INTRODUÇÃO
Dos mesmos criadores premiados com o Oscar® por Toy Story, Monstros S.A. e Encontrando Nemo, chega um novo longa-metragem de animação que conta a história de uma família americana e inaugura novos parâmetros de dramaticidade e estilo no gênero. Com OS INCRÍVEIS, o roteirista e diretor Brad Bird e os pioneiros da Pixar Animation Studios criaram um filme totalmente humano por intermédio de um mundo digital rico, complexo e surpreendentemente “vivo”.
A história de OS INCRÍVEIS segue as aventuras de uma família de ex-super-heróis redescobrindo a verdadeira origem de seus poderes: sua união. Um dos maiores paladinos da luta contra o crime de todo o mundo, Beto Pêra (Bob Parr, na versão original), também conhecido como “sr. Incrível”, vivia combatendo o mal e salvando vidas diariamente. Mas 15 anos depois, ele e sua mulher Helena Pêra (Helen Parr no original; ela também uma famosa ex-super-heroína) foram obrigados a adotar identidades civis e se mudar para um bairro de subúrbio. Atualmente, eles vivem como os demais mortais e levam uma vida bastante normal com os três filhos — que precisam fazer um enorme esforço para parecerem “normais”. Beto trabalha como um funcionário burocrático de uma companhia seguradora, lutando contra o tédio e os pneuzinhos a mais na cintura. Louco para voltar à ativa, o super-herói aposentado compulsoriamente vê-se diante da chance de sua vida quando recebe um comunicado misterioso convocando-o até uma ilha remota para uma missão ultra-secreta.
Agora, com o destino do mundo em xeque, a família precisa se unir e redescobrir o que há de mais incrível em sua vida familiar.
Por trás da conjunção inédita de inovação tecnológica e narrativa emocionante de OS INCRÍVEIS, está o diretor Brad Bird (O Gigante de Ferro/ The Iron Giant e Os Simpsons /The Simpsons), que também escreveu o roteiro original. Bird trabalhou com um elenco de grandes talentos que dão vida à comédia, ao drama e à individualidade de cada um desses personagens sobre-humanos, que inclui Craig T. Nelson, a vencedora do Oscar® Holly Hunter, o indicado ao Oscar® Samuel L. Jackson, Jason Lee, Wallace Shawn, Sarah Vowell, Spencer Fox e o próprio Brad Bird, no papel da diva fashion, “Edna Moda”.
Mesmo sendo o espetáculo digital mais complexo já realizado até hoje, OS INCRÍVEIS se apóia nos mesmos elementos tradicionais de todas as grandes produções do cinema — desenvolvimento de personagem, desenho de produção, fotografia, figurinos, efeitos, trilha e conceito geral, todos num nível jamais visto no gênero, criando um filme como nenhum outro.
OS INCRÍVEIS é produzido por John Walker (Iron Giant) e seu produtor executivo é John Lasseter, cineasta premiado com o Oscar® e vice-presidente de criação da Pixar. Kori Rae é o produtor associado e Katherine Sarafian é a gerente de produção. Também foi fundamental à criação do estilo retrô-futurista do filme e ao seu clima exuberante, a trilha da jazzística composta por Michael Giacchino (Alias).
PROJETO
OS INCRÍVEIS é fruto da imaginação do diretor Brad Bird, um cineasta que queria fazer um filme com tudo o que ele sempre mais admirou no cinema: aventuras épicas, famílias fora dos padrões convencionais, tramas engenhosas, imagens inéditas, muito humor e personagens emocionantes e reais que fazem com que o público se envolva em seus dilemas emocionais e morais. O problema é que Bird queria fazer tudo isso num longa de animação que elevasse os parâmetros do gênero a um novo patamar dramático. Seria possível? Bird acreditava piamente que sim.
Na época em que Bird criou a história de OS INCRÍVEIS,
ele acabara de ser pai e pensava muito sobre como uma pessoa enriquece a vida familiar com seus sonhos próprios. Isso levou Bird a imaginar como deveria ser a vida de um pai — na verdade, um pai super-herói — que é forçado a abandonar aquilo que mais ama na vida, neste caso, salvar o mundo, pelo bem de sua família, mesmo a contragosto.
Assim nasceu Beto Pêra, ex-sr. Incrível, cuja família entrou há bastante tempo para o Programa de Relocação de Super-heróis e hoje vive as agruras típicas da vida de subúrbio — até que um misterioso comunicado dá a Beto a chance de salvar o planeta e resgatar sua própria auto-estima, mais uma vez.
Quando Bird começou a escrever a história de OS INCRÍVEIS, percebeu que, na verdade, tinha tido duas idéias numa só: ele estava escrevendo uma criativa história de espiões, como sempre havia desejado, mas também um drama sobre os laços que nos unem e como talvez o maior super-poder que exista seja simplesmente o poder da família. Bird, finalmente, começou a encarar a família Pêra como uma família igual à qualquer outra, que enfrenta a rotina frustrante de chefes estressados, engarrafamentos de trânsito e pequenos mal-entendidos que acabam se transformando em crises — só que um pouco mais incríveis. “No fundo, eu via OS INCRÍVEIS como uma história sobre uma família aprendendo a conciliar suas vidas individuais com o amor que sentem uns pelos outros”, diz Bird. “É também uma comédia sobre super-heróis descobrindo seu lado mais humano e banal. Enquanto escrevia, eu queria criar um mundo repleto de referências à cultura pop — com os equipamentos sofisticados do mundo dos espiões, os super-poderes dos heróis dos HQs e vilões malvados que usam engenhocas criativas, mas, ao mesmo tempo, queria criar uma história dentro de um universo familiar. Investi na história todo o meu coração. Todas essas coisas — meu papel de marido, de pai, o envelhecimento, a importância da família, o significado do trabalho e o que sentimos quando achamos que estamos perdendo aquilo que mais amamos — tudo isso misturado numa só história espetacular.”
Ao mesmo tempo em que Bird sonhava em extrapolar os limites técnicos da animação, ele também esperava elevar o potencial narrativo do gênero. “Até um certo ponto, eu me inspirei em clássicos animados dos estúdios Disney como A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp), com personagens tão inesquecíveis que perduram há várias gerações”, afirma ele. “A questão era como fazer isso com as melhores ferramentas que essa forma de arte oferece atualmente.”
Ao concluir a versão preliminar do roteiro, Bird submeteu a história às únicas pessoas que, segundo ele, entenderiam sua visão de um filme de animação que teria um visual, uma emoção e uma produção sem precedentes: a equipe dos estúdios Pixar.
Inovação tem sido, há bastante tempo, o nome do jogo da Pixar, a produtora responsável por vários dos maiores sucessos de público e de crítica da história da animação, incluindo o pioneiro Toy Story – Um Mundo de Aventuras (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug’s Life), Monstros S.A. (Monsters, Inc.) e Procurando Nemo (Finding Nemo).
O estúdio está sempre à procura de histórias originais escritas por autores visionários e, no instante em que John Lasseter — vice-presidente de criação da Pixar e diretor e animador premiado com o Oscar® — ouviu a apresentação de Bird, ele sabia que tinha encontrado o que buscava.
“Foi como a volta de um filho ao lar quando Brad veio nos contar sua história, porque este estúdio foi criado para gente como ele, apaixonada pelo pioneirismo no entretenimento, na animação e na criação de grandes personagens”, afirma Lasseter.
“Suas idéias para OS INCRÍVEIS eram de tirar o fôlego. Eu adorei o conceito dessa aventura épica sobre uma família de super-heróis tentando fazer o que todas as famílias fazem – fazer uns aos outros felizes. E eu sabia que, nas mãos do Brad, ela seria mais do que outra história muito divertida e teria um estilo sensacional e uma grande força dramática.”
Lasseter também sabia que OS INCRÍVEIS seria um desafio sem precedentes para a Pixar — não só seria o primeiro filme do estúdio a ser estrelado basicamente por personagens humanos, mas também o mais inovador em termos tecnológicos e o mais logisticamente complexo, a produção mais monumental que o estúdio já realizara.
A história se passa em quase 100 sets diferentes — de um bairro de subúrbio modernoso às florestas densas e selvagens da Ilha de Nomanisan. Além disso, uma vez que o filme enfatiza a humanidade dos personagens, a equipe da Pixar teria de criar os personagens humanos de animação mais convincentes da História, com pele, cabelos e roupas com movimentos realistas. O entusiasmo pelos desafios que a realização de OS INCRÍVEIS traria se espalhou pelo estúdio rápido como fogo em mato seco.
A criação de qualquer filme de animação passa por inúmeras fases cuidadosamente planejadas. Primeiro, escreve-se a história e desenham-se storyboards preliminares que ajudam a contar a história visualmente em suas fases iniciais. Os storyboards são, então, transformados num tipo de animação preliminar — conhecida como “reels” (rolos) ou “animatics” (animáticos) — que permitem aos cineastas fazer ajustes nas seqüências antes de passarem à fase de filmagem. Simultaneamente, o departamento de arte trabalha ativamente na ilustração de todos os mínimos detalhes físicos de cada um dos personagens e de todo o universo habitado por eles — além de definir o desenho dos sets “virtuais”, dos adereços, das construções, das superfícies e da palheta de cores. Com a história e o visual do filme definidos, os atores gravam, então, seus desempenhos vocais, dando uma personalidade definida aos personagens, numa banda de dublagem que, por sua vez, é usada como fonte de inspiração para todo o resto do processo criativo.
Aí vem a metamorfose dessas representações bidimensionais numa realidade tridimensional. O primeiro passo deste processo está a cargo do grupo de escultores digitais, que constrói os personagens e os sets dentro do computador. A equipe de layout é fundamental na fase seguinte — dos ajustes delicados nos personagens e na câmera daquele rolo preliminar de história para a criação das “tomadas” que melhor serão capazes de contar a história.
Em seguida, os personagens são animados integralmente — gesto por gesto, tomada por tomada — adquirindo vida com uma gama completa de expressões, movimentos e emoções. Então, nuances de textura e a “iluminação digital” completam a fase de produção… e o filme inteiro é “renderizado”. Na renderização, toda a informação contida no filme é traduzida da forma de dados digitais nos verdadeiros fotogramas do filme. Por fim, o filme é concluído basicamente como qualquer outra produção de cinema — através da montagem final, da edição da trilha e do acréscimo da sonoplastia e dos efeitos especiais. Com OS INCRÍVEIS, Brad Bird pediu à sua equipe na Pixar que inovasse e encontrasse novas maneiras de levar o processo o mais longe possível.
Segundo o produtor John Walker: “O filme surgiu de uma visão individual e de uma paixão pessoal que contagiaram toda a companhia. A Pixar se construiu sobre pilares de excelência e a visão de Brad recebeu o total apoio de todos da produtora, porque mesmo sabendo que a produção do filme seria um desafio de enorme complexidade, eles também sabiam que seria extremamente estimulante. O pioneirismo e a inovação tecnológica são emocionantes, assim como convidar os espectadores a participarem de uma experiência que, além de inovadora, é divertida e emocionante.”
Relembra Bird: “Como diretor, eu já estava bastante familiarizado com o que eu chamava de ‘Olhar Pixar’, quando todos aqueles gênios técnicos ficavam pálidos e começavam a trocar olhares como que dizendo, ‘Será que ele sabe o que está nos pedindo?’ Mas nenhum deles desistiu — todos os problemas encontraram soluções que só faziam enriquecer ainda mais a criatividade do filme. Ele é um verdadeiro testemunho da magia da Pixar, que não parava de tirar coelhos da cartola.”
Por fim, afirma John Lasseter, OS INCRÍVEIS acabou levando todos os envolvidos em sua produção numa montanha-russa criativa. “A criação de OS INCRÍVEIS foi um tour de force”, afirma ele. “Felizmente, nosso pessoal da Pixar se aperfeiçoou muito. Neste filme, eles realmente se superaram. Quando vemos os personagens se movimentarem no filme e olhamos no fundo de seus olhos, percebemos o que se passa dentro deles. A sutileza da sua animação facial e do seu gestual é fantástica.”
Acabamos nos envolvendo tanto com os personagens e a história, que esquecemos o gênero de filme a que estamos assistindo. Tudo o que sabemos é que estamos vendo uma história sensacional.”
ELENCO
Ao embarcar na intensa jornada da realização de OS INCRÍVEIS, Brad Bird sabia que, a fim de concretizar sua visão nas telas, ele precisaria se cercar de profissionais talentosos e dedicados — não só na sua equipe técnica, mas também de um elenco de grandes talentos que pudesse dar a esses personagens toda a profundidade e a dimensão que eles mereciam.
Num filme de animação, uma vez concluídos o roteiro e os storyboards, o próximo passo é a escalação do elenco. Para Bird, que conhecia e amava os personagens de OS INCRÍVEIS como se fosse sua própria família, a escalação era vital. Ele iniciou o processo certificando-se de que os storyboards continham todas as informações necessárias para permitir aos atores desempenhos nos mais diversos tons. Bird trabalhou com o supervisor de história Mark Andrews, o artista Teddy Newton e o animador supervisor Tony Fucile, todos responsáveis integrais pelo desenho dos personagens e seus desempenhos. Segundo Teddy Newton, que desenhou vários personagens de um filme pela primeira vez: “Brad simplesmente descrevia os personagens pra mim, sem empregar muitos adjetivos, mas sempre fazia alguma mímica ou inventava uma voz para eles. Às vezes, bastava a voz para me dar idéias e imagens. É como quando estamos ouvindo o rádio e começamos imaginar como aquela pessoa seria. A gente se inspira e tudo começa a tomar forma.”
À medida que os personagens iam adquirindo definição, Bird começou a visualizar o filme a níveis cada vez mais profundos. “Brad trouxe um novo processo para a criação do storyboard do filme”, explica Mark Andrews. “Ele queria que tudo fosse feito com uma grande riqueza de detalhes e se preocupava, desde as fases iniciais, com o desenho dos personagens e também com a iluminação, os cenários e movimentos de câmera. Ele sabia que tudo tinha que ser perfeito a fim de manter os espectadores completamente imersos no mundo de OS INCRÍVEIS. E começando desse jeito, ele ajudou toda a equipe de produção a ter uma visão mais clara do filme desde o início.”
Com os personagens definidos, a escalação do elenco de OS INCRÍVEIS podia começar, finalmente. Os cineastas iniciaram uma busca por atores capazes de trazer à tona os sentimentos incríveis desses personagens super-heróis. O protagonista do filme, é claro, é Beto Pêra, o sr. Incrível, o patriarca musculoso que passou de super-herói a pai suburbano e que está tentando aceitar as mudanças em sua vida. Brad Bird achou seu Beto na combinação de humor, força e carisma de Craig T. Nelson (Coach, The District).
“Craig tem um tom de voz autoritário, mas também um senso de humor leve e maravilhoso que se presta muito bem a quem o sr. Incrível é”, afirma Bird. “A gente pode ver como sua voz se encaixa naquele corpanzil grande e musculoso, mas também possui uma vulnerabilidade palpável o suficiente para que o público se identifique com ele como um homem comum em busca de algo que ele perdeu temporariamente — e quando a cena precisava ser realmente intensa, ele sempre acertava na mosca.”
Para Nelson, o personagem — animado ou não — provou ser irresistível. “Eu realmente me identifiquei com ele como ser humano,” comenta Nelson. “Ele é um sujeito literalmente capaz de saltar arranha-céus e de tantas outras proezas, mas não é isso o que o torna especial. São os seus valores e a sua força moral, não seus feitos heróicos que me impressionaram. Ele é um cara que eu realmente gostaria de conhecer e cumprimentar, porque ele sabe o que tem valor e tem respeito por si e por sua família.”
Mesmo tão entusiasmado com o papel, Nelson enfrentou um enorme e surpreendente desafio. “O papel de Beto foi talvez o mais difícil que já fiz”, afirma ele. “Eu logo descobri que Brad e sua equipe tinham idéias específicas sobre o que queriam, porque já vinham convivendo com essa história tão intimamente há tanto tempo. Eles aperfeiçoaram o roteiro e conheciam essa família por dentro, por fora e de tudo quanto é jeito. Por isso, cabia ao ator concretizar a visão deles.”
Ele prossegue: “Isso não é fácil como parece. As falas precisam ter o tom adequado e a ênfase precisa cair no ponto certo na hora certa. A gente acaba fazendo vários testes e se concentra no desempenho vocal, mas ao mesmo tempo tenta imaginar a situação como se fizéssemos realmente parte dela. É desafiante para o ator, mas também é um processo fascinante.”
Quem surge para salvar o marido quando a situação toda se complica é a ultra-flexível matriarca da família, Helena, antes conhecida como Mulher-Elástica. A personagem foi criada, em parte, em homenagem à mãe típica dos dias de hoje que, segundo Bird, “precisa se desdobrar de mil modos diferentes todos os dias”. Para transmitir a combinação de materialismo e estoicismo de Helena, ele confiou com a experiência e talento da vencedora do Oscar®, Holly Hunter. “Holly é uma atriz consumada e perfeita para interpretar alguém sensível, mas de caráter forte”, comenta Bird. “A gente sente que há um lado de Holly que nunca desmorona. Ela tem uma enorme elasticidade e eu precisava disso em Helen, porque ela é uma mulher muito forte.”
Hunter interessou-se pelo filme graças à sua história nada convencional sobre a dinâmica das relações humanas e das relações em família, diferente da maioria que ela já vira. “O que realmente me agradou é que, por trás de todas aquelas aventuras super-heróis, OS INCRÍVEIS é uma história que celebra a família — famílias de verdade, com todas as suas peculiaridades e bizarrices — e aquilo de que os membros de uma família são capazes quando se unem”, afirma ela.
Para Hunter, que nunca havia trabalhado como dubladora de animação antes, foi também uma maneira emocionante de testar novas águas. “Foi uma experiência realmente diferente e emocionante. Aprendi a me expressar exclusivamente através da minha voz”, conta ela.
“Desde o início, eu me entusiasmei com Brad, com sua imaginação viva e com o modo como ele conhece a fundo as personagens.” E ela prossegue: “Brad pensa em termos musicais. Para ele, é questão de se achar um ritmo e uma entonação que têm muito mais a ver com a música do que com qualquer outra coisa. Essa troca é um processo muito staccato e muito dinâmico, o que foi interessante para mim enquanto atriz, além de muito divertido.”
A família de Pêra inclui os três filhos casal: Violeta (Violet, na versão original), uma adolescente solitária, o apressado filho de 10 anos, Flecha(Dash, na versão original), e o bebê Zezé (Jack Jack, no original). Para desenvolver seus super-poderes, personalidades e pontos vulneráveis individuais, Brad Bird analisou famílias norte-americanas típicas que ele conhecia, como fonte de inspiração.
“Violeta é a típica adolescente insegura, vivendo o tradicional dilema entre ser criança e se tornar uma pessoa adulta. Portanto, a invisibilidade parecia o super-poder ideal para ela”, explica Bird. “Flecha se move à velocidade da luz porque todo garoto de 10 anos é duas vezes mais rápido que qualquer mortal, e porque é preciso ter sempre alguma coisa acontecendo, senão eles simplesmente apagam e caem no sono. Então, ele é tão veloz que mal conseguimos vê-lo.”
Além disso, acho que os bebês têm um potencial não realizado, e é por isso que Zezé é o único normal da família, mas… nunca se sabe. Talvez algum dia, ele possua uma combinação dos poderes dos pais.”
Para interpretar Flecha, o garoto cujos pais precisam torcer nas arquibancadas gritando, “Corre menos!”, quando o filho compete na corrida da escola, os cineastas escalaram o astro em ascensão de 11 anos, Spencer Fox, que faz sua estréia no cinema em OS INCRÍVEIS. Para interpretar Violeta, Bird fez uma escolha surpreendente, fruto de uma idéia inusitada.
“Sou fã do programa This American Life da National Public Radio”, conta ele. “E tem uma escritora maravilhosa de livros e ensaios que aparece regularmente no programa: Sarah Vowell. Um dia, eu estava no carro, dirigindo e ouvindo a voz de Sarah e, no ato, pensei: ‘É a Violeta.’ Quando liguei para Sarah para convidá-la para interpretar o papel de uma adolescente que quer ser invisível, ela ficou surpresa e disse que nunca tinha trabalhado como dubladora de personagens antes. Ela acabou sendo perfeita.”
Concluída a escalação do núcleo familiar, os cineastas precisavam encontrar um ator “cool” o bastante para interpretar Gelado (Frozone, na versão original), um super-herói que sempre mete seus inimigos numa fria. Bird ficou muito entusiasmado em contar com o indicado ao Oscar® Samuel L. Jackson.
“Ninguém sabe ser mais “cool” que Sam Jackson”, diz Bird. “E ele consegue isso sem o menor esforço. Ele pode ser muito engraçado e gentil, ou duro como uma rocha. Para mim, ele é um dos atores mais versáteis da atualidade. Tivemos sorte de contar com ele no papel de Gelado, pois seu desempenho foi perfeito. Os animadores se divertiram muito trabalhando sobre a voz dele, porque seu desempenho é sempre muito rico.”
Para dublar Síndrome (Syndrome, no original), os cineastas convidaram Jason Lee (Quase Famosos). Bird explica: “Curto o trabalho de Jason em alguns ótimos filmes independentes e também sua sensibilidade peculiar. Ele investiu tudo na criação dessa voz única para o nosso vilão. A gente sente que é a de uma criança, o que ele definitivamente não é.”
Lee identificou-se com o personagem, apesar de seu comportamento desprezível. “Foi divertido viver um sujeito que é realmente malvado, mas que queria ser algo mais”, afirma o ator. Toda a experiência de fazer OS INCRÍVEIS foi emocionante para Lee tanto quanto para o resto do elenco, e é assim que ele a resume: “É uma experiência incrível para qualquer ator trabalhar com a Pixar, que é um dos melhores estúdios, um dos mais criativos que já vi. Eles têm talentos jovens, espontaneidade e imaginação. Querem criar verdadeiros clássicos — e vão muito além do esperado. Estou louco pra chegar o dia quando meu filho terá crescido e vou poder dizer: ‘Vamos assistir a OS INCRÍVEIS. Eu estrelei esse filme.’”
Finalmente, um dos personagens que mais rouba a cena em OS INCRÍVEIS é a deliciosa e divina diva fashion, a baixinha Edna Moda (Edna Mode, no original), ou simplesmente “E” para os íntimos, uma estilista especializada em criar figurinos para sua clientela de elite: os super-heróis. Após várias tentativas de encontrar uma atriz para dublar a personagem, Bird cedeu à pressão de seus colegas na Pixar e concordou em assumir o papel ele mesmo.
Bird explica: “Eu não queria interpretar Edna, mas estava difícil encontrar uma dubladora à sua altura, e sua voz foi ficando cada vez mais fácil para mim. Eu realmente curto a personagem, porque sempre fiquei intrigado com uma questão: quem é que veste os super-herói? Os uniformes são muito importantes no mundo dos super-heróis, porque eles lhes dão sua identidade e os diferenciam. Mesmo assim, ninguém nunca explicou de onde vêm seus modelitos e quem os cria. Eu achava que os uniformes deveriam ser criados por alguém com uma formação científica em engenharia. Aí comecei a pensar numa engenheira alemã. Depois, passei a pensar que os japoneses é que inventam todos esses carros e câmeras incríveis. Então, pensei em alguém meio alemã, meio japonesa, e aí surgiu esse mini-vulcão chamado Edna.”
“Eu gosto muito da E”, conclui Bird. “Ela não fica nem um pouco intimidada pelos super-heróis nem por absolutamente ninguém. É incrivelmente obstinada em seu modo de ver as coisas. A palavrão ‘não’ simplesmente não consta do seu vocabulário, especialmente se a negação for destinada a ela. Ela é incrivelmente segura e tem uma enorme autoconfiança. Ela não sabe o que é “dúvida” — e confesso que eu também tenho um lado assim.”
ENREDO
Com os personagens adquirindo vida própria, os cineastas passaram à criação do universo altamente estilizado de OS INCRÍVEIS. A magnitude do desenho de produção desse mundo foi algo absolutamente sem precedentes — foram desenvolvidos mais de 100 sets que criam uma realidade alternativa divertida e atraente.
Desde o início, Bird visualizava a trama de OS INCRÍVEIS se passando num universo diferente, que fosse ao mesmo tempo futurista e cheio de nostalgia retrô. “Eu imaginava o mundo de OS INCRÍVEIS igual à visão que tínhamos nos anos 60 de como o futuro seria”, explica o diretor.
“Naquela época, havia muitos programas de televisão que sugeriam que as pessoas, em 10 ou 15 anos, estariam usando mochilas a jato ou carros anfíbios para deslizar sobre a água e depois rodar em terra firme. Hoje, algumas dessas coisas se tornaram realidade, mas não da forma como imaginávamos. No filme, queríamos dar à nossa história esse tipo de roupagem. Para mim, é a visão dos anos 60 de como imaginávamos que a vida seria nos dias de hoje.”
Para criar esse visual um tanto especial, e todas as suas variantes à medida que a narrativa avança, Bird trabalhou em parceria com o desenhista de produção Lou Romano e o diretor de arte Ralph Eggleston (diretor premiado com o Oscar® de Melhor Curta de Animação de 2002 com For the Birds, e que anteriormente havia sido desenhista de produção de Toy Story e Procurando Nemo (Finding Nemo).
Romano e Eggleston estavam diante de uma tarefa monumental. Embora não estivessem desenhando os sets “fisicamente”, seu trabalho era um desafio criativo ainda maior, uma vez que não estavam limitados pelas regras existentes de arquitetura e planejamento!
Romano explica, “Nosso trabalho era criar todo o amplo espectro de emoções e experiências humanas com formas e cores. Como queríamos que a estética geral do desenho fosse retrô, mas com alguns toques modernos, usamos como base as linhas e formas da arquitetura contemporânea, e a partir daí tomamos outro caminho. Quanto à cor, o filme começa com cores bem vivas e saturadas durante a Era de Ouro dos super-heróis, mas a cor desbota quando vemos Beto em sua rotina tediosa na Seguros S.A. À medida que o filme avança, começamos a inserir mais cores até que voltamos ao ponto inicial na grande cena do confronto final.”
Eggleston tem um modo pessoal de descrever o estilo visual do filme: “Eu o chamo de ‘Tiki suburbano de meados do século na versão de Lou Romano’”, brinca ele. “Brad vivia nos encorajando a sermos sempre mais radicais. Ele só se contentava com o melhor, e isso nos fez dar o melhor de nós.”
Enquanto Romano e Eggleston se dedicavam aos seus inúmeros projetos, o supervisor de seqüências no set, Nigel Hardwidge trabalhou lado a lado com eles para garantir que a sua visão fosse transmitida com clareza à equipe técnica do filme. A maior parte do trabalho de Hardwidge envolvia a solução de problemas criativos para garantir o perfeito casamento entre o conceito artístico e a tecnologia. “Minha função é fazer muitas perguntas sobre cada ambiente — como ele é, o quanto será mostrado, que hora do dia é, e como vamos criá-lo de um modo que seja satisfatório para esses caras que os imaginaram com tanta riqueza em detalhes”, ele explica.
“Desde o início, sabíamos que o filme seria uma empreitada sem precedentes, porque OS INCRÍVEIS tem quase três vezes o número de sets comparado aos nossos filmes anteriores”, continua Hardwidge. “Para complicar ainda mais, grande parte do filme se passa ao ar livre numa ilha tropical com algumas centenas de quilômetros quadrados. Um dos meus primeiros grandes desafios foi a cena na ilha, em que Flecha sai correndo pelo meio da floresta cerrada tentando fugir dos “velocípodes”. Flecha acabou correndo a cerca de 320 km/h, o que significa que tivemos que construir literalmente o dobro da área que havíamos planejado originalmente. Isso exigiu um investimento de tempo e energia para atingirmos os resultados que satisfizessem Brad — além de um investimento inteligente da nossa verba na busca de um modo eficaz de fazer isso. Era só uma seqüência, mas logo percebemos como esse projeto seria trabalhoso.”
Com várias dezenas de sets concluídos, a próxima etapa estava a cargo da equipe de layout: determinar a encenação, bloquear e cronometrar cada cena — e começar a transformar os desenhos comuns em 2D na fantasia de um universo em 3D. A fim de dar o máximo de flexibilidade criativa à câmera e à ação dos personagens, a Pixar alterou seu processo típico de layout em OS INCRÍVEIS.
Patrick Lin, um dos três diretores de fotografia do filme e especialista em layout, explica: “Até agora, a Pixar primeiro construía maquetes detalhadas dos sets para depois estabelecer o posicionamento das câmeras, exatamente como ocorre numa filmagem live-action. Neste filme, nós fizemos o inverso. Em algumas das maiores cenas, filmamos usando uma maquete geométrica bem simples. Depois que o diretor havia aprovado a tomada, maquetes mais completas eram então construídas para as filmagens. Isso nos deu muito mais flexibilidade. Um bom exemplo disso é a cena da batalha final na cidade. A batalha é tão grande e complexa que nem teria sentido construirmos uma cidade para depois decidirmos como iríamos filmá-la. Por isso, fizemos uma pré-visualização da cena e depois filmamos a ação. Só então construímos a maquete final baseada em todo aquele trabalhado, acrescentando uma maior minúcia de detalhes.”
Uma cena que aparentemente era uma das mais simples do filme — a cena da família Pêra reunida em torno da mesa de jantar — demonstrou ser uma das mais complexas, do ponto de vista do layout e da cenografia.
“A encenação da seqüência do jantar em família foi uma das mais difíceis”, comenta Lin. “Ela começa como um típico jantar em família, mas, pouco a pouco, se transforma num caos total. Filmar ao redor de uma mesa sempre é complicado, porque temos de manter a câmera em movimento e não queremos confundir os espectadores quanto à posição em que os personagens estão sentados. Quando o caos se instaura, com Flecha e Violeta brigando e Zezé aos berros, Helena estica os braços para agarrar os 2 brigões e mantê-los afastados um do outro. Beto consegue a atenção geral levantando a mesa do chão, justo no momento em que seu amigo Gelado chega. Nenhum elemento do set pôde ser definido previamente, já que tudo dependia da animação. Os alimentos do jantar são atirados pelos ares, por isso temos de ter controle sobre cada alimento de cada um dos pratos, inclusive o molho. A seqüência completa foi um pesadelo para a continuidade e para a cenografia.”
Enquanto isso, a diretora de fotografia Janet Lucroy, que se especializou em iluminar OS INCRÍVEIS, enfrentava seus próprios desafios. “Do ponto de vista da iluminação, o filme equivalia a uma super-produção devido à grande quantidade de sets e tomadas”, conta Lucroy. “Na verdade, ele teve umas 600 tomadas a mais que, digamos, Monstros S.A.’”
Além da magnitude da produção, Lucroy enfrentou o desafio de criar um esquema de iluminação rico, cinemático e cuidadosamente planejado para se adequar ao visual único do filme. “Nós optamos por um visual mais escuro e com maiores contrastes — algo diferente do que a maioria das pessoas geralmente associa ao mundo da animação e mais relacionado com as histórias de aventura ou com os thrillers contemporâneos”, conta Lucroy. “Também queríamos fazer um casamento intrigante entre a iluminação teatral e a natural. Por isso, há no filme momentos de grande teatralidade, como no prólogo sobre os dias de glória dos super-heróis, quando o visual é bem forte, com contrastes acentuados. Mas há um trecho considerável do filme em que família está em casa, ou passado no escritório, e nessas cenas usamos uma iluminação fotográfica bem natural.”
Lucroy também ficou emocionada em ter a chance de criar efeitos de iluminação mais delicados que contribuem para o fotorrealismo e o impacto geral do filme. “Eu adoro os momentos mais intimistas e sutis”, comenta ela. “Há uma cena breve entre Flecha e sua mãe no carro, em que vemos a sombra do pára-brisa sobre o rosto dela, mas ainda há luz o suficiente para percebermos a expressão no seu olhar. Depois, vemos a sombra encobrir seu rosto. A sensação do raio de sol refletindo no banco do carro e atingindo o rosto deles é muito realista e cria um belo momento.”
ANIMAÇÃO
Após vencerem os desafios de um desenho de produção tão complexo e monumental, os cineastas de OS INCRÍVEIS finalmente se voltaram à sua tarefa mais difícil e essencial: animar os personagem para que eles fossem mais do que “figuras desenhadas”, para que fossem pessoas com quem nos importamos. A regra geral era encontrar a alma dos personagens através da maior gama possível de movimentos e expressões humanas. Isso levaria a equipe do filme à infame zona proibida. Afinal, é uma crença geral aquela de que a animação digital e qualidades humanas, como cabelo e pele, não estão preparadas uma para as outras.
Brad Bird, entretanto, estava convencido de que a tecnologia existia — ou poderia ser inventada — para dar muito mais “vida” aos seus personagens (essa essência intangível de energia, verve e humanidade) do que se julgava possível anteriormente. Usando as cores ricas dos desempenhos do elenco como guia, os gênios técnicos da Pixar se sentiram motivados a reavaliar suas limitações — e a ousar na criação de alguns dos modelos gráficos mais avançados já usados num filme.
Embora a animação digital tenha progredido a passos largos na última década, ela ainda ficava para trás na criação de várias das mais importantes características humanas. Anteriormente, era considerado simplesmente impossível pedir a um animador que criasse músculos que se distendessem e se contraíssem como a verdadeira musculatura humana, fios de cabelo que se dobrassem e se balançassem feito o cabelo natural, pele que enrugasse e esticasse como pele de verdade e roupas com movimentos próprios e independentes do movimento corporal da pessoa, assim como na vida real. Na verdade, os animadores digitais há muito tempo evitam os personagens humanos devido aos resultados frustrantes.
Segundo Tony Fucile, um dos animadores supervisores de OS INCRÍVEIS: “É praticamente impossível animar personagens humanos, porque passamos a vida toda observando outros seres humanos e, por isso, percebemos no ato quando qualquer coisa, por menor que seja, não está correta.” Segundo o supervisor de personagem Bill Wise: “Há alguma coisa nos seres humanos, até nos tipos humanos mais estilizados, que realmente representa um desafio para os animadores. Conhecemos tão intimamente as emoções e expressões dos rostos e dos corpos humanos que elas precisam ser praticamente perfeitas — ou nosso cérebro simplesmente deixa de acreditar naquilo que estamos vendo.”
Desde o início, o objetivo de Bird era forjar personagens que não são exatamente humanos — afinal, OS INCRÍVEIS se situa num universo híbrido único no qual os super-heróis podem viver numa típica casa de subúrbio norte-americano!
Ao invés disso, Bird tentou criar personagens que fossem claramente saídos do mundo dos quadrinhos, mas que pudessem sorrir, fazer caretas, se preocupar, saltar, correr, ter discussões em família e salvar o mundo com uma total verossimilhança física.
Para John Lasseter, nisso se baseou sua fé de que a visão de Bird poderia ser concretizada. “Todos na Pixar sabem que quanto mais próximo da realidade tentamos criar alguma coisa, mais chances temos de fracassar, mas o segredo empregado por Brad em OS INCRÍVEIS é produzir algo que o público sabe que não existe, algo tão estilizado que predispõe os espectadores a acreditarem no que vêem, se for feito com perfeição”, explica ele. “Com nossa tecnologia pioneira na Pixar, achei que estávamos prontos para conseguir isso. Nosso objetivo em OS INCRÍVEIS era criar seres humanos muito estilizados que jamais poderiam se passar por pessoas de verdade, mas que têm cabelos, pele e roupas tão realistas que causam grande impacto e provocam reações bem mais fortes e mais dramáticas.”
A Pixar vem se preparando para esta revolução há uma década. Na verdade, desde o lançamento de Toy Story em 1995, a Pixar vem estabelecendo novos parâmetros e extrapolando os limites da animação digital a cada nova produção. Vida de Inseto (A Bug’s Life) introduziu ambientes orgânicos e personagens que se contraíam e se expandiam; Monstros S.A. (Monsters, Inc.) aventurou-se ainda mais no mundo das formas orgânicas arredondadas e saiu-se muito bem na criação até então impensável de cabelos e pêlos fotorrealistas; e Procurando Nemo (Finding Nemo) mostrou de modo convincente uma grande variedade de seres e cenários marinhos, numa fantástica jornada submarina.
A produção de OS INCRÍVEIS, contudo, exigiria tudo o que a Pixar havia aprendido nesse filmes e muito mais para contar a ambiciosa história de uma família enfrentando a maior de suas aventuras. Rick Sayre, o diretor técnico-supervisor do filme, explica: “Este filme inclui todos os desafios técnicos possíveis e imaginários. Poderíamos ficar paralisados diante de tal tarefa, mas nossa atitude foi sempre pensar, ‘É impossível, mas precisa ser feito.’ Buscamos inspiração para as coisas que deveríamos inventar diretamente na história. É assim que sempre se faz na animação. No nosso trabalho, não podemos voltar e dizer, ‘E se Violeta não tivesse cabelo comprido?’, ou ‘E se Beto fosse menos musculoso?’ Nós amamos a história e não iríamos deixar que as supostas limitações do gênero nos impedissem de contá-la.”
Diante do desafio de fazer os personagens se movimentaram de um modo realista, Sayre e a equipe técnica decidiram pôr mãos à obra, literalmente. Exemplares do compêndio clássico dos cursos de Medicina, Gray’s Anatomy, foram entregues aos escultores digitais (os modeladores que projetam e constroem os personagens dentro do computador) e à equipe de articulações para ajudá-los a entender melhor como o corpo se movimenta executando ações específicas. Cenas live-action de pessoas sentando, caminhando e se movimentando também foram bastante úteis à equipe na animação de elementos tabus, como músculos, pele, cabelos e roupas.
Esqueletos e Músculos
Rick Sayre sabia que o maior segredo de uma articulação realista se encontra dentro do corpo humano, no esqueleto e na musculatura que o envolve. É aí que todo o movimento humano tem início e foi assim com os personagens de OS INCRÍVEIS.
Tudo começou com o corpo de Beto Pêra, também conhecido como sr. Incrível, que foi criado literalmente de dentro para fora.
“Beto foi, definitivamente, o personagem mais desafiador para nós do ponto de vista da criação do modelo e de suas articulações, por ele ser um sujeito tão musculoso”, afirma Sayre. “Quando começamos a desenhá-lo, desenvolvemos um jeito totalmente novo e diferente de criar seu esqueleto e o modo como os músculos, a pele, os ossos e a gordura se prendem a ele. Empregamos uma nova tecnologia fantástica chamada ‘goo’, que permite que a pele reaja às distensões e contrações musculares sob ela, de modo bastante realista.”
Isso mudou todo o processo de animação. Os animadores, além de técnicos, são artistas — atores ou manipuladores de bonecos, de uma certa maneira – que coreografam criativamente os movimentos e as expressões dos personagens através de controles especialmente programados no computador.
Agora, os animadores dispunham de controles de personagens muito maiores e mais profundos do que antes.
Explica Sayre: “É comum na criação de efeitos visuais um animador animar um esqueleto rígido, e isso é tudo o que eles vêem. Mas com os personagens complexos deste filme, isso não seria aceitável. O que considero revolucionário é termos construído um sistema no qual quando os animadores movimentam o esqueleto subjacente, os músculos vão sendo acionados, a camada de gordura faz com que a pele deslize sob os músculos e aí a pele muda de textura. Os animadores podem visualizar tudo isso acontecendo à medida que trabalham. Quando eles movimentam Beto, movimentam todo o seu sistema de esqueleto-músculos-pele, e isso acontece quase que em tempo real, dando a eles muito mais informação e flexibilidade.”
Detectando outras fraquezas dos personagens humanos criados no computador, a equipe dedicou-se a algumas das articulações tradicionalmente mais complexas do corpo humano — especialmente a dos ombros. “Você talvez já tenha notado que é muito difícil conseguirmos um movimento de ombros convincente na animação digital. É por isso que costumamos ver personagens animados que têm ombros largos demais!”, comenta Sayre. “Digamos que quisemos revolucionar os ombros com nosso filme.”
Com Beto totalmente modelado, ele serviu de modelo para a criação dos esqueletos dos demais personagens — tornando-se o Adão do filme, num certo sentido. “Nós nos esforçamos para dar a Beto movimentos corporais de um alto nível de complexidade”, conta o supervisor de personagem Bill Wise. “Depois de planejarmos seus movimentos, usamos o mesmo esqueleto articulado para os demais personagens, com algumas mudanças, é claro. Uma personagem feminina, por exemplo, não terá uma musculatura tão definida, mas ainda assim terá um deltóide que desliza sobre a cabeça do úmero. Ela ainda terá clavícula. Por isso, podíamos alterar o mesmo modelo para qualquer outro personagem.”
Uma personagem em particular representou um desafio especial com relação aos seus movimentos musculares: Helena Pêra, também chamada de Mulher-Elástica, que precisava ser capaz de se esticar, se dobrar e se enroscar numa variedade incrível de formas que deixariam aturdido até um mestre iogue. A Mulher-Elástica levou os animadores a extrapolarem seus limites.
“Helena talvez tenha tido o sistema de articulações mais complexo que já criamos”, comenta Wise. “Os animadores podiam esticar seu corpo até ele assumir a forma de um pára-quedas ou esticar seu braço até ele se tornar uma longa fita de pele e ossos, por meio dos pontos de controle. Christian Hoffman escreveu um programa chamado ‘deformador’, que permite a ela se dobrar e se contorcer o quanto for necessário. Ela é realmente diferente de tudo que já se fez antes.”
Pele e Cabelo
Os animadores da Pixar também sabiam que as qualidades que dão um verdadeiro realismo num personagem são a aparência da pele e do cabelo, revelando como a grandeza da vida, ironicamente, se revela nas suas maiores sutilezas. Outro feito revolucionário da produção foram os novos sistemas de iluminação e shading (textura) da pele, bem como os modelos de estilos de cabelos, o que deu um toque extra de credibilidade aos personagens. A pele criada para OS INCRÍVEIS está, propositalmente, a um passo das imperfeições naturais da pele humana.
E Sayre explica por quê: “Brad deixou bem claro desde o início que não queria que os personagens tivessem poros, folículos capilares e sardas. Ele não queria que eles tivessem uma aparência humana inteiramente realista, e sim algo um pouco mais abstrato. Por isso, foi uma escolha consciente criar a textura de sua pele de modo muito simplificado. Acontece que criar uma pele simples, mas que não tivesse uma aparência artificial, era extremamente complicado. É um desses casos onde a simplicidade era… complexa!” A pele também exigiu a criação de tecnologias novas e pioneiras. “Criamos uma nova tecnologia chamada ‘subsurface scattering’ (‘dispersão subcutânea’), que nos permite dar mais translucidez à pele”, afirma Bill Wise.
“Muito do que o olho humano percebe como realismo nas pessoas é a luz atravessando a sua pele. Por exemplo, a gente vê o sol através das orelhas de alguém quando o sol está por detrás da pessoa. Outro bom exemplo é a diferença entre a tinta branca e o leite; a luz reflete na tinta branca, mas passa e se dispersa através do leite, que tem mais semelhanças com a pele. Esta técnica de iluminar a pele foi muito mais eficiente e realmente enriqueceu o trabalho. Os personagens começaram a parecer vivos.”
Enquanto isso, por conta dos vários tipos de penteados – do corte curto de Helena ao cabelo longo e esvoaçante de Violeta – novos programas e técnicas foram necessários para dar aos cineastas o que eles queriam para adornar a cabeça dos personagens. Mark Henne, o supervisor de simulação de cabelos e tecidos do filme, chefiou o trabalho.
“Os personagens chegavam ao nosso departamento carecas e nus — e saíam com roupas e cabelos que se mexiam de modo realista”, explica Henne. “O cabelo nos filmes de computação digital sempre foi um elemento muito difícil, porque é composto de camadas múltiplas, de milhões de fios em atrito uns com os outros, criando um sentido de conjunto. Ele se parte e volta a se juntar em reação ao movimento da cabeça e ao vento. O problema vem da tendência dessas várias camadas de se misturarem umas às outras e como podemos impedir que isso ocorra na interação com braços, ombros e outros objetos sólidos.”
De longe, a personagem mais difícil de ser animada, do ponto de vista do cabelo, foi Violeta. Ela ainda permanecia como um “projeto de pesquisa sem solução” enquanto a produção do filme já estava bem adiantada, por causa do seu cabelo longo e maleável — o maior pesadelo de qualquer animador. Na verdade, ninguém jamais havia animado esse tipo de cabelo antes num filme de animação digital. Henne e sua equipe esculpiram cinco estilos de cabelo diferentes para Violeta para as diferentes fases do filme. Cada um deles era então modificado para refletir as várias condições ambientais em que ela encontra, incluindo chuva, vento e a gravidade zero de seu próprio campo de força. Por fim, o cabelo de Violeta acabou sendo um dos maiores triunfos do filme.
“A característica principal da personagem Violeta é o fato de ela se esconder por trás do seu cabelo comprido”, observa Sayre. “É uma parte tão essencial da personagem que tínhamos de acertar no desenho. Houve ocasiões em que pensamos que seria bem mais fácil simplesmente desenhá-la de cabelos curtos, mas ela precisava ter cabelo comprido e o resultado foi maravilhoso — um avanço significativo na maneira de se mostrar como o cabelo se movimenta de modo convincente, mantendo ao mesmo seu visual estilizado.”
Vestuário
Com seus corpos tendo quase atingido uma perfeição animada, os personagens de OS INCRÍVEIS ainda precisavam “ser vestidos”. Até mesmo com relação aos figurinos, OS INCRÍVEIS foi um filme infinitamente mais complicado do que qualquer outro longa de animação da história — e mais parecido com uma grande produção épica. Mais de 150 figurinos diferentes tiveram de ser criados e modelados para vestir os protagonistas e os coadjuvantes. Mas Bird não queria apenas figurinos de grande estilo para seus personagens — ele queria roupas que tivessem o movimento realista de tecidos de verdade.
A Pixar já é reconhecida como pioneira por seu trabalho com o movimento de tecidos. Os avanços feitos com a camiseta de Boo em Monstros, S.A. (Monsters, Inc.) e com o figurino do curta-metragem da Pixar vencedor do Oscar®, Geri’s Game, serviram como pesquisa e desenvolvimento para OS INCRÍVEIS — que levou esses avanços um passo adiante.
Segundo Brad Bird, “uma das coisas que aprendi em OS INCRÍVEIS é que é muito mais fácil explodir um planeta na animação digital do que simplesmente fazer com um personagem agarre outro pela camisa! Percebi que ainda havia muito espaço para desenvolvimentos novos e emocionantes nessas áreas.”
Mark Henne e sua equipe descobriram um modo novo e criativo de vestir as roupas nos personagens, especialmente no caso dos uniformes colantes dos super-heróis. Ao invés de simular a roupa em cada fotograma separadamente, o novo processo analisa as diferentes poses e padrões de movimento do personagem (incluindo como ele anda, gira e dobra os braços) e cria automaticamente os movimentos apropriados para as suas roupas. Por exemplo, quando Beto se senta, usando seu uniforme de super-herói, a roupa sabe o que fazer e onde se enrugar, porque já passou por um treinamento intensivo. Devido ao grande número de figurinos retrôs, futuristas e de vanguarda apresentados em OS INCRÍVEIS, o filme também contou com mais figurinos tradicionais da alta moda do que os filmes de animação convencionais.
“O filme exigia uma variedade incrível de figurinos altamente estilizados, incluindo vestidos, paletós, capas e uniformes de super-heróis”, conta Henne. “Então, convidamos Christine Waggoner, uma das nossas artistas técnicas de personagem, para ser nossa figurinista. Ela construiu quase todos os figurinos do zero. Bryn Imagire, o designer texturas do filme, trazia croquis, fotos de referência e amostras de tecido, e Christine e Maria Cervantes (especialista em alfaiataria) pegavam os desenhos e criavam uma roupa digital dentro do computador. Temos muito orgulho de termos criado nossos figurinos a partir de tecidos e padrões físicos, exatamente como são criadas as roupas no mundo real.”
Efeitos
Agora, com o universo e os personagens de OS INCRÍVEIS totalmente animados, a equipe de efeitos realiza seu trabalho, acrescentando os deslumbrantes toques finais. A supervisora de efeitos do filme, Sandra Karpman, uma veterana há 18 na ILM, afirma que este foi de longe o projeto mais ambicioso que ela já viu em filmes de qualquer gênero. Ela supervisionou a criação dos efeitos de todos os elementos naturais possíveis — da água ao fogo e ao gelo (nos truques super-cool de Gelado). Na realidade, mais de 1/3 das mais de 2200 tomadas do filme inclui efeitos especiais.
“Os efeitos vistos em OS INCRÍVEIS são totalmente originais e realmente espetaculares”, afirma Karpman. “Do ponto de vista dos efeitos, nosso maior avanço é o fato de termos nuvens volumétricas e tridimensionais lindas e fantásticas através das quais se pode voar. A maioria das nuvens nos outros filmes de efeitos ou nas produções anteriores de computação gráfica são pinturas matte ou montagens fotográficas. No nosso filme, quando Helena está a bordo do avião furando as nuvens, é tudo muito tridimensional e vemos as nuvens batendo umas nas outras. Elas são transparentes e se as empilharmos, elas se tornam opacas. É muito bonito. Este mesmo programa proprietário de shader (o Atmos) que nos permitiu desenhar as nuvens também nos deu a capacidade de criar grandes explosões. Acabamos fazendo um monte de coisas que nunca imaginamos poder fazer antes.”
Essa fase final talvez defina melhor o sentimento de quase todos os envolvidos na produção de OS INCRÍVEIS: eles se sentiram se aventurando num reino da imaginação até então jamais visto antes no cinema.
E Brad Bird resume: “Acho que a maior preocupação de todos os que trabalharam em OS INCRÍVEIS nas mais diversas funções — dos atores aos artistas e gênios técnicos — foi a de os personagens e a história parecessem realmente ter vida. Isso, obviamente, é muito diferente de uma mera reprodução da realidade. Mas verossimilhança era o mais importante neste filme. Para mim, esse é o início de tudo: criar personagens e um universo que pareçam reais porque têm algum significado para nós.”
TRILHA
Com a incrível jornada de produção de OS INCRÍVEIS quase chegando ao fim, os cineastas sabiam que o drama, o estilo e a visão de seu filme exigiam uma trilha instrumental igualmente incrível que destacasse tudo isso. Eles convocaram o talentoso compositor Michael Giacchino — cujos créditos anteriores incluem trilhas para o seriado televisivo Alias, e também para inúmeros videogames populares e curtas de animação — e que faz sua auspiciosa estréia no cinema com OS INCRÍVEIS.
Brad Bird trabalhou em parceria com Giacchino e lhe pediu que se inspirasse no estilo das trilhas jazzísticas dos thrillers dos anos 60, ritmadas e com muitos sopros. “Eu queria um som específico que sempre associei aos filmes de ação, aos filmes de espionagem, aos gibis e às melhores produções da televisão”, explica Bird. “Eu e Michael discutimos o resgate da obra de compositores como John Barry e Henry Mancini. As trilhas dos filmes de aventura continham algo de ousado e chamativo, e eu queria resgatar esse tipo de som no nosso filme. Felizmente, logo descobri que Michael adorava esse tipo de música tanto quanto eu, o que ajudou a criar algo muito especial para OS INCRÍVEIS.”
Segundo Giacchino, “para mim, foi o maior desafio criativo possível, porque envolvia o meu tipo de música predileto. Quando fui contratado, foi como se alguém abrisse as portas do que há de mais legal no mundo e me dissesse: “Vá se divertir.’ Foi como visitar o parque de diversões proibido do jazz instrumental! Eu sempre admirei o que Henry Mancini fez na trilha de A Pantera Cor-de-Rosa e como ela transmitia para o público muita vibração, discrição e ação — e era isso que eu queria reproduzir.”
Giacchino empregou uma orquestra com 100 músicos — com naipes completos de percussão, cordas, sopros, um piano, baixo, bateria, trombetas e percussionistas — para criar uma trilha que deveria ser ágil, divertida e por vezes dramática, assim como os personagens que estrelam o filme.
Bird também pediu ao compositor que criasse temas ou motivos individuais que definissem cada personagem e que progredissem juntamente com eles ao longo do filme, ganhando uma complexidade cada vez maior.
Giacchino explica: “O sr. Incrível, por exemplo, tem um tema que começa bem heróico e jazzístico; aí ele muda à medida que ele passa de super-herói a pai de família, e continua evoluindo lentamente ao longo do filme. Foi muito divertido compor temas musicais que cresceriam com os personagens e refletiriam suas situações únicas. Eu passei muito tempo procurando um estilo diferente para cada personagem — Flecha tem um tema que soa como o bater da asas de um beija-flor, o tema de Violeta é bastante recatado e misterioso, e etc. Basicamente, os cineastas me contaram a história de OS INCRÍVEIS e eu tentei contá-la através da música.”
Enquanto compunha a trilha, ficou claro para Giacchino que ele teria de se distanciar de tudo que se tornou padrão nas trilhas dos filmes contemporâneos. “As trilhas de cinema atuais, em sua grande maioria, têm uma estrutura bem tradicional ou estão repletas de elementos da música eletrônica para manter o alto nível de energia”, explica. “Por outro lado, muitas das trilhas compostas nos anos 60 tinham uma música genuinamente cool — incluindo muitos instrumentos exóticos de percussão e instrumentos como xilofone, bongôs e vibrafone. É raro encontrarmos esses instrumentos e estilos nas trilhas instrumentais atuais, mas eu adoro esse som. Por isso, fico feliz que Brad o tenha resgatado e, especialmente, que tenha reconhecido que ele pode, ainda hoje, criar climas maravilhosos. Digamos que ele não teve receios de insistir para que todas as áreas do filme fossem ainda mais incríveis.”
CREDITOS
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WALT DISNEY PICTURES
apresenta |
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Um Filme
PIXAR ANIMATION STUDIOS |
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OS INCRÍVEIS
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| Bob Parr/Beto Pêra/Sr. Incrível CRAIG T. NELSON Helen Parr/Helena Pêra/Mulher-Elástica HOLLY HUNTER Lucius Best/Frozone/Gelado SAMUEL L. JACKSON Buddy Pine/Syndrome /Síndrome JASON LEE Bomb Voyage DOMINIQUE LOUIS Locutor da Reportagem TEDDY NEWTON Mrs. Hogenson/Dona Alzira JEAN SINCERE Jack Jack Parr /Zezé Pêra ELI FUCILE MAEVE ANDREWS Gilbert Huph/ Gilberto Lima WALLACE SHAWN Dashiell Parr (Flecha Pêra) SPENCER FOX Bernie Kropp /Bernardo Braga LOU ROMANO Diretor da Escola WAYNE CANNEY Violet Parr/ Violeta Pêra SARAH VOWELL Tony Rydinger/Toninho Rodrigues MICHAEL BIRD Mirage ELIZABETH PEÑA Rick Dicker/Ricardo Dicker BUD LUCKEY Edna Mode/ Edna Moda (ou “E”) BRAD BIRD Kari /Karen BRET PARKER Honey/Mel KIMBERLY ADAIR CLARK Underminer/ Escavador JOHN RATZENBERGER |
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| Escrito e Dirigido por BRAD BIRD Produzido por JOHN WALKER Produtor Executivo JOHN LASSETER Produtor Associado KORI RAE Trilha de MICHAEL GIACCHINO Supervisor de História MARK ANDREWS Montador STEPHEN SCHAFFER Diretor Técnico Supervisor RICK SAYRE Desenhista de Produção LOU ROMANO Desenho de Personagem TONY FUCILE TEDDY NEWTON Animadores Supervisores TONY FUCILE STEVEN CLAY HUNTER ALAN BARILLARO Diretores de Fotografia JANET LUCROY PATRICK LIN ANDREW JIMENEZ Diretor de Arte RALPH EGGLESTON Diretor de Arte de Shading BRYN IMAGIRE Supervisor de Personagem BILL WISE Superv.de Simulação de Cabelo & Tecidos MARK THOMAS HENNE Supervisor Seqüências nos Sets NIGEL HARDWIDGE Supervisor de Efeitos SANDRA KARPMAN Supervisor de Renderização DON SCHREITER Gerente de Produção KATHERINE SARAFIAN Engenheiro de Som RANDY THOM Elenco de MARY HIDALGO KEVIN REHER MATTHEW JON BECK Elenco Adicional de JEN RUDIN, C.S.A. |
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| Gerente de História ESTHER PEARL Artistas História MAX BRACE MIKE CACHUELA RICARDO CURTIS TED MATHOT KEVIN O’BRIEN SANJAY PATEL BOB SCOTT PETER SOHN DOUG SWEETLAND Storyboarding Adicional JEFFREY LYNCH Storyboarding & Efeitos Digitais LOUIS GONZALES COURTNEY BOOKER Coordenadora de História SABINE MAGDELENA KOCH Assistente de Produção de História KEVIN A. GORDON |
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| Gerentes do Depart. de Arte GINA TRBOVICH-MALEWICZ ESTHER PEARL Desenho Ambiental SCOTT CAPLE Desenho Adicional de Personagem ALBERT LOZANO STEVEN CLAY HUNTER Artistas de Produção NELSON “REY” BOHOL ANTHONY CHRISTOV MARK CORDELL HOLMES GLENN KIM ELLEN MOON LEE ALBERT LOZANO TED MATHOT PETER SOHN Escultores de Personagem KENT MELTON GREG DYKSTRA Escultores Digitais de Personagem JONATHAN PAINE BRUCE D. BUCKLEY Pintores Digitais NEGIN BAIRAMI RANDY BERRETT PHAEDRA CRAIG JAMIE FRYE YVONNE HERBST GLENN KIM JOHN LEE ERNESTO NEMESIO LAURA PHILLIPS BELINDA VAN VALKENBURG Pintor de Matte PAUL TOPOLOS Desenvolvimento Visual MARK ANDREWS TED BLACKMAN GEEFWEE BOEDOE RICARDO DELGADO PAUL ROGERS DON SHANK SYWA SUNG Coordenadores do Depto. de Arte NICK VLAHOS MARI AIZAWA BERT BERRY Assistentes de Produção de Arte DANIEL ARRIAGA STACEY HENDRICKSON |
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| Gerente de Layout & Cenografia VICTORIA JASCHOB Artista-Chefe de Layout ROBERT ANDERSON Operador de Câmera Sênior SHAWN BRENNAN Artistas de Layout CORTNEY ARMITAGE SIMON DUNSDON SUNGYEON JOH ROBERT KINKEAD GREGG OLSSON MARK SANFORD YUN SHIN DEREK WILLIAMS SYLVIA WONG Layout Adicional PATRICK JAMES EWAN JOHNSON LIZ KUPINSKI CARTER GABRIEL SCHLUMBERGER Artistas de Cenografia TOM MILLER ELIZABETH TORBIT Cenografia Adicional DAVID EISENMANN ROBERT KINKEAD MARK SANFORD DANI SUKIENNIK AMY MORAN SUZANNE SLATCHER Coordenadores de Layout & Cenografia JAKE MARTIN BAHRAM HOOSHMAND DAN SOKOLOSKY |
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| Gerente de Animação CHRIS DIGIOVANNI Desenvolvimento de Animação de Personagem JOHN KAHRS ANGUS MacLANE DAVE MULLINS ROBERT H. RUSS Animadores CARLOS BAENA BOBBY BECK MICHAEL BERENSTEIN RODRIGO BLAAS NACLE BOLHEM BOUCHIBA DYLAN BROWN ADAM BURKE SCOTT CLARK BRETT CODERRE TIM CRAWFURD DAVID DEVAN DOUG DOOLEY IKE FELDMAN DOUG FRANKEL ANDREW GORDON STEPHEN GREGORY TRAVIS HATHAWAY TIMOTHY HITTLE DANIEL HOLLAND JOHN KAHRS NANCY KATO PATTY KIHM STEVENSON KAREN KISER SHAWN KRAUSE WENDELL LEE ANGUS MacLANE MATT MAJERS MICHAEL MAKAREWICZ DANIEL MASON DALE McBEATH AMY McNAMARA JON MEAD PAUL MENDOZA BILLY MERRITT CAMERON MIYASAKI DAVE MULLINS JAMES FORD MURPHY VICTOR NAVONE DAN NGUYEN ALEX ORRELLE BRET PARKER MICHAEL PARKS SANJAY PATEL BOBBY PODESTA BRETT PULLIAM RICHARD QUADE ROBERT H. RUSS GINI CRUZ SANTOS ANDREW L. SCHMIDT BOB SCOTT DOUG SHEPPECK DAVID EARL SMITH PETER SOHN ROSS STEVENSON MICHAEL STOCKER DOUG SWEETLAND J. WARREN TREZEVANT MICHAEL VENTURINI MARK A. WALSH MICHAEL WU KUREHA YOKOO RON ZORMAN Apoio Técnico de Layout & Animação DANIEL CAMPBELL Animadores de Arte Final ANDREW BEALL ARIK EHLE Coordenadora de Animação KATHLEEN RELYEA Coordenador Técnico de Animação KEARSLEY HIGGINS Coord. Retoque de Animação SABINE MAGDELENA KOCH Assist. de Prod. de Animação LORI COTTRELL-BENNETT |
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| Gerente de Personagem LAURA LEGANZA REYNOLDS Desenvolvimento de Articulações de Personagem CHRISTIAN HOFFMAN CASEY McTAGGART BILL SHEFFLER MARK THERRELL THOMAS LANCE THORNTON JACOB TONSKI ADAM WOODBURY Artistas de Articulação JASON BICKERSTAFF CHRISTIAN HOFFMAN SONOKO KONISHI AUSTIN LEE KAMAL MISTRY DAVID RICHARD NELSON CARMEN NGAI BILL SHEFFLER MARK THERRELL THOMAS LANCE THORNTON BRIAN TINDALL MICHAEL TODD Chefe de Desenvol. de Tecidos CHRISTINE WAGGONER Modelagem de Cabelo & Tecidos KRISTIFIR KLEIN KAMAL MISTRY CARMEN NGAI CHRIS ROCK MICHAEL TODD MARIAN MAGANA-CERVANTES Chefe de Shading de Personagem DAVID MUNIER Artistas de Shading de Personagem BYRON BASHFORTH STEFAN GRONSKY THOMAS JORDAN MANUEL KRAEMER BRANDON ONSTOTT ALEX SEIDEN Coordenadores de Personagem JESSICA HUTCHISON MARCIA SAVARESE |
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| Gerente de Montagem JULIET POKORNY Segundo Montador ROBERT GRAHAMJONES 1º Assistente de Montador MARK YEAGER 2º Assistente de Montador ANTHONY J. GREENBERG JASON HUDAK RENEE STEEN Coordenadora de Roteiro CAMILLE C. LEGANZA Coordenadora de Montagem TRISH CARNEY Assistente de Produção de Montagem LAYLA APPLEMAN |
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| Gerente de Sweatbox NICOLE PARADIS GRINDLE Coordenador de Sweatbox KEVIN A. GORDON |
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| Gerente de Cenários VICTORIA JASCHOB Artista-Chefe de Modelos KRISTIFIR KLEIN Artistas de Modelos BRIAN CHRISTIAN JUN HAN CHO SANGWOO HONG STEPHEN KING PHAT PHUONG DALE RUFFOLO CHRISTOPHER SANCHEZ DANI SUKIENNIK BRIAN TINDALL MICHAEL TODD Artista-Chefe de Shading BEN JORDAN Artistas de Shading DAVID BATTE MARC COOPER PATRICK GUENETTE STEPHEN KING ANA GABRIELA LACAZE MEG McWHINNEY KEITH OLENICK COLIN H. THOMPSON ERIN TOMSON ANDY WHITTOCK Modelagem & Shading Adicionais SANJAY BAKSHI DAVID BARKSDALE JEREMY BIRN BRIAN BOYD BRUCE D. BUCKLEY ANDREW DAYTON CHRISTINA HAASER PATRICK HANNENBERGER JAE H. KIM MICHAEL KRUMMHOEFENER KELLY O’CONNELL ANDREW PIENAAR ALEX SEIDEN BILL SHEFFLER Coordenadora de Sets PAMELA DARROW Assistente de Produção de Sets GENNIE RIM |
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| Gerentes de Iluminação & Efeitos KIM COLLINS DOUG NICHOLS Artistas-Chefes de Iluminação DANIELLE FEINBERG JOHN WARREN Chefes de Iluminação de Seqüências/ Artistas Master de Iluminação TIM BEST BRIAN BOYD KEN LAO KIMBERLY WHITE Chefes de Iluminação STEFAN GRONSKY STEVEN JAMES JAE H. KIM EILEEN O’NEILL VANDANA SAHRAWAT ERIK SMITT PETER SUMANASENI MARIA YERSHOVA Artistas de Iluminação CHAD K. BELTEAU LLOYD BERNBERG JEREMY BIRN AMELIA CHENOWETH ANDREW DAYTON AIRTON DITTZ, JR. KEVIN EDWARDS ZIAH SARAH FOGEL DEAN FOSTER CHRISTINA HAASER JESSE HOLLANDER SUNGYEON JOH JASON JOHNSTON MITCH KOPELMAN LIZ KUPINSKI CARTER AMY MORAN KELLY O’CONNELL ANDREW PIENAAR JONATHAN PYTKO DALE RUFFOLO SONJA STRUBEN KENNETH SULLIVAN JEREMY VICKERY Engenheiro de Iluminação DANIEL McCOY Coordenadores de Iluminação PAMELA DARROW SHERI PATTERSON Assistente de Produção de Iluminação GENNIE RIM |
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| Efeitos Artistas BEN ANDERSEN JOHN ARMSTRONG NEIL BLEVENS GARY BRUINS JASON JOHNSTON MACH TONY KOBAYASHI MICHAEL LORENZEN DAVID MacCARTHY KAMAL MISTRY MARTIN NGUYEN MIRA NIKOLIC JACK PAULUS FERDI SCHEEPERS KEITH STICHWEH ERDEM TAYLAN Segunda Unidade NEIL BLEVINS MACH TONY KOBAYASHI RAYMOND V. WONG Efeitos Adicionais DEAN FOSTER ALEX HARVILL KEITH DANIEL KLOHN Coordenador de Efeitos SETH MURRAY |
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| Gerente Simulação NICOLE PARADIS GRINDLE Chefe de Simulação MICHAEL L. STEIN Desenvolvimento de Simulação JESSICA ABROMS BEN JORDAN MICHAEL KILGORE STEPHEN KING MIRA NIKOLI C JACK PAULUS LENA PETROVI C Simulação STEPHAN VLADIMIR BUGAJ JAY CARINA CLAUDIA CHUNG COURTLAND IDSTROM JEFFREY KEMBER TODD R. KRISH GEORGE NGUYEN CHRIS ROCK ARUN SOMASUNDARUM IAN STEPLOWSKI THOMAS LANCE THORNTON MATTHEW WEBB Coordenadora de Simulação MARI AIZAWA |
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| Gerente de Renderização & Desenvolvimento Técnico LAURA LEGANZA REYNOLDS Artistas Técnicos de Renderização JENNIFER BECKER JAY CARINA CLAUDIA CHUNG HUMERA YASMIN KHAN MICHAEL KILGORE IAN STEPLOWSKI MARK VANDEWETTERING MATTHEW WEBB Coordenador de Rendering ERIC ROSALES Desenv. Técnico STEPHAN VLADIMIR BUGAJ MANUEL KRAEMER FERDI SCHEEPERS MARK VANDEWETTERING Técnico de Pré-Produção JAMES BANCROFT MIKE KING BILL REEVES JOSHUA REISS JACOB RICHARDS MATTHEW WONG |
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| Chefes de Equipe de Software BRAD ANDALMAN JIM ATKINSON GARETH DAVIS TONY DeROSE ERIC GREGORY TOM HAHN JEREMY HOLLAND MICHAEL B. JOHNSON JOSH MINOR GUIDO QUARONI MARTIN REDDY BRIAN SMITS KARON WEBER ANDY WITKIN Engenharia de Software JOHN R. ANDERSON JOSH ANON SANJAY BAKSHI DAVID BARAFF ZACHARIAH BAUM SAMUEL LORD BLACK MALCOLM BLANCHARD GORDON CAMERON LOREN C. CARPENTER MICHAEL CHANN CHRISTOPHER COLBY BENA CURRIN MARCO DA SILVA PETE DEMOREUILLE BRENDAN DONOHOE MAX DRUKMAN TOM DUFF MIKE FERRIS KURT FLEISCHER F. SEBASTIAN GRASSIA JOHN GRAZIANO MARK HARRISON RALPH HILL LUCAS R.A. IVES OREN JACOB ROB JENSEN MICHAEL KASS CHRIS KING ERIC LEBEL MARK LEONE BRETT LEVIN TOM LOKOVIC MARK MEYER ALEX MOHR GARY MONHEIT PETER NYE MICHAEL K. O’BRIEN KEITH OLENICK FABIO PELLACINI MITCH PRATER SUDEEP RANGASWAMY ARUN RAO BRIAN M. ROSEN DAVID RYU RUDRAJIT SAMANTA CHRIS SCHOENEMAN MICHAEL ALAN SHANTZIS SARAH SHEN HEIDI STETTNER PAUL S. STRAUSS DIRK VAN GELDER KIRIL VIDIM ¢ CE BRAD WEST AUDREY WONG ADAM WOODBURY JANE YEN DAVID G. YU Documentação/Build/QA FRED BUNTING IAN BUONO RITA GARCIA SUSAN BOYLAN GRIFFIN TARA HERNANDEZ CYBELE KNOWLES SHARMILA LASSEN CHLOE REDON MARIA MILAGROS SOTO LISA S. YOUNG Gestão & Administração de Projeto MARY ANN GALLAGHER ALLAN POORE KAY SEIRUP KAREN E. DUNN RENEE ADAMS |
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| Chefe DANA BATALI Equipe PER CHRISTENSEN RAY DAVIS SUSAN FISHER JULIAN FONG JAMIE HECKER IAN HSIEH DAVID LAUR KATRIN PETERSEN BRIAN K. SAUNDERS JONATHAN WARD SHADE DYLAN SISSON WAYNE WOOTEN |
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| Gerente JIM BARTELL JOSHUA HOLLANDER BETH SULLIVAN Gradação de Cores DAVID LORTSHER GARY COATES Câmeras LOUIS RIVERA JEFF WAN Ciência & Engenharia Chefe BABAK SANII Equipe JAMES BURGESS DAVID DiFRANCESCO COSMIC DON JOHN HEE SOO LEE MATTHEW MARTIN DREW TTV ROGGE |
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| Contador de Produção MARC SONDHEIMER Diretor Financeiro de Produção ROBERT TAYLOR Supervisora de Recursos Produção SUSAN T. TATSUNO Representante de Produção Disney JENNY ALEMAN-HOLMAN Contadora-Assistente de Produção KIRSTEN STAUBLI Assistente do Diretor AMY ELLENWOOD Assistente dos Produtores LORI RICHARDSON Coordenadora da Base de Produção TRICIA ANDRES Assistentes da Base de Produção NICK BERRY SEQUOIA BLANKENSHIP PETE SCHREIBER Apoio Adicional de Produção SARAH JO HELTON ARREE CHUNG LOUISE RUBACKY DEIRDRE WARIN JOHN FOREMAN JUSTIN WRIGHT PAUL BAKER |
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| Gerente de Engenharia A /V M.T. SILVIA Chefe-Técnico ALEX STAHL Equipe CHRISTOPHER FEHRING GRANT GATZKE EDGAR GUIÑONES JASON “JTOP” TOPOLSKI Gerente Administrativo & de Apoio a Aplicativos MAY PON Equipe TLACAELEL ALVAREZ CASSANDRA FALBY HEIDI PARMELEE JAY WEILAND Gerentes de Desktop & Infra-estrutura ERIK FORMAN ALISA GILDEN WARREN HAYS PETER KALDIS JOHN KIRMAN Equipe NEFTALI “EL MAGNIFICO”ALVAREZ GABRIEL BENVENISTE BRYAN BIRD JOHNOEL CUEVAS LARS R. DAMEROW JAMES G. DASHE ROSS DICKINSON MILES EGAN EDWARD ESCUETA BETHANY L. HANSON JASON HENDRIX LING HSU KENNETH “YO” HUEY JASON “JAYFISH” HULL JOSE ZENY IGNACIO ELISE KNOWLES CORY ANDER KNOX CHRIS LASELL MATTHEW MUHILI LINDAHL BOB MORGAN TERRY LEE MOSELEY MICHAEL A. O’BRIEN MARK PANANGANAN WIL PHAN BENJAMIN RILLIE A.U.B.I.E. NELSON SIU DAVID SOTNICK ELLE YOKO SUZUKI ANDY THOMAS CHUCK WAITE IAN WESTCOTT Gerente de Canal de Processamento da Renderização KELLY T. PETERS Chefe Técnico CHRISTOPHER C. WALKER Equipe JENNIFER BECKER SEAN BRENNAN KATE CRONIN J. SIDLOVSKY GANT JESSICA GIAMPIETRO MCMACKIN ADAM WOOD-GAINES |
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| Supervisor de Pós-Produção PAUL CICHOCKI Diretor de Montagem & Pós-Produção BILL KINDER Projeção JOHN HAZELTON Serviços de Montagem PHRED LENDER ANDRA SMITH JEFF WHITTLE GLENN KASPRZYCKI Coordenadora de Pós-Produção COURTNEY BERGIN Mixagem dos Diálogos Originais DOC KANE VINCE CARO Regravação de Diálogos Adicionais CHARLENE RICHARDS E.J. HOLOWICKI DAVID SLUSSER Títulos Finais TEDDY NEWTON ANDREW JIMENEZ MARK CORDELL HOLMES LOUIS GONZALES Serviços de Pós-Produção de Som Fornecidos por SKYWALKER SOUND Uma divisão da Lucas Digital Ltd., LLC, Marin County, Califórnia Mixagem de Regravação RANDY THOM GARY A. RIZZO Supervisores de Edição de Som MICHAEL SILVERS RANDY THOM Edição de Efeitos de Som TERRY ECKTON KYRSTEN MATE Edição de Sonoplastia SUZANNE FOX AL NELSON Edição de ADR STEVE SLANEC Assist. de Engenheiro de Som WILL FILES Assist. do Supervisor de Edição de Som DAVID ACORD Assist. de Edição de Efeitos DEE SELBY Sonoplastas JANA VANCE DENNIE THORPE ELLEN HEUER Mixagem da Sonoplastia FRANK “PEPE” MEREL Gravação da Sonoplastia GEORGE PETERSON Técnicos de Mixagem JUAN PERALTA JURGEN SCHARPF Regravação RON ROUMAS Vozes Adicionais MARK ANDREWS NICHOLAS BIRD LOUIS BRAGA III MARY ELIZABETH CLARK PETE DOCTER LOUIS GONZALEZ ELIZABETH GREENBERG JULIET GREENBERG BILLY GUARDINO DENNIS “DJ” JENNINGS OLLIE JOHNSTON BRAD LEWIS TED MATHOT JAZZY MAHANNAH RANDY NELSON BOB PETERSON JEFF PIDGEON JULIET POKORNY JOE RANFT LORI RICHARDSON A.J. RIEBLI KATHERINE RINGGOLD STEPHEN SCHAFFER BOB SCOTT PETER SOHN ANDREW STANTON FRANK THOMAS PAMELA GAYE WALKER PATRICK WALKER DEIRDRE WARIN PHILIP WONG |
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| Trilha Regida e Orquestrada por TIM SIMONEC Gravada e Mixada por DAN WALLIN Edição da Trilha STEPHEN ALLEN DAVIS Supervisor de Produção da Trilha TOM MacDOUGALL Contratação dos Músicos REGGIE WILSON Copista-Supervisor da Trilha BOOKER WHITE Orquestração Adicional de GORDON GOODWIN JACK J. HAYES MATTHEW FERRARO ADAM COHEN CHRIS TILTON Assistente de Edição Musical ALEX LEVY Gerente de Produção Musical ANDREW PAGE Coordenadora de Produção Musical DENIECE HALL Assistentes de Produção Musical JILL IVERSON LYDIA PAWESKI Assistente Musical CHAD SEITER Trilha Gravada e Mixada no SONY PICTURES SCORING STAGE e no SIGNET SOUND STUDIOS Ajuste de Cor TERRY CLABORN Corte de Negativo BUENA VISTA NEGATIVE CUTTING |
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| Administrativo & Financeiro YVONNE BRAZIL ENA CHAN CRATSENBURG NILS L. ERDMANN MARTY ESHOFF TIM GLASS MARC GREENBERG HEATHER D.C. JACKSON PAUL KIM LINDA McCAMPBELL LISA McCAMPBELL PAT MOSEY MOLLY NEALAN ANDREA NORDEMANN KAREN PERRY KRISTINA RUUD HEATHER SCHMIDT-FENG MICHELE SIMONS JOAN E. SMALLEY CHRIS TACHIKI WENDY DALE TANZILLO SHARI VILLARDE DEANA WALKER ANNETTE WANGE SUE WILLIAMS Criação & Marketing MARY CONLIN MICHELE SPANE ANDY DREYFUS TOM SARRIS CLAY WELCH LEEANN ALAMEDA BEN BUTCHER KRISTA SWAGER ANNE MOORE KATHLEEN CHANOVER EMERY LOW KEITH KOLDER JEFF RAYMOND DESIREE MOURAD ED CHEN HOLLY LLOYD KAREN HARTQUIST STEVEN ARGULA AMANDA JOHNSON TRISH MORAN KATE RANSON-WALSH Desenvolvimento BERT BERRY GINNY BREEN COLIN BOHRER MARY COLEMAN NATALIE LYON KIEL MURRAY KAREN PAIK Instalações TOM CARLISLE CRAIG PAYNE JOE GARCIA CHERISE MILLER KEITH JOHNSON KENT BARNES PAUL GILLIS WENDY COLLINS KENNY CONDIT EDGAR A. OCHOA MARCO CASTELLANOS Recursos Humanos LORI McADAMS DAWN HAAGSTAD LISA DENNIS KIMBERLY ADAIR CLARK JOSSELYN SALTER LISA ELLIS TIFFANY RENO MONICA VANDIS Curtas-Metragens Pixar OSNAT SHURER BILL POLSON DANIEL GOODMAN ROGER GOULD STEVE BLOOM ALEX MANDEL ANN BRILZ CHRIS VALLANCE DANA MURRAY LIZ GAZZANO DOMENIC ALLEN SUSAN FRANK CAROL BRZEZINSKI AXEL GEDDES ERIN CASS JOSH QUALTIERI TONY KAPLAN Pixar University & Arquivos RANDY NELSON JULIET GREENBERG DAVID R. HAUMANN CHRISTINE FREEMAN ELIZABETH GREENBERG ELYSE KLAIDMAN BLAKE TUCKER Compras & Relocação DENNIS “DJ” JENNINGS KRISTI LOFRANO Produtos Renderman LOLA GILL RENEE LAMRI WENDY WIRTHLIN Segurança & Vigilância KEITH KOPS PAUL CHIDEYA GERALD E. HACKETT III CHRIS BALOG MICHAEL ANGELO JONES JONI SUPERTICIOSO JONATHAN RODRIGUEZ MARLON CASTO ANDREW JACKSON MEAGAN MILLER AL CIMINO Serviços Artesanais de Luxo Café OSVALDO TOMATIS ANTONIO ALARCON JOSE RAMIREZ LUIGI PASSALACQUA FERNANDO FRONTERAS OLGA VELAZQUEZ GUILLERMO SEGOVIA CANDELARIA LOZANO FRANCISCO FIGUEROA FRANCISCO MARTINEZ Bebês de Produção AARON EMMA LOLA-RENEE ALEXANDRIA EMMETT LUCIA AMANDEEP FAYE MARIE LUKE ANDREW FINNEGAN MARLEY ANNABEL GAVIN MAX ARAV ISABELLA MILOSH AUDREY JACK A. NATE AVERY JACK C. OPAL BENJAMIN JAKE OWEN BRENDAN JAMES MILTON ROYAL CASH JOHN SAMMY COLIN B. JOHN-JOHN SARA COLIN S. JOSEPHINE W. SOFIA CYNTHIA JOSEPHINE L. THOMAS DAN JULIA TOBY ELI KAI ZACHARY C. ELINOR KATE ZACHARY S. ELLERY LAUREL ZAZIE ELLIE LOGAN ZOE |
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| Agradecimentos Especiais MATTHEW ROBBINS OLLIE JOHNSTON FRANK THOMAS |
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| CPUs da Renderização Final INTEL |
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| Animado em Marionette™ | |
| Renderizado com RenderMan® | |
| Filmado em PixarVision® | |
| Cópias em Technicolor® | |
| KODAK |
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| Beto Pêra / Sr. Incrível MARCIO SEIXAS Helena Pêra / Mulher-Elástica MARCIA COUTINHO Lúcio Barros / Gelado LUIZ CARLOS PERSY Síndrome ALEXANDRE MORENO Bochecha CESAR CARDADEIRO Bomb Voyage GARCIA JR. Locutor CARLOS ALBERTO Dona Alzira RUTH GONÇALVES Zezé Pêra / Eli Fucile / Maeve Andrews / Gilberto Lima JULIO CHAVES Flecha Pêra BERNARDO COUTINHO Bernardo Braga GUILHERME BRIGGS Diretor LEONARDO SERRANO Violeta Pêra LINA MENDES Toninho Rodrigues PETERSON ADRIANO Mirage ANDREA MURUCCI Ricardo Dicker EDNALDO LUCENA Edna Moda (“E”) NADIA CARVALHO Karen ISABELA BICALHO Mel MARCIA MORELLI Escavador GARCIA JR. |
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| Direção e Adaptação: GARCIA JR. SDDS® |