Tuesday, February 9, 2010 14:06

OS INCRÍVEIS – ARTIGO ESPECIAL

Postado por Animaluco em Friday, April 8, 2005, 22:20
Este Artigo foi Postado em OS INCRÍVEIS e tem 0 Comentário

INTRODUÇÃO

Dos mesmos criadores premiados com o Oscar® por Toy Story, Monstros S.A. e Encontrando Nemo, chega um novo longa-metragem de animação que conta a história de uma família americana e inaugura novos parâmetros de dramaticidade e estilo no gênero. Com OS INCRÍVEIS, o roteirista e diretor Brad Bird e os pioneiros da Pixar Animation Studios criaram um filme totalmente humano por intermédio de um mundo digital rico, complexo e surpreendentemente “vivo”.
A história de OS INCRÍVEIS segue as aventuras de uma família de ex-super-heróis redescobrindo a verdadeira origem de seus poderes: sua união. Um dos maiores paladinos da luta contra o crime de todo o mundo, Beto Pêra (Bob Parr, na versão original), também conhecido como “sr. Incrível”, vivia combatendo o mal e salvando vidas diariamente. Mas 15 anos depois, ele e sua mulher Helena Pêra (Helen Parr no original; ela também uma famosa ex-super-heroína) foram obrigados a adotar identidades civis e se mudar para um bairro de subúrbio. Atualmente, eles vivem como os demais mortais e levam uma vida bastante normal com os três filhos — que precisam fazer um enorme esforço para parecerem “normais”. Beto trabalha como um funcionário burocrático de uma companhia seguradora, lutando contra o tédio e os pneuzinhos a mais na cintura. Louco para voltar à ativa, o super-herói aposentado compulsoriamente vê-se diante da chance de sua vida quando recebe um comunicado misterioso convocando-o até uma ilha remota para uma missão ultra-secreta.

Agora, com o destino do mundo em xeque, a família precisa se unir e redescobrir o que há de mais incrível em sua vida familiar.
Por trás da conjunção inédita de inovação tecnológica e narrativa emocionante de OS INCRÍVEIS, está o diretor Brad Bird (O Gigante de Ferro/ The Iron Giant e Os Simpsons /The Simpsons), que também escreveu o roteiro original. Bird trabalhou com um elenco de grandes talentos que dão vida à comédia, ao drama e à individualidade de cada um desses personagens sobre-humanos, que inclui Craig T. Nelson, a vencedora do Oscar® Holly Hunter, o indicado ao Oscar® Samuel L. Jackson, Jason Lee, Wallace Shawn, Sarah Vowell, Spencer Fox e o próprio Brad Bird, no papel da diva fashion, “Edna Moda”.
Mesmo sendo o espetáculo digital mais complexo já realizado até hoje, OS INCRÍVEIS se apóia nos mesmos elementos tradicionais de todas as grandes produções do cinema — desenvolvimento de personagem, desenho de produção, fotografia, figurinos, efeitos, trilha e conceito geral, todos num nível jamais visto no gênero, criando um filme como nenhum outro.

OS INCRÍVEIS é produzido por John Walker (Iron Giant) e seu produtor executivo é John Lasseter, cineasta premiado com o Oscar® e vice-presidente de criação da Pixar. Kori Rae é o produtor associado e Katherine Sarafian é a gerente de produção. Também foi fundamental à criação do estilo retrô-futurista do filme e ao seu clima exuberante, a trilha da jazzística composta por Michael Giacchino (Alias).

PROJETO

OS INCRÍVEIS é fruto da imaginação do diretor Brad Bird, um cineasta que queria fazer um filme com tudo o que ele sempre mais admirou no cinema: aventuras épicas, famílias fora dos padrões convencionais, tramas engenhosas, imagens inéditas, muito humor e personagens emocionantes e reais que fazem com que o público se envolva em seus dilemas emocionais e morais. O problema é que Bird queria fazer tudo isso num longa de animação que elevasse os parâmetros do gênero a um novo patamar dramático. Seria possível? Bird acreditava piamente que sim.
Na época em que Bird criou a história de OS INCRÍVEIS,
ele acabara de ser pai e pensava muito sobre como uma pessoa enriquece a vida familiar com seus sonhos próprios. Isso levou Bird a imaginar como deveria ser a vida de um pai — na verdade, um pai super-herói — que é forçado a abandonar aquilo que mais ama na vida, neste caso, salvar o mundo, pelo bem de sua família, mesmo a contragosto.

Assim nasceu Beto Pêra, ex-sr. Incrível, cuja família entrou há bastante tempo para o Programa de Relocação de Super-heróis e hoje vive as agruras típicas da vida de subúrbio — até que um misterioso comunicado dá a Beto a chance de salvar o planeta e resgatar sua própria auto-estima, mais uma vez.
Quando Bird começou a escrever a história de OS INCRÍVEIS, percebeu que, na verdade, tinha tido duas idéias numa só: ele estava escrevendo uma criativa história de espiões, como sempre havia desejado, mas também um drama sobre os laços que nos unem e como talvez o maior super-poder que exista seja simplesmente o poder da família. Bird, finalmente, começou a encarar a família Pêra como uma família igual à qualquer outra, que enfrenta a rotina frustrante de chefes estressados, engarrafamentos de trânsito e pequenos mal-entendidos que acabam se transformando em crises — só que um pouco mais incríveis. “No fundo, eu via OS INCRÍVEIS como uma história sobre uma família aprendendo a conciliar suas vidas individuais com o amor que sentem uns pelos outros”, diz Bird. “É também uma comédia sobre super-heróis descobrindo seu lado mais humano e banal. Enquanto escrevia, eu queria criar um mundo repleto de referências à cultura pop — com os equipamentos sofisticados do mundo dos espiões, os super-poderes dos heróis dos HQs e vilões malvados que usam engenhocas criativas, mas, ao mesmo tempo, queria criar uma história dentro de um universo familiar. Investi na história todo o meu coração. Todas essas coisas — meu papel de marido, de pai, o envelhecimento, a importância da família, o significado do trabalho e o que sentimos quando achamos que estamos perdendo aquilo que mais amamos — tudo isso misturado numa só história espetacular.”

Ao mesmo tempo em que Bird sonhava em extrapolar os limites técnicos da animação, ele também esperava elevar o potencial narrativo do gênero. “Até um certo ponto, eu me inspirei em clássicos animados dos estúdios Disney como A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp), com personagens tão inesquecíveis que perduram há várias gerações”, afirma ele. “A questão era como fazer isso com as melhores ferramentas que essa forma de arte oferece atualmente.”
Ao concluir a versão preliminar do roteiro, Bird submeteu a história às únicas pessoas que, segundo ele, entenderiam sua visão de um filme de animação que teria um visual, uma emoção e uma produção sem precedentes: a equipe dos estúdios Pixar.
Inovação tem sido, há bastante tempo, o nome do jogo da Pixar, a produtora responsável por vários dos maiores sucessos de público e de crítica da história da animação, incluindo o pioneiro Toy Story – Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug’s Life), Monstros S.A. (Monsters, Inc.) e Procurando Nemo (Finding Nemo).
O estúdio está sempre à procura de histórias originais escritas por autores visionários e, no instante em que John Lasseter — vice-presidente de criação da Pixar e diretor e animador premiado com o Oscar® — ouviu a apresentação de Bird, ele sabia que tinha encontrado o que buscava.
“Foi como a volta de um filho ao lar quando Brad veio nos contar sua história, porque este estúdio foi criado para gente como ele, apaixonada pelo pioneirismo no entretenimento, na animação e na criação de grandes personagens”, afirma Lasseter.
“Suas idéias para OS INCRÍVEIS eram de tirar o fôlego. Eu adorei o conceito dessa aventura épica sobre uma família de super-heróis tentando fazer o que todas as famílias fazem – fazer uns aos outros felizes. E eu sabia que, nas mãos do Brad, ela seria mais do que outra história muito divertida e teria um estilo sensacional e uma grande força dramática.”

Lasseter também sabia que OS INCRÍVEIS seria um desafio sem precedentes para a Pixar — não só seria o primeiro filme do estúdio a ser estrelado basicamente por personagens humanos, mas também o mais inovador em termos tecnológicos e o mais logisticamente complexo, a produção mais monumental que o estúdio já realizara.
A história se passa em quase 100 sets diferentes — de um bairro de subúrbio modernoso às florestas densas e selvagens da Ilha de Nomanisan. Além disso, uma vez que o filme enfatiza a humanidade dos personagens, a equipe da Pixar teria de criar os personagens humanos de animação mais convincentes da História, com pele, cabelos e roupas com movimentos realistas. O entusiasmo pelos desafios que a realização de OS INCRÍVEIS traria se espalhou pelo estúdio rápido como fogo em mato seco.
A criação de qualquer filme de animação passa por inúmeras fases cuidadosamente planejadas. Primeiro, escreve-se a história e desenham-se storyboards preliminares que ajudam a contar a história visualmente em suas fases iniciais. Os storyboards são, então, transformados num tipo de animação preliminar — conhecida como “reels” (rolos) ou “animatics” (animáticos) — que permitem aos cineastas fazer ajustes nas seqüências antes de passarem à fase de filmagem. Simultaneamente, o departamento de arte trabalha ativamente na ilustração de todos os mínimos detalhes físicos de cada um dos personagens e de todo o universo habitado por eles — além de definir o desenho dos sets “virtuais”, dos adereços, das construções, das superfícies e da palheta de cores. Com a história e o visual do filme definidos, os atores gravam, então, seus desempenhos vocais, dando uma personalidade definida aos personagens, numa banda de dublagem que, por sua vez, é usada como fonte de inspiração para todo o resto do processo criativo.
Aí vem a metamorfose dessas representações bidimensionais numa realidade tridimensional. O primeiro passo deste processo está a cargo do grupo de escultores digitais, que constrói os personagens e os sets dentro do computador. A equipe de layout é fundamental na fase seguinte — dos ajustes delicados nos personagens e na câmera daquele rolo preliminar de história para a criação das “tomadas” que melhor serão capazes de contar a história.

Em seguida, os personagens são animados integralmente — gesto por gesto, tomada por tomada — adquirindo vida com uma gama completa de expressões, movimentos e emoções. Então, nuances de textura e a “iluminação digital” completam a fase de produção… e o filme inteiro é “renderizado”. Na renderização, toda a informação contida no filme é traduzida da forma de dados digitais nos verdadeiros fotogramas do filme. Por fim, o filme é concluído basicamente como qualquer outra produção de cinema — através da montagem final, da edição da trilha e do acréscimo da sonoplastia e dos efeitos especiais. Com OS INCRÍVEIS, Brad Bird pediu à sua equipe na Pixar que inovasse e encontrasse novas maneiras de levar o processo o mais longe possível.
Segundo o produtor John Walker: “O filme surgiu de uma visão individual e de uma paixão pessoal que contagiaram toda a companhia. A Pixar se construiu sobre pilares de excelência e a visão de Brad recebeu o total apoio de todos da produtora, porque mesmo sabendo que a produção do filme seria um desafio de enorme complexidade, eles também sabiam que seria extremamente estimulante. O pioneirismo e a inovação tecnológica são emocionantes, assim como convidar os espectadores a participarem de uma experiência que, além de inovadora, é divertida e emocionante.”

Relembra Bird: “Como diretor, eu já estava bastante familiarizado com o que eu chamava de ‘Olhar Pixar’, quando todos aqueles gênios técnicos ficavam pálidos e começavam a trocar olhares como que dizendo, ‘Será que ele sabe o que está nos pedindo?’ Mas nenhum deles desistiu — todos os problemas encontraram soluções que só faziam enriquecer ainda mais a criatividade do filme. Ele é um verdadeiro testemunho da magia da Pixar, que não parava de tirar coelhos da cartola.”
Por fim, afirma John Lasseter, OS INCRÍVEIS acabou levando todos os envolvidos em sua produção numa montanha-russa criativa. “A criação de OS INCRÍVEIS foi um tour de force”, afirma ele. “Felizmente, nosso pessoal da Pixar se aperfeiçoou muito. Neste filme, eles realmente se superaram. Quando vemos os personagens se movimentarem no filme e olhamos no fundo de seus olhos, percebemos o que se passa dentro deles. A sutileza da sua animação facial e do seu gestual é fantástica.”
Acabamos nos envolvendo tanto com os personagens e a história, que esquecemos o gênero de filme a que estamos assistindo. Tudo o que sabemos é que estamos vendo uma história sensacional.”

ELENCO

Ao embarcar na intensa jornada da realização de OS INCRÍVEIS, Brad Bird sabia que, a fim de concretizar sua visão nas telas, ele precisaria se cercar de profissionais talentosos e dedicados — não só na sua equipe técnica, mas também de um elenco de grandes talentos que pudesse dar a esses personagens toda a profundidade e a dimensão que eles mereciam.
Num filme de animação, uma vez concluídos o roteiro e os storyboards, o próximo passo é a escalação do elenco. Para Bird, que conhecia e amava os personagens de OS INCRÍVEIS como se fosse sua própria família, a escalação era vital. Ele iniciou o processo certificando-se de que os storyboards continham todas as informações necessárias para permitir aos atores desempenhos nos mais diversos tons. Bird trabalhou com o supervisor de história Mark Andrews, o artista Teddy Newton e o animador supervisor Tony Fucile, todos responsáveis integrais pelo desenho dos personagens e seus desempenhos. Segundo Teddy Newton, que desenhou vários personagens de um filme pela primeira vez: “Brad simplesmente descrevia os personagens pra mim, sem empregar muitos adjetivos, mas sempre fazia alguma mímica ou inventava uma voz para eles. Às vezes, bastava a voz para me dar idéias e imagens. É como quando estamos ouvindo o rádio e começamos imaginar como aquela pessoa seria. A gente se inspira e tudo começa a tomar forma.”

À medida que os personagens iam adquirindo definição, Bird começou a visualizar o filme a níveis cada vez mais profundos. “Brad trouxe um novo processo para a criação do storyboard do filme”, explica Mark Andrews. “Ele queria que tudo fosse feito com uma grande riqueza de detalhes e se preocupava, desde as fases iniciais, com o desenho dos personagens e também com a iluminação, os cenários e movimentos de câmera. Ele sabia que tudo tinha que ser perfeito a fim de manter os espectadores completamente imersos no mundo de OS INCRÍVEIS. E começando desse jeito, ele ajudou toda a equipe de produção a ter uma visão mais clara do filme desde o início.”
Com os personagens definidos, a escalação do elenco de OS INCRÍVEIS podia começar, finalmente. Os cineastas iniciaram uma busca por atores capazes de trazer à tona os sentimentos incríveis desses personagens super-heróis. O protagonista do filme, é claro, é Beto Pêra, o sr. Incrível, o patriarca musculoso que passou de super-herói a pai suburbano e que está tentando aceitar as mudanças em sua vida. Brad Bird achou seu Beto na combinação de humor, força e carisma de Craig T. Nelson (Coach, The District).
“Craig tem um tom de voz autoritário, mas também um senso de humor leve e maravilhoso que se presta muito bem a quem o sr. Incrível é”, afirma Bird. “A gente pode ver como sua voz se encaixa naquele corpanzil grande e musculoso, mas também possui uma vulnerabilidade palpável o suficiente para que o público se identifique com ele como um homem comum em busca de algo que ele perdeu temporariamente — e quando a cena precisava ser realmente intensa, ele sempre acertava na mosca.”

Para Nelson, o personagem — animado ou não — provou ser irresistível. “Eu realmente me identifiquei com ele como ser humano,” comenta Nelson. “Ele é um sujeito literalmente capaz de saltar arranha-céus e de tantas outras proezas, mas não é isso o que o torna especial. São os seus valores e a sua força moral, não seus feitos heróicos que me impressionaram. Ele é um cara que eu realmente gostaria de conhecer e cumprimentar, porque ele sabe o que tem valor e tem respeito por si e por sua família.”
Mesmo tão entusiasmado com o papel, Nelson enfrentou um enorme e surpreendente desafio. “O papel de Beto foi talvez o mais difícil que já fiz”, afirma ele. “Eu logo descobri que Brad e sua equipe tinham idéias específicas sobre o que queriam, porque já vinham convivendo com essa história tão intimamente há tanto tempo. Eles aperfeiçoaram o roteiro e conheciam essa família por dentro, por fora e de tudo quanto é jeito. Por isso, cabia ao ator concretizar a visão deles.”
Ele prossegue: “Isso não é fácil como parece. As falas precisam ter o tom adequado e a ênfase precisa cair no ponto certo na hora certa. A gente acaba fazendo vários testes e se concentra no desempenho vocal, mas ao mesmo tempo tenta imaginar a situação como se fizéssemos realmente parte dela. É desafiante para o ator, mas também é um processo fascinante.”
Quem surge para salvar o marido quando a situação toda se complica é a ultra-flexível matriarca da família, Helena, antes conhecida como Mulher-Elástica. A personagem foi criada, em parte, em homenagem à mãe típica dos dias de hoje que, segundo Bird, “precisa se desdobrar de mil modos diferentes todos os dias”. Para transmitir a combinação de materialismo e estoicismo de Helena, ele confiou com a experiência e talento da vencedora do Oscar®, Holly Hunter. “Holly é uma atriz consumada e perfeita para interpretar alguém sensível, mas de caráter forte”, comenta Bird. “A gente sente que há um lado de Holly que nunca desmorona. Ela tem uma enorme elasticidade e eu precisava disso em Helen, porque ela é uma mulher muito forte.”
Hunter interessou-se pelo filme graças à sua história nada convencional sobre a dinâmica das relações humanas e das relações em família, diferente da maioria que ela já vira. “O que realmente me agradou é que, por trás de todas aquelas aventuras super-heróis, OS INCRÍVEIS é uma história que celebra a família — famílias de verdade, com todas as suas peculiaridades e bizarrices — e aquilo de que os membros de uma família são capazes quando se unem”, afirma ela.
Para Hunter, que nunca havia trabalhado como dubladora de animação antes, foi também uma maneira emocionante de testar novas águas. “Foi uma experiência realmente diferente e emocionante. Aprendi a me expressar exclusivamente através da minha voz”, conta ela.

“Desde o início, eu me entusiasmei com Brad, com sua imaginação viva e com o modo como ele conhece a fundo as personagens.” E ela prossegue: “Brad pensa em termos musicais. Para ele, é questão de se achar um ritmo e uma entonação que têm muito mais a ver com a música do que com qualquer outra coisa. Essa troca é um processo muito staccato e muito dinâmico, o que foi interessante para mim enquanto atriz, além de muito divertido.”
A família de Pêra inclui os três filhos casal: Violeta (Violet, na versão original), uma adolescente solitária, o apressado filho de 10 anos, Flecha(Dash, na versão original), e o bebê Zezé (Jack Jack, no original). Para desenvolver seus super-poderes, personalidades e pontos vulneráveis individuais, Brad Bird analisou famílias norte-americanas típicas que ele conhecia, como fonte de inspiração.
“Violeta é a típica adolescente insegura, vivendo o tradicional dilema entre ser criança e se tornar uma pessoa adulta. Portanto, a invisibilidade parecia o super-poder ideal para ela”, explica Bird. “Flecha se move à velocidade da luz porque todo garoto de 10 anos é duas vezes mais rápido que qualquer mortal, e porque é preciso ter sempre alguma coisa acontecendo, senão eles simplesmente apagam e caem no sono. Então, ele é tão veloz que mal conseguimos vê-lo.”
Além disso, acho que os bebês têm um potencial não realizado, e é por isso que Zezé é o único normal da família, mas… nunca se sabe. Talvez algum dia, ele possua uma combinação dos poderes dos pais.”
Para interpretar Flecha, o garoto cujos pais precisam torcer nas arquibancadas gritando, “Corre menos!”, quando o filho compete na corrida da escola, os cineastas escalaram o astro em ascensão de 11 anos, Spencer Fox, que faz sua estréia no cinema em OS INCRÍVEIS. Para interpretar Violeta, Bird fez uma escolha surpreendente, fruto de uma idéia inusitada.
“Sou fã do programa This American Life da National Public Radio”, conta ele. “E tem uma escritora maravilhosa de livros e ensaios que aparece regularmente no programa: Sarah Vowell. Um dia, eu estava no carro, dirigindo e ouvindo a voz de Sarah e, no ato, pensei: ‘É a Violeta.’ Quando liguei para Sarah para convidá-la para interpretar o papel de uma adolescente que quer ser invisível, ela ficou surpresa e disse que nunca tinha trabalhado como dubladora de personagens antes. Ela acabou sendo perfeita.”
Concluída a escalação do núcleo familiar, os cineastas precisavam encontrar um ator “cool” o bastante para interpretar Gelado (Frozone, na versão original), um super-herói que sempre mete seus inimigos numa fria. Bird ficou muito entusiasmado em contar com o indicado ao Oscar® Samuel L. Jackson.
“Ninguém sabe ser mais “cool” que Sam Jackson”, diz Bird. “E ele consegue isso sem o menor esforço. Ele pode ser muito engraçado e gentil, ou duro como uma rocha. Para mim, ele é um dos atores mais versáteis da atualidade. Tivemos sorte de contar com ele no papel de Gelado, pois seu desempenho foi perfeito. Os animadores se divertiram muito trabalhando sobre a voz dele, porque seu desempenho é sempre muito rico.”

Para dublar Síndrome (Syndrome, no original), os cineastas convidaram Jason Lee (Quase Famosos). Bird explica: “Curto o trabalho de Jason em alguns ótimos filmes independentes e também sua sensibilidade peculiar. Ele investiu tudo na criação dessa voz única para o nosso vilão. A gente sente que é a de uma criança, o que ele definitivamente não é.”
Lee identificou-se com o personagem, apesar de seu comportamento desprezível. “Foi divertido viver um sujeito que é realmente malvado, mas que queria ser algo mais”, afirma o ator. Toda a experiência de fazer OS INCRÍVEIS foi emocionante para Lee tanto quanto para o resto do elenco, e é assim que ele a resume: “É uma experiência incrível para qualquer ator trabalhar com a Pixar, que é um dos melhores estúdios, um dos mais criativos que já vi. Eles têm talentos jovens, espontaneidade e imaginação. Querem criar verdadeiros clássicos — e vão muito além do esperado. Estou louco pra chegar o dia quando meu filho terá crescido e vou poder dizer: ‘Vamos assistir a OS INCRÍVEIS. Eu estrelei esse filme.’”
Finalmente, um dos personagens que mais rouba a cena em OS INCRÍVEIS é a deliciosa e divina diva fashion, a baixinha Edna Moda (Edna Mode, no original), ou simplesmente “E” para os íntimos, uma estilista especializada em criar figurinos para sua clientela de elite: os super-heróis. Após várias tentativas de encontrar uma atriz para dublar a personagem, Bird cedeu à pressão de seus colegas na Pixar e concordou em assumir o papel ele mesmo.
Bird explica: “Eu não queria interpretar Edna, mas estava difícil encontrar uma dubladora à sua altura, e sua voz foi ficando cada vez mais fácil para mim. Eu realmente curto a personagem, porque sempre fiquei intrigado com uma questão: quem é que veste os super-herói? Os uniformes são muito importantes no mundo dos super-heróis, porque eles lhes dão sua identidade e os diferenciam. Mesmo assim, ninguém nunca explicou de onde vêm seus modelitos e quem os cria. Eu achava que os uniformes deveriam ser criados por alguém com uma formação científica em engenharia. Aí comecei a pensar numa engenheira alemã. Depois, passei a pensar que os japoneses é que inventam todos esses carros e câmeras incríveis. Então, pensei em alguém meio alemã, meio japonesa, e aí surgiu esse mini-vulcão chamado Edna.”
“Eu gosto muito da E”, conclui Bird. “Ela não fica nem um pouco intimidada pelos super-heróis nem por absolutamente ninguém. É incrivelmente obstinada em seu modo de ver as coisas. A palavrão ‘não’ simplesmente não consta do seu vocabulário, especialmente se a negação for destinada a ela. Ela é incrivelmente segura e tem uma enorme autoconfiança. Ela não sabe o que é “dúvida” — e confesso que eu também tenho um lado assim.”

ENREDO

Com os personagens adquirindo vida própria, os cineastas passaram à criação do universo altamente estilizado de OS INCRÍVEIS. A magnitude do desenho de produção desse mundo foi algo absolutamente sem precedentes — foram desenvolvidos mais de 100 sets que criam uma realidade alternativa divertida e atraente.
Desde o início, Bird visualizava a trama de OS INCRÍVEIS se passando num universo diferente, que fosse ao mesmo tempo futurista e cheio de nostalgia retrô. “Eu imaginava o mundo de OS INCRÍVEIS igual à visão que tínhamos nos anos 60 de como o futuro seria”, explica o diretor.
“Naquela época, havia muitos programas de televisão que sugeriam que as pessoas, em 10 ou 15 anos, estariam usando mochilas a jato ou carros anfíbios para deslizar sobre a água e depois rodar em terra firme. Hoje, algumas dessas coisas se tornaram realidade, mas não da forma como imaginávamos. No filme, queríamos dar à nossa história esse tipo de roupagem. Para mim, é a visão dos anos 60 de como imaginávamos que a vida seria nos dias de hoje.”
Para criar esse visual um tanto especial, e todas as suas variantes à medida que a narrativa avança, Bird trabalhou em parceria com o desenhista de produção Lou Romano e o diretor de arte Ralph Eggleston (diretor premiado com o Oscar® de Melhor Curta de Animação de 2002 com For the Birds, e que anteriormente havia sido desenhista de produção de Toy Story e Procurando Nemo (Finding Nemo).

Romano e Eggleston estavam diante de uma tarefa monumental. Embora não estivessem desenhando os sets “fisicamente”, seu trabalho era um desafio criativo ainda maior, uma vez que não estavam limitados pelas regras existentes de arquitetura e planejamento!
Romano explica, “Nosso trabalho era criar todo o amplo espectro de emoções e experiências humanas com formas e cores. Como queríamos que a estética geral do desenho fosse retrô, mas com alguns toques modernos, usamos como base as linhas e formas da arquitetura contemporânea, e a partir daí tomamos outro caminho. Quanto à cor, o filme começa com cores bem vivas e saturadas durante a Era de Ouro dos super-heróis, mas a cor desbota quando vemos Beto em sua rotina tediosa na Seguros S.A. À medida que o filme avança, começamos a inserir mais cores até que voltamos ao ponto inicial na grande cena do confronto final.”
Eggleston tem um modo pessoal de descrever o estilo visual do filme: “Eu o chamo de ‘Tiki suburbano de meados do século na versão de Lou Romano’”, brinca ele. “Brad vivia nos encorajando a sermos sempre mais radicais. Ele só se contentava com o melhor, e isso nos fez dar o melhor de nós.”

Enquanto Romano e Eggleston se dedicavam aos seus inúmeros projetos, o supervisor de seqüências no set, Nigel Hardwidge trabalhou lado a lado com eles para garantir que a sua visão fosse transmitida com clareza à equipe técnica do filme. A maior parte do trabalho de Hardwidge envolvia a solução de problemas criativos para garantir o perfeito casamento entre o conceito artístico e a tecnologia. “Minha função é fazer muitas perguntas sobre cada ambiente — como ele é, o quanto será mostrado, que hora do dia é, e como vamos criá-lo de um modo que seja satisfatório para esses caras que os imaginaram com tanta riqueza em detalhes”, ele explica.
“Desde o início, sabíamos que o filme seria uma empreitada sem precedentes, porque OS INCRÍVEIS tem quase três vezes o número de sets comparado aos nossos filmes anteriores”, continua Hardwidge. “Para complicar ainda mais, grande parte do filme se passa ao ar livre numa ilha tropical com algumas centenas de quilômetros quadrados. Um dos meus primeiros grandes desafios foi a cena na ilha, em que Flecha sai correndo pelo meio da floresta cerrada tentando fugir dos “velocípodes”. Flecha acabou correndo a cerca de 320 km/h, o que significa que tivemos que construir literalmente o dobro da área que havíamos planejado originalmente. Isso exigiu um investimento de tempo e energia para atingirmos os resultados que satisfizessem Brad — além de um investimento inteligente da nossa verba na busca de um modo eficaz de fazer isso. Era só uma seqüência, mas logo percebemos como esse projeto seria trabalhoso.”

Com várias dezenas de sets concluídos, a próxima etapa estava a cargo da equipe de layout: determinar a encenação, bloquear e cronometrar cada cena — e começar a transformar os desenhos comuns em 2D na fantasia de um universo em 3D. A fim de dar o máximo de flexibilidade criativa à câmera e à ação dos personagens, a Pixar alterou seu processo típico de layout em OS INCRÍVEIS.
Patrick Lin, um dos três diretores de fotografia do filme e especialista em layout, explica: “Até agora, a Pixar primeiro construía maquetes detalhadas dos sets para depois estabelecer o posicionamento das câmeras, exatamente como ocorre numa filmagem live-action. Neste filme, nós fizemos o inverso. Em algumas das maiores cenas, filmamos usando uma maquete geométrica bem simples. Depois que o diretor havia aprovado a tomada, maquetes mais completas eram então construídas para as filmagens. Isso nos deu muito mais flexibilidade. Um bom exemplo disso é a cena da batalha final na cidade. A batalha é tão grande e complexa que nem teria sentido construirmos uma cidade para depois decidirmos como iríamos filmá-la. Por isso, fizemos uma pré-visualização da cena e depois filmamos a ação. Só então construímos a maquete final baseada em todo aquele trabalhado, acrescentando uma maior minúcia de detalhes.”
Uma cena que aparentemente era uma das mais simples do filme — a cena da família Pêra reunida em torno da mesa de jantar — demonstrou ser uma das mais complexas, do ponto de vista do layout e da cenografia.

“A encenação da seqüência do jantar em família foi uma das mais difíceis”, comenta Lin. “Ela começa como um típico jantar em família, mas, pouco a pouco, se transforma num caos total. Filmar ao redor de uma mesa sempre é complicado, porque temos de manter a câmera em movimento e não queremos confundir os espectadores quanto à posição em que os personagens estão sentados. Quando o caos se instaura, com Flecha e Violeta brigando e Zezé aos berros, Helena estica os braços para agarrar os 2 brigões e mantê-los afastados um do outro. Beto consegue a atenção geral levantando a mesa do chão, justo no momento em que seu amigo Gelado chega. Nenhum elemento do set pôde ser definido previamente, já que tudo dependia da animação. Os alimentos do jantar são atirados pelos ares, por isso temos de ter controle sobre cada alimento de cada um dos pratos, inclusive o molho. A seqüência completa foi um pesadelo para a continuidade e para a cenografia.”
Enquanto isso, a diretora de fotografia Janet Lucroy, que se especializou em iluminar OS INCRÍVEIS, enfrentava seus próprios desafios. “Do ponto de vista da iluminação, o filme equivalia a uma super-produção devido à grande quantidade de sets e tomadas”, conta Lucroy. “Na verdade, ele teve umas 600 tomadas a mais que, digamos, Monstros S.A.’”

Além da magnitude da produção, Lucroy enfrentou o desafio de criar um esquema de iluminação rico, cinemático e cuidadosamente planejado para se adequar ao visual único do filme. “Nós optamos por um visual mais escuro e com maiores contrastes — algo diferente do que a maioria das pessoas geralmente associa ao mundo da animação e mais relacionado com as histórias de aventura ou com os thrillers contemporâneos”, conta Lucroy. “Também queríamos fazer um casamento intrigante entre a iluminação teatral e a natural. Por isso, há no filme momentos de grande teatralidade, como no prólogo sobre os dias de glória dos super-heróis, quando o visual é bem forte, com contrastes acentuados. Mas há um trecho considerável do filme em que família está em casa, ou passado no escritório, e nessas cenas usamos uma iluminação fotográfica bem natural.”
Lucroy também ficou emocionada em ter a chance de criar efeitos de iluminação mais delicados que contribuem para o fotorrealismo e o impacto geral do filme. “Eu adoro os momentos mais intimistas e sutis”, comenta ela. “Há uma cena breve entre Flecha e sua mãe no carro, em que vemos a sombra do pára-brisa sobre o rosto dela, mas ainda há luz o suficiente para percebermos a expressão no seu olhar. Depois, vemos a sombra encobrir seu rosto. A sensação do raio de sol refletindo no banco do carro e atingindo o rosto deles é muito realista e cria um belo momento.”

ANIMAÇÃO

Após vencerem os desafios de um desenho de produção tão complexo e monumental, os cineastas de OS INCRÍVEIS finalmente se voltaram à sua tarefa mais difícil e essencial: animar os personagem para que eles fossem mais do que “figuras desenhadas”, para que fossem pessoas com quem nos importamos. A regra geral era encontrar a alma dos personagens através da maior gama possível de movimentos e expressões humanas. Isso levaria a equipe do filme à infame zona proibida. Afinal, é uma crença geral aquela de que a animação digital e qualidades humanas, como cabelo e pele, não estão preparadas uma para as outras.
Brad Bird, entretanto, estava convencido de que a tecnologia existia — ou poderia ser inventada — para dar muito mais “vida” aos seus personagens (essa essência intangível de energia, verve e humanidade) do que se julgava possível anteriormente. Usando as cores ricas dos desempenhos do elenco como guia, os gênios técnicos da Pixar se sentiram motivados a reavaliar suas limitações — e a ousar na criação de alguns dos modelos gráficos mais avançados já usados num filme.
Embora a animação digital tenha progredido a passos largos na última década, ela ainda ficava para trás na criação de várias das mais importantes características humanas. Anteriormente, era considerado simplesmente impossível pedir a um animador que criasse músculos que se distendessem e se contraíssem como a verdadeira musculatura humana, fios de cabelo que se dobrassem e se balançassem feito o cabelo natural, pele que enrugasse e esticasse como pele de verdade e roupas com movimentos próprios e independentes do movimento corporal da pessoa, assim como na vida real. Na verdade, os animadores digitais há muito tempo evitam os personagens humanos devido aos resultados frustrantes.

Segundo Tony Fucile, um dos animadores supervisores de OS INCRÍVEIS: “É praticamente impossível animar personagens humanos, porque passamos a vida toda observando outros seres humanos e, por isso, percebemos no ato quando qualquer coisa, por menor que seja, não está correta.” Segundo o supervisor de personagem Bill Wise: “Há alguma coisa nos seres humanos, até nos tipos humanos mais estilizados, que realmente representa um desafio para os animadores. Conhecemos tão intimamente as emoções e expressões dos rostos e dos corpos humanos que elas precisam ser praticamente perfeitas — ou nosso cérebro simplesmente deixa de acreditar naquilo que estamos vendo.”
Desde o início, o objetivo de Bird era forjar personagens que não são exatamente humanos — afinal, OS INCRÍVEIS se situa num universo híbrido único no qual os super-heróis podem viver numa típica casa de subúrbio norte-americano!
Ao invés disso, Bird tentou criar personagens que fossem claramente saídos do mundo dos quadrinhos, mas que pudessem sorrir, fazer caretas, se preocupar, saltar, correr, ter discussões em família e salvar o mundo com uma total verossimilhança física.
Para John Lasseter, nisso se baseou sua fé de que a visão de Bird poderia ser concretizada. “Todos na Pixar sabem que quanto mais próximo da realidade tentamos criar alguma coisa, mais chances temos de fracassar, mas o segredo empregado por Brad em OS INCRÍVEIS é produzir algo que o público sabe que não existe, algo tão estilizado que predispõe os espectadores a acreditarem no que vêem, se for feito com perfeição”, explica ele. “Com nossa tecnologia pioneira na Pixar, achei que estávamos prontos para conseguir isso. Nosso objetivo em OS INCRÍVEIS era criar seres humanos muito estilizados que jamais poderiam se passar por pessoas de verdade, mas que têm cabelos, pele e roupas tão realistas que causam grande impacto e provocam reações bem mais fortes e mais dramáticas.”
A Pixar vem se preparando para esta revolução há uma década. Na verdade, desde o lançamento de Toy Story em 1995, a Pixar vem estabelecendo novos parâmetros e extrapolando os limites da animação digital a cada nova produção. Vida de Inseto (A Bug’s Life) introduziu ambientes orgânicos e personagens que se contraíam e se expandiam; Monstros S.A. (Monsters, Inc.) aventurou-se ainda mais no mundo das formas orgânicas arredondadas e saiu-se muito bem na criação até então impensável de cabelos e pêlos fotorrealistas; e Procurando Nemo (Finding Nemo) mostrou de modo convincente uma grande variedade de seres e cenários marinhos, numa fantástica jornada submarina.

A produção de OS INCRÍVEIS, contudo, exigiria tudo o que a Pixar havia aprendido nesse filmes e muito mais para contar a ambiciosa história de uma família enfrentando a maior de suas aventuras. Rick Sayre, o diretor técnico-supervisor do filme, explica: “Este filme inclui todos os desafios técnicos possíveis e imaginários. Poderíamos ficar paralisados diante de tal tarefa, mas nossa atitude foi sempre pensar, ‘É impossível, mas precisa ser feito.’ Buscamos inspiração para as coisas que deveríamos inventar diretamente na história. É assim que sempre se faz na animação. No nosso trabalho, não podemos voltar e dizer, ‘E se Violeta não tivesse cabelo comprido?’, ou ‘E se Beto fosse menos musculoso?’ Nós amamos a história e não iríamos deixar que as supostas limitações do gênero nos impedissem de contá-la.”
Diante do desafio de fazer os personagens se movimentaram de um modo realista, Sayre e a equipe técnica decidiram pôr mãos à obra, literalmente. Exemplares do compêndio clássico dos cursos de Medicina, Gray’s Anatomy, foram entregues aos escultores digitais (os modeladores que projetam e constroem os personagens dentro do computador) e à equipe de articulações para ajudá-los a entender melhor como o corpo se movimenta executando ações específicas. Cenas live-action de pessoas sentando, caminhando e se movimentando também foram bastante úteis à equipe na animação de elementos tabus, como músculos, pele, cabelos e roupas.

Esqueletos e Músculos

Rick Sayre sabia que o maior segredo de uma articulação realista se encontra dentro do corpo humano, no esqueleto e na musculatura que o envolve. É aí que todo o movimento humano tem início e foi assim com os personagens de OS INCRÍVEIS.
Tudo começou com o corpo de Beto Pêra, também conhecido como sr. Incrível, que foi criado literalmente de dentro para fora.
“Beto foi, definitivamente, o personagem mais desafiador para nós do ponto de vista da criação do modelo e de suas articulações, por ele ser um sujeito tão musculoso”, afirma Sayre. “Quando começamos a desenhá-lo, desenvolvemos um jeito totalmente novo e diferente de criar seu esqueleto e o modo como os músculos, a pele, os ossos e a gordura se prendem a ele. Empregamos uma nova tecnologia fantástica chamada ‘goo’, que permite que a pele reaja às distensões e contrações musculares sob ela, de modo bastante realista.”
Isso mudou todo o processo de animação. Os animadores, além de técnicos, são artistas — atores ou manipuladores de bonecos, de uma certa maneira – que coreografam criativamente os movimentos e as expressões dos personagens através de controles especialmente programados no computador.
Agora, os animadores dispunham de controles de personagens muito maiores e mais profundos do que antes.
Explica Sayre: “É comum na criação de efeitos visuais um animador animar um esqueleto rígido, e isso é tudo o que eles vêem. Mas com os personagens complexos deste filme, isso não seria aceitável. O que considero revolucionário é termos construído um sistema no qual quando os animadores movimentam o esqueleto subjacente, os músculos vão sendo acionados, a camada de gordura faz com que a pele deslize sob os músculos e aí a pele muda de textura. Os animadores podem visualizar tudo isso acontecendo à medida que trabalham. Quando eles movimentam Beto, movimentam todo o seu sistema de esqueleto-músculos-pele, e isso acontece quase que em tempo real, dando a eles muito mais informação e flexibilidade.”
Detectando outras fraquezas dos personagens humanos criados no computador, a equipe dedicou-se a algumas das articulações tradicionalmente mais complexas do corpo humano — especialmente a dos ombros. “Você talvez já tenha notado que é muito difícil conseguirmos um movimento de ombros convincente na animação digital. É por isso que costumamos ver personagens animados que têm ombros largos demais!”, comenta Sayre. “Digamos que quisemos revolucionar os ombros com nosso filme.”

Com Beto totalmente modelado, ele serviu de modelo para a criação dos esqueletos dos demais personagens — tornando-se o Adão do filme, num certo sentido. “Nós nos esforçamos para dar a Beto movimentos corporais de um alto nível de complexidade”, conta o supervisor de personagem Bill Wise. “Depois de planejarmos seus movimentos, usamos o mesmo esqueleto articulado para os demais personagens, com algumas mudanças, é claro. Uma personagem feminina, por exemplo, não terá uma musculatura tão definida, mas ainda assim terá um deltóide que desliza sobre a cabeça do úmero. Ela ainda terá clavícula. Por isso, podíamos alterar o mesmo modelo para qualquer outro personagem.”
Uma personagem em particular representou um desafio especial com relação aos seus movimentos musculares: Helena Pêra, também chamada de Mulher-Elástica, que precisava ser capaz de se esticar, se dobrar e se enroscar numa variedade incrível de formas que deixariam aturdido até um mestre iogue. A Mulher-Elástica levou os animadores a extrapolarem seus limites.
“Helena talvez tenha tido o sistema de articulações mais complexo que já criamos”, comenta Wise. “Os animadores podiam esticar seu corpo até ele assumir a forma de um pára-quedas ou esticar seu braço até ele se tornar uma longa fita de pele e ossos, por meio dos pontos de controle. Christian Hoffman escreveu um programa chamado ‘deformador’, que permite a ela se dobrar e se contorcer o quanto for necessário. Ela é realmente diferente de tudo que já se fez antes.”

Pele e Cabelo

Os animadores da Pixar também sabiam que as qualidades que dão um verdadeiro realismo num personagem são a aparência da pele e do cabelo, revelando como a grandeza da vida, ironicamente, se revela nas suas maiores sutilezas. Outro feito revolucionário da produção foram os novos sistemas de iluminação e shading (textura) da pele, bem como os modelos de estilos de cabelos, o que deu um toque extra de credibilidade aos personagens. A pele criada para OS INCRÍVEIS está, propositalmente, a um passo das imperfeições naturais da pele humana.
E Sayre explica por quê: “Brad deixou bem claro desde o início que não queria que os personagens tivessem poros, folículos capilares e sardas. Ele não queria que eles tivessem uma aparência humana inteiramente realista, e sim algo um pouco mais abstrato. Por isso, foi uma escolha consciente criar a textura de sua pele de modo muito simplificado. Acontece que criar uma pele simples, mas que não tivesse uma aparência artificial, era extremamente complicado. É um desses casos onde a simplicidade era… complexa!” A pele também exigiu a criação de tecnologias novas e pioneiras. “Criamos uma nova tecnologia chamada ‘subsurface scattering’ (‘dispersão subcutânea’), que nos permite dar mais translucidez à pele”, afirma Bill Wise.
“Muito do que o olho humano percebe como realismo nas pessoas é a luz atravessando a sua pele. Por exemplo, a gente vê o sol através das orelhas de alguém quando o sol está por detrás da pessoa. Outro bom exemplo é a diferença entre a tinta branca e o leite; a luz reflete na tinta branca, mas passa e se dispersa através do leite, que tem mais semelhanças com a pele. Esta técnica de iluminar a pele foi muito mais eficiente e realmente enriqueceu o trabalho. Os personagens começaram a parecer vivos.”

Enquanto isso, por conta dos vários tipos de penteados – do corte curto de Helena ao cabelo longo e esvoaçante de Violeta – novos programas e técnicas foram necessários para dar aos cineastas o que eles queriam para adornar a cabeça dos personagens. Mark Henne, o supervisor de simulação de cabelos e tecidos do filme, chefiou o trabalho.
“Os personagens chegavam ao nosso departamento carecas e nus — e saíam com roupas e cabelos que se mexiam de modo realista”, explica Henne. “O cabelo nos filmes de computação digital sempre foi um elemento muito difícil, porque é composto de camadas múltiplas, de milhões de fios em atrito uns com os outros, criando um sentido de conjunto. Ele se parte e volta a se juntar em reação ao movimento da cabeça e ao vento. O problema vem da tendência dessas várias camadas de se misturarem umas às outras e como podemos impedir que isso ocorra na interação com braços, ombros e outros objetos sólidos.”

De longe, a personagem mais difícil de ser animada, do ponto de vista do cabelo, foi Violeta. Ela ainda permanecia como um “projeto de pesquisa sem solução” enquanto a produção do filme já estava bem adiantada, por causa do seu cabelo longo e maleável — o maior pesadelo de qualquer animador. Na verdade, ninguém jamais havia animado esse tipo de cabelo antes num filme de animação digital. Henne e sua equipe esculpiram cinco estilos de cabelo diferentes para Violeta para as diferentes fases do filme. Cada um deles era então modificado para refletir as várias condições ambientais em que ela encontra, incluindo chuva, vento e a gravidade zero de seu próprio campo de força. Por fim, o cabelo de Violeta acabou sendo um dos maiores triunfos do filme.
“A característica principal da personagem Violeta é o fato de ela se esconder por trás do seu cabelo comprido”, observa Sayre. “É uma parte tão essencial da personagem que tínhamos de acertar no desenho. Houve ocasiões em que pensamos que seria bem mais fácil simplesmente desenhá-la de cabelos curtos, mas ela precisava ter cabelo comprido e o resultado foi maravilhoso — um avanço significativo na maneira de se mostrar como o cabelo se movimenta de modo convincente, mantendo ao mesmo seu visual estilizado.”

Vestuário

Com seus corpos tendo quase atingido uma perfeição animada, os personagens de OS INCRÍVEIS ainda precisavam “ser vestidos”. Até mesmo com relação aos figurinos, OS INCRÍVEIS foi um filme infinitamente mais complicado do que qualquer outro longa de animação da história — e mais parecido com uma grande produção épica. Mais de 150 figurinos diferentes tiveram de ser criados e modelados para vestir os protagonistas e os coadjuvantes. Mas Bird não queria apenas figurinos de grande estilo para seus personagens — ele queria roupas que tivessem o movimento realista de tecidos de verdade.
A Pixar já é reconhecida como pioneira por seu trabalho com o movimento de tecidos. Os avanços feitos com a camiseta de Boo em Monstros, S.A. (Monsters, Inc.) e com o figurino do curta-metragem da Pixar vencedor do Oscar®, Geri’s Game, serviram como pesquisa e desenvolvimento para OS INCRÍVEIS — que levou esses avanços um passo adiante.

Segundo Brad Bird, “uma das coisas que aprendi em OS INCRÍVEIS é que é muito mais fácil explodir um planeta na animação digital do que simplesmente fazer com um personagem agarre outro pela camisa! Percebi que ainda havia muito espaço para desenvolvimentos novos e emocionantes nessas áreas.”
Mark Henne e sua equipe descobriram um modo novo e criativo de vestir as roupas nos personagens, especialmente no caso dos uniformes colantes dos super-heróis. Ao invés de simular a roupa em cada fotograma separadamente, o novo processo analisa as diferentes poses e padrões de movimento do personagem (incluindo como ele anda, gira e dobra os braços) e cria automaticamente os movimentos apropriados para as suas roupas. Por exemplo, quando Beto se senta, usando seu uniforme de super-herói, a roupa sabe o que fazer e onde se enrugar, porque já passou por um treinamento intensivo. Devido ao grande número de figurinos retrôs, futuristas e de vanguarda apresentados em OS INCRÍVEIS, o filme também contou com mais figurinos tradicionais da alta moda do que os filmes de animação convencionais.

“O filme exigia uma variedade incrível de figurinos altamente estilizados, incluindo vestidos, paletós, capas e uniformes de super-heróis”, conta Henne. “Então, convidamos Christine Waggoner, uma das nossas artistas técnicas de personagem, para ser nossa figurinista. Ela construiu quase todos os figurinos do zero. Bryn Imagire, o designer texturas do filme, trazia croquis, fotos de referência e amostras de tecido, e Christine e Maria Cervantes (especialista em alfaiataria) pegavam os desenhos e criavam uma roupa digital dentro do computador. Temos muito orgulho de termos criado nossos figurinos a partir de tecidos e padrões físicos, exatamente como são criadas as roupas no mundo real.”

Efeitos

Agora, com o universo e os personagens de OS INCRÍVEIS totalmente animados, a equipe de efeitos realiza seu trabalho, acrescentando os deslumbrantes toques finais. A supervisora de efeitos do filme, Sandra Karpman, uma veterana há 18 na ILM, afirma que este foi de longe o projeto mais ambicioso que ela já viu em filmes de qualquer gênero. Ela supervisionou a criação dos efeitos de todos os elementos naturais possíveis — da água ao fogo e ao gelo (nos truques super-cool de Gelado). Na realidade, mais de 1/3 das mais de 2200 tomadas do filme inclui efeitos especiais.
“Os efeitos vistos em OS INCRÍVEIS são totalmente originais e realmente espetaculares”, afirma Karpman. “Do ponto de vista dos efeitos, nosso maior avanço é o fato de termos nuvens volumétricas e tridimensionais lindas e fantásticas através das quais se pode voar. A maioria das nuvens nos outros filmes de efeitos ou nas produções anteriores de computação gráfica são pinturas matte ou montagens fotográficas. No nosso filme, quando Helena está a bordo do avião furando as nuvens, é tudo muito tridimensional e vemos as nuvens batendo umas nas outras. Elas são transparentes e se as empilharmos, elas se tornam opacas. É muito bonito. Este mesmo programa proprietário de shader (o Atmos) que nos permitiu desenhar as nuvens também nos deu a capacidade de criar grandes explosões. Acabamos fazendo um monte de coisas que nunca imaginamos poder fazer antes.”

Essa fase final talvez defina melhor o sentimento de quase todos os envolvidos na produção de OS INCRÍVEIS: eles se sentiram se aventurando num reino da imaginação até então jamais visto antes no cinema.
E Brad Bird resume: “Acho que a maior preocupação de todos os que trabalharam em OS INCRÍVEIS nas mais diversas funções — dos atores aos artistas e gênios técnicos — foi a de os personagens e a história parecessem realmente ter vida. Isso, obviamente, é muito diferente de uma mera reprodução da realidade. Mas verossimilhança era o mais importante neste filme. Para mim, esse é o início de tudo: criar personagens e um universo que pareçam reais porque têm algum significado para nós.”

TRILHA

Com a incrível jornada de produção de OS INCRÍVEIS quase chegando ao fim, os cineastas sabiam que o drama, o estilo e a visão de seu filme exigiam uma trilha instrumental igualmente incrível que destacasse tudo isso. Eles convocaram o talentoso compositor Michael Giacchino — cujos créditos anteriores incluem trilhas para o seriado televisivo Alias, e também para inúmeros videogames populares e curtas de animação — e que faz sua auspiciosa estréia no cinema com OS INCRÍVEIS.
Brad Bird trabalhou em parceria com Giacchino e lhe pediu que se inspirasse no estilo das trilhas jazzísticas dos thrillers dos anos 60, ritmadas e com muitos sopros. “Eu queria um som específico que sempre associei aos filmes de ação, aos filmes de espionagem, aos gibis e às melhores produções da televisão”, explica Bird. “Eu e Michael discutimos o resgate da obra de compositores como John Barry e Henry Mancini. As trilhas dos filmes de aventura continham algo de ousado e chamativo, e eu queria resgatar esse tipo de som no nosso filme. Felizmente, logo descobri que Michael adorava esse tipo de música tanto quanto eu, o que ajudou a criar algo muito especial para OS INCRÍVEIS.”
Segundo Giacchino, “para mim, foi o maior desafio criativo possível, porque envolvia o meu tipo de música predileto. Quando fui contratado, foi como se alguém abrisse as portas do que há de mais legal no mundo e me dissesse: “Vá se divertir.’ Foi como visitar o parque de diversões proibido do jazz instrumental! Eu sempre admirei o que Henry Mancini fez na trilha de A Pantera Cor-de-Rosa e como ela transmitia para o público muita vibração, discrição e ação — e era isso que eu queria reproduzir.”
Giacchino empregou uma orquestra com 100 músicos — com naipes completos de percussão, cordas, sopros, um piano, baixo, bateria, trombetas e percussionistas — para criar uma trilha que deveria ser ágil, divertida e por vezes dramática, assim como os personagens que estrelam o filme.

Bird também pediu ao compositor que criasse temas ou motivos individuais que definissem cada personagem e que progredissem juntamente com eles ao longo do filme, ganhando uma complexidade cada vez maior.
Giacchino explica: “O sr. Incrível, por exemplo, tem um tema que começa bem heróico e jazzístico; aí ele muda à medida que ele passa de super-herói a pai de família, e continua evoluindo lentamente ao longo do filme. Foi muito divertido compor temas musicais que cresceriam com os personagens e refletiriam suas situações únicas. Eu passei muito tempo procurando um estilo diferente para cada personagem — Flecha tem um tema que soa como o bater da asas de um beija-flor, o tema de Violeta é bastante recatado e misterioso, e etc. Basicamente, os cineastas me contaram a história de OS INCRÍVEIS e eu tentei contá-la através da música.”
Enquanto compunha a trilha, ficou claro para Giacchino que ele teria de se distanciar de tudo que se tornou padrão nas trilhas dos filmes contemporâneos. “As trilhas de cinema atuais, em sua grande maioria, têm uma estrutura bem tradicional ou estão repletas de elementos da música eletrônica para manter o alto nível de energia”, explica. “Por outro lado, muitas das trilhas compostas nos anos 60 tinham uma música genuinamente cool — incluindo muitos instrumentos exóticos de percussão e instrumentos como xilofone, bongôs e vibrafone. É raro encontrarmos esses instrumentos e estilos nas trilhas instrumentais atuais, mas eu adoro esse som. Por isso, fico feliz que Brad o tenha resgatado e, especialmente, que tenha reconhecido que ele pode, ainda hoje, criar climas maravilhosos. Digamos que ele não teve receios de insistir para que todas as áreas do filme fossem ainda mais incríveis.”

CREDITOS

WALT DISNEY PICTURES
apresenta
Um Filme
PIXAR ANIMATION STUDIOS
OS INCRÍVEIS
ELENCO
(por ordem de entrada)

Bob Parr/Beto Pêra/Sr. Incrível
CRAIG T. NELSON
Helen Parr/Helena Pêra/Mulher-Elástica
HOLLY HUNTER
Lucius Best/Frozone/Gelado
SAMUEL L. JACKSON
Buddy Pine/Syndrome /Síndrome
JASON LEE
Bomb Voyage
DOMINIQUE LOUIS
Locutor da Reportagem

TEDDY NEWTON
Mrs. Hogenson/Dona Alzira
JEAN SINCERE
Jack Jack Parr /Zezé Pêra
ELI FUCILE
MAEVE ANDREWS
Gilbert Huph/ Gilberto Lima
WALLACE SHAWN
Dashiell Parr (Flecha Pêra)
SPENCER FOX
Bernie Kropp /Bernardo Braga
LOU ROMANO
Diretor da Escola
WAYNE CANNEY
Violet Parr/ Violeta Pêra
SARAH VOWELL
Tony Rydinger/Toninho Rodrigues
MICHAEL BIRD
Mirage
ELIZABETH PEÑA
Rick Dicker/Ricardo Dicker
BUD LUCKEY
Edna Mode/ Edna Moda (ou “E”)
BRAD BIRD
Kari /Karen
BRET PARKER
Honey/Mel
KIMBERLY ADAIR CLARK
Underminer/ Escavador
JOHN RATZENBERGER
EQUIPE TÉCNICA

Escrito e Dirigido por
BRAD BIRD
Produzido por
JOHN WALKER
Produtor Executivo
JOHN LASSETER
Produtor Associado
KORI RAE
Trilha de
MICHAEL GIACCHINO
Supervisor de História
MARK ANDREWS
Montador
STEPHEN SCHAFFER
Diretor Técnico Supervisor
RICK SAYRE
Desenhista de Produção
LOU ROMANO
Desenho de Personagem
TONY FUCILE
TEDDY NEWTON
Animadores Supervisores
TONY FUCILE
STEVEN CLAY HUNTER
ALAN BARILLARO
Diretores de Fotografia
JANET LUCROY
PATRICK LIN
ANDREW JIMENEZ
Diretor de Arte
RALPH EGGLESTON
Diretor de Arte de Shading
BRYN IMAGIRE
Supervisor de Personagem
BILL WISE
Superv.de Simulação de Cabelo & Tecidos
MARK THOMAS HENNE
Supervisor Seqüências nos Sets
NIGEL HARDWIDGE
Supervisor de Efeitos
SANDRA KARPMAN
Supervisor de Renderização
DON SCHREITER
Gerente de Produção
KATHERINE SARAFIAN
Engenheiro de Som
RANDY THOM
Elenco de
MARY HIDALGO
KEVIN REHER
MATTHEW JON BECK
Elenco Adicional de
JEN RUDIN, C.S.A.
HISTÓRIA
Gerente de História
ESTHER PEARL
Artistas História

MAX BRACE
MIKE CACHUELA
RICARDO CURTIS
TED MATHOT
KEVIN O’BRIEN
SANJAY PATEL
BOB SCOTT
PETER SOHN
DOUG SWEETLAND
Storyboarding Adicional
JEFFREY LYNCH
Storyboarding & Efeitos Digitais
LOUIS GONZALES
COURTNEY BOOKER
Coordenadora de História
SABINE MAGDELENA KOCH
Assistente de Produção de História
KEVIN A. GORDON
ART
Gerentes do Depart. de Arte
GINA TRBOVICH-MALEWICZ
ESTHER PEARL
Desenho Ambiental
SCOTT CAPLE
Desenho Adicional de Personagem
ALBERT LOZANO
STEVEN CLAY HUNTER
Artistas de Produção
NELSON “REY” BOHOL
ANTHONY CHRISTOV
MARK CORDELL HOLMES
GLENN KIM
ELLEN MOON LEE
ALBERT LOZANO
TED MATHOT
PETER SOHN
Escultores de Personagem
KENT MELTON
GREG DYKSTRA
Escultores Digitais de Personagem
JONATHAN PAINE
BRUCE D. BUCKLEY
Pintores Digitais
NEGIN BAIRAMI
RANDY BERRETT
PHAEDRA CRAIG
JAMIE FRYE
YVONNE HERBST
GLENN KIM
JOHN LEE
ERNESTO NEMESIO
LAURA PHILLIPS
BELINDA VAN VALKENBURG
Pintor de Matte
PAUL TOPOLOS
Desenvolvimento Visual
MARK ANDREWS
TED BLACKMAN
GEEFWEE BOEDOE
RICARDO DELGADO
PAUL ROGERS
DON SHANK
SYWA SUNG
Coordenadores do Depto. de Arte
NICK VLAHOS
MARI AIZAWA
BERT BERRY
Assistentes de Produção de Arte
DANIEL ARRIAGA
STACEY HENDRICKSON
LAYOUT & CENOGRAFIA
Gerente de Layout & Cenografia
VICTORIA JASCHOB
Artista-Chefe de Layout
ROBERT ANDERSON
Operador de Câmera Sênior
SHAWN BRENNAN
Artistas de Layout
CORTNEY ARMITAGE SIMON DUNSDON
SUNGYEON JOH ROBERT KINKEAD
GREGG OLSSON MARK SANFORD
YUN SHIN DEREK WILLIAMS
SYLVIA WONG
Layout Adicional
PATRICK JAMES
EWAN JOHNSON
LIZ KUPINSKI CARTER
GABRIEL SCHLUMBERGER
Artistas de Cenografia
TOM MILLER
ELIZABETH TORBIT
Cenografia Adicional
DAVID EISENMANN
ROBERT KINKEAD
MARK SANFORD
DANI SUKIENNIK
AMY MORAN
SUZANNE SLATCHER
Coordenadores de Layout & Cenografia
JAKE MARTIN
BAHRAM HOOSHMAND
DAN SOKOLOSKY
ANIMAÇÃO

Gerente de Animação
CHRIS DIGIOVANNI
Desenvolvimento de Animação de Personagem
JOHN KAHRS
ANGUS MacLANE
DAVE MULLINS
ROBERT H. RUSS
Animadores
CARLOS BAENA
BOBBY BECK
MICHAEL BERENSTEIN
RODRIGO BLAAS NACLE
BOLHEM BOUCHIBA
DYLAN BROWN
ADAM BURKE
SCOTT CLARK
BRETT CODERRE
TIM CRAWFURD
DAVID DEVAN
DOUG DOOLEY
IKE FELDMAN
DOUG FRANKEL
ANDREW GORDON
STEPHEN GREGORY
TRAVIS HATHAWAY
TIMOTHY HITTLE
DANIEL HOLLAND
JOHN KAHRS
NANCY KATO
PATTY KIHM STEVENSON
KAREN KISER
SHAWN KRAUSE
WENDELL LEE
ANGUS MacLANE
MATT MAJERS
MICHAEL MAKAREWICZ
DANIEL MASON
DALE McBEATH
AMY McNAMARA
JON MEAD
PAUL MENDOZA
BILLY MERRITT
CAMERON MIYASAKI
DAVE MULLINS
JAMES FORD MURPHY
VICTOR NAVONE
DAN NGUYEN
ALEX ORRELLE
BRET PARKER
MICHAEL PARKS
SANJAY PATEL
BOBBY PODESTA
BRETT PULLIAM
RICHARD QUADE
ROBERT H. RUSS
GINI CRUZ SANTOS
ANDREW L. SCHMIDT
BOB SCOTT
DOUG SHEPPECK
DAVID EARL SMITH
PETER SOHN
ROSS STEVENSON
MICHAEL STOCKER
DOUG SWEETLAND
J. WARREN TREZEVANT
MICHAEL VENTURINI
MARK A. WALSH
MICHAEL WU
KUREHA YOKOO
RON ZORMAN
Apoio Técnico de Layout & Animação
DANIEL CAMPBELL
Animadores de Arte Final
ANDREW BEALL
ARIK EHLE
Coordenadora de Animação
KATHLEEN RELYEA
Coordenador Técnico de Animação
KEARSLEY HIGGINS
Coord. Retoque de Animação
SABINE MAGDELENA KOCH
Assist. de Prod. de Animação
LORI COTTRELL-BENNETT
EQUIPE DE PERSONAGEM

Gerente de Personagem
LAURA LEGANZA REYNOLDS
Desenvolvimento de Articulações de Personagem
CHRISTIAN HOFFMAN
CASEY McTAGGART
BILL SHEFFLER
MARK THERRELL
THOMAS LANCE THORNTON
JACOB TONSKI
ADAM WOODBURY
Artistas de Articulação
JASON BICKERSTAFF
CHRISTIAN HOFFMAN
SONOKO KONISHI
AUSTIN LEE
KAMAL MISTRY
DAVID RICHARD NELSON
CARMEN NGAI
BILL SHEFFLER
MARK THERRELL THOMAS
LANCE THORNTON
BRIAN TINDALL
MICHAEL TODD
Chefe de Desenvol. de Tecidos
CHRISTINE WAGGONER
Modelagem de Cabelo & Tecidos
KRISTIFIR KLEIN
KAMAL MISTRY
CARMEN NGAI
CHRIS ROCK
MICHAEL TODD
MARIAN MAGANA-CERVANTES
Chefe de Shading de Personagem
DAVID MUNIER
Artistas de Shading de Personagem
BYRON BASHFORTH
STEFAN GRONSKY
THOMAS JORDAN
MANUEL KRAEMER
BRANDON ONSTOTT
ALEX SEIDEN
Coordenadores de Personagem
JESSICA HUTCHISON
MARCIA SAVARESE
MONTAGEM

Gerente de Montagem
JULIET POKORNY
Segundo Montador
ROBERT GRAHAMJONES
1º Assistente de Montador
MARK YEAGER
2º Assistente de Montador
ANTHONY J. GREENBERG
JASON HUDAK
RENEE STEEN
Coordenadora de Roteiro
CAMILLE C. LEGANZA
Coordenadora de Montagem
TRISH CARNEY
Assistente de Produção de Montagem
LAYLA APPLEMAN
SWEATBOX

Gerente de Sweatbox
NICOLE PARADIS GRINDLE
Coordenador de Sweatbox
KEVIN A. GORDON
CENÁRIOS

Gerente de Cenários
VICTORIA JASCHOB
Artista-Chefe de Modelos
KRISTIFIR KLEIN
Artistas de Modelos
BRIAN CHRISTIAN
JUN HAN CHO
SANGWOO HONG
STEPHEN KING
PHAT PHUONG
DALE RUFFOLO
CHRISTOPHER SANCHEZ
DANI SUKIENNIK
BRIAN TINDALL
MICHAEL TODD
Artista-Chefe de Shading
BEN JORDAN
Artistas de Shading
DAVID BATTE
MARC COOPER
PATRICK GUENETTE
STEPHEN KING
ANA GABRIELA LACAZE
MEG McWHINNEY
KEITH OLENICK
COLIN H. THOMPSON
ERIN TOMSON
ANDY WHITTOCK
Modelagem & Shading Adicionais
SANJAY BAKSHI
DAVID BARKSDALE
JEREMY BIRN
BRIAN BOYD
BRUCE D. BUCKLEY
ANDREW DAYTON
CHRISTINA HAASER
PATRICK HANNENBERGER
JAE H. KIM
MICHAEL KRUMMHOEFENER
KELLY O’CONNELL
ANDREW PIENAAR
ALEX SEIDEN
BILL SHEFFLER
Coordenadora de Sets
PAMELA DARROW
Assistente de Produção de Sets
GENNIE RIM
ILUMINAÇÃO

Gerentes de Iluminação & Efeitos
KIM COLLINS
DOUG NICHOLS
Artistas-Chefes de Iluminação
DANIELLE FEINBERG
JOHN WARREN
Chefes de Iluminação de Seqüências/ Artistas Master de Iluminação
TIM BEST
BRIAN BOYD
KEN LAO
KIMBERLY WHITE
Chefes de Iluminação
STEFAN GRONSKY
STEVEN JAMES
JAE H. KIM
EILEEN O’NEILL
VANDANA SAHRAWAT
ERIK SMITT
PETER SUMANASENI
MARIA YERSHOVA
Artistas de Iluminação
CHAD K. BELTEAU
LLOYD BERNBERG
JEREMY BIRN
AMELIA CHENOWETH
ANDREW DAYTON
AIRTON DITTZ, JR.
KEVIN EDWARDS
ZIAH SARAH FOGEL
DEAN FOSTER
CHRISTINA HAASER
JESSE HOLLANDER
SUNGYEON JOH
JASON JOHNSTON
MITCH KOPELMAN
LIZ KUPINSKI
CARTER AMY MORAN
KELLY O’CONNELL
ANDREW PIENAAR
JONATHAN PYTKO
DALE RUFFOLO
SONJA STRUBEN
KENNETH SULLIVAN
JEREMY VICKERY
Engenheiro de Iluminação
DANIEL McCOY
Coordenadores de Iluminação
PAMELA DARROW
SHERI PATTERSON
Assistente de Produção de Iluminação
GENNIE RIM
EFEITOS

Efeitos Artistas
BEN ANDERSEN
JOHN ARMSTRONG
NEIL BLEVENS
GARY BRUINS
JASON JOHNSTON MACH
TONY KOBAYASHI
MICHAEL LORENZEN
DAVID MacCARTHY
KAMAL MISTRY
MARTIN NGUYEN
MIRA NIKOLIC
JACK PAULUS
FERDI SCHEEPERS
KEITH STICHWEH
ERDEM TAYLAN
Segunda Unidade
NEIL BLEVINS
MACH TONY KOBAYASHI
RAYMOND V. WONG
Efeitos Adicionais
DEAN FOSTER
ALEX HARVILL
KEITH DANIEL KLOHN
Coordenador de Efeitos
SETH MURRAY
SIMULAÇÃO DE CABELOS & TECIDOS

Gerente Simulação
NICOLE PARADIS GRINDLE
Chefe de Simulação
MICHAEL L. STEIN
Desenvolvimento de Simulação
JESSICA ABROMS
BEN JORDAN
MICHAEL KILGORE
STEPHEN KING
MIRA NIKOLI C
JACK PAULUS
LENA PETROVI C
Simulação
STEPHAN VLADIMIR
BUGAJ JAY CARINA
CLAUDIA CHUNG
COURTLAND IDSTROM
JEFFREY KEMBER
TODD R. KRISH
GEORGE NGUYEN
CHRIS ROCK
ARUN SOMASUNDARUM
IAN STEPLOWSKI
THOMAS LANCE THORNTON
MATTHEW WEBB
Coordenadora de Simulação
MARI AIZAWA
RENDERIZAÇÃO
Gerente de Renderização & Desenvolvimento Técnico
LAURA LEGANZA REYNOLDS
Artistas Técnicos de Renderização
JENNIFER BECKER
JAY CARINA
CLAUDIA CHUNG HUMERA
YASMIN KHAN
MICHAEL KILGORE
IAN STEPLOWSKI
MARK VANDEWETTERING
MATTHEW WEBB
Coordenador de Rendering
ERIC ROSALES
Desenv. Técnico
STEPHAN VLADIMIR BUGAJ
MANUEL KRAEMER
FERDI SCHEEPERS
MARK VANDEWETTERING
Técnico de Pré-Produção
JAMES BANCROFT MIKE KING
BILL REEVES JOSHUA REISS
JACOB RICHARDS MATTHEW WONG
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

Chefes de Equipe de Software
BRAD ANDALMAN
JIM ATKINSON
GARETH DAVIS
TONY DeROSE
ERIC GREGORY
TOM HAHN
JEREMY HOLLAND
MICHAEL B. JOHNSON
JOSH MINOR
GUIDO QUARONI
MARTIN REDDY
BRIAN SMITS
KARON WEBER
ANDY WITKIN
Engenharia de Software
JOHN R. ANDERSON
JOSH ANON
SANJAY BAKSHI
DAVID BARAFF
ZACHARIAH BAUM
SAMUEL LORD BLACK
MALCOLM BLANCHARD
GORDON CAMERON
LOREN C. CARPENTER
MICHAEL CHANN
CHRISTOPHER COLBY
BENA CURRIN
MARCO DA SILVA
PETE DEMOREUILLE
BRENDAN DONOHOE
MAX DRUKMAN
TOM DUFF
MIKE FERRIS
KURT FLEISCHER F.
SEBASTIAN GRASSIA
JOHN GRAZIANO
MARK HARRISON
RALPH HILL
LUCAS R.A. IVES
OREN JACOB
ROB JENSEN
MICHAEL KASS
CHRIS KING
ERIC LEBEL
MARK LEONE
BRETT LEVIN
TOM LOKOVIC
MARK MEYER
ALEX MOHR
GARY MONHEIT
PETER NYE
MICHAEL K. O’BRIEN
KEITH OLENICK
FABIO PELLACINI
MITCH PRATER
SUDEEP RANGASWAMY
ARUN RAO
BRIAN M. ROSEN
DAVID RYU
RUDRAJIT SAMANTA
CHRIS SCHOENEMAN
MICHAEL ALAN SHANTZIS
SARAH SHEN
HEIDI STETTNER
PAUL S. STRAUSS
DIRK VAN GELDER
KIRIL VIDIM ¢ CE
BRAD WEST
AUDREY WONG
ADAM WOODBURY
JANE YEN
DAVID G. YU
Documentação/Build/QA
FRED BUNTING
IAN BUONO
RITA GARCIA SUSAN
BOYLAN GRIFFIN
TARA HERNANDEZ
CYBELE KNOWLES
SHARMILA LASSEN
CHLOE REDON
MARIA MILAGROS SOTO
LISA S. YOUNG
Gestão & Administração de Projeto
MARY ANN GALLAGHER
ALLAN POORE
KAY SEIRUP
KAREN E. DUNN
RENEE ADAMS
DESENVOLVIMENTO DE RENDERMAN
Chefe
DANA BATALI
Equipe
PER CHRISTENSEN
RAY DAVIS
SUSAN FISHER
JULIAN FONG
JAMIE HECKER
IAN HSIEH
DAVID LAUR
KATRIN PETERSEN
BRIAN K. SAUNDERS
JONATHAN WARD SHADE
DYLAN SISSON
WAYNE WOOTEN
CIÊNCIA DA COR & OUTPUT

Gerente
JIM BARTELL
JOSHUA HOLLANDER
BETH SULLIVAN
Gradação de Cores
DAVID LORTSHER
GARY COATES
Câmeras
LOUIS RIVERA
JEFF WAN
Ciência & Engenharia Chefe
BABAK SANII
Equipe
JAMES BURGESS
DAVID DiFRANCESCO
COSMIC DON
JOHN HEE SOO LEE
MATTHEW MARTIN
DREW TTV ROGGE
PRODUÇÃO

Contador de Produção
MARC SONDHEIMER
Diretor Financeiro de Produção
ROBERT TAYLOR
Supervisora de Recursos Produção
SUSAN T. TATSUNO
Representante de Produção Disney
JENNY ALEMAN-HOLMAN
Contadora-Assistente de Produção
KIRSTEN STAUBLI
Assistente do Diretor
AMY ELLENWOOD
Assistente dos Produtores
LORI RICHARDSON
Coordenadora da Base de Produção
TRICIA ANDRES
Assistentes da Base de Produção
NICK BERRY
SEQUOIA BLANKENSHIP
PETE SCHREIBER
Apoio Adicional de Produção
SARAH JO HELTON
ARREE CHUNG
LOUISE RUBACKY
DEIRDRE WARIN
JOHN FOREMAN
JUSTIN WRIGHT
PAUL BAKER
SISTEMAS DE INFORMÁTICA
Gerente de Engenharia A /V
M.T. SILVIA
Chefe-Técnico
ALEX STAHL
Equipe
CHRISTOPHER FEHRING
GRANT GATZKE
EDGAR GUIÑONES
JASON “JTOP” TOPOLSKI
Gerente Administrativo & de Apoio a Aplicativos
MAY PON
Equipe
TLACAELEL ALVAREZ
CASSANDRA FALBY
HEIDI PARMELEE
JAY WEILAND
Gerentes de Desktop & Infra-estrutura
ERIK FORMAN ALISA GILDEN
WARREN HAYS PETER KALDIS
JOHN KIRMAN
Equipe
NEFTALI “EL MAGNIFICO”ALVAREZ
GABRIEL BENVENISTE
BRYAN BIRD
JOHNOEL CUEVAS
LARS R. DAMEROW
JAMES G. DASHE
ROSS DICKINSON
MILES EGAN
EDWARD ESCUETA
BETHANY L. HANSON
JASON HENDRIX
LING HSU
KENNETH “YO” HUEY
JASON “JAYFISH” HULL
JOSE ZENY IGNACIO
ELISE KNOWLES
CORY ANDER KNOX
CHRIS LASELL
MATTHEW MUHILI LINDAHL
BOB MORGAN
TERRY LEE MOSELEY
MICHAEL A. O’BRIEN
MARK PANANGANAN
WIL PHAN
BENJAMIN RILLIE
A.U.B.I.E.
NELSON SIU
DAVID SOTNICK
ELLE YOKO SUZUKI
ANDY THOMAS
CHUCK WAITE
IAN WESTCOTT
Gerente de Canal de Processamento da Renderização
KELLY T. PETERS
Chefe Técnico
CHRISTOPHER C. WALKER
Equipe
JENNIFER BECKER
SEAN BRENNAN
KATE CRONIN J.
SIDLOVSKY GANT
JESSICA GIAMPIETRO MCMACKIN
ADAM WOOD-GAINES
PÓS-PRODUÇÃO
Supervisor de Pós-Produção
PAUL CICHOCKI
Diretor de Montagem & Pós-Produção
BILL KINDER
Projeção
JOHN HAZELTON
Serviços de Montagem
PHRED LENDER
ANDRA SMITH
JEFF WHITTLE
GLENN KASPRZYCKI
Coordenadora de Pós-Produção
COURTNEY BERGIN
Mixagem dos Diálogos Originais
DOC KANE
VINCE CARO
Regravação de Diálogos Adicionais
CHARLENE RICHARDS
E.J. HOLOWICKI
DAVID SLUSSER
Títulos Finais
TEDDY NEWTON
ANDREW JIMENEZ
MARK CORDELL HOLMES
LOUIS GONZALES
Serviços de Pós-Produção de Som Fornecidos por
SKYWALKER SOUND
Uma divisão da Lucas Digital Ltd., LLC, Marin County, Califórnia
Mixagem de Regravação

RANDY THOM
GARY A. RIZZO
Supervisores de Edição de Som
MICHAEL SILVERS
RANDY THOM
Edição de Efeitos de Som
TERRY ECKTON
KYRSTEN MATE
Edição de Sonoplastia
SUZANNE FOX
AL NELSON
Edição de ADR
STEVE SLANEC
Assist. de Engenheiro de Som
WILL FILES
Assist. do Supervisor de Edição de Som
DAVID ACORD
Assist. de Edição de Efeitos
DEE SELBY
Sonoplastas
JANA VANCE
DENNIE THORPE
ELLEN HEUER
Mixagem da Sonoplastia
FRANK “PEPE” MEREL
Gravação da Sonoplastia
GEORGE PETERSON
Técnicos de Mixagem
JUAN PERALTA
JURGEN SCHARPF
Regravação
RON ROUMAS
Vozes Adicionais

MARK ANDREWS
NICHOLAS BIRD
LOUIS BRAGA III MARY
ELIZABETH CLARK
PETE DOCTER
LOUIS GONZALEZ
ELIZABETH GREENBERG
JULIET GREENBERG
BILLY GUARDINO
DENNIS “DJ” JENNINGS
OLLIE JOHNSTON
BRAD LEWIS
TED MATHOT
JAZZY MAHANNAH
RANDY NELSON
BOB PETERSON
JEFF PIDGEON
JULIET POKORNY
JOE RANFT
LORI RICHARDSON
A.J. RIEBLI
KATHERINE RINGGOLD
STEPHEN SCHAFFER
BOB SCOTT
PETER SOHN
ANDREW STANTON
FRANK THOMAS
PAMELA GAYE WALKER
PATRICK WALKER
DEIRDRE WARIN
PHILIP WONG
TRILHA
Trilha Regida e Orquestrada por
TIM SIMONEC
Gravada e Mixada por
DAN WALLIN
Edição da Trilha
STEPHEN ALLEN DAVIS
Supervisor de Produção da Trilha
TOM MacDOUGALL
Contratação dos Músicos
REGGIE WILSON
Copista-Supervisor da Trilha
BOOKER WHITE
Orquestração Adicional de
GORDON GOODWIN
JACK J. HAYES
MATTHEW FERRARO
ADAM COHEN
CHRIS TILTON
Assistente de Edição Musical
ALEX LEVY
Gerente de Produção Musical
ANDREW PAGE
Coordenadora de Produção Musical
DENIECE HALL
Assistentes de Produção Musical
JILL IVERSON
LYDIA PAWESKI
Assistente Musical
CHAD SEITER
Trilha Gravada e Mixada no
SONY PICTURES SCORING STAGE
e no SIGNET SOUND STUDIOS
Ajuste de Cor
TERRY CLABORN
Corte de Negativo
BUENA VISTA NEGATIVE CUTTING
AGRADECEMOS A TODOS DA PIXAR QUE APOIARAM ESTA PRODUÇÃO

Administrativo & Financeiro
YVONNE BRAZIL ENA
CHAN CRATSENBURG
NILS L. ERDMANN
MARTY ESHOFF
TIM GLASS
MARC GREENBERG
HEATHER D.C. JACKSON
PAUL KIM
LINDA McCAMPBELL
LISA McCAMPBELL
PAT MOSEY
MOLLY NEALAN
ANDREA NORDEMANN
KAREN PERRY
KRISTINA RUUD
HEATHER SCHMIDT-FENG
MICHELE SIMONS
JOAN E. SMALLEY
CHRIS TACHIKI
WENDY DALE TANZILLO
SHARI VILLARDE
DEANA WALKER
ANNETTE WANGE
SUE WILLIAMS
Criação & Marketing
MARY CONLIN
MICHELE SPANE
ANDY DREYFUS
TOM SARRIS
CLAY WELCH
LEEANN ALAMEDA
BEN BUTCHER
KRISTA SWAGER
ANNE MOORE
KATHLEEN CHANOVER
EMERY LOW
KEITH KOLDER
JEFF RAYMOND
DESIREE MOURAD
ED CHEN
HOLLY LLOYD
KAREN HARTQUIST
STEVEN ARGULA
AMANDA JOHNSON
TRISH MORAN
KATE RANSON-WALSH
Desenvolvimento
BERT BERRY GINNY BREEN
COLIN BOHRER MARY COLEMAN
NATALIE LYON KIEL MURRAY
KAREN PAIK
Instalações
TOM CARLISLE
CRAIG PAYNE
JOE GARCIA
CHERISE MILLER
KEITH JOHNSON
KENT BARNES
PAUL GILLIS
WENDY COLLINS
KENNY CONDIT
EDGAR A. OCHOA
MARCO CASTELLANOS
Recursos Humanos
LORI McADAMS
DAWN HAAGSTAD
LISA DENNIS KIMBERLY
ADAIR CLARK
JOSSELYN SALTER
LISA ELLIS
TIFFANY RENO
MONICA VANDIS
Curtas-Metragens Pixar
OSNAT SHURER
BILL POLSON
DANIEL GOODMAN
ROGER GOULD
STEVE BLOOM
ALEX MANDEL
ANN BRILZ
CHRIS VALLANCE
DANA MURRAY
LIZ GAZZANO
DOMENIC ALLEN
SUSAN FRANK
CAROL BRZEZINSKI
AXEL GEDDES
ERIN CASS
JOSH QUALTIERI
TONY KAPLAN
Pixar University & Arquivos
RANDY NELSON
JULIET GREENBERG
DAVID R. HAUMANN
CHRISTINE FREEMAN
ELIZABETH GREENBERG
ELYSE KLAIDMAN
BLAKE TUCKER
Compras & Relocação
DENNIS “DJ” JENNINGS
KRISTI LOFRANO
Produtos Renderman
LOLA GILL
RENEE LAMRI
WENDY WIRTHLIN
Segurança & Vigilância
KEITH KOPS
PAUL CHIDEYA
GERALD E. HACKETT III
CHRIS BALOG
MICHAEL ANGELO
JONES JONI SUPERTICIOSO
JONATHAN RODRIGUEZ
MARLON CASTO
ANDREW JACKSON
MEAGAN MILLER
AL CIMINO
Serviços Artesanais de Luxo Café
OSVALDO TOMATIS
ANTONIO ALARCON
JOSE RAMIREZ
LUIGI PASSALACQUA
FERNANDO FRONTERAS
OLGA VELAZQUEZ
GUILLERMO SEGOVIA
CANDELARIA LOZANO
FRANCISCO FIGUEROA
FRANCISCO MARTINEZ
Bebês de Produção
AARON
EMMA
LOLA-RENEE
ALEXANDRIA
EMMETT
LUCIA
AMANDEEP
FAYE
MARIE
LUKE
ANDREW
FINNEGAN
MARLEY
ANNABEL
GAVIN
MAX
ARAV
ISABELLA
MILOSH
AUDREY
JACK A.
NATE
AVERY
JACK C.
OPAL
BENJAMIN
JAKE
OWEN
BRENDAN
JAMES
MILTON
ROYAL
CASH
JOHN
SAMMY
COLIN B.
JOHN-JOHN
SARA
COLIN S.
JOSEPHINE W.
SOFIA
CYNTHIA
JOSEPHINE L.
THOMAS
DAN
JULIA
TOBY
ELI
KAI
ZACHARY C.
ELINOR
KATE
ZACHARY S.
ELLERY
LAUREL
ZAZIE
ELLIE
LOGAN
ZOE
Agradecimentos Especiais
MATTHEW ROBBINS
OLLIE JOHNSTON
FRANK THOMAS
CPUs da Renderização Final
INTEL
Animado em Marionette™
Renderizado com RenderMan®
Filmado em PixarVision®
Cópias em Technicolor®
KODAK

ELENCO DA VERSÃO BRASILEIRA

Beto Pêra / Sr. Incrível
MARCIO SEIXAS
Helena Pêra / Mulher-Elástica
MARCIA COUTINHO
Lúcio Barros / Gelado
LUIZ CARLOS PERSY
Síndrome
ALEXANDRE MORENO
Bochecha
CESAR CARDADEIRO
Bomb Voyage
GARCIA JR.
Locutor
CARLOS ALBERTO
Dona Alzira
RUTH GONÇALVES
Zezé Pêra / Eli Fucile / Maeve Andrews / Gilberto Lima
JULIO CHAVES
Flecha Pêra
BERNARDO COUTINHO
Bernardo Braga
GUILHERME BRIGGS
Diretor
LEONARDO SERRANO
Violeta Pêra
LINA MENDES
Toninho Rodrigues
PETERSON ADRIANO
Mirage
ANDREA MURUCCI
Ricardo Dicker
EDNALDO LUCENA
Edna Moda (“E”)
NADIA CARVALHO
Karen
ISABELA BICALHO
Mel
MARCIA MORELLI
Escavador
GARCIA JR.
Direção e Adaptação:
GARCIA JR.
SDDS®

Deixe uma Resposta