
ao vivo foram alteradas para evitar o estilo irreal
que uma cópia direta iria criar. De fato, o
tamanho da cabeça de BRANCA DE NEVE é
aproximadamente o dobro do modelo humano, enquanto
sua cintura foi reduzida para as proporções
de um desenho. |
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Descontente com as bochechas extremamente rosadas
de Branca de Neve e a linha rústica de seu
cabelo, uma mulher do departamento de tinta-e-pintura
desenvolveu seu próprio método para
colorir as celulóides da personagem: aplicando
batom e blush, assim como outros tipos de maquiagens
diretamente nas células. |
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Frank Thomas, um dos encarregados de animar os anões,
lembra que em uma das cenas, Dunga deveria dar uma
ligeira corridinha para acompanhar os outros anões.
"Isso estava no storyboard, não foi idéia
minha!", ele conta. "Assim, o fiz dar uma
corridinha. Walt disse 'Ei, isso é bom! Deviríamos
faze-lo dar dessas corridinhas o filme todo.' Naturalmente,
um bocado de coisas já estavam animadas, mas
ele pediu todas as cenas de volta para acrescentar
as corridinhas. Os caras vieram pra cima de mim e
perguntaram 'Essa maldita idéia de corridinhas
foi sua?'." |
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Um dos destaques do animado são suas fantásticas
cenas com grande profundidade criadas pela câmera
multiplano, a câmera de vários planos
independentes usada para criar cenários 3D.
Quando a produção de BRANCA DE NEVE
começou, a câmera multiplano ainda não
estava pronta. Assim, as cenas que já estavam
prontas tiveram de ser re-filmadas, agora utilizando
a moderna tecnologia. |
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Após uma viagem para a Europa, Walt retornou
com ilustrações do conto de fadas BRANCA
DE NEVE para ajudar no processo de animação. |
•
As seguintes cenas foram cortadas do filme, mesmo
depois da animação ter sido quase ou
totalmente completada:
- A Bruxa prepara uma poção em seu caldeirão
para enfeitiçar a maçã que irá
dar à Branca de Neve. Foi a única cena
que já havia sido totalmente colorida;
- Os sete anões comem a sopa que Branca de
Neve fizera para eles ao som da canção
"Music in Your Soup". Na janta, Dunga acaba
engolindo a colher, forçando os anões
a usar um método nada convencional para tirá-la
de sua barriga. A cena foi totalmente animada por
Ward Kimball, e mostrada por Walt em seu programa
de TV;
- A briga de Zangado e Mestre na decisão de
deixar Branca de Neve ficar na cabana;
- Os anões decidindo o que fazer para presentear
Branca de Neve e, logo após, construindo uma
cama para ela.
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•
A trilha do filme era inspirada por operetas populares,
mas Walt queria evitar influências contemporâneas
para manter o sentido de contos-de-fadas nas canções. |
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Foi cogitado o uso de canções famosas
na cena em que os anões cantam para entreter
Branca de Neve, mas Walt achou melhor usar uma composição
da autoria do estúdio. |
•
Das 25 canções escritas para o filme,
apenas 8 foram utilizadas. Uma das canções
cortadas chamava-se "You're Never Too Old To
Be Young", que seria cantada pelos anões
para entreter Branca de Neve. A canção
foi substituída posteriormente por "Silly
Song". |
•
No início de 1937, a equipe corria contra o
relógio para finalizar o filme. Mas devido
a uma crise no estúdio, BRANCA DE NEVE E OS
SETE ANÕES não poderia ser finalizado.
O irmão de Disney, Roy, concluiu que seria
preciso de $250.000 para acabar o animado. Assim,
Walt levou trechos de filme finalizado para apresentar
à vários banqueiros como garantia de
empréstimo. Joe Rosenberg, do Bank of América
confiou no sucesso de BRANCA DE NEVE e ajudou cedendo
o empréstimo. |
•
Em janeiro de 1937, testes de efeitos de iluminação
mostravam Branca de Neve em um vestido rosa, o que
mostra que as cores usadas na personagem continuavam
em estudo, mesmo faltando menos de um ano para a estréia
do filme. |
•
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES foi o primeiro
longa metragem feito totalmente em Technicolor. Assim,
uma palheta de cores mais suave foi usada, pois os
cineastas ficaram tementes que as platéias
não fossem capazes de sentar-se e assistir
noventa minutos de "cores tão brilhantes". |
•
Para o som do engenhoso órgão de madeira
dos sete anões, o responsável pelos
efeitos de sonoplastia teve de soprar dentro de garrafas
cheias d'água. Já os barulhentos sapatos
dos sete anões foram feitos utilizando uma
carteira velha e vazia, e dobrando-a diversas vezes. |
•
Como pode ser percebido na cena do amanhecer na cabana
dos anões, Branca de Neve não beija
todos os homenzinhos. Isso se deve ao fato de que
o filme estava longo demais, então os animadores
resolveram não mostrar todos os anões
sendo beijados, deixando Feliz de fora da cena. |
•
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES foi traduzido
para 20 idiomas, e houve uma grande preparação
para as estréias mundiais, o que inclui a tradução
dos títulos do filme, dos nomes nas camas dos
anões e dos livros da Rainha, além das
telas de texto, o que foi algo inovador para época.
Desse modo, os cenários do filme não
podiam conter letras, já que todas as palavras
seriam traduzidas para os lançamentos internacionais. |
•
O primeiro filme a ter uma campanha de marketing no
dia em que este estreou e a ter sua trilha sonora
lançada em disco foi BRANCA DE NEVE E OS SETE
ANÕES. |
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Foi o primeiro filme a usar storyboards e o primeiro
filme a ter canções que ajudam na narrativa
da estória. |
•
Mais de 750 artistas trabalharam em BRANCA DE NEVE
E OS SETE ANÕES, que levou quatro anos para
ser produzido. Neste grupo inclui-se: 32 animadores,
102 assistentes, 107 inbetweeners, 20 artistas de
layout, 25 pintores dos cenários, 65 animadores
de efeitos especiais e 158 profissionais no departamento
de pinturas das células. Foram criados mais
de 1 milhão de desenhos, dos quais 250,000
foram usados. Os químicos do laboratório
de pintura de Disney criaram seus próprios
pigmentos resultados de formulas especiais e misturaram
cerca de 1.500 cores e matizes para as células
e cenários. |
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A pré-estréia especial do filme foi
realizada no dia 21 de dezembro de 1937, no Carthay
Circle Theater em Hollywood. |
•
Um fato curioso é que os atores que fizeram
as vozes de Branca de Neve e o Príncipe (Adriana
Castelotti e Harry Stockwell) não tinham convites
para a premiere, e tiveram que entrar furtivamente.
Na mesma premiere, Walt estava tão nervoso
que não conseguira nem lembrar os nomes dos
sete anões ao dar uma entrevista. |
•
Na Inglaterra, o filme foi considerado muito assustador
para as crianças a ponto de alguns cinemas
vetarem a entrada de menores de 16 anos sem a entrada
de um responsável. |
•
A Academia ficou tão empolgada com BRANCA DE
NEVE que entregou á Walt Disney um prêmio
honorário composto de oito estatuetas representando
a BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES. O premio
foi entregue pela menina-prodígio Shirley Temple.
O filme ainda foi indicado à categoria de Melhor
Trilha Sonora. |
•
O filme lucrou apenas em 1937, na sua bilheteria mundial,
U$8 milhões de dólares, um incrível
montante, em dias em que uma criança podia
entrar no cinema por 20 centavos. |
•
O impacto de BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
foi impressionante. O filme estreou no Radio Music
City Hall em Nova York, e logo, em todo o país.
Todos pareciam assobiar as canções.
A RCA lançou no início de 1938 um álbum
com a trilha sonora; de fato, era o primeiro álbum
de um filme a utilizar a verdadeira trilha gravada
para o filme. Kay Kallen alcançou uma grandiosa
vitória em merchandising. BRANCA DE NEVE foi
o primeiro filme a ter uma completa campanha promocional
no dia que o filme estreou. Os freqüentadores
de cinemas podiam ir em suas lojas locais e comprar
um souvenir de BRANCA DE NEVE e o filme iria se tornar
a maior bilheteria de todos os tempos. |
•
Assim como nos EUA, BRANCA DE NEVE foi trazido ao
Brasil pela RKO Radio Pictures, onde, sem surpresa,
tornou-se um sucesso instantâneo. |
•
Foi o filme mais assistido até então
(1937). Sua bilheteria continuou a maior de todos
os tempos até ...E O VENTO LEVOU. |
•
Com a renda vinda de BRANCA DE NEVE, Walt pôde
construir seu gigantesco estúdio em Burbank,
que continua lá até hoje! |
•
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES não foi
o primeiro longa-metragem animado como se tem sido
anunciado algumas vezes. Foi, no entanto, o primeiro
longa-metragem animado da América, o primeiro
longa animado feito por um estúdio e não
apenas por cineastas independentes e o primeiro longa
em Technicolor. |
•
Walt uma vez disse que chegou a odiar BRANCA DE NEVE,
pois todos os filmes que foram produzidos posteriormente
eram comparados á ele, como sendo inferiores. |
•
O filme foi re-lançado nos cinemas pela primeira
vez em 1944, começando uma tradição
de Disney de re-lançar um animado por ano que
persistiu até a introdução do
home vídeo. |
•
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES teve 8 relançamentos
nos cinemas americanos: 22 de fevereiro de 1944, 13
de fevereiro de 1952, 7 de fevereiro de 1958, 11 de
junho 1967, 20 de dezembro de 1975, 15 de julho de
1983, 17 de julho de 1987 e 2 de julho de 1993. Para
o relançamento de 1958, a Disney substituiu
os créditos iniciais e finais da antiga distribuidora
RKO por novos créditos, já que agora
a Disney distribuía um produto seu. Para o
relançamento de 1987, em comemoração
ao 50° aniversário do filme, os negativos
originais foram totalmente restaurados. Em 1993, o
filme foi levado ao computador e restaurado quadro-a-quadro,
sendo o primeiro filme a ser restaurado e remasterizado
digitalmente. E para o lançamento do filme
em DVD em 2001, o filme novamente foi melhorado para
qualidade digital. |
•
Em 1993, o USA Today computou que se ajustado pela
inflação e escalando os preços
das bilheterias, os lucros de BRANCA DE NEVE E OS
SETE ANÕES nos cinemas iria exceder os $6 bilhões!
Ajustado exatamente pela inflação, BRANCA
DE NEVE ainda um dos animados mais lucrativo de todos:
lucrou nos EUA $80.89 milhões correspondendo
a $242.24 milhões. |
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Em 1989, a Biblioteca do Congresso dos EUA contribuiu
para inscrever BRANCA DE NEVE definitivamente nos
anais da história do cinema, incluindo-o no
rol dos 25 primeiros filmes a serem honrados e preservados
pelo Arquivo Nacional de Cinema. |
•
Em 1996, o American Film’s Institute incluiu
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES na sua lista
de 100 melhores filmes norte-americanos de todos os
tempos, ocupando a 49a posição. |
•
Quando uma versão remasterizada fora lançada
em vídeo em 1994, essa vendeu mais que PARQUE
DOS DINOSSAUROS! E o vídeo de 2001 fora lançado
em 95% dos mercados estrangeiros, assumindo o topo
da lista dos animados mais vendidos fora dos EUA em
VHS e DVD, alcançando o número de 8
milhões de unidades vendidas. Adicionando isso
às vendas do VHS original de 1994, o montante
soma 26 milhões de unidades, passando a frente
de O REI LEÃO que teve 24 milhões de
copias vendidas. No primeiro dia de venda nos EUA,
em 8 de outubro de 2001, o DVD vendeu nada mais do
que 1 milhão de copias, batendo todos os recordes
de cópias vendidas em um primeiro dia até
então. |
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