A
tão aguardada aventura náutica de uma
esponja do mar incuravelmente otimista junto com os
seus amigos da Fenda do Bikini — BOB ESPONJA
— O FILME — é tudo o que os fãs
do desenho da TV (um terço deles composto de
telespectadores adultos) esperavam, e muito mais.
O seu criador, Stephen Hillenburg, agora transporta
o humor e a emoção do programa para
um longa-metragem inteligente, ampliando o mundo do
nosso feliz herói submarino e levando os seus
leais fãs a lugares emocionantes que ele nunca
pôde mostrar na telinha. A produtora Julia Pistor
(OS THORNBERRYS — O FILME MOVIE, JIMMY NEUTRON
— O MENINO GÊNIO, RUGRATS EM PARIS —
OS ANJINHOS, RUGRATS — O FILME — OS ANJINHOS,
CLOCKSTOPPERS — O FILME, QUEBRANDO O GELO),
também vice-presidente da Nickelodeon Movies,
observa: “Os adultos e as crianças adoram
o Bob Esponja porque ele é totalmente despreocupado
com o mundo que o rodeia. Acho que isso acontece porque
o mundo se tornou um lugar complicado e assustador
e há momentos em que todos nós adoraríamos
ficar totalmente desligados”. Stephen Hillenburg
não imaginava que um personagem com o formato
de uma esponja de cozinha tivesse um apelo universal,
mas o fato é que esse pequeno personagem amarelo
comanda o show. O desenho tomou proporções
assustadoras e fez sucesso entre os telespectadores
e a crítica, como declarou certa vez Joyce
Millman, do jornal The New York Times: “É
o desenho mais charmoso da televisão e também
um dos mais esquisitos. Um programa muito bom e com
um humor limpo, o que faz sentido porque, afinal,
se trata de uma esponja”.
Na
verdade, BOB ESPONJA — O FILME consegue manter
esse equilíbrio delicado entre o humor adulto
e a inocência infantil. As crianças gostam
do programa porque é engraçado e os
adultos gostam do roteiro inteligente e admiram o
protagonista, que acorda feliz todas as manhãs
para preparar hambúrguer de siri no Siri Cascudo.
O tema principal do filme é sobre integridade
e sobre acreditar em quem você é para
poder realizar tudo o que desejar. Stephen Hillenburg
explica: “Apesar do desejo de Bob Esponja em
se tornar adulto, no final é a mentalidade
infantil dele que resolve tudo”. A produtora
Julia Pistor acrescenta: “Este é definitivamente
um filme sobre amigos que vai fundo ao revelar a amizade
desses dois personagens inocentes, a pureza de suas
almas e o quanto eles realmente podem contar um com
o outro. Há uma cena no final que já
vi um milhão de vezes, mas que choro todas
as vezes. Como o desenho, BOB ESPONJA — O FILME
é repleto de emoção”. O
filme é uma grande jornada para o Bob Esponja
— na verdade, a chegada da maturidade —
mas os realizadores se preocuparam em não se
afastarem da mentalidade leve e infantil, que é
a essência do protagonista. Stephen Hillenburg,
que escreveu e dirigiu o filme, atesta: “O filme
confirma o mesmo princípio da série,
o de que a inocência é algo a ser comemorado”.
Como
muitos outros fãs adultos do Bob Esponja, Tom
Kenny, que faz a voz do personagem na série
original, em inglês, desde a sua criação,
em 1999, diz que se inspirou nos filhos, que o ajudam
a mergulhar no seu lado criança. Ele conta:
“Este filme realmente fala para a criança
dentro de todos nós e é por isso que
acho que vai passar no teste do tempo. Como muitas
crianças que tentam algo além de sua
realidade habitual, Bob Esponja e Patrick saem em
busca de suas vidas, mas têm medo de não
estarem prontos. Eles vão e voltam entre o
medo e a coragem, que é exatamente o movimento
de como as crianças experimentam as coisas”.
Sem a voz da única esponja que pode se chamar
de astro e sem as mentes criativas que colaboraram
tanto na série como no filme, o criador Stephen
Hillenburg diz que se afundaria, literalmente: “Foi
Tom Kenny quem elevou o Bob Esponja a algo com vida
além da página, do filme, da célula.
Ele é absolutamente insubstituível.
Seria como o Pernalonga sem o Mel Blanc. Também
acho que o desenho não decolaria sem o meu
co-roteirista e co-diretor Derek Drymon, o meu braço
direito. Sem ele e o meu excelente elenco, com quem
é muito divertido trabalhar, não haveria
Bob Esponja Calça Quadrada”.
Na
versão em português tanto da série,
quanto do filme, é do dublador profissional
Wendel Bezerra a responsabilidade de dar vida à
esponja amarela tão famosa e popular também
no Brasil, um dos países com maior índice
de conhecimento e apreciação do personagem
e onde a animação atinge um público
bastante diverso, desde crianças até
jovens e adultos.
Mesmo
não sendo a estrela mais brilhante do mar,
o melhor amigo do Bob Esponja, Patrick, é uma
estrela do mar cor-de-rosa que passa o tempo agarrado
no teto da sua pedra alugada. Para os cineastas e
para o elenco de vozes da versão original em
inglês, em sua maioria veteranos da série,
esse cenário maior foi uma oportunidade de
explorar os traços dos personagens, mas não
de mudá-los. Embora Bob Esponja vá aonde
nunca foi antes, ele continua feliz e desligado, como
sempre foi. Ele não é influenciado pela
cultura popular, apesar de ser parte dela, como aconteceu
com outros personagens cômicos no passado. Stephen
Hillenbur compara: “Acho que a fonte do humor
de Bob Esponja é clássica e isso é
sempre atraente. Laurel e Hardy estão entre
as minhas principais influências e acho que
eles são exemplos perfeitos de dois personagens
inocentes que são engraçados até
hoje. Na verdade, eles se parecem muito com o Bob
Esponja e com o Patrick, se movimentando em seu pequeno
mundo e causando uma boa encrenca!”.
Opondo-se ao otimismo incurável de Bob Esponja
está Lula Molusco, na voz de Daoiz Cabezudo,
na versão em português, com o seu pessimismo
depressivo, um dos contrastes hiperbólicos
que cria ilimitadas possibilidades humorísticas
em BOB ESPONJA — O FILME. Tem também
o avarento Sr. Sirigueijo, na voz de Luiz Carlos de
Moraes, na versão em português, sem mencionar
o ser faminto por poder, Plankton, na voz de Guilherme
Lopez, na versão em português.
No
elenco da versão original, em inglês,
estão também atores convidados como
Alec Baldwin (QUERO FICAR COM POLLY, CÓDIGO
PARA O INFERNO, THE SHADOW — O SOMBRA, CAÇADA
AO OUTUBRO VERMELHO, A FUGA, PEARL HARBOR, A CONFISSÃO,
A FERA DO ROCK, OS FANTASMAS SE DIVERTEM, DEU A LOUCA
NOS ASTROS, A JURADA, OS EXCÊNTRICOS TENEMBAUMS,
NO LIMITE), que muito admira a programação
infantil e, principalmente, Bob Esponja Calça
Quadrada, e que fará o público rir só
com a voz grave que usou para dar vida ao Dennis,
o matador. Enquanto Dennis é o adversário
do Bob Esponja, Mindy, a sereia, na voz da atriz indicada
ao Globo de Ouro Scarlett Johansson (ENCONTROS E DESENCONTROS,
O ENCANTADOR DE CAVALOS, GHOST WORLD, THE MAN WHO
WASN’T THERE, NORTH, JUSTA CAUSA), é
uma das maiores defensoras do personagem quadrado,
sem mencionar que é também a grande
paixão de Patrick. E a atriz lembra do seu
trabalho: “O diretor de dublagem vivia me pedindo
para falar mais alto, mais rápido e de um jeito
mais bobo, e eu lhe disse que era totalmente o oposto
do que costumo fazer. Mas depois de acompanhar todos
esses dubladores veteranos, acabei relaxando e me
diverti muito”.
O
ator David Hasselhoff (CHICAGO, COM A BOLA TODA, A
DIRTY SHAME) surpreende ao aparecer como ele mesmo,
o astro da série ‘Baywatch’, e
atesta: “Quando Steve Hillenburg pediu-me para
trabalhar neste filme, respondi que não me
importava com o papel que faria. Vim para este projeto
porque quando mencionei o nome Bob Esponja em casa,
meus filhos ficaram loucos. Adoro o desenho e acho
que é muito positivo para as crianças”.
As
experiências da infância de Stephen Hillenburg
vieram à tona na hora de criar o mundo da Fenda
de Bikini — começando pela sua adoração
pelos documentários de Jacques Cousteau, seguido
de seus estudos na área de Recursos Marinhos
e da fase em que ensinou Biologia Marítima
às crianças no centro de ciência
marítima. Inspirado por Laurel e Hardy, Beany
e Cecil e Ren e Stimpy, Hillenburg se aprofundou em
humor, desenho e pintura no California Institute of
the Arts. Ele também se tornou um aficcionado
por filmes independentes e festivais internacionais
de animação, que o levou ao seu primeiro
trabalho de animação, como roteirista
e diretor de criação em ROCKO’S
MODERN LIFE, do Nickelodeon. Foi nesse programa que
ele conheceu muitos dos dubladores, animadores e roteiristas
que acabariam formando a equipe de criação
para o desenho do Bob Esponja Calça Quadrada,
em 1999, e conseqüentemente para o filme, que
oferece uma gama maior de personagens, alguns se comportando
bem e outros nem tanto, como explica o diretor: “O
tema recorrente induz à idéia de que
a impaciência e a violência não
resolvem as coisas. A Mindy, por exemplo, promove
a idéia de que o amor e a compaixão
podem convencer o seu pai a dar mais tempo ao Bob
Esponja e ao Patrick para alcançarem seus objetivos.
Por outro lado, Plankton e seu grupo de bandidos tentam
obter as coisas brigando, que não é
como queremos que os nossos filhos resolvam os seus
problemas”.
Com
as vozes dos talentos veteranos da série de
TV, BOB ESPONJA — O FILME foi muito além
dos sonhos de Hillenburg. “Esta história
leva os personagens a lugares físicos e emotivos
que nunca apareceram na série. Na verdade,
o filme me lembra aqueles maravilhosos curtas de animação
que vinham antes dos filmes no cinema, só que
este é um longa-metragem!”, diz o diretor.
BOB
ESPONJA — O FILME não é um musical,
mas há elementos musicais importantes que enfatizam
o tema da história. O Compositor Gregor Narholz
(O PENTELHO, NIXON, BEM-VINDO À CASA DE BONECAS,
EM TERRENO SELVAGEM, ASPEN — DINHEIRO, SEDUÇÃO
E PERIGO), que compôs a música da série,
criou também a trilha do filme. Além
disso, Jeff Hutchins, que recebeu o Golden Reel Awards
de Melhor Edição de Som em Animação
em TV com a série “Bob Esponja Calça
Quadrada” por quatro anos consecutivos, é
o Supervisor de Desenho de Som do filme, e descreve:
“Embaixo da água o som é aumentado
e parece romper um silêncio pacífico.
Assim, não é de se surpreender que o
criador visual do Bob Esponja Calça Quadrada
dedicasse muito tempo e atenção aos
efeitos sonoros”. Stephen Hillenburg acrescenta:
“Os sons contribuem muito para a animação.
Uma pausa silenciosa ou um ‘blip’ cuidadosamente
colocado pode ser sutil e, ao mesmo tempo, resultar
em muita risada. E são esses sons ambientes,
iguais aos de um tanque de água, que vão
reverberar por todo o cinema fazendo o público
se sentir como se estivesse debaixo da água,
ao lado do Bob Esponja”.
O
criador Stephen Hillenburg afirma que reuniu os profissionais
que formam a sua família Bob Esponja para lançar
o filme porque eles já conheciam muito bem
os personagens: “Os dubladores da Fenda de Bikini
têm os seus próprios tiques e nuances
interessantes. Uma espécie de marca registrada”.
Apesar de a equipe de produção não
usar mais células de plástico e acetato,
como fizeram na primeira temporada do programa, a
série e o filme ainda usam animação
desenhada à mão. “Gosto da estética
do desenho. Ela acrescenta dimensão ao humor.
Jogamos mais elemento humano ao personagem quando
o desenho é feito à mão. Esse
jeito antigo de fazer animação é
perfeito para o Bob Esponja porque é a melhor
forma de ampliar o humor dentro dos limites do absurdo
e, ao mesmo tempo, mantém os personagens palpáveis.
O diretor de arte acrescentou sombras imperceptíveis,
tornando os personagens, que agora estão maiores
na tela, mais tridimensionais. Apesar de o Esponja
e seus amigos terem um pouco mais de volume, o público
irá reter a familiaridade que têm com
eles. Foi idéia nossa ampliar o mundo do Bob
Esponja, mas deixando-o ser o mesmo cara ingênuo
que os fãs adoram”, conclui o diretor.
|