Entre as atualizações feitas pela Disney no site oficial de UP-ALTAS AVENTURAS, próximo longa-metragem da Pixar, está a inclusão de uma página com notas de produção que constituem um ótimo making-of do animado. Abaixo você pode conferir um artigo especial que traz todo este conteúdo traduzido.
Os estúdios Walt Disney Pictures e Pixar Animation levam as plateias do cinema para bem alto e bem longe na aventura mais divertida de todos os tempos, com sua última comédia de fantasia Up – Altas Aventuras (Up), do diretor indicado ao prêmio da Academia® Pete Docter (Monsters, S.A.). Apresentado em Disney Digital 3D™, Up – Altas Aventuras (Up) conta a edificante história de um velho vendedor de balões de 78 anos, chamado Carl Fredricksen, que finalmente realiza o sonho de toda sua vida e faz uma grande aventura prendendo milhares de balões a sua casa e voando para as florestas da América do Sul. Mas ele descobre, tarde demais, que seu pior pesadelo o acompanhou na viagem: um explorador da natureza, excessivamente otimista, de 8 anos, chamado Russell. A jornada a um mundo perdido, onde eles encontram personagens estranhos, exóticos e surpreendentes, é recheada de aventuras hilárias, emocionantes e muito criativas.
“Eu estou muito orgulhoso com o fato de Up- Altas Aventuras (Up) ser o 10º. filme da Pixar”, diz John Lasseter, produtor executivo e chefe de criação dos estúdios Walt Disney e Pixar Animation. “Eu acho que é o filme mais engraçado que já fizemos e também um dos mais bonitos. Nós temos um personagem principal que é um herói incrível. Carl Fredricksen tem 78 anos e ele viaja pelo mundo em uma máquina voadora que ele mesmo projetou e ainda janta às 15h30 da tarde. Ele é o herói mais improvável que se pode imaginar em um filme de ação. É um personagem que aprende que as maiores aventuras na vida são as coisas pequenas que acontecem no dia a dia. Russell é um dos personagens mais encantadores e charmosos que já criamos. Junto com Carl, esses dois personagens iluminam a tela.”
O filme é dirigido pelo veterano da Pixar, Pete Docter, que se associou ao estúdio em 1990 — como o terceiro animador a entrar para a empresa. Junto com Lasseter e Andrew Stanton, Docter desenvolveu a história e os personagens de Toy Story (Toy Story), o primeiro longa-metragem da Pixar, do qual também foi supervisor de animação. Ele foi artista de storyboard em Vida de Inseto (A Bug’s Life) e escreveu o tratamento inicial da história de Toy Story 2 (Toy Story 2). Docter estreou como diretor em Monstros S.A. (Monsters, Inc.), indicado ao Oscar® de Melhor Longa-Metragem de Animação. Como um dos principais contribuidores do estúdio Pixar Animation, recebeu outra indicação ao prêmio da AcademiaÒ pela história original do vencedor do OscarÒ Wall-E (Wall-E), da Disney•Pixar.
“Para mim, o que faz um filme valer a pena ser assistido é quando você vai para casa e ainda pensa nele”, diz Docter. “Você sai do cinema e continua pensando no filme não só no dia seguinte, mas no ano seguinte. Para que um filme possa tocar você dessa forma, é preciso que tenha uma emoção muito verdadeira e, de alguma maneira, que seja ressonante com sua própria vida. Então, mesmo que os astros do filme sejam monstros ou insetos, você se identifica com os personagens na tela e compreende o que eles estão passando. É importante ter esse fundamento de verdade e uma ligação emocional com os personagens.”
“Junto com o humor, é preciso ter emoção”, afirma Lasseter. “Walt Disney sempre disse: ‘Para cada riso, deve haver uma lágrima.’ Eu creio nisso.” Os cineastas encontraram muita emoção em sua mais recente aventura, explorando o amor que Carl e sua falecida esposa viveram e a amizade que se desenvolve entre Carl e Russell. Na verdade, Carl descobre que a verdadeira aventura da vida pode ser encontrada não viajando ou em grandes realizações, mas nos relacionamentos do dia a dia, que temos com amigos e família.”
Up – Altas Aventuras (Up) tem como produtores executivos os cineastas vencedores do Oscar® e pioneiros da Pixar, Lasseter (diretor de Toy Story, Vida de Inseto, Toy Story 2 e Carros) e Stanton (diretor de Procurando Nemo, Wall•E). O veterano da Pixar, Jonas Rivera, é o produtor do filme. O codiretor é Bob Peterson, e o roteiro é de Peterson e Pete Docter a partir da história de Docter, Peterson e Tom McCarthy (O Agente da Estação, O Visitante). O compositor indicado ao Oscar®, Michael Giacchino (Ratatouille, Os Incríveis) empresta seus talentos musicais para uma trilha sonora evocativa que acentua as emoções, o humor e o espírito de aventura.
O elenco de vozes de Up – Altas Aventuras (Up) inclui o legendário ator Ed Asner, ganhador de vários prêmios Emmy®, como o vendedor de balões que se torna aventureiro, Carl Fredricksen. Jordan Nagai, de 9 anos, estreia no cinema como a voz do determinado e prestativo explorador da natureza, Russell. O aclamado ator, ganhador do Emmy®, Christopher Plummer contribuiu com uma textura vocal rica interpretando Charles Muntz, o herói apagado obcecado em resgatar seu bom nome. John Ratzenberger, o “amuleto da sorte” da Pixar — o único ator a fazer parte do elenco de vozes de todos os filmes do estúdio, faz a voz de um capataz de construção chamado Tom, que tenta convencer Carl a vender sua casa. O grupo de cães de Muntz inclui interpretações vocais de Bob Peterson, Delroy Lindo e Jerome Ranft.
Up – Altas Aventuras (Up) é o 10º filme da Disney•Pixar, que alcançou resultados sem precedentes em 9 dos 9 filmes lançados, entre os quais: Wall-E (Wall•E), Ratatouille (Ratatouille), Carros (Cars), Os Incríveis (The Incredibles), Procurando Nemo (Finding Nemo), Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Toy Story 2 (Toy Story 2), Vida de Inseto (A Bug’s Life) e Toy Story (Toy Story). A Pixar tem agora nove entre os 25 filmes de animação de maior bilheteria de todos os tempos nos EUA e todos os nove ficaram em 1º lugar de bilheteria nas semanas de lançamento. Wall•E (Wall-E), Ratatouille (Ratatouille), Os Incríveis (The Incredibles) e Procurando Nemo (Finding Nemo) ganharam o Oscar® de Melhor Longa-Metragem de Animação, um prêmio concedido a partir de 2001.
Docter conta que aprendeu muito ao longo dos 10 filmes da Pixar. “Nunca fica mais fácil”, afirma ele. “Sempre há novas maneiras de a história conspirar para complicar, para nos enganar, fazendo-nos pensar que temos a solução certa. E é só com muitas tentativas, tentativas e mais tentativas que se consegue coisas boas.
“Nós ainda não sabemos tudo”, continua ele. “Nós nos permitimos cometer erros. Como diz Ed Catmull: ‘Se você não comete erros, é porque não está se arriscando suficientemente.’ Eu espero que nunca nos consideremos especialistas — nós aprendemos algo novo em cada filme.”
PARA O ALTO E EM FRENTE
Como Up – Altas Aventuras Decolou
Depois de sua estreia como diretor em 2001, no sucesso de bilheteria Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Pete Docter começou a procurar um novo projeto. Como a ideia de seu primeiro longa-metragem derivou das curiosidades e medos que ele tinha na infância de monstros embaixo da cama e depois de passar algum tempo desenvolvendo a história de Wall-E (Wall•E) e alguns outros projetos, Docter mais uma vez voltou-se a suas experiências pessoais para construir a ideia de Up- Altas Aventuras (Up). Com o codiretor e escritor Bob Peterson, ele começou a brincar com algumas novas ideias fantásticas.
“Bob e eu começamos a nos divertir pensando sobre um personagem mais velho como o que adorávamos nos desenhos animados de George Booth e todos aqueles grandes tipos como Spencer Tracy e Walter Matthau que são ranzinzas, mas de quem a gente gosta.”
~ Pete Docter, diretor/escritor
“Algumas vezes, no final de um dia de trabalho você está tão assoberbado com as pessoas e com o caos do mundo, que eu tinha a fantasia de ser um náufrago em uma ilha deserta do Pacífico”, diz Docter. “Bob e eu começamos a brincar com essa ideia e a ter ideias engraçadas sobre um personagem mais velho como o que adorávamos dos desenhos animados de George Booth em The New Yorker, e todos aqueles tipos maravilhosos como Spencer Tracy e Walter Matthau que são ranzinzas, mas de quem a gente gosta. Nós imaginamos uma casa flutuando no espaço presa por balões e isso nos pareceu capturar o que estávamos procurando em termos de fugir do mundo. Nós rapidamente entendemos que no mundo o que importa são os relacionamentos e é isso que Carl acaba descobrindo.”
Peterson explica: “Pete foi o primeiro a colocar no papel a ideia de um homem de idade ranzinza segurando um monte de balões alegres, divertidos e coloridos. Nós começamos a ponderar porque nós dois gostamos da ideia de ter um personagem de idade. É diferente do que se vê nos filmes e achamos que os idosos também têm ótimas histórias para contar.”
Docter credita muito de suas influências criativas a nove homens mais velhos bem reais — animadores que trabalharam nos clássicos da Disney. Apesar de não ser um dos nove legendários, Joe Grant fez parte da equipe de 1937 que criou Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs) e foi uma das fontes de inspiração para Docter, que cita Grant ao dedicar o filme aos “verdadeiros Carl e Ellie Fredricksens que nos inspiraram a criar nossos próprios livros de aventuras.”
“Eu conheci Joe quando ele estava com cerca de 90 anos. Ele foi amigo meu — era um homem de idade sábio”, conta Docter. “Sempre que mostrava a ele algo em que eu estava trabalhando ele dizia: ‘O que você está dando para a plateia levar para casa?’ Esse era seu modo de me dizer que era das emoções — das emoções baseadas nos personagens que as pessoas iam se lembrar.”
Docter diz que ele encontra muito dessa emoção em experiências pessoais, tais como as viagens em família que fazia anualmente com sua mulher e seus dois filhos. “Todo ano nós pegávamos a estrada. Por umas duas semanas nós ficávamos na estrada indo a parques nacionais e outros lugares interessantes para ver este país incrível em que vivemos. É ótimo ver o mundo, mas passar um tempo com a família é igualmente ou mais importante.”
“Há alguns anos, eu fui à Europa com minha mulher e meus filhos”, continua Docter. “Nós ficamos em hotéis chiques, comemos em ótimos restaurantes, visitamos castelos e tivemos uma grande aventura. Uma noite nós estávamos tomando chocolate quente numa cafeteria de uma loja de departamento em Paris, nada de especial, e eu ria e brincava com meus filhos. Foi uma viagem incrível para um lugar fantástico e do que eu mais me recordo são as pequenas coisas.”
O Elenco de Personagens
CARL FREDRICKSEN (voz de Ed Asner) não é um herói comum. Ele é meio ranzinza, mas ao grande estilo de Walter Matthau e Spencer Tracy: um rabugento que você adora. Ele é um vendedor de balões aposentado que é forçado a deixar a casa em que viveu com sua falecida esposa, Ellie, e que construíram juntos. Mas, em vez de se mudar para um asilo de idosos, Carl resolve agir. Ele pode ser um cidadão idoso, mas não está pronto para desistir; ele vai viver o resto da vida como ele quer. Ele amarra milhares de balões no telhado, ergue a casa no ar e parte em direção a América do Sul, realizando a promessa que fez a sua mulher muitos anos atrás. O grande plano de Carl é ameaçado quando ele descobre um clandestino inesperado, o exageradamente otimista Russell. A jornada de Carl testa ainda mais sua paciência quando os dois precisam sobreviver a climas extremos, solos traiçoeiros e estranhos habitantes em um mundo perdido ? além de um ao outro.
RUSSELL (voz de Jordan Nagai) é um persistente e entusiasmado explorador da natureza de 8 anos de idade da Tribo 54, Alojamento 12. Armado com uma mochila carregada com equipamento oficial de acampamento dos Exploradores da Vida Selvagem, Russell está pronto para a natureza selvagem! Só tem um problema: ele, na verdade, nunca saiu da cidade. Todo seu conhecimento do mundo exterior vem dos livros e de sua experiência de acampar sozinho na sala de estar de sua casa. Russell orgulhosamente mostra seus vários distintivos de Explorador da Natureza, incluindo de Primeiros Socorros, Segundos Socorros, Zoologia e mestre em disfarces. O único distintivo que falta a ele para atingir a meta de toda a sua vida – o cobiçado grau de Explorador da Vida Selvagem sênior ? é o de Ajudar a Idosos. Ao escolher Carl Fredricksen como o idoso a quem vai ajudar, Russell acaba como um passageiro clandestino na varanda da casa de Carl quando a casa alça voo e ele se vê na verdadeira aventura que também sonhou realizar.
DUG (voz de Bob Peterson) é um adorável cãozinho de pelo castanho que mora na floresta de Paradise Falls e faz parte de um grupo de cães que procura um pássaro raro que não sabe voar. Como os outros do grupo, Dug tem um notável dispositivo na coleira que traduz seus pensamentos em palavras. Mas Dug é tratado como bobo pelo grupo. Enviado à floresta em uma missão “especial”, Dug acidentalmente tem sucesso ao descobrir que o pássaro é o que está acompanhando Carl e Russell. Enquanto eles são perseguidos na floresta por seu próprio grupo, o meigo, porém simplório, Dug precisa decidir a que grupo ele realmente pertence.
KEVIN é um pássaro extremamente raro de mais de 4 metros de altura que não voa e se esconde do mundo em seu remoto habitat em Paradise Falls. Com penas brilhantes e de cores fortes, e um pescoço longo e flexível, Kevin é excepcionalmente rápido e ágil. Na verdade, o enorme pássaro sempre acaba em posições impossíveis e muito curiosas. Poucos sabem que esta criatura cientificamente inestimável existe, mas Carl e Russell se deparam com o pássaro. Russell dá a ele o nome de Kevin depois de descobrir que ambos gostam de doces. Kevin e Russell formam um elo instantâneo e apesar da propensão do pássaro para engolir a bengala de Carl, Kevin se une a recém formada e improvável equipe ao lado de Carl, Russell e Dug.
O BANDO refere-se ao bando de cães de Muntz, que é enviado em uma missão para capturar um pássaro raro, motivo da obsessão de seu mestre. Divertido e cheio de facetas, eles são cães no verdadeiro sentido; mas, assim como seu companheiro rejeitado, Dug, eles possuem coleiras especialmente projetadas e de alta tecnologia que lhes dão habilidades incomuns para expedições de caça sinistras, incluindo GPS e tradução de pensamento em palavras.
Alfa (voz de Bob Peterson), o líder o bando, tem aparência assustadora, é um dobermann pinscher preto como a noite com autoridade conferida pelo mestre e que ninguém ousa questionar. Beta (voz de Delroy Lindo), um rottweiler durão, é o tenente e capanga de Alfa, Gama (voz de Jerome Ranft), é um bulldog desajeitado. Nada distrairá o grupo em sua missão… exceto, talvez, um esquilo.
Anos atrás, o inteligente e bonito CHARLES F. MUNTZ (voz de Christopher Plummer) era um lampejo de esperança para o derrotado público norte-americano. Ele inspirou seu maiores fãs, os jovens Carl e Ellie, a repetirem seu famoso mantra, “A aventura nos espera!” Viajando pelo mundo na enorme aeronave projetada por ele mesmo, ele descobriu tesouros do mundo: relíquias históricas inestimáveis, descobertas científicas incríveis e flora e fauna exóticas nunca antes vistas. Mas quando Muntz leva para casa o esqueleto de uma fantástica criatura de mais de 4 metros de uma remota montanha da América do Sul, ele é desacreditado por cientistas. Desejando provar que estão errados, Muntz retorna à América do Sul, jurando trazer de volta um espécime vivo. E ele não voltou mais até agora!
ELLIE (voz de Elie Docter) é a companheira e alma gêmea de infância de Carl, que mais tarde se torna sua esposa. Seu sonho de infância de viajar para Paradise Falls e a promessa de Carl de levá-la até lá, são a motivação para a magnífica viagem de Carl.
TOM, CAPATAZ DA CONSTRUÇÃO (voz de John Ratzenberger) tenta persuadir Carl a vender sua casa para seu chefe, um grande construtor. Ratzenberger é o único ator a fazer a voz de um personagem em todos os 10 filmes da Disney•Pixar.
A AVENTURA NOS ESPERA
A Equipe Criativa de Up – Altas Aventuras
Descobre o Mundo Perdido dos Tepuis
Para se preparar para sua missão em Up – Altas Aventuras (Up) e para a premissa do filme de uma jornada a um dos lugares mais bonitos e misteriosos da Terra, Docter e alguns integrantes selecionados da equipe de criação embarcaram em sua própria aventura. Seguindo a sugestão de Ralph Eggleston, desenhista de produção veterano da Pixar com créditos em Procurando Nemo (Finding Nemo) e Wall-E (Wall•E), a equipe seguiu para as florestas da América do Sul (a interseção da Venezuela, Brasil e Guiana) para descobrir seu próprio “Mundo Perdido”.
“Ralph nós deu um documentário sobre as montanhas tepuis (platôs) na América do Sul e assim que eu assisti ao DVD fiquei arrepiado porque sabia que era ali que devíamos ambientar o filme”, recorda Docter. “Era um mundo estranho e fantástico do qual eu nunca tinha ouvido falar. Foi lá que Conan Doyle ambientou seu livro de 1912 sobre animais pré-históricos, intitulado The Lost World. Um dos maiores desafios deste filme foi desenhar um lugar que tivesse uma aparência extraterrestre; mas que, contudo, fosse convincente o bastante para que o público sentisse como se os personagens de fato estivessem lá. Nós sabíamos que tínhamos que ir lá porque há algo fundamentalmente diferente entre vivenciar um lugar e apenas ver fotos ou um filme.”
“Nosso ganha-pão é fazer desenhos animados… a única coisa que estávamos habituados a atravessar era de um lado ao outro do nosso prédio. Não havia outra maneira de nos prepararmos para esta aventura.”
~ Ronnie Del Carmen, supervisor de história
A viagem de três dias para chegar ao destino cobriu trechos feitos em avião, jeep e helicópteros. E então a diversão começou…
O primeiro tepui que o grupo explorou foi o monte Roraima na Guiana, o mais alto e mais famoso dos 115 platôs.
“Este é o único tepui que você pode subir”, conta o supervisor de história Ronnie Del Carmen. “Há um formação rochosa natural ao lado dele que você pode atravessar. A subida consiste de um quilômetro bem íngreme. As rochas são soltas, a vegetação não é estável e podem ser arrancadas com facilidade quando você se agarra nelas. Nosso ganha-pão é fazer desenhos animados, então a única coisa que estávamos acostumados a atravessar era de um lado ao outro do nosso prédio. Não havia outra maneira de nos prepararmos para esta aventura.”
“Foi o pior dos pesadelos”, conta Peterson. “Era uma subida de seis a sete horas até o topo e eu carregava muito equipamento. Quando chegamos lá tivemos que caminhar em terrenos desnivelados por mais uma hora e meia. Já estava escuro quando chegamos ao local do acampamento. E, de repente, no meio da escuridão, vimos uma caverna cheia de velas e havia sopa quente esperando por nós. Quando vimos nossas tendas, a maioria sentou e chorou. Nós estávamos muito felizes de estar lá. E então, pela manhã, quando acordamos e a literalmente a 16,5 metros de onde nós estávamos, havia um despenhadeiro de um quilômetro. Foi um pouco complicado no início, mas estou feliz por termos feito a viagem porque fomos para outro mundo. Não há nenhum outro lugar no planeta com formas rochosas esculturais assim.”
O grupo não encontrou nenhum matilha de cães nem pássaros pré-históricos — ambos vistos no filme — mas nós sobrevivemos para contar sobre um encontro com formigas assassinas (uma variedade agressiva cuja mordida por matar em 24 horas), mosquitos ameaçadores, escorpiões sinistros, rãs miniatura e cobras venenosas. Do monte Roraima, os intrépidos exploradores pegaram um helicóptero para Kukenan (também conhecido como Tepui Matawi), considerado um “local de morte” pelos índios pemon locais.
“Kukenan tinha uma sensação completamente diferente do monte Roraima”, diz Ricky Nierva, desenhista de produção do filme. “Era muito puro e não tinha rochas pontiagudas e agressivas. Eu perguntei ao nosso guia, Adrian Warren: (cineasta do documentário, The Living Edens: The Lost World ? Venezuela’s Ancient Tepuis), ‘Quantas pessoas já estiveram aqui em cima? Centenas?’ E ele respondeu: ‘Umas dez.’ Parecia muito estranho. Você espera dobrar uma esquina e ver um dinossauro rosnando.”
Angel Falls na Venezuela, a maior queda d’água do mundo, com uma altura de quase 1.060 metros do cume do Auyantepui, provou ser uma inspiração de verdade para a mítica Paradise Falls do filme (que é três vezes mais alta do que a verdadeira, com cerca de 3.200 metros de altura). O grupo escalou até a base da Angel Falls, onde enfrentaram rochas escorregadias e constantes jatos de água.
Os cineastas de Up – Altas Aventuras (Up) tiraram milhares de fotografias, fizeram vídeos e diversos desenhos dos surpreendentes arredores. As imagens e a vegetação que eles observaram tiveram grande influência no visual do filme. Árvores abricó-do-nativo, plantas stegolepis e rochas negras com belas flores cor-de-rosa brotando em meio a elas, foram usadas no filme.
O VISUAL E O ESTILO DE UP – ALTA AVENTURAS
Cineastas Apelaram para os Clássicos da Disney em Busca de Inspiração
Ao longo dos nove filmes aclamados, a Pixar experimentou uma ampla variedade de visuais e estilos. No caso de Up – Altas Aventuras (Up), os cineastas optaram por uma abordagem simples ou minimalista que cresceu de forma orgânica com a própria história.
“Nós queríamos que ‘Up’ tivesse um visual distinto, todo próprio, e que fosse bem diferente de outros filmes da Pixar.”
~ Jonas Rivera, produtor
De acordo com Pete Docter: “Neste filme, temos uma história sobre um homem que faz sua casa voar para a América do Sul com balões. Nós sabíamos que precisávamos de uma certa quantidade de magia e caricatura, que é mais ou menos minha estética geral. Nós tentamos voltar e nos conectar aos grandes filmes da Disney com os quais crescemos, como Peter Pan e Cinderella, e o fabuloso senso de estilo e caricatura que eles tinham. Nós fizemos um verdadeiro esforço para caricaturar nossos personagens e seus ambientes. Na maioria dos filmes, os personagens teriam a altura proporcional a seis ou sete vezes a sua cabeça. Nosso herói, Carl, só tem três!
“Nós sabíamos que os últimos avanços na tecnologia da computação nos dariam todos os detalhes que queríamos; mas, em vez disso, pedimos uma simplificação que não existe na vida real”, acrescenta ele.
“Queríamos que Up – Altas Aventuras (Up) tivesse um visual distinto, todo próprio, e que fosse diferente de todos os outros filmes da Pixar”, acrescenta o produtor Jonas Rivera. “A inspiração veio de artistas como Mary Blair, George Booth e de ilustrações do storybook de Martin Provensen. Pete queria que todo o filme tivesse um visual caricaturado. Por exemplo: nós não estudamos pessoas de verdade ou roupas para usar como referência. Nós vimos os desenhos de Hank Ketcham de Dennis O Pimentinha (Dennis the Menace), e o modo simples com que ele mostra a dobra no avental da mãe com apenas duas linhas. Nosso desenhista de produção Ricky Nierva inventou um novo termo para descrever a abordagem singular do filme.”
“‘Simplexidade’ foi o termo que criei para explicar a essência de alguma coisa”, diz Nierva. “Nós queríamos tirar alguns detalhes sem dar um visual barato. A mídia do CG possibilita todo um detalhamento que acrescenta à credibilidade. Nós não queríamos fazer um filme realista, mas sim tangível. Queríamos caricaturar os humanos no filme, mas de uma forma que as pessoas pudessem se identificar com eles.”
O desenho dos dois personagens principais do filme ? Carl e Russell ? originaram-se de um círculo básico e um padrão quadrado. “Faz parte da simplexidade”, diz Nierva. “Trata-se de ferver as coisas até tirar a essência mais pura. Um quadrado simboliza o passado, o círculo representa o futuro. Quadrados são estáticos como uma parede de tijolos. Eles não se movem, e Carl é uma pessoa presa em seu modo de vida depois da morte de Ellie. No caso do desenho de Carl, nós nunca tivemos um personagem de começa na infância e vai até a velhice. Ele é mais circular e redondo quando criança, tem mais curvas. Ellie tem um padrão circular também. Conforme Carl vai envelhecendo, ele vai se tornando mais rígido. Russell tem forma oval e muitas curvas com todo os simbolismo dinâmico que isso carrega.”
As cores também foram outro elemento importante para os cineastas. Nierva diz: “O filme começa em tons preto e branco e depois usamos cores para ajudar a contar a história. Quando Ellie está viva e Carl está cheio de vida, a paleta de cores é saturada. Quando ela se vai, é dessaturada, quase preta e branca de novo. Nós também usamos uma cor para simbolizar Ellie — magenta. Por todo o filme, há flores e céus cor magenta para nos fazer lembrar dela. Quando Carl se fecha para o mundo, as cores ficam dessaturadas e nós não vemos cores de novo até que Russel chega e interrompe a sua vida. Isso traz cor de volta a vida dele. Toda vez que vemos um novo personagem que acrescenta algo à vida dele, como Dug, nós acrescentamos mais cor.”
ANIMAÇÃO E ATUAÇÃO
Personagens Estilizados de Animação e Talentos de Voz Inspirados
Dão Vida aos Personagens de Up – Altas Aventuras
Com seu desenho muito caricaturado, os personagens de Up – Altas Aventuras (Up) apresentaram muitos desafios para a equipe de especialistas em animação, desenhistas e técnicos da Pixar. Para Carl, eles tiveram que aprender como obter nuances, emoção e uma ampla gama de movimentos num personagem de bem baixinho e basicamente quadrado. Russell, um personagem de formato oval sem praticamente nenhum queixo e mais níveis de roupas do que já se fez anteriormente, também apresentou suas próprias dificuldades.
Scott Clark foi supervisor de animação no filme e teve o apoio de três diretores de animação ? Dave Mullins, Shawn Krause e Mike Venturini ? e uma equipe de quase 70 animadores no auge da produção. No lado técnico, Thomas Jordan foi o supervisor de personagem e chefiou as áreas de modelagem, cordames, sombreamento, roupas e penteados.
“O filme tem algo a dizer sobre celebrar a vida e a união de duas almas
é sempre muito mais doce do que o isolamento.”
~ Ed Asner, voz de Carl
CRIANDO CARL
“Pete queria um idoso que tivesse literalmente encolhido dentro de sua roupa e estivesse nadando dentro dele”, explica Clark. “O problema era que Carl parecia não ter joelhos e nem cotovelos, então nós tivemos que ter ideias criativas para mostrar uma quebra em sua roupa. Acabamos aumentando seus braços e pernas de forma que você vê a quebra. Ele talvez seja a coisa mais caricata que nós já fizemos. É realmente um testemunho para nossa equipe de animação de que eles conseguiram obter emoções complexas e não apenas fazer Carl e Russell bonitinhos ou felizes. Há cenas bem fortes e grandes interpretações.”
“Em termos dos humanos, Carl é com certeza o personagem mais complicado que a Pixar já criou”, afirma Jordan. “Seu rosto é mais sofisticado do que qualquer outro que já fizemos. Ele apresentou muitos desafios técnicos. Em cada filme, enfrentamos problemas de idade versus função. Quando os desenhistas e o departamento de arte fazem o desenho de um personagem, eles não entendem ou não conhecem a fundo as limitações que o desenho pode impor à animação. Então é muito importante que os animadores se envolvam desde o início do processo.
“Pete e a equipe queriam que a animação passasse uma sensação de simplicidade como os outros aspectos do filme”, acrescenta Jordan. “Por exemplo: Carl não tem narinas e nem qualquer indicação de poros em sua pele. Não há buracos em suas orelhas. O desafio foi encontrar um equilíbrio entre a simplicidade e o realismo. Foram necessárias muitas experimentações para fazer as coisas convincentes, mas não necessariamente realistas.”
Mas Carl também precisava de uma voz. Docter conta: “Quando começamos a desenvolver Carl, tínhamos uma lista de características que queríamos para ele — rabugento e mal-humorado — mas com um lado suave que transparecesse seu cuidado para com as pessoas. E engraçado. Nós, com certeza, precisávamos que ele fosse engraçado. E o nome que sempre surgia era o de Ed Asner. Era como se ele tivesse nascido para fazer esse personagem.”
“Assim que Ed Asner entrou a bordo para fazer a voz, Carl ganhou vida”, afirma Clark. “Você ouve e vê o personagem. Isso nos deu uma base para amarrar a animação.”
“Ed Asner é o rabugento mais adorável que se podia desejar”, acrescenta Lasseter. “A meta com todos os personagens da Pixar é fazê-los tão interessantes quanto possível e Ed fez isso com Carl. Nós ficamos muito honrados de tê-lo no filme. Ele nos deu muito com o que trabalhar. Quando se vê a animação de Carl Fredricksen, ele tem vida, e você nunca pensa que o personagem é um monte de dados de computador. E é através da inspiração que Ed dá aos animadores que ele ajuda. É realmente notável.”
“Eu gosto do personagem porque ele tem lindos sonhos e está disposto a lutar com a sociedade para mantê-los”, diz Asner. “Eu respeito muito isso. Eu acho que é uma história e tanto o fato de esse senhor ser capaz de transformar sua adoração pela falecida esposa na aceitação do amor por esse menino que precisa de seu dele.
“Carl é um pouco ranzinza, motivo pelo qual eles me escalaram”, brinca Asner. “Acho que sou conhecido por ser assim, mas não sei como isso aconteceu. Carl só quer ficar em paz, mas o menino o faz sair de sua concha. As circunstâncias o fazem sair e renascer. Acho que todo rabugento devia ter um renascimento.
“Eu adoro o trabalho de voz. O desafio de tentar criar as variações e os sotaques me encanta. Faz parte da interpretação. O interessante no processo é que você pode ter uma fala simples. Você pode fazer umas duas variações se está fazendo um filme ou uma peça, mas trabalhar com Pete e os outros é diferente, eles querem ouvir uma variedade enorme de apresentações. Você faz oito, dez, quinze sons diferentes na mesma fala e todas são gravadas e depois a absolutamente mais engraçada é escolhida.
“Eu sou louco por sentimentos”, continua Asner, “e eu quero ser afetado por isso. Eu gostaria de ser uma das causas de as pessoas serem afetadas. O filme tem algo a dizer sobre celebrar a vida e a união de duas almas é sempre mais doce do que o isolamento.”
AS FACETAS DE RUSSELL
De acordo com Steve May, o diretor e supervisor técnico do filme, o personagem de Russell apresentou alguns desafios. “Russell foi difícil porque ele é coberto de coisas. Ele é um explorador da natureza, usa lenço no pescoço, pequenos totens na frente de seus distintivos e tem uma mochila — é como se ele tivesse esbanjado em compras e estivesse completamente carregado de todos os tipos de coisas.”
“Russell basicamente não tem pescoço”, explica Jordan. “Nós tivemos que encontrar uma forma de animá-lo da forma correta. Descobrimos que mudanças sutis na posição dos olhos, nariz e rosto fariam com que ele parecesse mais velho e mais jovem. Uma revelação veio quando conseguimos o equilíbrio certo entre a simplicidade e a complexidade dos detalhes. Nós precisávamos ver seu queixo para que tivesse um formato oval mais caricaturado. Nós acentuamos o visual, o sentido e o comportamento de um queixo e de repente isso definiu seu rosto independentemente de seu corpo.”
Para a voz de Russell, os cineastas testaram 450 crianças por todo o país. Eles acharam exatamente o que estavam procurando em um novato de 7 anos chamado Jordan Nagai.
O produtor Jonas Rivera diz que, na verdade, o irmão de Nagai, um ator talentoso com experiência em comerciais, veio fazer o teste para o papel. Nagai só o estava acompanhando. “Mesmo não estando lá para o teste, nós gostamos do tom da voz de Jordan”, diz Rivera. “Ele começou a falar sobre aulas de judô, e Bob Peterson e eu nos entreolhamos e dissemos: ‘Ali está Russell.’”
“Uma das coisas que nos atraiu em Jordan”, diz Docter, “foi quando ele não estava falando sobre nada em especial — aulas de piano e judô ou algo assim — ele divagava e o modo como falava era engraçado. Isso de fato influenciou bastante o personagem de Russell.”
“Há algo muito verdadeiro e atraente na voz de Jordan”, acrescenta o supervisor de personagem de Jordan. “Há uma humanidade real e uma espécie de ingenuidade. Ele não aprendeu a interpretar ainda, então comete todos os erros certos. Quando as crianças assistirem ao filme, saberão que é uma criança de verdade.”
De acordo com o ator novato, o diretor Docter tinha alguns truques na manga para garantir a autenticidade. “Quando eu tinha que parecer entusiasmado, zangado ou ruidoso, Pete fazia pistas de obstáculos em volta da mesa e eu tinha que correr em volta. Então eu ia até o microfone e dizia as falas. Isso fazia minha energia subir e eu falava meu texto melhor.”
CRIANDO MUNTZ
Muntz foi um personagem difícil de construir porque, de acordo com Docter, “ele é, na verdade, a cola que liga a história toda. Ele é a inspiração para a jornada começar e instila o desejo de ir para a América do Sul em Ellie e Carl. E então ele acaba sendo a antítese de Carl.
“Nós tivemos muita sorte de ter Christopher Plummer no papel”, acrescenta Docter. “Ele é um ator incrível, muito instintivo. Com a maioria dos atores, nós gostamos de fazer um bom número de tomadas e leituras, mas com Christopher, ele faz uma ou duas vezes, e fica bom. Na verdade, nós tínhamos dificuldade de escolher entre duas, porque todas eram ótimas.”
Plummer diz: “Toda a minha vida, parece que eu fiz filmes de animação, e eu adoro. É muito divertido interpretar personagens brincalhões e isso me remete aos tempos da rádio, onde comecei. Sou grande fã da Pixar e, é claro, essa é uma das razões que eu querer fazer Up – Altas Aventuras (Up). Muntz não é de todo mau. Ele tem uma grande personalidade.”
TECNICAMENTE KEVIN
O personagem Kevin não foi baseado em uma espécie de pássaro. “Kevin é uma mistura de pássaros reais”, diz Docter, que descreve o pássaro como maravilhoso e pateta ao mesmo tempo. “Até as águias ? se você observar, são majestosas e pomposas mas, de vez em quando, fazem coisas totalmente malucas.”
Mas o desenho do pássaro não foi tão simples assim. “O desenho evoluiu mais do que qualquer outro personagem no filme porque o papel de Kevin na história não para de evoluir”, explica Jordan. “O desafio não foi muito com relação a modelagem e os cordames, mas teve mais a ver com as penas. Nós queríamos que o público visse o pássaro e instantaneamente soubesse porque Muntz o estava caçando há 50 anos. Pete e Ricky queriam que Kevin tivesse destaques bonitos e fortes, diferentes de qualquer outra coisa que já se viu na vida real, mas que fosse crível. Nós pesquisamos diversos pássaros com características semelhantes, incluindo o faisão monal do Himalaia. Tivemos que criar novas tecnologias para fazer as penas. Nós já fizemos pelos em muitos filmes mas nunca penas. Uma pena é como pelos que crescem em ranhuras e cada ranhura precisa reagir como um pelo. É como pelo crescendo sobre pelo. Nós tivemos que reprojetar nosso sistema de pelos, tubos e ferramentas só para criar as penas.”
PROCURANDO A VOZ DE DUG
Os cineastas encontraram a voz do doce e simples cão Dug na própria equipe. O codiretor e coescritor Bob Peterson afirma que sabia que ele poderia fazer a voz do cão de pelo dourado quando ele escreveu a primeira fala do personagem. “A primeira coisa que ele diz é: ‘Acabei de te conhecer e te amo.’ Isso aconteceu quando eu fui conselheiro de acampamento no início dos anos 1980, em Ohio. Na primeira semana de acampamento um garoto veio até mim, abriu os braços e disse: ‘Você é meu conselheiro de acampamento! Eu te amo!’ Isso foi essencial para Dug. Dug é a fonte de consciência do que imaginamos que um cão poderia pensar. Ele é emotivo e carinhoso e, às vezes, totalmente alheio à realidade ao seu redor.”
O desenho do personagem reflete essa falta de consciência. Jordan explica: “Para Dug, a ideia era que ele fosse muito suave, atraente e um pouco acima do peso. Ele é um cão gordinho, mas não vê isso. Ele acha que é tão saudável quanto os outros cães ? como Chris Farley quando fez o esquete dos Chippendales no Saturday Night Live”.
Mas como os outros do bando, Dug é um cão de verdade, não é um cão falante, diz Jordan. “Nós queríamos garantir que esses cães pudessem se comportar como cães de verdade”, diz ele. “Era muito importante para Pete que esses cães não agissem como humanos, então eles não precisavam falar. Eles têm coleiras que falam por eles.”
FAZENDO ACONTECER
A Equipe Técnica da Pixar Atinge Novos Patamares
A equipe de especialistas técnicos da Pixar enfrentaram vários problemas para dar aos cineastas o visual e a amplitude de ação que eles precisavam para contar a história no estilo e na escala necessários.
“Uma das tarefas mais difíceis no filme foi criar o conjunto de balões que leva a casa de Carl para a América do Sul”, diz Steve May, supervisor e diretor técnico do filme. “Era importante para o filme ter uma simulação realista dos balões. Os balões se comportam de forma realista, embora a noção de ser capaz de erguer uma casa com balões seja bastante absurda. Nós não somos físicos, mas um de nossos diretores técnicos calculou que seriam necessários 20 a 30 milhões de balões para conseguir de fato erguer a casa de Carl. Nós acabamos usando 10.297 para a maior parte das cenas em que a casa flutua e 20.622 quando ela decola. O número varia de tomada para tomada, dependendo do ângulo, da distância e do tamanho de forma a que fique interessante, convincente e visualmente simples.
“O número de balões foi apenas o começo”, acrescenta May. “Todos os balões reagiam a forças físicas, tais como flutuabilidade e vento. Uma das coisas essenciais para os balões é que todos precisam reagir uns com os outros. Um balão precisa responder a 10.000 outros. Além disso, cada balão está preso à casa por cordas e as cordas tem que bater umas nas outras e interagir com todos os balões. É uma simulação muito complicada, com várias coisas acontecendo. Provavelmente é a simulação mais complexa que já fizemos na Pixar, e nossa equipe de efeitos preparou o trabalho para eles.”
Aumentando a complicação de animar uma casa suspensa no ar por um monte de balões foi o fato de que, por um certo tempo, a casa estava ligada aos personagens. “Isso foi provavelmente a coisa mais deslumbrante que eu vi quando assisti às cenas pela primeira vez”, diz May. “Você tem dois personagens com roupas muito mais complexas do que quaisquer outras já feitas antes. Cada personagem é muito complicado por si só e eles estão ligados por cordas a uma casa suspensa no ar por balões que interagem. É tudo um sistema que funciona junto. Você mexe uma coisa e tem impacto em tudo o mais.”
May e sua equipe técnica também teve que inventar um modo de fazer cenas com vários personagens (matilha de cães), simulação de roupa e queda d’água que tem três vezes a altura da mais alta queda d’água da Terra (Angel Falls, na América do Sul).
Inédito para Pixar e para o mundo da computação gráfica, o papel do diretor de fotografia foi dividido em dois trabalhos distintos. Patrick Lin foi o diretor de fotografia de câmera, que envolve supervisionar os movimentos de câmera e o layout. Jean-Claude Kalache, veterano com 13 anos na Pixar, foi o diretor de fotografia de iluminação. Trabalhando bem perto dos diretores e de outros membros da equipe criativa, os dois cinegrafistas ajudaram a dar a Up – Altas Aventuras (Up) uma tremenda sensação de escopo, escala e aventura.
“Pete tinha uma visão singular para o filme e queria uma abordagem bem teatral e controlável de luz”, explica Kalache. “Isso significava destacar a ação, focando onde os personagens estão e escurecendo os lugares que não queríamos que o público olhasse. Quando estamos fazendo um filme em que a câmera se move ao redor, é um grande desafio porque cada cena tem que ser vista como se o público estivesse vendo por aquele ângulo.”
Patrick Lin e sua equipe tiveram que lidar com muitas questões de composição, tais como: personagens com cabeças grandes, cenas que incluíam um pássaro muito alto e cães muito baixos, cenas épicas envolvendo aeronaves e cães em aviões bimotores. Fã dos cinema clássico japonês, Lin também se inspirou em cineastas legendários como Kurosawa (e seu filme Ikuru, em especial) e em Ozu, que frequentemente usam a abordagem minimalista e filmam com uma única lente de 50mm.
“Nosso objetivo era garantir que a câmera seguisse as emoções do personagem”, explica Lin. “No início do filme, tudo leva para o momento em que Carl se isola do resto do mundo. Nós usamos a cinematografia para destacar o isolamento. Uma vez que sua vida está estagnada, nós filmamos essas cenas com uma lente de 50mm. Até mesmo a primeira vez que vemos Russell, há uma divisão visível na tela, como um quadro, para tentar separá-lo dos outros personagens. No momento em que as sombras dos balões aparecem e a casa sobe, é quando a câmera realmente começa a se mover; nós tentamos complementar a emoção da ação.”
Lin e sua equipe gostaram especialmente de trabalhar em uma luta climática com um dirigível perto da conclusão do filme. “Eu acho que é a melhor luta de um homem de idade na história do cinema. Dirigível versus casa. Carl tem sua bengala e Muntz tem uma grande espada. Há muito movimento manual de câmera e tivemos uma movimentação muito dinâmica.”
3D ? O PRIMEIRO DA PIXAR
Levando a Animação por Computação Gráfica a uma Nova Dimensão
Up – Altas Aventuras (Up) traz uma dimensão totalmente nova a um filme da Pixar ao ser o primeiro do estúdio lançado em Disney Digital 3D™. Ele lidera uma nova era de possibilidades de entretenimento para o estúdio de animação que levou para as telas o primeiro longa-metragem em computação gráfica há 14 anos e é reconhecido em toda a indústria cinematográfica por sua genialidade narrativa, virtuosidade técnica e atenção aos detalhes.
“Nós vemos o 3D como mais um lápis em nossa caixa de lápis.”
~ Pete Docter, diretor/escritor
De acordo com o diretor Pete Docter, foi John Lasseter quem sugeriu que fizessem Up – Altas Aventuras (Up) em 3D. “Então nós montamos uma divisão separada”, explica Docter. “Este novo departamento pegava os mesmos elementos da narrativa que estávamos usando e tentava usar a profundidade como outra forma de contar a história.”
“Por exemplo, no início do filme, Carl está parado e vive em sua pequena casa”, continua Docter. “Nós queríamos dar a sensação de claustrofobia então achatamos tudo — fizemos menos profundo de propósito. O contraste pode ser visto depois quando ele chega na América do Sul. Nós queríamos amplidão — queríamos a sensação de vento no rosto, então aumentamos a profundidade. Nós vemos o 3D como mais um lápis em nossa caixa de lápis”, diz Docter.
Chefiando os esforços para fazer Up – Altas Aventuras (Up) o primeiro filme da Pixar apresentado em Disney Digital 3D™ estava Bob Whitehill, um veterano artista de layout que chegou ao estúdio há cinco anos. Seu título no filme foi de supervisor estereoscópico.
“Eu acho que Up – Altas Aventuras (Up) pode ser um dos melhores filmes 3D já feitos, simplesmente porque o layout e a composição são bons e muito sólidos”, afirma Whitehill. “A escolha das lentes e filtros realmente tiraram vantagem do Z axis para e da câmera, e há sequências maravilhosas na selva da América do Sul em que eles cobriram o cenário com folhas, arbustos e vinhas desfocadas, em primeiro plano. Isso cria uma janela maravilhosa através da qual se pode ver aquele mundo e todos aqueles personagens divertidos.”
Trabalhando com os cineastas, Whitehill e sua equipe desenvolveram um “nivelamento de profundidade” para encontrar o uso otimizado e mais efetivo do 3D ao longo do filme; o 3D tornou-se uma dica visual para ajudar aos cineastas a contar a história e envolver o público com os personagens.
“Quando Carl perde sua mulher, ele se retira da vida, e a composição do filme se torna achatada”, explica Whitehill. “As lentes são um pouco mais longas e Carl é enquadrado perto do topo do quadro de forma que parece que está fechado e claustrofóbico. Nessas sequências, nós reduzimos a profundidade. Nós usamos a profundidade do Z-axis para ajudar a contar a história de um homem que realmente perdeu o centro de sua vida e então está se afastando de nós. Quando ele e Ellie são jovens, nós aumentamos de forma que você sente o espaço, a liberdade e a aventura. E então, quando ele parte nessa grande aventura, nós aumentamos mais ainda. É impactante ir da sequência com Carl aprisionado em sua casa, por assim dizer, à profundidade na floresta no coração dessa grande aventura.”
AFINANDO AS CORDAS
O Compositor Aclamado Michael Giacchino Confere Emoção e Entusiasmo
com Sua Trilha Sonora Temática
Um filme que incorpora elementos de grande aventura, comédia e emoção pede uma grandiosa trilha sonora, motivo pelo qual os cineastas convidaram Michael Giacchino. Um dos compositores mais talentosos e versáteis da atualidade, Giacchino trabalhou anteriormente em filmes populares da Pixar tais como: Os Incríveis (The Incredibles) e Ratatouille (Ratatouille). Mais recentemente, ele conduziu a orquestra na 81ª Cerimônia de Premiação Anual da Academia® e compôs trilhas sonoras para os próximos lançamentos Star Trek e Land of the Lost.
“Aquelas fabulosas trilhas sonoras dos filmes animados da Disney me ensinaram a não ter medo de ser emocional com a música.”
~ Michael Giacchino, compositor
Um dos maiores desafios na criação da trilha sonora de Up – Altas Aventuras (Up) foi manter vivo o espírito da esposa de Carl, Ellie. Giacchino conseguiu isso através de tema especial associado ao personagem.
“Ellie fornece a motivação subliminar para Carl ao longo do filme”, diz Docter. “Nós tentamos visualmente mantê-la viva o máximo que pudemos conectando-a com a casa que está sempre lá. Michael compôs algumas músicas incríveis que mexem de diferentes maneiras com a emoção, a comédia e a ação. Foi um modo bem-sucedido de levar Ellie junto durante todo o filme.”
Giacchino acrescenta: “O tema de Ellie começa no filme como uma valsa lírica. Espero que quando você ouça, pense na juventude, quando você era jovem, como a primeira vez que se apaixonou. Esse tema cresce com o filme. Ele gira e dá voltas conforme necessário e, no final, se torna um tema de ação e aventura.”
O talento de Giacchino está totalmente demonstrado em uma bela e emocionante sequência ? que não necessita de uma única palavra ? ele leva você em emoções vertiginosas quando mostra a vida e os sonhos de Carl e Ellie. A sequência leva você da mais alta alegria da vida em comum dos dois até as lágrimas e a morte de Ellie.
Em termos da trilha sonora em geral, Giacchino queria prestar uma homenagem a alguns de seus filmes de aventura favoritos do passado, tais como, Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days), bem como trilhas sonoras de clássicos da Disney como Peter Pan.
“Aquelas trilhas maravilhosas dos filmes animados da Disney me ensinaram a não ter medo de ser emocional com a música”, diz Giacchino. “Compositores legendários como Ollie Wallace e Frank Churchill não tinham medo de ser emocionais quando a história era emocionante. Eles também me mostraram que não tem problema ser temático e ter uma melodia que fique em sua cabeça. É incrível como eles eram bons. Ouvi-los faz você se sentir humilde e querer trabalhar mais arduamente para ser melhor.”
SOBRE O ELENCO DE VOZES
Versátil, determinado, eloquente e talentoso são adjetivos que descrevem o ator e ativista ED ASNER (Carl Fredricksen). Ele talvez seja mais conhecido por seu desempenho cômico e dramático como Lou Grant – o jornalista grosseiro, mas de bom coração -, papel que ele criou na comédia-marco da TV The Mary Tyler Moore Show e continuou no cenário jornalístico dramático em Lou Grant, que lhe rendeu cinco prêmios Emmy® e três Globo de Ouro®. Asner ganhou mais dois Emmy® e um Globo de Ouro® pelas minisséries Rich Man, Poor Man e Roots. Sua prolífica e muito homenageada carreira de ator demonstra uma habilidade consumada de transcender a linha entre a comédia e o drama.
Um dos atores mais consagrados da história da televisão, ganhou sete prêmios Emmy® e foi indicado 16 vezes, e ganhou cinco prêmios Globo de Ouro®. Atuou como presidente nacional do Screen Actors Guild por dois termos. Ele foi entronizado no Hall da Fama da TV em 1996. Asner ganhou o prêmio Ralph Morgan da Screen Actors Guild em 2000, concedido periodicamente a membros do associação de Hollywood por serviços prestados. Em março de 2002, foi novamente honrado pela associação como o 38º ganhador do prestigioso prêmio pelo conjunto de suas realizações na carreira e em ações humanitárias, concedido anualmente a um ator que tenha atingido os mais altos ideais da profissão.
Além de sua versatilidade profissional, atuou ativamente e se comprometeu com a questão dos direitos dos artistas além de advogar pelos direitos humanos, pela paz no mundo, pela preservação do meio ambiente e pela liberdade política. Porta-voz dedicado e informado com relação às causas que apoia, Asner é um frequente orador sobre questões trabalhistas e um especial aliado dos artistas idosos da indústria da atuação. Entre as muitas homenagens que recebeu ao longo de sua carreira estão os prêmios: Anne Frank Human Rights, o Eugene Debs, o Organized Labor Publications Humanitarian, o Worker’s Right’s Committee da ACLU e o National Emergency Civil Liberties.
Asner tem mais de 100 créditos na televisão, tendo sido astro das séries Off the Rack, The Bronx Zoo e Thunder Alley. Entre suas inúmeras participações como convidado estão: Curb Your Enthusiasm, ER, Arliss, The Practice e um papel recorrente em Studio 60 On The Sunset Strip. Além de vários comerciais e inúmeros livros gravados, emprestou sua voz a desenhos animados muito populares, tais como: Os Simpsons (The Simpsons), Homem-Aranha (Spiderman) e Boondocks. Em sua extensa filmografia inclui: They Call Me Mister Tibbs!, Fort Apache the Bronx, JFK – A Pergunta que Não Quer Calar (JFK) e a produção europeia de Giovanni XXIII ? a minissérie de maior audiência na história da TV italiana ? e também o sucesso de bilheteria Um Duende em Nova York (Elf) com Will Farrell e James Caan. Asner fez ainda vários filmes na Hallmark e foi indicado ao Emmy® por Cartão de Natal (The Christmas Card).
Recentemente, concluiu as filmagens de Gigantic, com John Goodman e Jane Alexander; de Generation Gap, para o Hallmark, e de um episódio de CSI/ NY.
CHRISTOPHER PLUMMER (Charles Muntz) há mais de 60 anos é considerado um dos atores mais respeitados do teatro e é um veterano de mais de 100 longas-metragens. Criado em Montreal, começou sua carreira profissional no palco e no rádio, falando francês e inglês. Depois que Eva Le Gallienne possibilitou sua estreia em Nova York (1954), ele estrelou muitas produções célebres na Broadway e no West End de Londres, ganhando muitos prêmios dos dois lados do Atlântico. Ganhou dois prêmios Tony® pelo musical Cyrano e por Barrymore e recebeu sete indicações ao Tony®, as mais recentes foram por King Lear (2004) e por sua interpretação de Clarence Darrow em Inherit the Wind (2007). Ele também ganhou três prêmios Drama Desk e a Medalha do National Arts Club.
Ex-protagonista do Royal National Theatre de sir Laurence Olivier, e da Royal Shakespeare Company, de sir Peter Hall, ganhou o prêmio Evening Standard de Londres de Melhor Ator em Becket. Também participou do Stratford Festival do Canadá em seus anos de formação sob a tutela de sir Tyrone Gutherie e de Michael Langham. Ele é muito conhecido como um dos melhores atores clássicos de sua geração.
Desde que Sidney Lumet apresentou-o na tela em Stage Struck (1958), sua filmografia inclui: O Homem que Queria Ser Rei (The Man Who Would Be King), A Batalha da Grã-Bretanha (Battle of Britain), Waterloo (Waterloo), A Queda do Império Romano (Fall of the Roman Empire), Jornada nas Estrelas 4 (Star Trek VI), Os 12 Macacos (Twelve Monkeys) e o vencedor do Oscar® em 1965, A Noviça Rebelde (The Sound of Music). Mais recentemente, atuou no filme indicado ao Oscar® O Informante (The Insider) e ganhou o prêmio do National Film Critics interpretando Mike Wallace; atuou também no vencedor do Oscar®, Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind), e ainda em Man in the Chair, Procura-se um Amor Que Goste de Cachorros (Must Love Dogs), A Lenda do Tesouro Nacional (National Treasure), Syriana (Syriana) e O Informante (Inside Man). Sua atuação na TV, que chega a quase 100 créditos, inclui o vencedor do Emmy® Hamlet at Elsinore, da BBC, interpretando o papel-título; as produções vencedoras do Emmy® The Thornbirds, O Julgamento de Nuremberg (Nuremberg) e Little Moon of Alban, entre muitas outras. Pessoalmente, ganhou dois prêmios Emmy® e recebeu seis indicações. Plummer também escreveu para o teatro, televisão e para casas de espetáculo.
Além das homenagens no Reino Unido, nos EUA, na Áustria e no Canadá, ele foi o primeiro ator a receber o prêmio Jason Robards em memória a seu grande amigo; o prêmio Edwin Booth e o prêmio Sir John Gielgud Quill. Em 1968, sancionado por Elizabeth II, ele recebeu o prestigioso título da Ordem dos Companheiros Canadenses. Doutor honorário em Belas Artes pela Juilliard, também ganhou o prêmio Governor General pelo conjunto de suas obras em 2000. Em 1986 foi entronizado no Hall da Fama do Teatro e, em 2000, na Calçada da Fama do Canadá. Seu recente livro de memórias In Spite of Myself (Afred A. Knopf Publishers) vem sendo muito aclamado pela crítica especializada e pelo público.
Entre seus próximos projetos estão dois desenhos animados: 9 e My Dog Tulip; o papel-título em The Imaginarium of Doctor Parnassus, dirigido por Terry Gilliam e The Last Station, no qual interpreta o grande escritor Tolstoy, contracenando com Helen Mirren, escrito e dirigido por Michael Hoffman.
JOHN RATZENBERGER (Tom, Capataz de Construção) é um consagrado diretor, produtor e ator várias vezes indicado ao Emmy® com credenciais notáveis como empreendedor e humanitário. Embora seja mais conhecido das plateias internacional como o carteiro Cliff Clavin em Cheers, pelo qual recebeu duas indicação ao Emmy, Ratzenberger é o único ator a fazer a voz de personagens em todos os filmes da Disney•Pixar. Seus personagens são memoráveis: o charmoso e perspicaz Hamm, o porco-cofrinho de Toy Story (Toy Story) reprisado em Toy Story 2 (Toy Story 2) e no inédito Toy Story 3 (Toy Story3), a mosca em Vida de Inseto (A Bug’s Life), Yeti, o monstro das neves em Monstros S.A. (Monsters, Inc.), um peixe-galo em Procurando Nemo (Finding Nemo), um personagem filosófico chamado Underminer em Os Incríveis (Incredibles), Mack em Carros (Cars), Mustafa, o garçom-chefe em Ratatouille (Ratatouille) e John, um humano que vive a bordo da nave espacial Axiom em Wall-E (Wall•E).
Ex-carpinteiro, instrutor de arco e flecha, artista de parque de diversões e tripulante de pesqueiro de ostras, Ratzenberger foi criado em Bridgeport, Connecticut. Formou-se em literatura inglesa pela Sacred Heart University, estrelou shows solos e dirigiu muitos outros depois de formado. Ratzenberger passou uma década na Inglaterra como um dos fundadores da dupla de improviso Sal’s Meat Market, tendo sido aclamado por toda a Europa e ganhado o prêmio do British Arts Council. No início da carreira, atuou em vários filmes, incluindo: Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far), Super-Homem (Superman, Gandhi (Gandhi) e Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca (Star Wars: The Empire Strikes Back). Também estrelou a série Small World, da TV Granada e adquiriu prática como produtor e escritor na BBC, na TV Granada e em diversas companhias de teatro de prestígio.
Em 1982, fez teste para um papel em Cheers e sugeriu aos criadores que considerassem acrescentar um “barman sabe tudo permanentemente”. O personagem de Cliff Clavin ganhou vida e a equipe de Cheers reescreveu o piloto para incluí-lo. Durante 11 temporadas em Cheers, Ratzenberger improvisou muitas falas, ajudando a renovar e fazendo perdurar a popularidade da série que ganhou 28 prêmios Emmy®. Com Cheers ainda sendo exibido em todo o mundo, Cliff Clavin permanece como um dos mais adorados personagens da TV.
Ratzenberger reprisou o papel de Cliff Clavin em Frasier, The Simpsons, Blossom, Wings, St. Elsewhere e em oito especiais da NBC. O consagrado personagem também foi visto em 8 Simple Rules, That’s 70s Show, Sabrina the Teenage Witch, Murphy Brown, The Love Boat, Magnum P.I. e Hill Street Blues. Entre seus inúmeros trabalhos na TV como protagonista estão: The Pennsylvania Miners Story da ABC, A Fare To Remember, Remember Wenn, The Good Soldier, da PBS Masterpiece Theater, Song of a Sourdough e Detectives, da BBC. O sucesso de Ratzenberger com desenhos animados no cinema se estende à televisão nas séries da TBS, que permanecem há muito tempo no ar: Captain Planet and the Planeteers e The New Adventures of Captain Planet. Ele também fez muito sucesso no programa Dancing With the Stars, da ABC.
Entre seus créditos recentes no cinema estão: The Village Barbershop, vencedor do prêmio Audience Choice no Cinequest Festival, e Our First Christmas, para o Hallmark. Recentemente, deu início a popular série do Travel Channel John Ratzenberger’s Made in America. Ele criou o programa em 2004 para mostrar produtos feitos nos EUA, uma causa pela qual é muito ativo. Sua organização sem fins lucrativos, a Nuts, Bolts, and Thingamajigs Foundation, tem como meta restaurar a autoestima e a dignidade às artes manuais e industriais e inspirar a próxima geração norte-americana de artesãos, inventores, engenheiros, consertadores e trabalhadores habilidosos.
JORDAN NAGAI (Russell) nasceu em 5 de fevereiro de 2000 em Los Angeles. Aos 2 anos e meio, iniciou sua carreira de ator fazendo um papel em um comercial de serviço público. Dois anos depois, foi visto em anúncios impressos da JC Penney e da Pacific Care.
Enquanto o jovem cursava a escola japonesa em um sábado, o diretor enviou um e-mail a todos os alunos dizendo que a Pixar estava fazendo testes com meninos de 9 e 10 anos para Up – Altas Aventuras (Up). Nagai, com apenas 7 anos na época, seguiu para o local do teste com seu irmão mais velho e acabou ganhando o papel.
Enquanto trabalhava em Up – Altas Aventuras (Up), Nagai fez um comercial de rádio para uma franquia de restaurantes. Ele também foi convidado especial em um episódio inédito de Os Simpsons (The Simpsons).
Aos 7 anos de idade, ELIZABETH “ELIE” DOCTER (ELLIE Jovem), foi aos estúdios da Pixar Animation para fazer teste para a voz de “Ellie jovem”. Alguns outros atores foram considerados para o papel, mas ficou decidido que a voz de Docter era ideal para o papel e ela foi oficialmente escalada.
Agora com 10 anos e bem moleque na vida real (como seu personagem em Up – Altas Aventuras), Docter é fã de musicais e é a pessoa mais apaixonada por cães que existe no mundo, como ela mesma diz. Ela gosta de ler revistinhas do Archie® e adora nadar. Docter também adora Annette Funicello, Hayley Mills e outros atores clássicos da Disney. Ela mora atualmente em Piedmont, na Califórnia com seus pais e seu irmão mais velho.
DELROY LINDO (Beta) tem uma filmografia memorável que inclui: O Assalto (Heist) de David Mamet e como o sr. Rose em Regras da Vida (The Cider House Rules). Lindo foi aclamado pela crítica por seu desempenho como Rodney no drama Irmãos de Sangue (Clockers), de Spike Lee e também trabalhou com Lee em Crooklyn- Umas Família de Pernas Pro Ar (Crooklyn) e Malcom X (recebendo uma indicação ao prêmio NAACP Image por seu trabalho como West Indian Archie. Ele foi visto mais recentemente no filme de sucesso This Christmas, do qual também foi produtor executivo.
Lindo fez papéis memoráveis em uma diversa gama de filmes, tais como: Wondrous Oblivion, O Núcleo – Missão ao Centro da Terra (The Core), A Última Fortaleza (The Last Castle), Domino – A Caçadora de Recompensas (Domino), O Confronto (The One), 60 Segundos (Gone in 60 Seconds), O Preço de um Resgate (Ransom) ? indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante ao prêmio NAACP Image ?, Por uma Vida Menos Ordinária (A Life Less Ordinary), O Nome do Jogo (Get Shorty), Paixão Bandida (Feeling Minnesota), Romeu Tem Que Morrer (Romeo Must Die), Mr. Jones (Mr. Jones), L’Exil du Roi Behanzin, O Advogado do Diabo (Devil’s Advocate), Estranhos Encontros (Bright Angel) e Montanhas da Lua (Mountains of the Moon).
Na TV, Lindo estrelou a série Kidnapped, da NBC. Ele também foi visto em Lackawanna Blues (HBO) e em The Exonerated (Court TV). Foi aclamado pela crítica no drama da CBS Profoundly Normal, estrelou como o juiz da Suprema Corte norte-americana, Clarence Thomas, no drama vencedor do prêmio Peabody Strange Justice (Showtime), e foi aplaudido como o legendário jogador de basquete, Satchel Paige, no comovente drama Os Campeões (Soul of the Game), da HBO. Lindo também estrelou como o explorador do Ártico, Matthew Henson, em Glória e Honra (Glory and Honor) no TNT, e também em First Time Felon no HBO. Também na TV, Lindo concebeu, produziu, apresentou, dirigiu e foi um dos montadores do documentário de entrevistas com Spike Lee, Charles Burnett e Joan Chen.
No teatro foi visto mais recentemente no papel título em Agamemnon, no Getty de Los Angeles. Antes disso, foi visto no teatro em Londres na produção de The Exonerated. Na Broadway, foi visto no papel de Herald Loomis em Joe Turner’s Come and Gone, de August Wilson e foi indicado aos prêmios Tony® e Drama Desk; em Master Harold and the Boys (Broadway e turnê norte-americana); e como Walter Lee na produção do Kennedy Center, em Los Angeles, de A Raisin in the Sun (indicado aos prêmios Helen Hayes e NAACP Image de Melhor Ator). Lindo também trabalhou off-Broadway e em teatros regionais em todos os Estados Unidos e no Canadá.
Entre seus créditos como diretor teatral estão as produções aclamadas pela crítica e aplaudidas pelo público de Joe Turner’s Come and Gone (outono de 2008) e uma nova peça intitulada Blue Door, ambas para a Berkeley Rep. Theatre. Além disso, em 2006, ele ganhou o prêmio Los Angeles Theater Weekly por seu trabalho na direção do drama sobre o Vietnã, Medal of Honor Rag.
PETE DOCTER (Diretor/Roteiro/Argumento) construiu uma carreia ilustre como um dos mais prodigiosos talentos do Estúdio Pixar Animation. Associou-se ao estúdio em 1990, começou a fazer animação e dirigiu uma variedade de comerciais produzidos pela Pixar para a Tropicana Fruit Juice, caixa Tetra-Pak reciclável e Lifesavers.
Ao lado de John Lasseter e Andrew Stanton, Docter desenvolveu a história e os personagens de Toy Story (Toy Story), o primeiro longa-metragem da Pixar, para o qual foi supervisor de animação. Foi artista de storyboard em Vida de Inseto (A Bug’s Life) e escreveu o argumento inicial de Toy Story 2 (Toy Story 2).
Docter estreou como diretor em Monstros S.A. (Monsters, Inc.), indicado ao prêmio da Academia® de Melhor Longa-Metragem de Animação. Como um dos principais contribuidores criativos recebeu outra indicação ao prêmio da AcademiaÒ pela originalidade da história do vencedor do OscarÒ Wall-E (Wall-E) da Disney•Pixar.
Antes de se associar à Pixar, Docter trabalhou como animador na Walt Disney Company, na Bob Rogers and Company, na Bajus-Jones Film Corporation e na Reelworks em Minneapolis. Começou a se interessar por animação aos 8 anos de idade, ao fazer seu primeiro flipbuk (bloquinhos com desenhos em sequência que, quando folheados rapidamente, simulam uma animação rudimentar). Cursou animação de personagens na CalArts (California Institute of the Arts), de Valencia, onde produziu vários filmes estudantis incluindo: Winter, Palm Springs e o vencedor do Oscar® estudantil, Next Door.
Docter mora atualmente em Piedmont, na Califórnia com sua mulher e seus dois filhos.
BOB PETERSON (Co-diretor/Roteiro/História/Voz de Dug/Alfa) é um membro valioso do Estúdio Pixar Animation desde 1994. Seu primeiro trabalho foi de artista e animador em Toy Story (Toy Story). Depois trabalhou como artista de história em Vida de Inseto (A Bug’s Life) e Toy Story 2 (Toy Story 2), supervisor de história em Monstros S.A. (Monsters, Inc.) e foi um dos roteiristas do vencedor do prêmio da AcademiaÒ Procurando Nemo (Finding Nemo).
Além de seu trabalho com histórias, Peterson fez a voz de diversos e memoráveis personagens animados da empresa: Roz, o velho herói xadrezista de Geri’s Game; a lesma de meia-idade obcecada por burocracia em Monstros S.A. (Monsters, Inc.) e o afinado professor ? sr. Ray ? em Procurando Nemo (Finding Nemo). Ele também emprestou sua voz talentosa para o cão Dug em Up – Altas Aventuras (Up).
Enquanto cursava a faculdade de engenharia mecânica da Purdue University em Indiana, Peterson teve sua primeira experiência trabalhando em um laboratório de computação gráfica. Foi lá que ele teve a primeira experiência com desenho animado, escrevendo e desenhando Loco-Motives, uma tira diária no jornal Exponent, da Purdue University.
Depois de formado, mudou-se para Santa Barbara, na Califórnia, para trabalhar para Maya, na Wavefront Technologies, e depois na Rezn8 Productions, de Hollywood, antes de associar-se à Pixar em 1994.
Nascido em Wooster, Ohio, e criado no Brooklyn, em Nova York, e em Dover, Ohio, Peterson formou-se pela Ohio Northern University. Ele mora atualmente em São Francisco com a mulher, seus três filhos e dois cachorros que não falam.
JONAS RIVERA (Produtor) associou-se ao Estúdio Pixar Animation em 1994 como assistente do escritório de produção no primeiro longa-metragem do estúdio Toy Story (Toy Story). Trabalhando em quase todos os longas-metragens da Pixar até o momento, sua habilidade e perícia possibilitaram que ele avançasse em sua carreira em cada produção subsequente do estúdio.
Passando de coordenador do departamento de arte de Vida de Inseto (A Bug’s Life), assumiu a função de coordenador de recursos de marketing e criativos em Toy Story 2 (Toy Story 2). Tendo seu coração sempre ligado à arte e criatividade, Rivera retornou ao departamento de arte, desta vez como gerente em Monstros S.A. (Monsters, Inc.). Rivera em seguida assumiu a função de gerente de produção no vencedor do Globo de OuroÒ Carros (Cars) da Pixar.
Desde quando consegue se lembrar, Jonas Rivera sempre adorou cinema, especialmente os filmes de animação. Suas primeiras lembranças da infância consistem da Tiki Room da Disneylândia e de ir ao cinema para ver filmes como Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs) e Guerra nas Estrelas (Star Wars). Muito inspirado ainda bem jovem, Rivera ficou deslumbrado com a mídia de cinema e sonhava fazer filmes algum dia.
Antes da Pixar, a diversificada experiência profissional de Rivera incluiu trabalhar em lojas de disco, lojas de brinquedos e tocar em bandas de rock pesado — que ele se refere, brincando, como: “o treinamento perfeito para trabalhar na Pixar”.
Nascido em Bay Area, Rivera cresceu em Castro Valley e formou-se pela San Francisco State University com especialização em cinema. Atualmente mora em Oakland com a mulher e os filhos.
JOHN LASSETER (Produtor Executivo) é presidente de criação/criativo dos estúdios Walt Disney e Pixar Animation e principal consultor criativo da Walt Disney Imagineering. Como diretor, ganhou dois prêmios da Academia® e supervisiona todos os filmes dos estúdios Walt Disney e Pixar Animation e projetos associados. Lasseter dirigiu os inovadores e aclamados Toy Story (Toy Story), Vida de Inseto (A Bug’s Life) e Toy Story 2 (Toy Story 2). Adicionalmente, foi produtor executivo de Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Procurando Nemo (Finding Nemo) e Os Incríveis (The Incredibles). Lasseter voltou à cadeira de diretor em 2006 com o lançamento de Carros (Cars) da Disney·Pixar.
Em 2004, foi honrado pelo Art Directors Guild com o prestigioso prêmio Outstanding Contribution to Cinematic Imagery e recebeu grau honorário do American Film Institute. Lasseter ganhou, em 2008, o prêmio Winsor McCay do ASIFA-Hollywood pelas realizações em sua carreira e por sua contribuição à arte da animação.
Sob a supervisão de Lasseter os vários longas e curtas metragens da Pixar receberam inúmeros prêmios e honras da indústria cinematográfica. Ele ganhou o Oscar® de Realização Especial 1995 por sua inspirada liderança da equipe de Toy Story (Toy Story). Seu trabalho em Toy Story também resultou em uma indicação da Academia® na categoria de Melhor Roteiro Original, a primeira vez que um filme de animação foi reconhecido nessa categoria. Procurando Nemo (Finding Nemo), lançado na primavera norte-americana de 2003, tornou-se o filme de animação de maior faturamento de todos os tempos e ganhou o Oscar® de Melhor Longa-Metragem Animado.
Como diretor criativo da Pixar, conquistou enorme sucesso comercial e de crítica com Os Incríveis (The Incredibles) em 2004. O filme foi reconhecido como um número recordista de 16 indicações ao prêmio Annie e diversos prêmios “Best Of” do The Wall Street Journal, do American Film Institute, do National Board of Review, entre muitos outros.
Lasseter também escreveu, dirigiu e animou vários curtas-metragens e comerciais de televisão de destaque para a Pixar, incluindo Luxo Jr. (indicado em 1986 ao prêmio da Academia®); Red’s Dream (1987); Tin Toy (vencedor em 1988 do prêmio da Academia®); e Knickknack (1989), que foi produzido como um filme 3-D estereoscópico. Tin Toy, da Pixar, tornou-se o primeiro filme de computação gráfica a ganhar o Oscar® quando recebeu em 1988 o prêmio da Academia® de Melhor Curta-Metragem de Animação.
Antes da formação da Pixar em 1986, Lasseter trabalhou na divisão de computação da Lucasfilm Ltd., onde desenhou e animou o personagem Stained Glass Knight em computação gráfica e, em 1985, trabalhou no filme produzido por Steven Spielberg O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes).
Lasseter cursou o ano inaugural do programa de animação de personagem no California Institute of the Arts e formou-se em cinema em 1979. Enquanto estava no California Institute of the Arts, produziu dois filmes de animação, ambos vencedores do Oscar® estudantil de Melhor Animação: Lady and the Lamp, em 1979, e Nitemare, em 1980. Seu primeiro prêmio veio aos 5 anos quando ele ganhou U$15,00 do Model Grocery Market em Whittier, Califórnia, por um desenho em lápis de cera do “Cavaleiro Sem Cabeça”.
ANDREW STANTON (Produtor Executivo) é uma grande força criativa no estúdio Pixar Animation desde 1990, quando se tornou segundo animador e nono funcionário a entrar para o pioneiro grupo de elite da computação gráfica da empresa. Como vice-presidente de criação, atualmente lidera as iniciativas e a supervisão de todos os longas e curtas-metragens desenvolvidos no estúdio.
Stanton dirigiu e coescreveu recentemente o roteiro de Wall-E (Wall•E), vencedor do Oscar® e do Globo de Ouro® de Melhor Longa-Metragem de Animação em 2008. Ele também foi indicado ao Oscar® pelo roteiro.
Stanton estreou no cinema com o recordista de bilheteria Procurando Nemo (Finding Nemo), uma história original concebida e coescrita por ele. O filme rendeu a Stanton duas indicações ao prêmio da Academia® (Melhor Roteiro Original e Melhor Longa de Animação), e Procurando Nemo (Finding Nemo) ganhou o Oscar® de Melhor Longa-Metragem de Animação em 2003, o primeiro recebido pelo estúdio Pixar Animation por um longa-metragem.
Stanton foi um dos roteiristas a receber uma indicação ao Oscar® em 1996 por sua contribuição a Toy Story (Toy Story) e foi roteirista dos filmes seguintes da Pixar, entre os quais: Vida de Inseto (A Bug’s Life), Toy Story 2 (Toy Story 2), Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Procurando Nemo (Finding Nemo) e Wall-E (Wall•E). Além disso, foi um dos diretores de Vida de Inseto (A Bug’s Life), e produtor executivo de Monstros S.A. (Monsters, Inc.) e do vencedor do Oscar em 2006, Ratatouille (Ratatouille).
Nascido em Rockport, Massassuchets, formou-se em Belas Artes com especialização em animação de personagem pelo California Institute of the Arts (CalArts), onde concluiu dois filmes estudantis. Nos anos 1980, lançou sua carreira profissional de animador em Los Angeles, no estúdio Kroyer Films de Bill Kroyer, e escreveu a produção de Mighty Mouse, The New Adventures, de Ralph Bakshi.
As melodias de MICHAEL GIACCHINO (Compositor) engrandeceram o entretenimento de todos os gêneros, incluindo programas de televisão, curtas-metragens de animação, videogames e sinfonias com temas que vão desde tons comoventes e melancólicas até suspense e tranquilidade. Telespectadores das séries de sucesso Lost e Alias conhecem bem seu trabalho e encantaram-se com suas composições por várias temporadas.
Giacchino teve sua primeira chance em um longa-metragem com a trilha sonora aclamada para Os Incríveis (The Incredibles) ? vencedor do prêmio Annie de Melhor Música em Longa-Metragem de Animação e uma indicação ao Grammy de Melhor Trilha Sonora ? e depois compôs a música para Super Escola de Heróis (Sky High), da Disney; para a comédia dramática Tudo em Família (The Family Stone), para Missão Comédia (Looking for Comedy in the Muslim World), de Albert Brooks; para o suspense Missão Impossível 3 (Mission: Impossible III) e para Ratatouille (Ratatouille), da Disney•Pixar, vencedor do Grammy® de Melhor Trilha Sonora, do prêmio Annie de Melhor Música em Longa-Metragem de Animação e uma indicação ao Oscar® de Melhor Trilha Sonora Original. Ele também foi diretor musical da festa de premiação da Academia® desse ano.
No início de 1997, Giacchino foi convidado pelo recém-criado DreamWorks Studios para fazer a trilha sonora de seu primeiro videogame para o PlayStation, baseado no sucesso de bilheteria de Steven Spielberg O Mundo Perdido (The Lost World). O Mundo Perdido (The Lost World) apresentou a primeira trilha sonora orquestral ao vivo com música composta para o jogo de PlayStation e gravada por membros da Sinfônica de Seattle.
Desde O Mundo Perdido (The Lost World), Giacchino compôs diversas trilhas sonoras orquestradas para a DreamWorks Interactive, incluindo a série de grande sucesso Medal of Honor, um jogo de simulação da Segunda Guerra Mundial criado por Steven Spielberg. Foi seu trabalho nesses jogos que o levou a trabalhar na série Alias, do ABC, criada pelo escritor e diretor JJ Abrams. Os produtores da série contataram o compositor por serem fãs dos jogos nos quais ele trabalhou. Alias, por sua vez, tornou-se a porta de entrada para seu trabalho com a Pixar em Os Incríveis (The Incredibles).
A fascinação da infância pelo cinema o levou à escola de cinema da School of Visual Arts de Nova York, onde ele se formou em produção cinematográfica com especialização em História. Depois de formado, Giacchino começou a estudar composição na The Juilliard School no Lincoln Center enquanto trabalhava de dia nos escritórios de publicidade da Universal e da Disney em Nova York. Dois anos depois, foi transferido para os Estúdios Disney em Burbank para trabalhar no departamento de publicidade de longas-metragens. Durante esse tempo, o aspirante a compositor aceitou um trabalho na Disney Interactive como assistente de produção, gerenciando e produzindo títulos para a divisão. Ele dedicava as noites e os fins-de-semana à prática e ao estudo da música.
Em 13 de maio de 2000, a Sinfônica de Haddonfield tocou a primeira a sinfonia de Giacchino, “Camden 2000”. O faturamento foi direcionado a Heart of Camden, uma organização dedicada a reconstruir casas na cidade. A sinfonia, cuja apresentação foi totalmente vendida, celebrava o nascimento, o grandioso passado e o futuro de esperança da cidade de Camden, em Nova Jersey.
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