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Assim como A BELA E A FERA, as origens de A PEQUENA
SEREIA nos estúdios Disney datam muitos anos.
No final da década de 30, o próprio
Walt Disney considerou transformar A PEQUENA SEREIA
em um filme de animação. A história
seria parte de um longa-metragem contendo diversos
segmentos inspirados em contos de Hans Christian Andersen.
O artista e ilustrador Kay Nielsen (responsável
pelos visuais dos segmentos “Night on Bald Mountain”
e “Ave Maria” de FANTASIA) preparou um
número de rascunhos de história em pastéis
e aquarelas para o filme. Quando a produção
de A PEQUENA SEREIA foi cancelada, o trabalho de Nielsen
foi colocado nos arquivos Disney, onde ficou até
ser redescoberto pelos artistas do estúdio
nos anos 80, que estavam prestes a começar
trabalho em sua versão da história.
Os desenhos de Kay Nielsen serviram de grande inspiração
para os artistas, tanto que ele recebeu um crédito
de “desenvolvimento visual” no filme. |
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Pouco tempo após a nova gerência ter
assumido os Estúdios Disney em 1984, vinte
membros do Departamento de Animação
foram reunidos para um encontro com Michael Eisner
(então chairman da companhia), Jeffrey Katzemberg
(então presidente da Disney Animation) e Roy
Disney. Para cada um foi dada a tarefa de surgir com
três idéias para um filme animado. Ron
Clements havia pesquisado em uma livraria e encontrou
uma coleção de histórias de Hans
Christian Andersen. Sua sugestão de A PEQUENA
SEREIA gerou imediato entusiasmo. O assunto foi acolhido
pelos animadores – finalmente ele estariam livres
das limitações da gravidade, pois seus
personagens poderiam nadar e mergulhas na água.
O ambiente submarino parecia convidativo, com castelos
e naufrágios e uma inteira civilização
submarina. |
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O time de compositores Alan Menken e Howard Ashman
foram trazidos à atenção do chairman
da Disney Feature Animation Jeffrey Katzemberg por
seu colega de longa data (e futuro co-fundador da
DreamWorks) David Geffen, que estava produzindo o
musical da dupla “Little Shop of Horrors”
(A Pequena Loja dos Horrores). |
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O animador Glen Keane, na época conhecido pela
sua animação de vilões “pesados”
como o urso de O CÃO E A RAPOSA e Ratagão
de AS PERIPÉCIAS DE UM RATINHO DETETIVE, originalmente
havia sido chamado pelos diretores John Musker e Ron
Clements para supervisionar a animação
da vilão Úrsula. Para a surpresa dos
diretores, Keane protestou dizendo que queria animar
Ariel. “Você sabe desenhar garotas bonitas?”
eles perguntaram. Ariel acabou sendo a primeira heroína
do currículo de Kane, que viria incluir Pocahontas
e outros protagonistas como Aladdin e Tarzan. |
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Para ajudar na criação dos movimentos
de Ariel, os animadores da personagem usaram como
modelo real a atriz/escritora Sherri Stoner. Stoner
atuou diversas cenas do filme submergida em um grande
tanque. Ela voltaria a fazer a mesma função
para a Disney alguns anos depois, servindo de referência
para a personagem Belle de A BELA E A FERA. Apesar
da prática de usar modelos reais como inspiração
ser comum desde os tempos de BRANCA DE NEVE E OS SETE
ANÕES, nem todos animadores aprovavam o procedimento.
Glen Keane, supervisor de animação de
Ariel, disse em uma entrevista que um animador preferiu
largar o projeto ao trabalhar com referências
live-action. |
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Nos estágios iniciais da produção,
um enorme aquário foi movido para o prédio
da animação onde os animadores freqüentemente
se reuniam para desenhar e estudar os diferentes tipos
de peixe. Fotos de pesquisa da National Geographic
e livros de referência eram colados nas paredes
dos quartos dos animadores. |
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Originalmente, Sebastião teria um sotaque britânico.
Foram os compositores Howard Ashman e Alan Menken
que sugeriram que ele fosse jamaicano. Isto abriu
a porta para números com estilo calipso como
“Under the Sea”. Também foi idéia
deles que Ariel expressasse suas esperanças
e sonhos em uma canção no início,
uma influência obviamente vindo da Broadway.
“Em quase todo musical já escrito,”
Ashman explicou, “há um lugar geralmente
no início de cada show onde a personagem principal
senta em alguma coisa e conta sobre o que ela mais
quer na vida. Nós pegamos emprestado essa clássica
regra da construção de um musical da
Broadway para “Part of Your World”. Por
Jodi Benson (a voz de Ariel) ser uma atriz que canta,
ela foi capaz de demonstrar uma imensa quantidade
de alma e especificidade em sua performânce”.
De fato, Benson foi apenas a primeira de muitos artistas
da Broadway que iriam emprestar suas habilidades vocais
para essa nova geração de musicais Disney. |
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Quando Ben Wright conseguiu o papel de Grimsby, o
mordomo do Príncipe Eric, o pessoal trabalhando
na Disney na época não sabia que ele
já havia trabalhado para o estúdio em
uma outra ocasião, sendo a voz de Roger de
101 DÁLMATAS em 1961. |
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Um dos personagens cortados do filme foi Clarence,
uma tartaruga que seria professor de música
de Ariel. |
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A PEQUENA SEREIA foi o filme Disney a conter a maior
quantidade de efeitos especiais desde FANTASIA (1940).
Cerca de 80% do filme precisava de algum tipo de efeito.
A seqüência da tempestade que dura apenas
dois minutos na tela ocupou 10 artistas de efeitos
especiais durante um ano até ser completa. |
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Os diretores insistiram que cada uma das milhares
de bolhas no filme fosse traçada à mãos
nas células, e não simplesmente copiadas
via Xerox. O trabalho manual requerido para este trabalho
levou a Disney a terceirizar a maior parte do trabalho
de desenhar bolhas para Pacific Rim Productions, uma
firma chinesa localizada em Beijing. |
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Uma tentativa de usar a famosa câmera de planos
múltiplos da Disney pela primeira vez em anos
para planos com profundidade falhou porque a máquina,
sempre um monstro para utilizar por causa de seu enorme
tamanho, estava em condições precárias.
As cenas de planos múltiplos tiveram que ser
terceirizadas para outro estúdio. |
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Este foi o último filme de animação
da Disney a ser produzido utilizando o tradicional
processo de câmeras analógicas e células
pintadas à mão usado desde a época
de BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES. Também
foi o último a usar o processo xerográfico
de transferência de desenhos para células
inventado por Ub Iwerks, utilizado desde 101 DÁLMATAS
(1961). A partir do próximo animado do estúdio,
BERNARDO E BIANCA NA TERRA DOS CANGURUS, todos os
filmes seriam compostos e coloridos utilizando uma
nova tecnologia de computação chamada
CAPS. O programa foi testado pela primeira vez na
cena final de A PEQUENA SEREIA, que foi colorida utilizando
o sistema CAPS. |
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Grande cuidado foi tomado com o uso de cores no filme,
especialmente com a compensação de tons
de pele e cores de cabelo nos diferentes ambientes
e fontes de luz. Houveram 32 modelos de cor criados
apenas para Ariel e suas inúmeras trocas de
roupa (de cauda de sereia ao vestido maltrapilho ao
vestido de casamento). O laboratório de tintas
da Disney até inventou uma nova cor apropriadamente
chamada “Ariel” para a tonalidade verde-azul
de sua cauda. |
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Para
A PEQUENA SEREIA, cerca de um milhão de desenhos
foram feitos durante a produção. 1000
cores diferentes foram utilizadas em 1100 cenários. |
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Na
cena de abertura quando o Rei Tritão chega
na arena, é possível ver Mickey, Donald
e Pateta na platéia quando o rei passa de carruagem
sobre eles. |
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Os
nomes das irmãs de Ariel são Aquatta,
Andrina, Arista, Attina, Adella e Alana. O nome completo
de Sebastião é Horacio Thelonius Ignatius
Crustatious Sebastian. |
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Na
mitologia grega, Poseidon é o Rei dos Mares.
Tritão, no entanto, é um de seus filhos. |
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Durante
o filme há diversas cenas de Ariel sentada
em uma pedra, em uma pose semelhante à da estátua
da Pequena Sereia situada em no porto de Copenhagen. |
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A
caverna de tesouros de Ariel inclui a pintura “Magdalene
With The Smoking Flame” pelo artista do século
17 Georges de La Tour. |
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Um
rumor espalhado nos anos 90 é que o padre rezando
a missa de casamento de Eric e Vanessa está
tendo uma ereção durante a cena. Na
verdade, o que está se movendo sob a túnica
do padre são seus joelhos, como é possível
comprovar em um dos planos seguintes. Ainda assim,
isso não impediu moralistas furiosos de protestarem
abertamente (e ao menos um processo foi movido contra
o estúdio). |
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A
mistura de humor, música e clássica
narrativa de A PEQUENA SEREIA atraiu o público
como nenhum filme de animação Disney
havia em muito tempo. O filme lucrou $84 milhões
nas bilheterias norte-americanas em 1989, se tornando
a maior bilheteria para um filme de animação
em seu lançamento original (em valores não
ajustados pela inflação). O animado
foi responsável pelo renascimento de dois gêneros
que haviam perdido sua força nos últimos
anos: o filme de animação e o musical.
Ajudado pelos sucessos anteriores de OLIVER E SEUS
COMPANHEIROS e UMA CILADA PARA ROGER RABBIT, A PEQUENA
SEREIA devolveu o brilho da animação
Disney perante aos olhos do público, cujo interesse
no estúdio havia caído drasticamente
durante os anos 70 e 80. O sucesso do filme abriu
as portas para outros sucessos ainda maiores, como
A BELA E A FERA, ALADDIN e O REI LEÃO. |
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A
popularidade de A PEQUENA SEREIA com o público
refletiu na explosão da venda de merchandising
que se seguiu após o lançamento do filme.
O sucesso do filme pegou a Disney e os distribuidores
dos produtos de surpresa, pois há anos não
se via tanto interesse em personagens novos criados
pelo estúdio. |
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A
PEQUENA SEREIA foi premiado com os Oscar da Academia
de Melhor Canção (“Under The Sea”)
e Melhor Trilha Sonora. Este foi o primeiro filme
Disney a receber um Oscar desde SE MINHA CAMA VOASSE
(1971), embora outros foram indicados. |
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Quando
lançado em vídeo em 1990, vendeu cerca
de oito milhões de cópias. |
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Apesar
dos protestos de alguns dos artistas que trabalharam
no filme original, A PEQUENA SEREIA foi um dos primeiros
longas-metragens da Disney a inspirar sua própria
série animada em 1992, um prática que
viria a se tornar comum nos próximos anos.
Com 31 episódios, a série se passava
antes dos acontecimentos do filme e contava as aventuras
de Ariel no fundo do mar antes de se tornar humana.
Em 2000, A PEQUENA SEREIA ganhou uma continuação
de baixo orçamento lançada diretamente
para o vídeo, chamada A PEQUENA SEREIA II:
O RETORNO PARA O MAR. Criticado pela animação
abaixo da média e pelo roteiro reciclado do
primeiro filme, a seqüência conta a história
de Melody, a filha adolescente de Ariel que sonha
em se tornar uma sereia. Tanto a série quanto
a continuação contaram com o retorno
de uma boa parte do elenco original, como Jodi Benson
(Ariel), Samuel E. Wright (Sebastião) e Pat
Carrol (Úrsula no original e no seriado, e
a irmã Morgana na seqüência). Uma
segunda continuação deve ser lançada
em vídeo em 2007. |
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